quarta-feira, julho 30, 2008

Vergonha!

Lisboa, 30 Jul (Lusa)

Vinte e três deputados nunca faltaram às reuniões na Assembleia da República nos dez meses da sessão legislativa - 15 são do PS, quatro do PSD, dois do CDS-PP, um do PCP e outro do PEV.
De todos os líderes parlamentares, Bernardino Soares, do PCP, foi o único a estar presente em todas as reuniões plenárias.
Na lista dos deputados mais assíduos na bancada socialista constam Ana Maria Rocha, Custódia Fernandes, Fernanda Asseiceira, Fernando Jesus, João Bernardo, Jorge Strecht, Manuel José Rodrigues, Maria José Gamboa, Marisa Costa, Matilde Sousa Franco, Miguel Coelho, Odete João, Pedro Farmhouse, Vasco Franco e Ventura Leite.
No segundo maior partido, o PSD, são quatro os deputados que não falharam nenhuma reunião em São Bento: Fernando Antunes, Fernando Santos Pereira, Ribeiro Cristóvão e Vasco Cunha.
No CDS-PP, dois deputados estiveram em todas as reuniões: Abel Baptista e António Carlos Monteiro.
Heloísa Apolónia, do Partido Ecologista "Os Verdes", é outra das totalistas, tendo estado presente nas 109 reuniões plenárias.
A esta lista de deputados cumpridores podem ainda juntar-se os que só se ausentaram de São Bento em missão parlamentar. Dois são do PSD (Luís Carloto Marques e Pedro Quartin Graça) e quatro do PS (Marques Júnior, Miranda Calha, Osvaldo de Castro, Teresa Moraes Sarmento).
IEL/NS.

É esta a representação da nossa classe de políticos.
Quero lá saber das desculpas e subterfúgios.
Eu voto, senhoras e senhores; cumpram!
Vivemos num país que cultiva e institucionaliza a desresponsabilização.
Tenham vergonha, começando pelo meu partido...

50 comentários:

Bruno disse...

Esta notícia já não é novidade... Infelizmente! Há muita coisa a mudar no Parlamento nacional e o Psico tem noção disso mesmo, já tendo até levado a cabo um debate sobre esse tema.

Bruno disse...

Curioso é o facto de os mais cumpridores em termos de assiduidade serem na maioria dos casos depudatos menos conhecidos e mediáticos. Podemos argumentar que os mais destacados têm outras tarefas políticas e partidárias mas eu aí estou com o Jorge: a maioria das justificações são desculpas esfarrapadas!

Outra curiosidade que notei foi o facto de 2 dos "emprestados do plantel" do PSD (Carloto Marques do Partido da Terra e Quartin Graça do PPM) terem boa nota nesta avaliação. Não sei se isso se reflecte na qualidade do seu trabalho mas falando pelo ambientalista, que foi eleito pelo meu Distrito (Setúbal), tenho tido notícias de algum trabalho da sua parte.

O facto de Bernardino Soares ser o único Líder Parlamentar a estar presente a 100% faz-me também pensar se o estatuto deste cargo não deveria ser re-equacionado. Não será esta uma função que devia obrigar a uma maior presença? Quase que uma função a tempo-inteiro?

Diogo Agostinho disse...

Perante estes dados vergonhosos, e os de produtividade que o Expresso apresentou, para que servem tantos Deputados?

Paulo Colaço disse...

A função de deputado deve ser repensada.
O número, o tipo de trabalho, se faz sentido dividi-los entre deputados de "barra" e de "comissão", a função do parlamento, a relação com o Governo (fará sentido atribuir-se ao Governo tanta competência legislativa? fará sentido a figura da "autorização legislativa"?), etc.

A questão das faltas está muito ligada à paragem do parlamento no tempo.

Acho feia a facilidade e, em alguns casos, leviandade com que se falta. Tanto na AR, na faculdade, nas empresas, etc. No entanto, há que ver algumas coisas:

- Deputados como Francisco Louçã e Paulo Portas (líderes partidários) não deverão ter uma folga maior?
- Esta estatística teve em conta as licenças de paternidade? As faltas por doença? Dizer quem nunca faltou é diferente de dizer quantas faltas teve cada um, por exemplo.
- Também não creio que seja pelas faltas que se avalia o trabalho de um deputado.
- Última nota: um dos deputados totalistas do PSD é o meu presidente de CPD, Vasco Cunha. Um homem apaixonado pelo trabalho parlamentar e rigoroso no desempenho.

