domingo, julho 13, 2008

Mare Clausum

A União Para o Mediterrâneo foi formalmente criada. E este é um compromisso político que há muito fazia falta, pois o distanciamento cultural é real mas a necessidade social é imperativa.

É no depauperado Sul do Mediterrâneo que está a origem de alguns dos nossos problemas, e só com maior colaboração e maior desenvolvimento desses países poderemos almejar uma existência socialmente pacífica.

Será este o futuro distante da União Europeia?

8 comentários:

Daniel Geraldes disse...

Não sei, mas esta aproximação até ao momento não me desagrada, estou expectante.

Tiago Sousa Dias disse...

Não percebi a tua pergunta. Qual futuro para a União europeia? Deixar de ser União de países europeus e passar a integrar a Siria, Argélia, Marrocos...?

Paulo Colaço disse...

Estou com o Daniel (novamente).
Sou pela união dos povos.
Sobretudo pela união dos povos que têm uma História comum, como é o caso das nações mediterrânicas,

Não sei se defendo á passagem da UE a UEM (União Euro-Med) ou se defendo uma ligação política (em Tratado) com o norte-africano.

O que sei é o que já disse numa Assembleia Municipal em Rio Maior: quando as sedes de concelho querem ter todas as valências (escolas, piscinas, serviços, museu, cinemas, disco-nights, lojas, farmácia, hospitais, centros de dia, etc) e não permitem nem ajudam as freguesias a desenvolverem-se (acontece na minha terra), então o êxodo para a sede de concelho é inevitável.
Ora isso desertifica e empobrece as freguesias, atrofiando e criando problemas sociais às sedes de concelho (estacionamento, preço da habitação, etc)

Se isto é real nos concelhos, vemos igualmente nos países.

O não desenvolvimento (social, económicos e político) de alguns países provoca migrações danosas aos outros.

Como resolver? Cooperação!

Luís Nogueira disse...

Na sequência do que tinha sido acordado em Barcelona, penso que este seja um passo bastante positivo, nomeadamente no que toca aos dominios da segurança, da energia, do diálogo inter-cultural e da cooperação económica.
.
No entanto coloco algumas reservas quanto às prioridades de alguns lideres políticos em todo este processo e se alguns, não irão apenas ocupar o lugar por pleno direito de inerência geográfica... Esperemos que Portugal faça parte das soluções e não de problemas futuros.

Nélson Faria disse...

De certa forma, sim Tiago. Não para já, provavelmente não durante os primeiros 50 anos da minha vida.

Mas vejo, no futuro, um projecto económico que envolva a bacia do mediterrâneo. Com todos? Provavelmente não. Mas também a CEE não começou com todos.

Mas vejo como essencial uma maior cooperação entre norte e sul do mediterrâneo.

O Norte de África é o nosso "México", somos o "El Dorado" de muitos povos oprimidos, económica e políticamente. E só através de políticas activas de cooperação e desenvolvimento poderemos controlar o exôdo.

José Pedro Salgado disse...

Acredito profundamente nesta União.

A história sempre comprovou que o contacto com culturas diferentes só leva a melhoramentos a longo prazo. Isto sem falar que hoje em dia o Mediterrâneo é um espaço muito pequeno para culturas tão díspares que não se dão bem.

Paulo Colaço disse...

Gosto de ver opiniões tendentes à integração.

A matriz portuguesa é a da união entre os povos.

Nós é que unimos o Mundo!

Adora esse traço da portugalidade.

Faz-me sentir maior (por dentro, claro)!

A.Costa disse...

Não podia estar mais de acordo com a "cooperação" e "adoro esse traço da Portugalidade".
A. Costa