quarta-feira, maio 07, 2008

O nomeado....?

Obama, embora cheio de pancada, está cada vez mais próximo. Ganhou a Carolina do Norte (por 15 pontos!). Encurtou e minimizou a vantagem de HRC no Indiana. Neste último estado, teve dois adversários (como tem tido ultimamente); HRC, e os republicanos, que just for the fun of it, têm ajudado a complicar cada vez mais a definição do lado democrata...

HRC entretanto (lembrem-se que agora é a noite de ontem nos EUA), cancelou a sua agenda da manha... Das duas uma, ou fará uma conferência de imprensa dramática, ou será apenas time off para reavaliar a sua estratégia.
A direita dos EUA insiste que os Elefantes estão cada vez mais elitistas, e isso se nota na demografia dos apoios quer a um, quer a outro candidato.

Em quem apostam os caros leitores?
Teremos nomeado?

24 comentários:

Nélson Faria disse...

Eu já tenho nomeado: McCain. ;)

Obama será, muito surpreendentemente, o nomeado. Mas com reservas:

tem cerca de 150 delegados de avanço, o que pode virar na segunda contagem na convenção.

Too close to call!

Nélson Faria disse...

Delegados Eleitos:
Obama 1584
Hillary 1415

Super-Delegados
Obama 252
Hillary 266

Total
Obama 1836
Hillary 1681

NÚMERO MÁGICO - 2025

Paulo Colaço disse...

Ah ganda Obama!
Tá com fé!
Pena é que a distãncia seja curta.
Nunca se sabe o que pode acontecer na Convenção...

Aposto em Obama Vs McCain e desejo a vitória do primeiro.

Pode até nem ser a melhor opção para os EUA, mas eu ficaria com um sorriso tonto na cara durante uma semana inteira!

Kokas disse...

Amigo Colaço,
Desta vez estamos do mesmo lado. Como é bom dizer isto: "ESTAMOS DO MESMO LADO".

YES, WE CAN!

xana disse...

Ontem vi com atenção a emissão da CNN.

Os republicanos temem Obama, isso é claro e notório. Mas como dizia um dos comentadores: "the guy is winning" e portanto, mesmo que Hillary ganhe os estados que faltam, Obama terá sempre vantagem no n.º de delegados. E perguntava o mesmo comentador, incorporando o próprio Obama quando chegar a hora da verdade: como me querem tirar a nomeação se eu tenho mais delegados?

Parece que o nomeado está encontrado.

YES WE CAN!

Paulo Colaço disse...

Parafraseando o Matias, nunca estivemos em lados diferentes :)

Em todo o caso, e sobre as eleições americanas, só estamos do mesmo lado porque o Giuliani fez asneira!

Seria para ele o meu voto: o político americano mais europeu das Américas.

Diogo Agostinho disse...

Sem dúvida que Giuliani era um grande candidato, mas ainda assim não sendo ele, a Condi não ter ido foi uma pena.

Obama é um grande político, cativa, empolga, é sério. Um caso de estudo mesmo.

Se vivesse lá, a minha escolha seria muito muito dífícil! Mas Obama é um político diferente!

xana disse...

É isso que diferencia muita gente.

Ser do PSD faz com que seja quase uma heresia dizer que votaria Obama. Porque é que por sermos PSD "temos que escolher" McCain?

Eu pergunto: se surgisse um Obama em Portugal, de outro partido, votariam nele?

Paulo Colaço disse...

É uma pergunta muito pertinente, Xana.
Creio que só faça sentido ser colocada a quem é pró-Obama, que é o meu caso.

Em primeiro lugar, o Obama é a minha segunda escolha.
A primeira era Giuliani (não me canso de repetir).
O que faz de Obama a minha escolha (ainda que segunda)?
Pura exclusão de partes.

Acho HCL um pote de veneno. Acho McCain a continuação da América pistoleira.

Nos inícios da fidelização do Psico às eleições americanas eu disse que desconfianva ligeiramente do bem-falante Obama.
Se fossemos pelos bem-falantes, Santana já teria sido presidente do PSD há muito tempo.