Bruno disse...

Só para aproveitar o lançamento de algns dados pelo Colaço:

Não concordo que se dê folga aos líderes partidários! Se têm outros compromissos que se façam substituir. Se não são permitidas as substituições pontuais então que sejam!

É verdade que aqui não estão as justificações. Mas já estou como o Jorge: quero lá saber! Não podemos ser assim tão radicais, é óbvio ;)

Sobre outros critérios para a avaliação do desempenho dos Deputados também eu já falei e concordo que não seja só pela assiduidade. Mas neste post é isso que se discute...

Reparei no Vasco Cunha e pensei se seria o Presidente da Distrital do Colaço. Reparo que lá não está o meu Deputado, Luís Rodrigues. Sei que ele é um "mouro de trabalho" e se calar algumas das faltas são provocadas por deslocações a Évora, Beja e Portalegre, distritos aos quais dá apoio para compensar a ausência de deputados eleitos pelo PSD.

O meu Presidente de Distrital não é Deputado. Mas lembro com orgulho os tempos em que o Bruno Vitorino exerceu o cargo e todo o apoio que deu às gentes do Ditrito, não esquecendo a estrutura como veículo importante do seu trabalho. A JSD de Almada era oposição ao Bruno a nível interno mas ele nunca se poupou a esforços em requerimentos, inerpelações, reuniões e o que fosse pis via que as nossas causas eram justas. Em 2009 voltará, se Deus quiser!

jfd disse...

Votei para que estejam no Parlamento!
Ponto final.

É sempre a mesma coisa nesta sociedade. Excepção para isto, excepção para aquilo.

Carlos disse...

O Ribeiro Cristovão faz falta é à Bola Branca da Renascença!!

Jorge Duarte de Silva Rosa disse...

Eu Gostava de um dia enveredar pela Carreira Politica . Ter dispensa do Trabalho para poder ir para a Praia ou sair a noite e dormir todo o dia . Mas não !!!
Trabalhar é preciso Trabalhar !!!
Alguém tem que trabalhar .

Viva a Monarquia

Jorge Duarte de Silva Rosa

jfd disse...

Disparate

Paulo Colaço disse...

Jorge, eu votei para que sejam deputados.

Prefiro um bom deputado que falte de vez em quando a um mau deputado que vai a todas as sessões.

Claro que bom seria juntar assiduidade a competência mas quando uma e outra são incompativeis, eu prefiro a competência.

Deputados como Paulo Rangel, Montalvão Machado, José Eduardo Martins, Miguel Frasquilho e outros que tais não aparecem na lista dos que nunca faltaram mas cada um deles é capaz de ser melhor que as Matildes Sousa Franco desta vida...

xana disse...

Se lhes faltasse o ordenado ao dia 21 de cada mês eu queria ver se faltavam às sessões.

Não só não precisamos de tantos deputados, como precisamos que os partidos sejam sérios e parem de usar as legislaturas para pagar favores a este e àquele.

O sistema é preverso, errado, corrupto. E não há partido nenhum que se livre deste rótulo!
Os paladinos da democracia como o BE e o PCP deviam ter vergonha. Pensam que por não usarem fato e gravata levam a Ar mais a sério que os outros.

Depois admiram-se que as pessoas deixem de votar! Eu também acho que todos devem ir às urnas nem que seja para votar em branco (aliás, para quando uma leitura dos brancos para se tirarem conclusões preciosas...), mas não podemos exigir a ninguém que perca o seu tempo para depois ver uma miséria destas.

Vergonha.

Margarida Balseiro Lopes disse...

Há 2 semanas, no primeiro debate Sócrates-Rangel, critiquei veementemente o comportamento dos deputados do PSD: metade da bancada abandonou o plenário no fim da intervenção do seu líder. Lamentável e insultuoso. Repugna-me o comportamento de muitos deputados que descredibilizam a instituição Parlamento e o nobre papel dos deputados numa Democracia Pluralista.

