quinta-feira, julho 24, 2008

Rê Tê quê?



A nossa querida e excelsa RTP deu-se, mais uma vez, ao trabalho de gastar o nosso dinheiro para comprar jogos de futebol. De forma exclusiva, será o "serviço público" a transmitir, em sinal aberto, os jogos da Liga Sagres.
Pergunto eu, é isto que cabe à televisão pública? Batalhar com os privados por transmissões caríssimas, ocupar um espaço que está já ocupado? É que se assim é vou aproveitar e enviar uma carta à administração para o regresso da Fórmula1 às matinés de Domingo...

68 comentários:

frederico carvalho disse...

Eu assino se esse documento da Formula1 vier ao de cima!

Paulo Colaço disse...

Também fico doente.

Filipe de Arede Nunes disse...

Discordo.

Se este é um negócio interessante para as tv's privadas, há-de ser naturalmente para a RTP e se for lucrativo - como aliás penso que seja - então acho mesmo que a RTP fez um excelente negócio.

A Formula 1 é diferente. Ainda alguém vê aquilo? É que estive a ver o último, este fim-de-semana, na Alemanha, e o circuito estava pouco mais de meio.

Cumprimentos,
Filipe de Arede Nunes

jfd disse...

Filipe

Brincamos ou quê?
Introduzimos uma grande falha no mercado, quando um player é claramente beneficiado em relação a outro.

RTP sem publicidade já!

Palhaçada!

Tânia Martins disse...

RTP sem publicidade? Então e o dinheiro que entra nos estúdios devido à publicidade, JFD?

Guilherme Diaz-Bérrio disse...

O que o JFD quer dizer - julgo eu - é que se temos uma canal público que recebe fundos públicos e têm uma gestão privada com uma lógica de mercado e concorrencia com os restantes operadores privados então temos uma distorção grave promovida pelo estado.

Uma de duas:
- ou retiras o financimento público à RTP e ai sim, ela pode-se gerir a ela própria como bem entender em concorrencia com os restantes;
- ou retiras a publicidade à RTP, pois ela está a usar dinheiro público para fazer concorrencia a canais privados e retira uma fatia de mercado que de outra forma ficaria nos canais privados...

jfd disse...

RTP como serviço publico.
Vejam o caso da RTP 2.
A RTP não tem de ser lucrativa nem deixar de o ser, tem de servir o povo.
Ponto.

Não gosto da postura da administração.
Não gosto do que nos custa.
Não gosto.

jfd disse...

E julgas tu muito bem Guilherme, resta que nos digas, qual seria a tua opção ;)

Guilherme Diaz-Bérrio disse...

Ah! Por lapso falhou essa parte ;)

Retirar a publicidade à RTP.

Daniel Geraldes disse...

Sinceramente não me apetece neste momento pensar o que é que eu fazia à RTP. Mas podem ter a certeza que se eu fosse o Manuel Polanco,eu despedia o Pina Moura por manifesta incompetência no lobby.

Filipe de Arede Nunes disse...

Aceito o argumento do JFD e a explicação do Guilherme.

Acabem-se então com subsidios publicos à RTP e esta que seja gerida como privada, a menos que se entenda que um canal de televisão não é suficiente.

Cumprimentos,
Filipe de Arede Nunes

Nélson Faria disse...

Eis o que eu vejo como futuro para a RTP, desde que há dois anos fiz um trabalho com este tema. É uma daquelas moções que está à espera de ver a luz do dia ;)

a) Uma RTP cujo substrato mínimo seja os canais :2, RTP Internacional – servir a diáspora -, e RTP Mobile – salvaguardar as novas tecnologias e a presença portuguesa nos novos media-;

b) Consagrar a RTP Memória como arquivo vivo da nossa história, como canal participado pelos operadores privados;

c) Reequacionamento da propriedade dos canais regionais, após processo reflectivo, permanecendo comparticipados pela holding RTP – SGPS;

d) Absorção da RTP África pela RTP Internacional (após avaliação);

e) Alienação da RTP 1 a um operador de televisão privado que não um dos actualmente detentores das licenças de emissão dos outros dois canais generalistas;

f) Estabelecimento de uma empresa de criação de conteúdos na esfera da RTP vocacionada para canais generalistas, que com preocupações de serviço público, aposte em moldes facilmente comercializáveis junto dos operadores privados em Portugal e junto dos CPLP.

g) Inclusão da prestação de serviço público como condição sine qua non da renovação de licenças.

EM disse...

... que acaba por ser uma mão cheia de nada.

Nélson Faria disse...

lol

Espero que com justificação consigas mostrar essa "evidência".

Airness disse...

Permitam-me então:

a) ok, financiada pelos contribuintes presumo?
b) Não percebo, por participado queres dizer financiado, ou ter conteúdos dos canais privados tal qual a RTP Internacional tem?
c) OK, vender a RTP Açores e RTP Madeira a quem? Privados ou às regiões Autónomas?
d) Imagino que os custos da RTP África, não sejam nada de especial no universo RTP. Não compreendo o benefício desta medida.
e) Resolve sem dúvida o problema do financiamento, mas tb a extinção do canal resolve.
f) Ou seja, criação de uma empresa para produzir conteúdos, financiada pelos contribuintes, para obter lucro através da venda dos mesmos aos canais privados. Já percebi pq é que extingues a RTP África, sempre consegues vender conteúdos (leia-se "Praça da Alegria" e "Prós e Contras") para concorrentes directos deste canal!
g) Esta medida aplica-se só à RTP 2 ou tb aos outros canais da esfera RTP?

cumprimentos

Frederico Carvalho disse...

O meu conceito de serviço público é muito simples: serviço público é um serviço prestado por iniciativa do Estado e da sociedade civil que os privados por si não podem ou não querem prestar.

O meu conceito de serviço público de TV exclui o quê? Exclui muitos programas de entretenimento, muitas transmissões desportivas de forte apelo comercial, exclui quase todos os concursos, exclui os "reality shows".