Se fossemos pelos bem-falantes, Guterres não teria deixado de ser Primeiro-Ministro.

Quanto ao ponto principal da tua pergunta: ser do PSD conta alguma coisa?
Não sei. Confesso.
Será que o PSD "apoiaria" Giuliani?
Julgo que não: demasiado "aberto" para o gosto conservador de algum PSD.
Mas eu, PSD de corpo e alma, o Salgado, o Diogo e o Né, três liberais dos 4 costados, estávamos com eles.

Que dizer disto?

Creio que as concepções portugueses influem pouco quando pensamos nos EUA.

xana disse...

De facto seria uma questão difícil, até porque concordo quando dizes que o que "sentimos" em relação aos nossos pouco ou nada infere quando se fala nos EUA.

Mas não tanto para muitos (quase todos) de nós que sabe diferenciar as coisas, e claramente pensa pela sua cabeça, o que é verdade é que para muita gente é difícil assumir certas diferenças. Isto da direita/esquerda tem destas coisas, conduz-nos a um certo totalitarismo!! E penso que todos percebem que é aí que quero chegar.

Eu acho difícil comparar, era uma pergunta de ruptura digamos. Mas penso que se de facto surgisse alguém em Portugal com esta força eu pensaria seriamente no meu voto.

jfd disse...

Questão interessante Xana ;)
Exercício um pouco difícil...
Mas transpondo a pessoa para Portugal; pela Esperança, Renovação, Frontalidade, teria o meu voto ;)

EM disse...

Os elefantes não são o símbolo dos Conservadores (direita) e os burros o símbolo dos Democratas (esquerda)?

Eu votaria Obama.

Kokas disse...

Precisas da minha resposta XANA?

Obama teria o meu voto em qualquer lado. Um homem que diz que o pecado original está na visão maniqueísta que a maioria tem da vida e do mundo, é um homem que chegou demasiado tarde à corrida presidencial Americana.

Aconselho a leitura atenta de "A Audácia da Esperança". Tenho-o na minha mesa de cabeceira e leio pequenas passagens todos os dias. (Já o li todo há um mês). SIM. Uns têm a bíblia. Eu tenho o Obama à cabeceira.

xana disse...

Olha aí está um livro que vai direitinho para a lista de prioridades. Apenas li passagens, não tenho.

jfd disse...

HRC é uma lutadora!
Afinal o anúncio que fez foi o de que continuaria na luta pela nomeação. Convenientemente declarou que a próxima primária seria “ou vai ou racha” (o que me deu vontade de rir, pois é um Estado onde claramente vai ganhar, enfim!). A punditocracia continua a afirmar que o nomeado será Obama. E que HRC e os super delegados que ainda não se comprometeram estão apenas a esticar o tempo, aguardando o desastre que vai tornar impossível a eleição de Obama nas gerais. E HRC faz questão de ir minando o caminho ao companheiro. Numa entrevista disse que conta com os votos dos trabalhadores e dos brancos... Sendo verdade, não deveria ter dito a segunda questão demográfica, pois eleva a discussão para o plano racial, mais uma vez.
Continua a luta pelos votos do Michigan e da Florida. Regras são regras. E HRC não seguiu as regras. Harvey Weinstein, co fundador dos estúdios Miramax, pressionou a Speaker Pelosi em favor de Clinton, soube a CNN de fontes anónimas, mas questionado sobre o facto, afirmou que falaram ao telefone sobre financiar novas eleições nestes estados... (http://cnnwire.blogs.cnn.com/2008/05/08/clinton-supporter-pressures-pelosi-over-white-house-battle/)... A coisa tá agreste!