Mas, basearmo-nos nestes dados, que nos indicam quem nunca faltou a uma reunião plenária, parece-me manifestamente excessivo e leviano. Quem nunca faltou a um compromisso, ao seu emprego, por razões de força maior? Ou por um qualquer outro motivo? Será um melhor deputado aquele que nunca falta? Não será o trabalho que se faz nas comissões muitíssimo mais importante?

Tal como diz o Paulo, “Deputados como Paulo Rangel, Montalvão Machado, José Eduardo Martins, Miguel Frasquilho e outros que tais não aparecem na lista dos que nunca faltaram mas cada um deles é capaz de ser melhor que as Matildes Sousa Franco desta vida...”

José Baptista disse...

Sobre o comportamente parlamentar já muito se falou, muito se debateu. Questões como o trabalho no plenário e nas comissões é algo que não passa para a opinião público.
A verdade é que ao ver o hemiciclo vazio, alguns são levados a pensar que está tudo de folga por aquelas bandas.
Por motivos pessoais a minha prespeciva é diferente, para melhor. Bem sei que discutível, mas diferente.

Como diz o Colaço, temos o Vasco Cunha como Presidente da CPD-PSD Santarém como um dos quatro do PSD com mais presenças!

Ficam por saber os critérios de execução deste "relatório".

Bruno disse...

Não tenho qualquer procuração nem sou advogado para defender o Jorge mas parece-me que dizer que esta discussão se baseia exclusivamente no pormenor que o post salienta é que é excessivo, Guida ;)

Trata-se de um pormenor, obviamente, mas que poderá servir - penso eu - de ponto de partida para uma análise de um problema
grave como é a pouca produtividade dos nossos Deputados. A não ser que achemos que tudo vai bem nesse campo...

Margarida Balseiro Lopes disse...

Volto a dizer que fazer uma análise apenas com base no aspecto da assiduidade é mais do que excessivo, redutor e injusto... ;)

Bruno disse...

Por isso é que o Psico é um espaço tão interessante! Porque aqui não há análises ou discussões redutoras e toda a gente pode dar a sua opinião. Tu absténs-te de o fazer mas tudo bem, é uma opção tua, Guiduxa ;)

jfd disse...

Interessante.
Parte substancial do meu desempenho advém da minha assiduidade.

E faça eu o que fizer, 5 minutos atrasado, são 5 minutos.

A assiduidade é importante.
Estejam lá. Se têm mais que fazer, ENTÃO NÃO SEJAM DEPUTADOS.

Quero lá saber se têm valor ou não.
Não é isso que está em causa. O que está em causa é o lugar para o qual votei e os senhores e senhoras não cumprem.
Sem paixões. É factual. Estejam lá. O resto vem depois.

RESPONSABILIZAÇÃO.

jfd disse...

Prefiro um bom deputado que falte de vez em quando a um mau deputado que vai a todas as sessões.

Esta afirmação é de uma irresponsabilidade gritante!

Pois eu prefiro que o bom faltoso e mau presente, dêm lugar a um outro que lá esteja.
Está no tempo de terminar com as vacas sagradas.
Sempre os mesmos.

Fico parvo com as vossas justificações.

Bruno disse...

Sobre essa frase, Jorge, eu gostava era de saber o que é um bom e um mau deputado ;)

jfd disse...

Bruno, como podes ver, desenvolvo a partir de uma citação do mui estimado AB.
Só ele poderá esclarecer ao que se referia :P

Paulo Colaço disse...

Tentemos esta comparação.

O aluno A e o aluno B têm uma bolsa de estudo.

O A vai às aulas todas. Tira notas medianas. Chumba a algumas cadeiras.

O B vai às que acha importantes. Passa a todas as cadeiras e ainda aproveita para actividades extracurriculares bem preenchidas.

Qual é que devia manter a bolsa?
Eu apostaria no B mas cada um tem a sua opinião...

Diogo Agostinho disse...

Então eu pergunto nessa lógica para que servem as aulas todas?

Bruno disse...

Ora aí está Diogo! Principalmente quando se anda a ser pago com o € de todos nós... Então façam menos sessões plenárias, por exemplo, já que admitimos - pelo menos o Colaço - que muitas não serão importantes...

Paulo Colaço disse...