Este conceito de serviço público inclui o quê? Inclui programas para as minorias culturais e outras; programas documentais de vário tipo; ficção histórica e outra; programas experimentais; inclui alguma programação desportiva de interesse minoritário; certa programação infantil e juvenil; o cinema que os outros não passam; programas de informação, reportagens, debates e noticiários.

A maior parte das intervenções sobre serviço público de TV que vêm da área do poder não visam em primeiro lugar a substância de serviço público que essa mesmas pessoas defendem mas, primeiramente, o controlo político da entidade do Estado a quem está cometido o referido serviço.



Bom, para não me alongar mais:

1) REMODELAÇÃO DE CANAIS MANTENDO.
- RTP 1
- RTP 2
- RTP INTERNACIONAL
- RTP MOBILE


2) EXTINÇÃO!
- RTP ÁFRICA (funde tudo para a Internacional. Muitas vezes a RTP África está desactivada e sem sinal, eu sei do que falo, tive 3 anos de experiencia em moçambique. Alem de que diminui as moradias e correspondentes, logo diminui alguns custos)
- RTP MADEIRA E RTP AÇORES deixam de existir, reforçando a presença na RTP 1 e RTP 2.


3) INDEPEDÊNCIA E MAIS VALIAS
Concordo com o estabelecimento de uma empresa de criação de conteúdos que aposte em moldes facilmente comercializáveis.

Acredito ainda que seja possivel criar estruturas autonomas de comunicação e mais interligação com as já existentes para diminuir custos e aumentar o share da RTP.

Objectivo: Qualidade portuguesa / exportação nacional


4) MANTER A PUBLICIDADE
Muito se tem falado nesta matéria, e eu sou da opinião que se mantenha a publicidade. Alem de trazer dinheiro, diminui os recursos financeiros "oferecidos" pelos contribuintes.
Não posso explicar sucintamente, mas li um estudo em que hoje em dia o telespectacdor precisa e consome facilmente publicidade.
(mas não é de 20m como na TVI :)


5)OPÇÃO MINIMAL
Bom, embora não seja a minha opção preferida, é possivel uma RTP como uma empresa muito pequena, leve, sem meios, sem produtores, sem realizadores, sem actores, sem estúdios, sem câmaras: tudo é encomendado no mercado, incluindo os programas de informação.
Esta nova RTP teria a seu cargo a orientação da programação, a gestão do espaço hertziano do Estado, a encomenda de todos os programas. O seu financiamento seria garantido pelo Estado. Não teria publicidade comum, apenas patrocínios.

jfd disse...

Falar no fim da RTP Africa só demonstra a IGNORÂNCIA de quem nisso fala.
E reparem bem na violência que não me é usual neste tipo de conversa.
Mas irrita-me o snobismo e a leveza com que se leva a conversa.

Quanto custou a grelha da RTP Africa em 2007?
Quem para ela contribuiu?
Quantos espectactores serviu?
Né e Fred aguardo as vossas respostas de experts.
E Né lembra-te que disseste que fizeste um trabalho há dois anos, por isso se não sabes os números de 2007 diz-me os de 2005.

O Futuro com que vêm a televisão está muito avariado...
Esquecem-se das licenças recentemente atribuidas, das imposições comunitárias em termos de TDR e mais coisas que poderiamos pesquisar se fossemos levar o assunto a sério.

RTP sem publicidade já. Cambada de palhaços [admin da RTP].
Irrita-me solenemente este país de Especialistas em tudo e mais alguma coisa. Todos sabem e percebem de tudo. Está a SIC e a porcaria da TVI a investir dinheiro em tudo e mais alguma coisa, para depois ter de concorrer com a RTP ? Em que pé de igualdade?
Abram os olhos!

Mas que país querem vocês?

João Marques disse...

Tens toda a razão Jorge, no que à publicidade diz respeito estou 100% contigo. É preciso que se diga de uma vez por todas que se queremos serviço público, é bom que estejamos cientes do que isso implica. Se queremos "qualquer coisa de intermédio" (como dizia o poeta) então mais vale deixar a tarefa a quem "sabe da poda" ou seja aos privados.

A questão da RTP África é interessante, quais são os argumentos que sustentam a violência da tua posição?

Quanto a quem ainda vê Fórmula 1, bem, eu ainda vejo... Valho o que valho... Não confundam o facto de partes do circuito, que podem fazer parte de outras configurações do mesmo, estarem vazias, com a inexistência de público (embora admita que possa não ter estado cheio).

Nélson Faria disse...

a) Sim, mas num segmento em que não há oferta de privados. Onde o mercado não surge, deve estar o Estado.

b) Ambas. Para que seja, de facto, um arquivo vivo do que se faz em Portugal. Pode-se deixar cair a designação "RTP", fazendo-se um novo consórcio. A SIC criou a SICGold em busca deste segmento mas demonstrou-se infrutífero. Só a coligação de todos fará com que se mantenha um arquivo vivo.

c) Esta não é uma decisão, mas sim o início de processo. Não tenho certezas sobre a sua propriedade, mas deveríamos procurar financiamento junto da própria região.

d) Eu vejo a questão ao contrário: não percebo porque havemos de ter custos neste segmento, quando podemos fundir esta função na RTPi.

e) Também é uma proposta viável. Eu preferiria a venda: há mercado para ocupar o lugar de um "major player" do panorama. Extinguir reforçaria o papel dos outros dois agentes e criaria entraves à afirmação de um novo canal. Mas, reforço, é também uma proposta viável.

f) Não seria bem... há todo um know how e um espólio patrimonial que eu não gostaria de ver desbaratado. Eu apostaria mais na produção de documentários, de ficção histórica, etc... Fazer o que a RTP faz de melhor, lançando no mercado. A ideia seria não ser financiada pelos contribuintes "tout court", apostando na sua sustentabilidade financeira.

g) todos os operadores, inclusive privados. Pessoalmente prefiro que as ondas fossem liberalizadas, excluindo apenas produtos ilegais, que fomentassem a criminalidade e outras situações de limite em que o bom senso imperasse. Mas nós optámos por um modelo em que à partida o Estado avalia e autoriza.