Já falei disto há algum tempo atrás, mas volto a tocar no tema. Um dos temas mais importantes para os EUA é a composição dos juízes do Supremo Tribunal de Justiça. Os democratas não colocam lá ninguém há cerca de 40 anos! Aquilo está pejado de conservadores. E têm-se notado nestes últimos anos, retrocessos muito graves no que toca a liberdades e avanços já conseguidos.
Um dos exemplos que me chocou foi uma sentença acerca da diferença de pagamento, para funções idênticas, entre homens e mulheres. Passou no Supremo, que as mulheres têm apenas um período de 6 meses (ou algo parecido, não distorcendo o sentido) para perceber se há discrepâncias salariais. Só neste período poderão processar. Fora desse período, chapéu!
Questionado sobre isto, McCain respondeu que a solução para nivelar os salários das mulheres nos EUA é “mais formação!”
McCain tem apresentado o seu plano económico cheio de erros e com pressupostos descabidos de toda a realidade. Os democratas têm-lhe realmente dado espaço para estar à vontade. Mas num mundo de youtubes e afins, tudo virá de volta para o assombrar.
Resta dizer que McCain perdeu votos nestas últimas primárias, para candidatos republicanos que já nem estão na corrida.

Circulam neste momento pela net, fotos de Obama com 7 anos a pisar uma bandeira dos EUA, com um conhecido terrorista-wanna-be da terra, tornado seu apoiante nos primeiros dias da sua carreira política.

Vai ser muito interessante ver McCain-Obama na campanha para as gerais. Mas não vai ser bonito de se ver. Obama vai ser “arrastado pelo chão da Medina...”

jfd, com a últimas da frente americana...
aconselho ->>>> www.drudgereport.com

xana disse...

Não sei se concordarão, mas a par das notícias nos canais para o efeito, uma das formas pelos quais me ponho a par destas eleições é assitindo o Daily show. Aconselho vivamente! Ainda hoje me fartei de rir com a incoerência de Hillary, e a diferença desesperada do discurso da senhora!

Vamos ver o que os democratas vão fazer a Obama, mas atenção ao escândalo! Seria difícil manter credibilidade perante os EUA e o Mundo!

jfd disse...

Estou contigo!
Nos dois parágrados!!!
;))

Paulo Colaço disse...

Jorge, dizes que "Esperança, Renovação, Frontalidade" teria o teu voto.
Votaste em Guterres?

Caro Kokas, alguém me dizia que o livro do Obama é uma compilação de vacuidades que impressionar o americano típico e para lançar a caminhada presidencial.

Quero ler para confirmar mas não acho dificil de acreditar.

jfd disse...

LOL Colaço! Grande Got'cha moment!. Não! Não votei ;)

Quanto ao livro do Obama, que não li... Faz como eu... O meu aipodes é o meu melhor amigo. Tenho o livro para ouvir! Mas ainda não tive tempo LOL. Mas já ouvi a crítica. Podes, ou quem tiver interessado, ouvir o Book Club da Slate (pessoalmente gosto muito do grupo de críticos que aí opinam) sobre o mesmo. Fica aqui o link http://www.slate.com/id/2178390/

jfd disse...

HRC orientou mais 6 milhões á sua campanha...
Quanto mais tempo resiste, pior faz ao Partido e a si própria...
Será que o milagre por que espera, irá acontecer?!?!?

jfd disse...

Bem... Mais umas primárias. Lá vai HRC ganhar e fazer disso uma grande festa, sendo que, não lhe valerá de muito.
Obama já faz campanha para o país.
Será que vai acontecer a hecatombe que os Clinton tanto aguardam?!?!?

jfd disse...

HRC lá ganhou a WV, e fez um discurso triunfante. Até Carville, o que apelidou o Governador do México de Judas, já está ao lado de Obama. Edwards já se declarou por Obama. A camapnha de HRC está em dívida de $20 milhões.
Será que vai acontecer o milagre que HRC aguarda e que vai arrastar Obama pelas sondagens abaixo.........?

jfd, não esqueço!

jfd disse...

Rival Camps Plan Inevitable Merger
Clinton, Obama Supporters Discuss Combined Effort to Win in November

By Matthew Mosk and Chris Cillizza
Washington Post Staff Writers
Sunday, May 18, 2008; A01



Top fundraisers for Sens. Hillary Rodham Clinton and Barack Obama have begun private talks aimed at merging the two candidates' teams, not waiting for the Democratic nominating process to end before they start preparations for a hard-fought fall campaign.