Aparentemente, para alguns servem de pouco.

Bruno disse...

De qualquer forma, AB, a dúvida mantém-se. Tu falas num aluno que tem notas medianas e noutro que passa a todas as cadeiras.

Quem dá notas aos deputados? O povo não é, como sabes... pelo menos através do voto, não é!

Mas podemos todos dar a nossa nota, fazer uma avaliação do trabalho do Deputado A ou B. O que eu perguntei é como fazem essa avaliação aqueles que defendem que não é preciso lá ir pa ser bom deputado...

Margarida Balseiro Lopes disse...

Toda a gente pode dar a sua opinião. Tu absténs-te de o fazer mas tudo bem, é uma opção tua"

Abstive-me de dar a minha opinião aonde? Confesso que não percebi esta tua observação, Bruno.

Paulo Colaço disse...

Quem dá as notas aos deputados?
Todos nós, Bruno.

Todos nós damos notas aos deputados.

Quando dizemos: "O Louçã cilindrou o Portas" ou "O António Filipe esteve muito bem no debate" ou "Montalvão fez uma excelente intervenção na Comissão".

Tu estás, creio, a falar de coisas diferentes. Uma é dar notas, outra é premiar o desempenho.

Voltando ao exemplo dos estudantes, agora imagina um a quem os professores deram boas notas e o MacDonalds deu um mau emprego.
E imagina outro a quem os profs deram notas sofríveis mas a quem o padrinho convidou para administrador de um instituto público.

Tenho lidado muito de perto com escolhas para "representantes". Sejam a de deputados, deputados municipais, conselheiros nacionais, vereadores, autarcas de Junta, órgãos associativos, etc.

Posso dizer (não é novidade) que uns são escolhidos pelo mérito, outros pelos votos que trazem, outros pelos interesses e outros por amiguismo.
Ahh, e outros porque lhes faleceu o esposo.

Mudar isso é importante.
Tenho defendido a reforma do parlamento. Acho que a anterior, apesar de boa em algumas matérias, foi apenas de funcionamento interno.

Relação com o eleitor, nicles.
Pena.

jfd disse...

Paulo não estou a perceber a tua insistência neste ponto da assiduidade...
E essa comparação das aulas muito... não sei... sem sal...

Paulo Colaço disse...

É natural que seja sem sal, Jorge, eu sou hipertenso. Não posso abusar.

Quanto à insistência, apenas estou a dar importância ao tema do teu post. ehhehe

jfd disse...

Tu és lixado LOLOL
E sal é tão bom... ;)))

Bruno disse...

Paulo Colaço disse...
Tu estás, creio, a falar de coisas diferentes.

Crês mal, Colaço. E, se leres com atenção vês que crês mal porque eu fui claro naquilo de que falei: O que eu perguntei é como fazem essa avaliação aqueles que defendem que não é preciso lá ir pa ser bom deputado....

Mas ainda assim eu volto a explicar: eu acho que a assiduidade é um dos pontos importantes para se avaliar o desempenho de um deputado. Tu desvalorizaste-o imenso e achas que isso é ínfimo na avaliação que fazes. Pelo menos foi o que eu interpretei das tuas palavras mas posso estar enganado.

E, da mesma forma, respondo à Guida: acho que te abstiveste de dar a tua opinião, uma vez que minimizaste a importância deste critério (assiduidade) sem teres explicado porque é que deputados que não faltam podem ser melhores que os que lá estão sempre.

Eu já falei de algumas características que considero importantes num bom deputado quando falei dos exemplos de Bruno Vitorino e Luís Rodrigues, sendo que este último não está na lista dos "sempre presentes", por exemplo...

xana disse...

De facto, tapar o sol com a peneira é que está a dar!

Ora o Paulo rangel apesar de faltar é bom deputado, e não interessa nada que a Matilde Sousa Franco vá a todas, porque não vale tanto como ele. Irresponsável.

Se faltam às sessões plenárias porque acumulam funções e o tempo não estica então que se diminuam as sessões plenárias. Fico pasmada.

Que boas soluções!

O bom deputado é aquele que está presente. É um óptimo dado para avaliação.

Paulo Colaço disse...

Bruno, tu perguntas:
«como fazem essa avaliação aqueles que defendem que não é preciso lá ir pa ser bom deputado....»