Se é o Estado que impõe as condições, que coloca as barreiras no mercado, que é "o dono" desta área, então que coloque no contrato esta condição.

abraço

Nélson Faria disse...

Eu cheguei à seguinte definição de Serviço Público:

Serviço Público é a programação que visa, antes de mais, a informação do público, a transmissão de conhecimentos ou a apresentação de trabalho de ficção nacional que contribui para a divulgação do nome e da marca Portugal, directa ou indirectamente.

Quanto aos custos da RTP África: não olhei para eles. Para o meu trabalho. Não era tanto uma questão de custar muito ou pouco, mas uma questão de eficiência organizacional: duas estruturas distintas a prestarem um serviço que poderia ser fundido é desperdício.

Nélson Faria disse...

Mas para quem quiser investigar:

http://ww1.rtp.pt/wportal/grupo/relatorio_contas.php

jfd disse...

* no meu comentário anterior, onde digo TDR, deveria ter escrito TDT :P

A RTP há muito que tem um Provedor do Cliente.
Eu considero o serviço um pouco autista, mas vai servindo o seu propósito.
Aconselho por exemplo que leiam com atenção o relatório do Provedor relativamente a 2007 (o último disponível, e se tiverem paciência o anterior), e vão verificar como por exemplo as propostas do Né, do estudo que fez, estão a latitudes de distância do que os telespectadores, nacionais ou não, em Portugal ou não, desejam.
E para mim a RTP, tem de servir essas pessoas, no limite do razoável. O dinheiro que saia directamente do OE e seja correctamente gerido e que não sejam inventados patamares de gestão pelo meio que só criariam ineficiência.

A RTP Africa é de um preciosismo e de características de serviço público incalculáveis e difícil de quantificar e qualificar. É muito abrangente em termos de target e pode passar uma mensagem poderosa. Muito mais que o nosso empirismo possa pensar. Não sou nenhum estudioso dos audiovisuais nacionais ou internacionais, nem os intervenientes.

Deixo um trecho das considerações finais do Provedor no relatório de 2007


(...)
A RTP terá de rever os seus projectos no que compete aos canais
específicos. Refiro-me especialmente à RTP Internacional e à RTP África.
A concepção das grelhas de programação destes canais terá de
corresponder aos parâmetros dos objectivos destes canais, tendo em
conta que está em causa a imagem de Portugal no mundo e nos países de
expressão lusófona. Para isso, é importante definir uma orçamentação
própria, pois a base da programação não pode ser a dos conteúdos
produzidos para o espaço nacional. Este será, porventura, um problema
de natureza política, mas ter «uma janela aberta» sobre o mundo traz
enormes responsabilidades para a RTP e para o próprio país.
As repetidas mensagens recebidas no GAP por parte dos portugueses
espalhados pelo mundo são altamente negativas para a programação da
RTPi. Impõe-se uma revisão urgente.
Por sua vez, os conteúdos da RTP África não podem, em momento algum,
comprometer politicamente as razões que justificam Portugal ter um
canal direccionado para a lusofonia.
Por outro lado, o canal RTP Memória carece de uma reestruturação
conceptual e um mais inteligente aproveitamento do precioso tesouro
audiovisual que tem acumulado ao longo destes 50 anos. Mas na
constatação do princípio em gíria que reconhece «sem ovos, não ser
possível fazer omeletas», coloca-se, de novo, a questão da dotação
orçamental própria.
(...)


Podem consultar http://www.rtp.pt/wportal/grupo/provedor_telespectador/images/relatorio_anual_2007.pdf
Né, consigo-me rever na tua definição de Serviço Público, embora não se esgote aí.
Agora quando dizes;
(...)Não era tanto uma questão de custar muito ou pouco, mas uma questão de eficiência organizacional: duas estruturas distintas a prestarem um serviço que poderia ser fundido é desperdício.

Demonstras claramente o desconhecimento do que é a RTPi e do que é a RTP Africa. A não ser que estejas a falar de algo puramente financeiro, e aí tens de o assumir.

A mim não me choca NADA que se gaste DINHEIRO para se manter o serviço público de TV eficiente, abrangente e que me orgulhe. Gastar onde é preciso.
O Estado existe para por dinheirinho onde mais ninguém põe, e quando a contra partida é pública.

Eu dá-me vontade de rir, quando vejo serem defendidas medidas que são atentados claros à Língua e à manutenção do que é ser Português, falante de Português, descendente de Português etc. e tal. Depois não bate é a bota com a perdigota. Mas pronto.

A França (uma vez mais a França), lançou um canal mundial de notícias. Na sua língua mãe. É um buraco negro de Euros. Mas a longo prazo terá o seu ganho provavelmente não será financeiro, mas para divulgar a língua e servir a cultura francófona.

E ainda me hão-de explicar o que é o RTP Mobile e quando foi a última vez que acederam a um canal de televisão pelas novas tecnologias.
Hão-de me dizer que arrogância é essa de acabar com as Insulares, mas manter a Mobile... PARAQUEDISTAS!

A RTP ÁFRICA permite, 24 horas por dia, que as audiências dos países africanos da CPLP e Portugal tenham acesso, em simultâneo, à mesma programação, com especial destaque para as notícias do dia e para os programas produzidos em e para África - o que pressupõe, também, a colaboração, a vários níveis, entre os Serviços Públicos de Televisão dos seis países envolvidos neste projecto.
info do site da RTP

Já a RTPi tem uma grelha para a Europa, outra para a América outra para a Ásia.

Rui disse...

Eu fiquei agradado com a notícia que a TVI deixava de transmitir os jogos da Liga Sagres e numa rectificação, é já a partir desta época, ou seja, 2008/2009 e 2009/2010 que a TVI vai deixar de transmitir os Jogos. Nunca gostei dos Jogos transmitidos por eles.


