quarta-feira, maio 28, 2008

O provavel fim das monarquias


O Nepal tornou-se hoje a mais jovem republica do Mundo

Após 239 anos de Monarquia, a Assembleia Constituinte aboliu este regime.



  • Duas questões se colocam:

1- Será que caminhamos para o fim da Monarquia? Este regime já não se adequa aos novos tempos?


2- O Parlamento é um simbolo das Republicas? Não pode haver Republica sem parlamento? Ou Parlamento sem Republica?




5 comentários:

Paulo Colaço disse...

Vejo algumas coisas boas na Monarquia.
Para mim, nenhuma delas suplante a virtude máxima de ver o Chefe de Estado ser escolhido por todos aqueles que fazem com que o Estado seja um Estado: a população.

Mas, se eu vejo nisso uma virtude outros acharão ser um mero "bem menor", dando mais importância - por exemplo - à equidistância que por norma se reconhece ao cargo.

Assim, não me parece aberrante que certos povos vejam na Monarquia um sinal distinto, uma marca de identidade e identificação.

Não creio que nesses países a situação se inverta. Em todo o caso, excepto em raríssimos casos, quem experimenta a República dificilmente quer voltar à Monarquia.

Podia ter acontecido no pós 1910 em Portugal, mas isso foi fruto da desorientação dos primeiros republicanos.

Filipe de Arede Nunes disse...

Concordo com o Colaço no que concerne à resposta à primeira pergunta.
Quanto à segunda: bem, existem de facto repúblicas sem parlamento. Chamam-se ditaduras!
Quem controlaria o governo num regime em que não existisse parlamento?
A quem pertenceria o poder legislativo? (aceito que me digam que já não pertence ao parlamento mas sim ao governo, na medida em que este último exerce o poder legislativa numa amplitude maior do que o parlamento.)
E a representação partidária? Como se faria? Acabavam-se com os partidos?
E a discussão política? As interpelações ao governo?
Ficam as questões.
Cumprimentos,
Filipe de Arede Nunes

Paulo Colaço disse...

É verdade, havia uma segunda pergunta: chame-se Parlamento, Assembleia, Senado ou Congresso, deve sempre haver um orgão de representação popular para fiscalizar o Poder.

Nélson Faria disse...

A segunda é mais fácil: antes da moda das repúblicas do final do século XIX e do boom no século XX já havia as monarquias constitucionais com parlamento.

Sem parlamento, com a representação pluri-partidária, dificilmente concebo Democracia. E Monarquia não é antónimo de Democracia.

Eu sempre gostei da ideia de termos um Rei. Simbólicamente é muito mais apelativo. Mas conceber que alguém, por mero facto de nascimento, herda um País mexe-me com a cabeça. Conceber que alguém nos representa pelo pai e mãe que teve é algo que eu não pretendo sequer compreender.

Eu sou um demo-liberal, e entendo que a monarquia fere a auto-determinação política de um povo e o princípio da igualdade quase mortalmente.

De resto, acho uma ideia bonita ;) e usam jóias mais as coroas e aparecem nas revistas cor de rosa, e casamentos e baptizados e outros eventos sociais... Porreiro Pá!

Bruno disse...

Sem querer minimizar este tema, que considero interessantíssimo, deixoum comentário curto mas directo:

- Faz-me confusão uma monarquia pelo simples facto de que aquilo é um pouco hipócrita. Não tanto pela questão de o Rei não ser eleito. É verdade que contraria a regra da democracia e só por isso já é mau. Por outro lado temos um representante do Estado que é preparado para isso desde que nasceu o que pode poupar algumas figuras tristes ;)

- O Parlamento ou outro orgão do tipo Assembleia que cumpra a missão de fiscalizar o Governo é fundamental!