Eu respondi dizendo:
«Todos nós damos notas aos deputados.
Quando dizemos: "O Louçã cilindrou o Portas" ou "O António Filipe esteve muito bem no debate" ou "Montalvão fez uma excelente intervenção na Comissão"»

Nos meus diversos comentários acho que deixei clara a minha opinião sobre este tema.

Relembro uma frase da Guida: "Será um melhor deputado aquele que nunca falta? Não será o trabalho que se faz nas comissões muitíssimo mais importante?"

Admito que nesta matéria a minha opinião tenha o condimento da experiência. Esse condimento leva-me a dar menos peso à assiduidade e mais ao trabalho efectivo.

Como eu disse, o bom era juntar assiduidade a trabalho efectivo (como no caso do meu Presidente de CPD, Vasco Cunha) mas quando não se consegue, a assiduidade é parente pobre.

jfd disse...

Relembro uma frase da Guida: "Será um melhor deputado aquele que nunca falta? Não será o trabalho que se faz nas comissões muitíssimo mais importante?"

Não é por pensarem a dois que pensam bem ;)
A insistência neste ponto leva-me a arregaçar as mangas e bradar: Disparate. Continuam a não justificar o que dizem. Assiduidade; claro como água. Vosso argumento? Ainda não percebi.
As cadeiras vazias? Os colegas que falam para o boneco? A discusão no vazio? A representatividade?

Exemplo? Muito importante trabalho foi feito na Comissão de avaliação do caso BCP não foi? Fugiram todos com o rabo à seringa.
Muito importante trabalho foi feito na Comissão que avaliou a consertação de preços nas gasolineiras não?
Mais exemplos???? Tenho muitos mais!

Palhaçada é o que se passa em São Bento.
Bando de vacas Sagradas.
E atenção eu sei que é fácil falar mal. E esta a minha função. Fazer com sejam melhores, com que o sistema mude.

Não percebo como o defendem...
Estou parvo!

Paulo Colaço disse...

Jorge, desculpa lá ter uma opinião diferente da tua.
Conheces alguma loja porreira de chicotes?
Depois eu fotografo as minhas costas para veres como foi dura a penitência.
;)

jfd disse...

Não te escapas facilmente.
Desculpa lá, mas essa não é a questão.

Eu quero entender a vossa posição.
Pelo espaço em que estamos e por quem nos lê e pelo respeito mútuo, acho que poderiam fazer o esforço :P

Estou mesmo boquiaberto! Não consigo encaixar a posição nas vossas pessoas!

Bruno disse...

Tentar publicar um comentário e este perder-se por erro do blogger é das coisas mais irritantes que me podem acontecer! GRRRRRRRR!

Basicamenteo que eu queria dizer é que me parce óbvio que o Colaço recitar as palavras que utilizaria para descrever a prestação de um deputado numa ocasião não explica a forma como ele faz a avaliação do seu trabalho. Mas como ele agora diz que quando se discorda não é preciso justificar... eu acho que se fosse assim o Psico só tinha um comentário por pessoa mas pronto!

Ah! E aviso já que se queres discordar de mim, mano, não basta mandares fotos do reultado. Tenho que ser eu a aplicar a pentitência, hehe!

Bruno disse...

xana disse...
Se faltam às sessões plenárias porque acumulam funções e o tempo não estica então que se diminuam as sessões plenárias.

Oh jeitosa, isso era comigo?

xana disse...

Diogo Agostinho disse...
Então eu pergunto nessa lógica para que servem as aulas todas?

Bruno disse...
Ora aí está Diogo! Principalmente quando se anda a ser pago com o € de todos nós... Então façam menos sessões plenárias, por exemplo, já que admitimos - pelo menos o Colaço - que muitas não serão importantes...

Aqui está! Era a isto que pretendi responder. Quem defende menos sessões plenárias neste contexto, para mim está a branquear o problema!

Eu também acho que deviam haver menos deputados e menos sessões a falar para o "boneco", mas isso é noutro contexto.

Para quando uma revisão séria do modelo parlamentar que temos, para acabar com este super ávide de deputados e consequente despesa avolumada com ordenados, pensões, suplementos e etc?

Margarida Balseiro Lopes disse...