O único ponto que não estou tanto de acordo é a cedência de alguns direitos de transmissão por parte da RTP, dos Jogos Olímpicos de Pequim e do Mundial de 2010.

Numa altura em que se discute o que é serviço público, acho que para uma empresa estatal gastar 16 milhões de euros em transmissões de Futebol é bastante excessivo, saindo esse dinheiro todo do bolso dos contribuintes. A RTP necessita de pensar em apoiar as modalidades que têm menos visibilidade e não nas audiências. Isso é uma luta para as televisões privadas.

Mas a culpa de a RTP pensar nas audiências é a publicidade, pois com mais audiências a publicidade torna-se mais cara e com menos a publicidade torna-se mais barata.

Para acabar com esta "guerrilha", à RTP deveria ser retirada a publicidade (a partir do momento em que o 5º canal em sinal aberto iniciar as emissões), e em contrapartida, as televisões privadas deviam pagar um subsídio à RTP por esta estar privada de facturar com publicidade. Teríamos uma RTP1 igual à RTP2, só com publicidade institucional e mais preocupada em fazer um serviço público de excelência e não nas audiências!

É claro que isto só era viável com o 5º canal "a funcionar".

Quantos projectos ficaram na gaveta, para que a RTP conseguisse dar 16 milhões de euros pelas transmissões de futebol?

Guilherme Diaz-Bérrio disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Guilherme Diaz-Bérrio disse...

Está-me a escapar qualquer coisa, Rui:

1. Porque é que retirar a publicidade à RTP só é viavel depois de atribuida a 5 licença de TV;

2. Porque é que os canais privados devem subsidiar [ainda] mais a RTP? A SIC e a TVI não pagam já impostos e as "fees" das licenças? Que mais há a pagar?

Paulo Veiga da Fonseca disse...

Eu por mim fiquei muito contente que a RTP fizesse a opção pelo futebol. Vou deixar de andar a correr para casa de amigos ou ter que ir a cafés ver os jogos do meu Benfica. Afinal dizem que somos 6 milhões cá dentro e outros tantos lá por fora. E isto de ter que pagar por uma caixinha para ver um espectaculo destes custa um pouco ao bolso, assim que seja aquele canal para quem eu já dou o peditório.

O serviço público deve ir ao encontro do equilibrio daquilo que são as exigências e as expectativas que a sociedade maioritáriamente cria sobre o que quer receber de um meio de comunicação chamado televisão e a responsabilidade da RTP servir para a difusão da cultura portuguesa na sua concepção mais abrangente.

Este equilibrio não é fácil. Agora o que, a meu ver, não nos podemos esquecer que as sociedades seguem os parâmetros das maiorias. E isto das minorias imporem os seus conceitos e os seus gostos como caminhos únicos leva a falhanços imensos e a redutores alcances.

O exemplo do cinema português dá uma imagem fiel do que era a ideia de uma minoria "intelectual e culturalmente superior" que queria impor à maioria "popularucha", "anafalbeta", "estereotipada" um tipo de cinema, certamente, muito profundo e evoluido, mas que era um sofredor de apoios públicos.

Hoje o cinema português está a ganhar o seu espaço, está a entrar na cultura "cinefela" dos portugueses ( eventualmente não na tal minoria), chegando a muito mais espectadores do que há uns 10 anos se imaginava. Ok , tiveram que pôr a Soraia Chaves nua, entraram numa de efeitos especiais, umas cenas de sexo uns tiros e umas bandas sonoras comerciais.

Para não me alongar muito... eu concordo que a RTP Internacional receba a RTP Africa mas, segundo creio, a função da RTPi que vai para além do conceito geográfico pois ela passa conteúdos dos canais privados, teria que ter outro enquadramento.

A RTP2 Faz bem o papel de responder às expectativas mais especificas, com os shares que se conhecem... mas este é o "pequeno" preço que se paga. RTPA e RTPM até podiam ser regionalistas, mas teriam pouco futuro devido aos custos de operação e poucas capacidades de financiamento.

Sem publicidade.. se as contas do Menezes apresentou para isso estiverem certas ou se fizerem algum sentido.

Nélson Faria disse...

jfd,

Repara que o próprio provedor coloca a RTPi e a RTP África no mesmo patamar. Porquê dois serviços distintos?

Entre o que as pessoas querem e o que as pessoas consomem vai um grande passo. O Estado deve estar onde existe lacunas, não inventar necessidades.

O canal France24 desconhecia em versão francesa, conheço apenas a versão inglesa.

Eu não falei em privatizar os regionais: falei em reequacionar e ponderar.

O RTPMobile é essencial por estar no campo das novas tecnologias: acho importante que o Estado esteja lá, a criar mercado. Enquanto não houver outros que o façam melhor...

Sou a favor de serviço público, mas não de financiarmos um canal que concorre com os outros generalistas. Isso é desperdício. O Estado deve estar onde não existe mercado. Onde ele existe e é eficaz, devemos sair.

Nélson Faria disse...

PVF,

vais continuar a correr para casa dos amigos, pois o negócio da RTP é o mesmo da TVI: um jogo dos 3 grandes por fds. Em vez de ser na TVI é na RTP.

O consumidor português ganhou alguma coisa? Não. A RTP ganha em receitas de publicidade? Sim. Deve o Estado andar à porrada por serviços que os privados providenciam? Não, não e não.

Guilherme Diaz-Bérrio disse...

Eu por mim fiquei muito contente que a RTP fizesse a opção pelo futebol. (...)

Emissões de Futebol são assim um serviço público? Não eram já fornecidas pelo 'mercado'?

Eu também gostava que a RTP voltasse a transmitir a Formula 1 e já agora alguma Vela e Rugby, mas não vou por ai a pedir que a RTP use os impostos de todos para custear algo que já é fornecido. Assino a Sport TV, vejo pela net, etc... da mesma forma também não entendo como é que se pode ver de forma favorável o gasto de 16 milhões de euros de impostos para pagar transmissões de futebol...