Despite Obama's apparently insurmountable lead in delegates needed to claim the nomination, aides to both candidates are resigned to the idea that the Democratic contest will continue at least through June 3, when Montana and South Dakota will cast the final votes of the primary season.

But in small gatherings around Washington and in planning sessions for party unity events in New York and Boston in coming weeks, fundraisers and surrogates from both camps are discussing how they can put aside the vitriol of the past 18 months and move forward to ensure that the eventual nominee has the resources to defeat Sen. John McCain (R-Ariz.) in November.

Mark Aronchick, a Philadelphia lawyer who has raised more than $1 million for Clinton's bid, said that while her supporters have not given up on their candidate, they recognize the need to start preparing for the general election.

"Only if we do this right, and see this through in the right way, will there be a chance for a full, rapid and largely complete unification of the party," Aronchick said.

Aronchick was one of about 35 Clinton and Obama insiders who attended a dinner last week in Washington aimed at what he characterized as helping the two sides "grope towards unity."

The gathering, held at the Ritz-Carlton residence of Jim Johnson and Maxine Isaacs, was a fundraiser for the Democratic National Committee at which former Treasury secretary Robert Rubin was honored. But the guests were well aware of the symbolism as they sipped cocktails and admired the views of the Potomac River and the Washington Monument. The event honoring a prominent Clinton supporter was held at the home of an Obama backer and co-hosted by another, former senator Thomas A. Daschle (S.D.).

"The people there had all picked sides," one attendee said. "There was a sense that there is an obligation to lead by example."

While there was little outright talk of how the primary campaign would end, guests confirmed that DNC Chairman Howard Dean set the tone with a speech in which he emphasized that despite the protracted nomination fight, he is already instituting a plan to combat McCain.

The message was clear, according to one attendee, who said, "You don't go anywhere anymore where there isn't a sense that this is over and this is about how people behave over the next month."

Even with the work in top levels of the party to broker a detente between Obama and Clinton donors, both sides acknowledge there is much still to be done.

Top fundraisers have invested not only their time and money but also their emotions in the primary battle. Major financial backers say the tensions have been particularly acute in recent weeks as frustrations have mounted in both camps.

Aronchick said that in his own discussions, he emphasized the need for the senator from Illinois to stop describing Clinton and her backers as representing the politics of the past.

"They need to understand how corrosive that has been among her supporters," Aronchick said. "For this to work, they need to correct any impression that he thinks we represent the old ways of doing things or Washington Beltway ways of doing things."

One top fundraiser for Obama, a veteran of several presidential campaigns who spoke about the private discussions on the condition of anonymity, said there are sensitivities among many of Obama's supporters, as well. The fundraiser said there is a high level of resentment that Clinton has continued to campaign, even though her chances of securing the nomination are remote. Many are unhappy about the idea of having to make room for members of Clinton's finance team, who had "picked the wrong candidate."

"There are people who are thinking, 'Hey, my guy won. Now I have to share the trophy?' " the Obama fundraiser said. "That's something we have to overcome."

Kirk Dornbush, a member of the Obama national finance team in Georgia, said that while there is no formal effort by the Obama campaign to recruit Clinton counterparts, "many of us have friendships with Clinton donors that predate the 2008 campaign and will last long after this race is over. Given this reality, it should not be surprising that we have received phone calls in the last few weeks" from individuals interested in crossing over.

Another major Obama fundraiser, granted anonymity to speak candidly, said that while no organized recruitment campaign was underway, "we have picked off some local people and are reaching out to the Clinton people we know individually."

That outreach has been complicated by leading voices in the Clinton campaign having made clear that any defection at this point would be regarded as a betrayal of the former first couple. "Some [Clinton] people have said, 'If you publicly defect, that's the end of our relationship,' " said the Obama fundraiser. "Like, if we live to be 170, we're never going to speak to each other again."

Clinton supporters interviewed for this article all said they think that the senator from New York remains a viable candidate. But several also said they see the wisdom of beginning the conversation about fundraising for the general election.

"We're all thinking about November," said Robert Zimmerman, a New York public relations expert who is a top Clinton fundraiser. "We are starting a dialogue together. I've made it clear [Obama backers] will be welcome to come on board. They've said the same to me."