"Mas, basearmo-nos nestes dados, que nos indicam quem nunca faltou a uma reunião plenária, parece-me manifestamente excessivo e leviano. Quem nunca faltou a um compromisso, ao seu emprego, por razões de força maior? Ou por um qualquer outro motivo? Será um melhor deputado aquele que nunca falta? Não será o trabalho que se faz nas comissões muitíssimo mais importante?" Um dos excertos do meu comentário

E tu concluis: "acho que te abstiveste de dar a tua opinião, uma vez que minimizaste a importância deste critério (assiduidade) sem teres explicado porque é que deputados que não faltam podem ser melhores que os que lá estão sempre."

Ou tu não leste o que eu escrevi ou não percebeste. Mas, creio que fui clara.

Paulo Colaço disse...

Jorge, tens razão. Falar é fácil.
Da mesma forma, é difícil defender quem todos atacam.
A instituição parlamentar, já antes das Farpas, era pouco respeitada.
Defender quem lá trabalha por vezes é complicado.
Eu já por lá passei e vi de tudo. Os assíduos e os baldas. Os que não abrem a boca e os que nunca se levantam sem dar a sua opinião. Os que fazem requerimentos atrás de requerimentos e os que nem sabem o que isso é.
Eu acho que ser deputado é muito mais que ir aos plenários.
Infelizmente, só se contabiliza a assiduidade.
Devíamos contabilizar as vezes que os deputados vão ao seu círculo eleitoral, as audições em que participam, o tipo de actuação em comissão, os relatórios que elaboram, as acções com eleitores/militantes a que se disponibilizam a ir, os requerimentos que redigem, o trabalho político em colaboração com o partido e seus quadros nacionais e locais, a eficácia das suas intervenções (sejam em plenário sejam em eventos, televisão, debates), etc.

Ir ao plenário é, para um aluno (e daí a comparação que tu achas insulsa) o mesmo que ir às aulas. Trata-se de uma obrigação. Mas só isso chegará? Então e a participação? E o trabalho de casa? E o estudo? E as notas positivas?
Eu sei (e no psico todos sabemos) o esforço que empreendeste para concluíres o curso. Não sei se foste a todas as aulas, mas sei que só com a assiduidade talvez não tivesses conseguido.

Há uma dose de empenho, paixão e determinação que pomos nas coisas que nos faz olhar de forma estranha para aqueles que vêem a “cadeira” como sua meta.

Finalmente, peço-te que voltes a ler os meus comentários anteriores e, ou muito me engano, verás que não tens razão quando dizes: “Continuam a não justificar o que dizem”.

jfd disse...

Custou-me muito sim !
E a muito mais custo faltei a algumas (poucas) aulas! Muito poucas mesmo! Cada vez que faltava, perdia o fio à meada ... :P

Caro Colaço. A explicação ter-me-á então passado ao lado...

Pragmaticamente:
Os senhores deputados têm x horas de plenário por semana. Que as cumpram.
Tudo isso que dizes que têm de fazer, que seja feito por outras pessoas.
E ainda por cima ainda têm outros empregos.
Falamos na assiduidade, o Diogo referiu a produtividade. Já aqui estão dois KPI interessantes e objectivos, que se podem cruzar.
Dizer que isto é leviano e esgotar-se aí o argumento é fraquinho...
O resto é subjectivo e é poeira para os olhos. É importante, mas não interessa para esta conversa.

E a tua forma de defesa, pouco prestigia o Parlamento, do meu ponto de vista. É estranho, para quem já lá trabalhou. Mas provavelmente tudo se resumirá a pontos de vista. Este é o meu. Lamento dizer que não respeito o teu e lutarei contra quem pensa assim (mas com todo o respeito!). Porque não prestigia? Porque defendes o status quo.

Eu não. Que se criem condições para os deputados serem deputados. Que sejam responsabilizados. Que sejam exclusivos. Que se separe o trigo do joio. Que se lhes pague bem e que sejam dotados de equipa merecedora desse nome. São representantes do povo e é uma nobre profissão. Para nobres pessoas. E isso custa dinheiro. Sem estigmas e facilidades de argumentozinhos de trazer por casa.