Diogo Agostinho disse...

"O consumidor português ganhou alguma coisa?"

Ganho sim! Não tem que levar com os Comentários do Zé Gabriel Quaresma e volta a ter Paulo Catarro, Gabriel Alves e Jorge Baptista a comentar:)

Ah e para ouvirmos os flash interviews não precisamos de ver a Manela Moura Guedes.

Já são algumas vantagens não?

Rui disse...

Acho que só é viável retirar a publicidade à RTP quando atribuído a licença do 5º canal, exclusivamente só para não inflacionar o mercado publicitário, pois se retirarmos já "hoje" a publicidade na RTP, os preços iriam aumentar e levavam a um desinvestimento por parte das empresas que pagam para publicitar.

Com a abertura de um 5º canal, a publicidade irá ser mais barata, pois passam a existir 4 canais com tempo de emissão destinada à publicidade, por isso, e para que as televisões privadas não perdessem uma parte do seu financiamento com a baixa dos preços da publicidade, a RTP deixava de ter publicidade.

Em relação ao "subsídio", é verdade que as televisões privadas já pagam impostos e licenças, mas a inserção deste "subsídio" apenas se destinava a colmatar a perda financeira da RTP na publicidade e deixando os nossos bolsos fora de perigo.

Era um acordo simples, a RTP deixa de ter publicidade, para que esta não se torne mais barata (prejudicando principalmente as televisões privadas) e as televisões privadas "ajudavam" a RTP a sobreviver sem publicidade!

Nélson Faria disse...

Rui,

concordo que, a retirar a publicidade da RTP, só se faça com a entrada do 5º canal.

Não percebo é porquê devem os privados financiar a concorrência pública. Eles devem garantir serviço público, e o Estado tem os meios coercivos para fazer.

Porque devemos ter um canal público generalista, que não se diferencia dos privados (RTP1)?

Guilherme Diaz-Bérrio disse...

Acho que só é viável retirar a publicidade à RTP quando atribuído a licença do 5º canal, exclusivamente só para não inflacionar o mercado publicitário, pois se retirarmos já "hoje" a publicidade na RTP, os preços iriam aumentar e levavam a um desinvestimento por parte das empresas que pagam para publicitar.

Não acho que o efeito causa-efeito seja tão simples, mas admito que só se faça a mudança quando atribuida a 5ª licença - o que me leva a outra discussão noutro post de telecomunicações sobre a necessidade de se liberalizar um pouco a utilização das frequencias, mas adiante.

No entanto, continuo a não entender o "assistencialismo" pago pelos Privados.

Estes pagaram impostos. Estes pagaram as licenças - que não são baratas. Estes têm necessidades de investimento grandes por imperitivo comunitário da TDT. Estes perderam receita por existir uma televisão pública financiada por dinheiro público a concorrer com eles no mercado publicitário - e pode-se argumentar que esta concorrencia baixou artificialmente os preços da publicidade. Depois de tudo o que foi pago e perdido ainda têm que "subsidiar" a RTP pela sua "perda de receita"? Receita essa que não deveria ter tido, em primeira instancia?

A minha espinha deve andar muito "liberal" e "endireitada" mas essa ideia não me entra bem na cabeça ;)

Rui disse...

Nelson,

A ideia dos privados financiarem a concorrência pública era só para que não fossem os contribuintes a financiar ainda mais a televisão pública. Mas a solução final não será esta e pode haver uma alternativa em relação à perda da publicidade (financiamento) da RTP.

Agora, acho que a RTP, não deve "lutar" pelas audiências e deve diferenciar-se dos privados e aí é que está a ideia de serviço público.

Como mostrar-te num post anterior, Serviço Público é a programação que visa, antes de mais, a informação do público, a transmissão de conhecimentos ou a apresentação de trabalho de ficção nacional que contribui para a divulgação do nome e da marca Portugal, directa ou indirectamente.

É ai que pergunto novamente, quantos projectos é que ficaram na gaveta, para a RTP poder dar 16 milhões de euros pelos direitos de transmissão da Liga Sagres?

Esta é tudo menos a ideia de serviço público,. Serviço público desportivo é por exemplo transmitir os Jogos Olímpicos e modalidades nacionais com pouca visibilidade.

Rui disse...

Guilherme,

não estou a afirmar que essa é a solução.

Mas já agora, como é que a RTP iria tapar o buraco financeira criado com a perda de publicidade, sem aumentar o preço que cada contribuinte paga por uma televisão pública?

jfd disse...

LOL Diogo! Grande gargalhada!
;)

jfd disse...


Airplus TV pede suspensão do concurso
A Airplus TV entregou ontem no tribunal Administrativo de lisboa um requerimento de "providência cautelar de suspensão da eficácia do concurso", que atribuiu à PT a licença de exploração da plataforma paga de TDT. O pedido de suspensão acompanha uma acção de impugnação sobre os "parâmetros de avaliação que não estavam definidos nos elementos postos a concurso público" para a atribuição da licença, explicou a Airplus em comunicado. Confrontado com este pedido de suspensão, o ministro Augusto Santos Silva garantiu que "os prazos previstos para a implementação da TDT em Portugal serão cumpridos", independentemente do desfecho desta diligência da Airplus. Recusando comentar "decisões empresariais", o ministro mostra-se tranquilo quanto ao desfecho deste processo, na medida em que "os prazos destes concursos contemplam sempre uma previsão de suspensões como esta". Sobre as eventuais repercussões desta suspensão no arranque da plataforma gratuita da TDT, Santos Silva refere que "o Governo não pode comentar", por ter de "respeitar o poder judicial", a quem cabe apreciar esta matéria, mas sublinha que "os concursos foram conduzidos pela Anacom e pela ERC e quem perde deve conformar-se". A PT remete qualquer declaração sobre este pedido de suspensão para quando for notificada pelo tribunal.

Guilherme Diaz-Bérrio disse...

Rui, não sei... talvez não gastar 16 milhões a comprar jogos de futebol seja uma boa aposta ;)

jfd disse...