Zimmerman, who is also a Democratic National Committeeman, said Dean has been a central figure in starting to bring the two camps together. Dean is organizing a May 31 fundraiser in Manhattan honoring Al Gore. The event is being chaired by Orin Kramer, one of Obama's top fundraisers, and by Maureen White, a longtime party fundraiser who has been assisting Clinton.

Last week, the Democratic National Committee announced that both campaigns had signed a "joint fundraising agreement" creating a fund in which donations to each candidate could be pooled with contributions to the party and then used during the general election.

Clinton's New England finance chairman, Steve Grossman, is also co-chairing an event with two top New England fundraisers for Obama, Alan Solomont and Barry White. The June 12 event in Boston is in honor of Massachusetts Sen. John F. Kerry's brother, Cameron Kerry, and will raise money for the National Jewish Democratic Council, but the invitation list includes top bundlers for both Clinton and Obama.

In addition to the fledgling attempts to merge the fundraising operations of Obama and Clinton, there is growing talk that the best -- and perhaps only -- way to truly mend the rift is for Obama to pick a top Clinton surrogate as his vice presidential nominee.

"There's gale-force pressure for Obama to choose a Clinton loyalist as a running mate to heal the party but avoid putting her and her formidable baggage on the ticket," said one Obama ally in Washington. "You hear the names [Ohio Gov. Ted] Strickland, [Indiana Sen. Evan] Bayh, and [retired general] Wes Clark almost constantly, and it's no secret that Jim Johnson and Tom Daschle are purveyors of that wisdom."

jfd disse...

Escandaloso (ainda por cima depois da tomada de posição da Administração Bush sobre a visita do Ex Presidente Carter ao Médio Oriente, foi o discurso de Bush aquando dos 60 anos de Israel) e os acontecimentos que se lhe seguiram...

É realmente de uma enorme hipocrisia atacar e fazer politica em terreno estrangeiro, quando se fez disso um grande caso de patriotismo! O mais interessante, a roçar o cómico, foram as declarações da porta-voz...

Fica aqui uma perspectiva que raramente utilizo, a Francesa, pelas letras dos correspondentes do Le Figaro;


George Bush attaque
Obama depuis Jérusalem

De notre correspondant à Washington, Philippe Gélie
Dans une démarche inhabituelle, le président plonge dans la campagne en critiquant les projets du candidat démocrate au Proche-Orient.
La flèche était inattendue de la part d'un président qui s'est gardé jusqu'ici de prendre position dans les primaires démocrates, et d'autant plus inhabituelle qu'elle a été tirée de l'étranger. De la tribune du Parlement israélien, jeudi, George W. Bush a lancé une attaque indirecte, mais à peine voilée, contre Barack Obama. «Certains semblent croire que nous devrions négocier avec les terroristes et les radicaux, a déclaré le président américain. Certains suggèrent que les États-Unis devraient simplement rompre leurs liens avec Israël et que tous nos problèmes au Proche-Orient disparaîtraient.»

Comparant cette posture avec celle des Munichois avant la Seconde Guerre mondiale, Bush a dénoncé «le confort illusoire de l'apaisement, qui a été constamment discrédité par l'histoire». La saillie a fait l'effet d'un pavé dans la mare électorale américaine. Le sénateur de l'Illinois n'est pas cité, mais il s'est senti visé. «Il est navrant de constater que le président Bush se sert d'un discours à l'occasion du 60e anniversaire d'Israël pour lancer une attaque politicienne infondée, a-t-il déclaré dans un communiqué. Bush sait que je n'ai jamais soutenu le dialogue avec les terroristes.» Son porte-parole, Robert Gibbs, est monté au créneau pour dénoncer «une attaque sans précédent lancée de l'étranger», d'autant plus «malheureuse» qu'elle émane du champion de «la diplomatie du cow-boy.» La porte-parole de la Maison-Blanche a balayé la polémique avec une pirouette : «Les candidats en campagne s'imaginent parfois que le monde tourne autour d'eux, mais en l'espèce, ce n'est pas vrai.»