Os deputados que lá estão não dignificam a profissão. Nem todos, mas por uns pagam todos. Pois é dever desses uns, chamar à responsabilidade os outros e isso não acontece.

Exclamo de novo:

VERGONHA!

Pedro J disse...

Uma vez que a JSD tem dois deputados, e a peça jornalistica não os refere, convem saber das suas presenças em plenário:
Aqui em baixo estão os links da participação dos nossos jotas na AR.

Ana Zita: http://www.parlamento.pt/DeputadoGP/Paginas/PresencasReunioesPlenarias.aspx?ID=2072

Andre Almeida:http://www.parlamento.pt/DeputadoGP/Paginas/PresencasReunioesPlenarias.aspx?ID=2108

Um Abraço

Bruno disse...

Oh Xaninha, ainda não percebo porque me atacas quando eu estava a falar de algo hipotético e ainda por cima provocando o Colaço ;)

Bruno disse...

Margarida Balseiro Lopes disse...
"Mas, basearmo-nos nestes dados, que nos indicam quem nunca faltou a uma reunião plenária, parece-me manifestamente excessivo e leviano. Quem nunca faltou a um compromisso, ao seu emprego, por razões de força maior? Ou por um qualquer outro motivo? Será um melhor deputado aquele que nunca falta? Não será o trabalho que se faz nas comissões muitíssimo mais importante?" Um dos excertos do meu comentário

E tu concluis: "acho que te abstiveste de dar a tua opinião, uma vez que minimizaste a importância deste critério (assiduidade) sem teres explicado porque é que deputados que não faltam podem ser melhores que os que lá estão sempre."

Ou tu não leste o que eu escrevi ou não percebeste. Mas, creio que fui clara.


Ou não li ou não percebi... claro que em nenhuma da hipóteses o erro poderá ser teu Guida... Olha, não conhecia essa tua qualidade: a infalibilidade mas fico satisfeito por saber que tens mais uma ;)

Uma dica (que poderá estar errada porque é dada por um mero cidadão comum e falível): perguntar não é argumentar.

Bruno disse...

Entretanto, Paulo Colaço disse...
Devíamos contabilizar as vezes que os deputados vão ao seu círculo eleitoral, as audições em que participam, o tipo de actuação em comissão, os relatórios que elaboram, as acções com eleitores/militantes a que se disponibilizam a ir, os requerimentos que redigem, o trabalho político em colaboração com o partido e seus quadros nacionais e locais, a eficácia das suas intervenções (sejam em plenário sejam em eventos, televisão, debates), etc.

Eh pá, fixe! O Colaço começou a argumentar! Vês Guida? ;);););)

Devo dizer, com isto, que concordo com quase todos os critérios de avaliação que o AB menciona. Mas já não concordo quando ele diz que já se tinha justificado nos comentários anteriores. E, definitivamente, não me vou chicotear por isso ;)

Como também não concordo quando o Jorge diz que essas tarefas deviam ser feitas por outras pessoas. Não! Essas tarefas têm de ser feitas pelos deputados porque isso sim é fundamental para desempenharem bem o seu trabalho!

Bruno disse...

Sobre o que fala o Pedro J, a participação dos deputados da JSD nunca poderia ser total porque creio que nenhum deles foi deputado durante toda a sessão legislativa...

Pedro J disse...

Concordo inteiramente com o Colaço.
Para sermos mais justos teremos que contar com as intervenções, os requerimentos, comissões, audições, visitas e todo o trabalho politico não contabilizado.

jfd disse...

Ou não li ou não percebi... claro que em nenhuma da hipóteses o erro poderá ser teu Guida... Olha, não conhecia essa tua qualidade: a infalibilidade mas fico satisfeito por saber que tens mais uma ;)


LOL Descobriste agora a maravilha que é TENTAR argumentar com a Margarida nos comentários ;)

jfd disse...

Como também não concordo quando o Jorge diz que essas tarefas deviam ser feitas por outras pessoas. Não! Essas tarefas têm de ser feitas pelos deputados porque isso sim é fundamental para desempenharem bem o seu trabalho!

Pois é. Mandei para o ar para ver se colava. Mas já ando a ler e aprender. É de facto um assunto que me interessa e pelo qual tenho muita paixão. Com mais conhecimento argumentarei melhor.