Arrisco-me a pensar que o Guilherme terá razão!
LOL

Airness disse...

"Repara que o próprio provedor coloca a RTPi e a RTP África no mesmo patamar. Porquê dois serviços distintos?"

Nélson,

Porque são dois serviços distintos! A RTP internacional é um canal que apela à saudade da pátria, virada para as comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo. Sendo eu um imigrante em Londres, percebo muito bem da utilidade deste canal, apesar de ter em casa Tvcabo e com isso toda a grelha normal que teria em Portugal. A RTP África é um canal virado para as comunidades que falam português e não exclusivamente portuguesas. É um canal para as antigas colónias e para todas as pessoas destas que queiram ter uma televisão com alguma qualidade. Mas este canal tb presta um serviço aos cerca de um milhão de portugueses que regressaram à metrópole provenientes das colónias nos anos 70. Perceber, que ter um canal que presta informações sobre os territórios onde nasceram, é um sinal de maturidade do trágico processo de descolonização. Por isso te digo Nélson, mesmo que seja mais eficiente do ponto de vista organizacional, nunca os dois canais representam a mesma realidade ou o mesmo target!

Carlos

abraço

jfd disse...

Pois é Carlos!
Bom ponto de vista.
Eu não tava era com paciência de voltar a dizer isso. Pois não entendi de onde o Né tirou essa ideia!

Mas pronto.

xana disse...

Correndo o risco de fazer má figura por não ser uma expert (numa altura em que todos são experts de tudo...), digo que é preciso perceber primeiro que tipo de serviço público a RTP pode prestar ao país, e segundo, se o dinheiro que financia a RTP pode servir para outro tipo de serviço público.

Assim, parece-me que o lógico seria deixar de financiar a RTP, já que esta tem o plus da publicidade e isso é desleal para com os restantes canais. Ou então, retirar a publicidade à RTP (se de facto um canal de tv for capaz de fazer serviço público...).

ATENÇÃO: serviço público não pode continuar a ser imposição de conteúdos informativos e entrevistas simpáticas ao PM...

Tiago Mendonça disse...

Umas breves linhas opinativas, correndo o risco de estar descontextualizado:

- A RTP adquiriu a transmissão dos jogos por menos dinheiro do que o que a TVI oferecia. Simplesmente negociou a transmissão dos jogos do Mundial 2010, cujos direitos de tranmissão possuia. Continuamos sem saber se é muito, se é pouco, se devia ou não devia ser gasto. É sempre subjectivo.

-Não acho mal uma televisão pública, que deve estar vocacionada para o público, oferecer na sua programação jogos de futebol, já que, manifestamente, é um conteúdo do agrado da generalidade das pessoas.

-Sobre a questão da publicidade que, creio, foi aqui abordada, não sou contra a publicidade na Televisão Pública, simplesmente não pode a RTP ficar refém dessa publicidade, sendo condicionada na linha editorial e nas escolhas programáticas.

-Julgo que a RTP de há uns anos a esta parte, após a entrada do Dr.Emidio Rangel, melhorou em termos de conteúdos. É incomparavelmente melhor, a todos os níveis, que o canal de entretenimento que emite no Canal 4.

Nélson Faria disse...

Um serve quem tem saudades de casa, outro serve quem fala português e tem serviços informativos específicos.

Certo. Mas porquê serem canais separados, se ambos servem os "falantes" - lol - de português não residentes em território nacional?

Eu não defendo a extinção da RTP África a troco de nada, falo da inclusão da RTP África na estratégia RTPi. Tínhamos todos a ganhar com isso: dava mais mundo à RTPi, alargava os horizontes dos "consumidores" de português em África.

O fortalecimento de uma marca não advém da sua dispersão em sub-produtos num vasto mercado.

Airness disse...

"Tínhamos todos a ganhar com isso: dava mais mundo à RTPi, alargava os horizontes dos "consumidores" de português em África"

Nélson,

Mas o que é que interessa, aos Angolanos residentes em Benguela, saberem que o Benfica do Luxemburgo é líder do campeonato?!?! O target é diferente, logo os produtos são diferentes! A tradicional estratégia de market umbrella, não é mais do que o fortalecimento de uma marca (RTP) através da criação de sub-produtos (África, internacional, noticias,...etc). Aliás estratégia esta usada nas mais variadas empresas multinacionais e que operam em mercados bem mais vastos do que os da RTP. Desculpa lá, mas o teu raciocínio não faz sentido algum.

Cumprimentos
Carlos

jfd disse...

O fortalecimento de uma marca não advém da sua dispersão em sub-produtos num vasto mercado.

E heis que se revela agora o perito em estratégia e marketing internacional :)

Embora a resposta seja ao lado, e não seja às minhas questões, não resisto em perguntar-te;

Tendo em conta as parcerias da RTP Africa, e a especificidade da RTPi e ainda as queixas reiteradas dos “clientes” ao longo dos últimos anos, como seria esse cenário em que a sinergia advém do fim da segmentação e do fim das parcerias locais?

jfd disse...

Exactamente Carlos.
Segmentação é a chave para a internacionalização, passando pelas parcerias e aí sim, criam-se as sinergias para responder às necessidades locais, para que a "casa mãe" não tenha de focar as suas energias em satisfazer tudo e todos.

Anónimo disse...

Só para provocar,alguem sabe o que é que a CPN pensa do que se passa na RTP, ou tambem não tem op~inião.

Nélson Faria disse...

Carlos,

Porque não pode haver uma estratégia inclusiva? Porque temos mesmo de ter um canal só para África e outro para a diáspora?

Se o que interessa é servir, não seria no maior interesse de todos termos uma plataforma comum ao invés de segmentar?

jfd,

mas quem falou em acabar com parcerias locais? Atenta no português:

Eu não defendo a extinção da RTP África a troco de nada, falo da inclusão da RTP África na estratégia RTPi.

Onde está a mais valia de haver um canal só para África? Porque não agarrar na experiência e usá-la enriquecendo a RTPi?

