terça-feira, maio 27, 2008

Eu fui


Já começou há uns dias e fui logo no primeiro.
Gosto desta Feira, sobretudo do espaço Leya, muito agradável.
O problema, creio, tem sido a chuva.
Poderia ter sido problema (mas não foi tanto) a birra da APEL.
Sempre os mesmos a querer sempre o mesmo.

11 comentários:

Paulo Colaço disse...

Não achei piada às birras da APEL e, nesta guerra, estive do lado dos renovadores.

A Feira do Livro não é menos Feira se inovarmos um pouco...

Adriana disse...

Pena que as guerras da feira do livro de Lisboa, abafem a feira do livro do porto que esta a funcionar perfeitamente no palacio de cristal sem guerras, dramas. Mas a comunicação social só vive das tragédias....

Nélson Faria disse...

Eu ainda não fui. Tempo é coisa que não tem sobejado ;)

Bruno disse...

Dri, a Feira do Livro do Porto não funciona perfeitamente. É mais um evento em que - como em Lisboa - muitos dos editores estão presentes apenas por uma questão de imagem e de representatividade porque o negócio que por lá se faz é pouco.

Sobre a confusão deste ano na Feira do Livro de Lisboa, trata-se do culminar de um processo que se arrasta há algum tempo e em que, inexplicavelmente, alguns estão a tentar bloquear as ideias para dinamização e modernização da feira.

Não posso deixar de fazer aqui uma declaração de interesses: tenho como cliente da empresa onde trabalho uma editora que faz parte da União dos Editores Portugueses que foi a organização que defendeu a modernização da feira, em contraponto com a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros que tem sido responsável pela organização nos últimos anos.

Por isso sou suspeito, admito. Eu também queria que a Feira fosse modernizada. Mas eu tenho uma razão: acho que é importante dinamizar este tipo de eventos, principalmente para que o público não se afaste deles. Não consegui ainda perceber as razões dos que querem que fique tudo como há setenta e tal anos...

Luís Nogueira disse...

Ainda não fui à Feira do Livro, mas por lá deverei passar nos próximos dias...
.
Contudo gostaria de deixar um reparo e uma ideia. Sou da opinião que os livros em Portugal são muito caros. Mesmo na Feira do Livro e com os alfarrabistas presentes, o que se assiste é a um conjunto de preços proibitivos sobre as obras de maior interesse...
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Já que este Executivo fala em educação, em dinamismo cientifico e em planos nacionais de leitura com tanta paixão, porque não reduzir ainda mais o valor de imposto sobre os livros? Eu por mim, agradecia...

Tânia Martins disse...

Vou no domingo! Por isso só domingo poderei opinar com legitimidade!

Mas concordo plenamente com o Luís Nogueira, os livros em Portugal são caríssimos, mesmo havendo promoções, tal como há na feira do livro.

Margarida Balseiro Lopes disse...

Eu já fui.
Já visitei a Feira do Livro do Porto, há uns anos. Naturalmente que para quem gosta do mundo dos livros fica deliciado, até porque tal como o Jorge Luís Borges “sempre imaginei que o paraíso fosse uma espécie de livraria”. Mas, a Feira do Livro de Lisboa é insuperável: alia a magia própria do mundo livresco a uma beleza ímpar do espaço que lhes serve de cenário. Não me surpreendi quando, à saída da feira, o Paulo me disse que já foi considerada a mais bonita feira do livro a nível europeu.

Quanto à polémica que antecedeu o evento foi manifestamente lamentável, até pelo facto de ter estado em causa a sua realização. Sou apologista que a feira se deve ir modernizando, superando e adaptando-se às necessidades/expectativas dos seus visitantes. Reitero esta posição depois de ter visto o espaço do grupo Leya. ;)

O desconto de feira não creio que influa muito no volume de vendas, até porque hoje em dia, as principais livrarias já praticam este tipo de promoções durante todo o ano. A propósito disto e, por eu e o Paulo termos encontrado Zita Seabra na “banca” da “Aletheia”, lembro-me de uma intervenção brilhante da nossa ex-ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima: para combater a quebra de vendas nos “cd’s” que tinham uma taxa de IVA de 21%, a nossa ministra propunha aumentar o IVA de 5% dos livros para 21%. Zita Seabra respondeu-lhe indignada: “uma queirosiana” a propor este tipo de medidas?!

Paulo Colaço disse...

É verdade.
Gostei muito de ver a Deputada e Psico-Oradora Zita Zeabra na banca da sua editora.
Ainda tivemos uns instantes à conversa, sobre livros, claro. Ainda é possível conversar com companheiros de partido sem ser sobre as Directas 

De facto, como diz o Luis, os livros são caros. Demasiado.
Hoje compro menos livros que no passado, e também reduzi o tempo que dedico à leitura. Pelo menos os géneros que mais lia.
Agora estou mais virado para as biografias e história recente, bem como livros técnicos da área da comunicação.

Deixem-me partilhar duas ou três pancadas minhas sobre livros.
Só há uma coisa que não podemos fazer aos livros: não os ler.
De resto, tudo é permitido.
Não tenho dos livros uma visão sagrada: são materiais de trabalho. E os materiais de trabalho devem ser usados. E o uso fá-los deteriorar.
Uma colher de pau, uma borracha, o bico do compasso, a própria caneta: tudo se gasta. E não há bom uso que valha.

Gastem os livros. Não os tratem como flores de estufa!

Bruno disse...

Deixem-me só dar uma informação sobre os preços promocionais que são praticados na Feira do Livro: por Lei, existe um valor máximo de desconto para os livros o que leva a que, como disse a Guida, os preços de feira sejam iguais às promoções das grandes livrarias.

Cidália disse...

Eu também acho que os livros são para ser usados, eu faço isso, gosto de os ver manuseados. O canto da folha virada, serve-me de marcador, sublinho e às vezes até faço anotações.
São tão importantes para mim, os livros, que os vou comprando ao longo do ano. Muitas vezes entro na livraria, normalmente a Bertrand por causa do cartão de leitora, e começo a escolher e a pegar para levar, quando faço as contas e vejo o valor a pagar, inicio a operação contrária, a arrumá-los novamente nas prateleiras.
Nunca fui à feira do livro a Lisboa. O local, parque Eduardo VII, é muito mais agradável do que o pavilhão Rosa Mota (Adriana, o palácio de Cristal, que de cristal já não tem nada, foi rebaptizado e passou a ser pavilhão Rosa Mota)mas este último te vantagens em tempo de chuva sobre o parque Eduardo VII.

Paulo Colaço disse...

Sim, quando chove é aborrecido para os feirantes: o público baixa e os livros podem danificar-se, embora as bancas ofereçam alguma protecção.

Por isso gosto do modelo Leya: é melhor para todos - feirantes e visitantes.