EM disse...

HAHAHAHAHA

Eu não vou discutir as propostas do Nélson, é como eu acho, é uma "mão-cheia-de-nada".

Vou na linha do pensamento do jfd.

Não tenho nada contra a RTP.
Mais, precisamos de encarar o futuro, isto é, televisão digital terrestre, onde já é possível vê-la mesmo em telemóveis equipados com receptor DVB-H, em Espanha, claro está. E estou mais preocupado com o facto de a PT COM ter ganho o exclusivo da TDT cá em Portugal do que propriamente a RTP "que vai à bola" e vai fornecer os conteúdos, tendo que os entregar à PT COM para distribuição (broadcasting).

Quanto à RTP e a estes últimos ataques vindos do sector privado, a minha posição seguinte reflecte-se na pergunta.

Porque raio a RTP/ESTADO têm que fazer FAVORES ao sector privado, no que toca à televisão pública?

Não se estão a esquecer que a TVI é a tal controlada pela MediaCapital(???)/Prisa(!!!), ainda por cima Espanhola Cor-de-Rosa? E que perdeu num concurso público porque a RTP avançou com uma melhor proposta? Repito, então a RTP/ESTADO têm que andar a fazer FAVORES ao sector privado?

A RTP estava a perder audiência, foi buscar os direitos televisivos da bola porque - infelizmente - este país só pensa no futebol (!!!), e vocês acham que a RTP/ESTADO deve andar a fazer FAVORES ao sector privado?

Daqui a algum tempo, se não tivessem tido esta jogada, andavam a QUEIXAR-SE que a RTP tinha uma má gestão, estava a perder audiência, e o ESTADO tinha que ter mão naquilo em vez de andar a fazer FAVORES ao sector privado.

Isto está cheio de "especialistas"
HAHAHAHAHA...

Nélson Faria disse...

Dito como um verdadeiro liberal EM.

lololololololololol

Esperemos que o PPC fale sobre isto para ver se o EM tem opinião.

Nélson Faria disse...

[Da última vez que o EM disse que eu não sabia do que falava foi no tema das florestas. Será que esta terá o mesmo resultado?]

lololololololololololololol

Daniel Geraldes disse...

Antes que alguem faça um post sobre isto, eu antecipo-me, se a presença do Antonio Vitorino for na Universidade de Verão for o prenuncio do Bloco Central, eu saio do Partido.

P.S. aconselho vivamente o psicolaranja a não recrutar nenhum aluno da UV deste ano para colaborador sob pena de vir com defeito.

http://www.diarioeconomico.iol.pt/edicion/diarioeconomico/nacional/sociedade/pt/desarrollo/1150253.html

EM disse...

Mas então andamos numa competição?

Então no outro post das florestas, não foste completamente arrasado - por andares a leres relatórios preliminares de consulta pública que não passavam de "drafts" não aprovados?

Quando eu te disse para ir ler dossiers, eram os oficiais! E não andar aí a mandar bitaites!

jfd disse...

Nelson,

Onde está a mais valia de haver um canal só para África? Porque não agarrar na experiência e usá-la enriquecendo a RTPi?

Não tens vindo a ler os teus companheiros comentadores?

Continuas um pouco convencido de que sabes do que falas. Infelizmente e mais uma vez, acertaste ao lado. Há dois anos fizeste um fraco trabalho, espero que tenhas tido umas dicas para fazeres um melhor desta vez.
Pode ser que essa moção seja uma excelente moção.

Não queiras saber de tudo.
E já te disse e repito, sê humilde.

A referência a PPC e às Florestas no que toca ao EM, infelizmente, mostram as tuas true colors...

Nélson Faria disse...

EM,

isto cada um vê a vida como quer. A discussão foi pública, que cada um a avalie por si.

jfd,

Em nenhuma parte disse que tinha mais razão que as minhas contrapartes. Simplesmente não concordo com a visão, nem me sinto convencido pelos argumentos apresentados.

Quanto à já costumeira barulheira e gritaria só te digo: dede que sejas feliz...

P.S. Fico feliz pela leitura atenta que fizeste do meu trabalho. Só precisas de me dizer onde o encontraste. E o ruim sou eu? lololololololololol

EM disse...

Este nelson... típico da personalidade "Ai está errado? Mas não era bem isso que queria dizer, não é para levar a sério o que eu disse, eram apenas" ... como é que tu o chamaste... "meras contribuições, leves pensamentos, para a discussão!"

Fónix!!!

Ou se está certo ou se está errado.

Nélson Faria disse...

Pois EM, isso foi no início da outra discussão.

Nesta apresentei propostas que desqualificaste como "uma mão cheia de nada".

Discuti-as com quem quis. Não me convenceram da justeza dos seus argumentos, nem eu os convenci da justeza dos meus.

Aceito isso. E sigo em frente.

Essa visão do preto e branco é muito redutora para mim. É útil no campo dos factos, mas quando falamos de ideias é demasiado castradora.

Não vou responder a mais ataques de carácter ou pessoais.

Se quiserem discutir estas ou outras ideias sobre a RTP contem comigo.

Deixem-me sugerir-vos, humildemente, esta reflexão:

Que não é o muito saber que sacia e satisfaz a alma, mas o sentir e saborear as coisas internamente
São Inácio de Loyola

Nélson Faria disse...

Daniel,

Já o ano passado marcou presença na UV um eurodeputado socialista e há dois anos esteve lá o secretário-geral da UGT.

António Vitorino, ainda que socialista ;), é um brilhante académico e pedagogo e uma das mentes mais lúcidas do nosso País.

Penso que a UV só sai a ganhar com a sua participação. E não vejo aí nenhum sinal de "Bloco Central" contra o qual, já disse, sou contra (excepto em situações de emergência nacional, que eu espero não se verifiquem).

jfd disse...

Né gosto da frase que arranjaste sempre que te exponho ao ridículo da tua retórica, e ao disparate da tua gabarolice.
Mas não fico feliz, fico triste, pois já lá vão não sei quantas e ainda não aprendeste nada.

Mas não te preocupes, cá estarei para te ajudar a melhorar, e espero o mesmo de ti!

Abraço.

Nélson Faria disse...

E o arrogante sou eu?

lolololololololololol

Se quiseres discutir RTP, estás à vontade. Estranha é a necessidade de proclamar vitória ;)

Ai, este jfd.

jfd disse...

Rapaz é Verão, temos de entreter as audiências com um pouco de drama :)

Nélson Faria disse...

Estou nos antípodas desse sentimento: é Verão, não aprecio tanto os "conflitos armados" e a "política de guerra" lol

Estou noutra onda, menos agressiva ;)

jfd disse...

;)

jfd disse...

Férias judiciais marcadas pela TDT
De um lado Paula Teixeira da Cruz, com a Airplus, do outro Margarida Couto, a defender a Portugal Telecom. Em jogo está a repetição do concurso pela licença de transmissão dos canais gratuitos, a TDT que promete ser o processo mais mediático do Verão, no mês em que os tribunais param para as férias judiciais. Margarida Couto diz ser "curioso" que tenha sido levantada "uma questão de privilégio ao mesmo júri que aceitou que a Airplus tivesse acesso à proposta do seu concorrente", sem garantia bancária. Juridicamente, a repetição do processo não assusta a sócia da Vieira de Almeida, que diz estar "muito confortável" nesta nova análise que será feita à candidatura da PT. Lamenta apenas que "a estratégia da Airplus" esteja a servir para "atrasar o processo". Nas próximas semanas será conhecido o novo relatório de avaliação e depois as empresas têm direito a uma audiência prévia. A VdA tem três sócios a trabalhar nesta operação: Margarida Couto, especialista em telecomunicações, Magda Cocco, responsável pela regulação e tecnologia e Paulo Pinheiro, perito em contratação pública. No caso da Airplus, Paula Teixeira da Cruz, sócia da F.Castelo Branco, tem sete advogados na equipa.

jfd disse...

Manuel Polanco acusa RTP de concorrência desleal e abuso de posição

Manuel Polanco, administrador-delegado da Prisa, proprietária em Espanha do diário "El Pais", em entrevista ao "Diário Económico" acompanha as críticas do director da TVI, José Eduardo Moniz, quanto à forma como a RTP ganhou o concurso para os desejados direitos de transmissão do campeonato de futebol da I Liga.«O que eu tenho que defender são os interesses dos nossos accionistas. E neste ponto achamos que há um jogo de concorrência desleal e abuso de posição por parte da RTP. Naquilo em que estamos todos de acordo é em investigar se é caso para irmos aos tribunais portugueses ou aos tribunais europeus. Para já, vamos apresentar uma queixa à entidade reguladora», disse Polanco sobre o assunto.O argumento é o de concorrência desleal e abuso de poder. «Nós temos feito um esforço económico importantíssimo para comprar os direitos da Liga de futebol. Sabemos que a RTP fez uma oferta muito importante. No comunicado de imprensa a seguir a ter ganho o negócio, o presidente da RTP disse que não tinha feito uma proposta económica fora do contexto, mas que havia trocado uma rede de conteúdos com a Sport TV, conteúdos esses dos Jogos Olímpicos e do Campeonato do Mundo de 2010, ambos obtidos sem concurso, através da União Europeia de Radiodifusão. Ou seja, de uma maneira muito pouco transparente. Achamos que não tivemos as mesmas possibilidades de lutar pelos direitos em causa e achamos que isto é concorrência desleal», explicou.Para Polanco, o problema é a forma como o concurso foi ganho. «Logicamente que, por tratar-se de um canal público, este acordo tinha de ser transparente e não é. As propostas que nós, TVI, fizemos foram as possíveis, e para nós aconteceram coisas que não deviam ser possíveis acontecer. Estivemos sempre a concorrer em desvantagem. Sempre», refere o administrador-delegado da Prisa.Relativamente à abertura do quinto canal, Manuel Polanco diz que «o aparecimento do quinto canal é um problema muito importante, vai relançar e testar os equilíbrios que existem nos grupos de média portugueses».

2008/08/01 - 08:40
Fonte: Canal de Negócios

Bruno disse...

Bela discussão que por aqui se gerou! Mas o Psico é mesmo muito à frente porque já discute futuros modelos para a RTP que ainda há não muito tempo foi profundamente remodelada.

Penso é que terá de haver uma situação prévia que tem a ver com a definição de quem vai fazer o serviço público de televisão em Portugal. Se é a RTP então esta não pode mesmo financiar-se através da publicidade.

Outra história já é a dúvida sobre se um canal generalista poderá ou não prestar serviço público. E entretenimento, será serviço público? Importa definir isso. Pela definição do Né (que terá sido das poucas coisas não muito contestadas que ele aqui escreveu) não será bem mas também pode ser.

Não me choca que o Estado mantenha um canal generalista na execução do serviço público de televisão. Temos é de avaliar os custos e ver se temos dinheiro para tal. Se não temos, teremos de repensar esse serviço e encontrar formas mais baratas de o fazer como por exemplo através de parcerias com os canais privados.

Há muita coisa a discutir e apesar do tamanho da caixa de comentários ainda se deixaram algumas coisas por falar. O que é difícil neste caso é FAZER e disso o PSD pode orgulhar-se pois Morais Sarmento lançou a discussão sobre o tema e promoveu alterações numa área onde muitos tiveram medo de tocar. E a verdade é que até nem se saiu mal a avaliar pelos resultados.

Mas ao que parece o processo foi interrompido e esta entrada na discussão pelo futebol como produto meramente comercial é um mau sinal da Administração da RTP.

Bruno disse...

Só mais uma nota sobre um tema dos que aqui foram falados:

Né, a RTP África como existe não pode ser integrada na RTPi e manter a qualidade do serviço que presta. Mas obviamente podemos questionar se o custo-benefício é aceitável.