domingo, julho 27, 2008

Obama Rock Star

Quem perde um pouco do seu tempo, e agradeço desde já por isso, para ler o que escrevo, sabe que sou um fervoroso adepto de Obama. E que me divirto imenso com as eleições Americanas. Até me zango se for preciso. Mas algo de estranho se passou com esta saída de Obama dos EUA... Vi, li e ouvi... E não consegui deixar de sentir totalmente aquela coisa que sinto sempre que oiço um americano falar na Europa. Mesmo com o discurso de Berlim, a postura em Paris e os elogios em Londres, já não via Obama. Via mais um Americano. Mas! Este é mesmo um pouco diferente dos outros. Rapidamente voltei a ver Obama. Obama Rock Star. Obama futuro presidente do Mundo!
Começando pelo principio. A sua passagem pelo cenário de guerra foi algo de absolutamente genial. Mensagem totalmente controlada. No Afeganistão foram utilizadas as suas palavras, no Iraque o exército Americano, querendo ser o mais imparcial possível, só ajudou ainda mais o Senador júnior, em Israel um sucesso.
Na América? Um McCain que meses antes desafiava Obama, queixava-se agora da viagem feita com tantos jornalistas. Périplo esse, que havia sido feito por McCain, e que na sua visita à Europa não havia disponibilizado logística nenhuma aos jornalistas.
E lá veio o primeiro anúncio vergonhoso, e já lá canta um segundo, em que McCain culpa Obama, calculem!, pela crise petrolífera.
Mas Obama foi genial, e colocou na mente de todos a confirmação da sua retórica de que a surge não teria o efeito que lhe dão, mas sim apenas teria apanhado o comboio de algo que já se passava pelo Iraque fora.

Não houve nenhuma gaffe nesta viagem de Obama, nada de mal a apontar.
Apenas a direita ortodoxa grita e esperneia nos EUA para meu deleite e diversão!

Será que nós Europeus estamos mesmo apaixonados por Obama?
Porque será que sinto que a Presidência dos EUA se lhe escapa a cada dia que passa?

O que sabemos nós, Europeus, que os Americanos não sabem?

46 comentários:

jfd disse...

Pronto, para ser verdadeiro, fica aqui uma gaffe, mais não sei ;) Mas se importantes houvessem, já seria notícia por todo o lado!

Aqui está o relato do jornalista da ABC que POR ACASO tinha um micro ligado perto de Obama e de David Cameron (com um staff tão cuidadoso, custa-me acreditar que tenha sido acidental...)



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Microphone Picks Up Private Conversation Between Obama and British Leader on Need for Vacations and 'Thinking' Time
July 26, 2008 8:40 AM

At British Parliament today, Sen. Barack Obama, D-Illinois, met with Tory Leader David Cameron.

Seemingly unaware of an enormous fuzzy boom mike held by ABC News' Eric Kerchner, the two chatted casually -- and privately.

"You should be on the beach," Cameron told Obama. "You need a break. Well, you need to be able to keep your head together."

"You've got to refresh yourself," agreed Obama.

"Do you have a break at all?" asked Cameron.

"I have not," said Obama. "I am going to take a week in August. But I agree with you that somebody, somebody who had worked in the White House who -- not Clinton himself, but somebody who had been close to the process -- said that, should we be successful, that actually the most important thing you need to do is to have big chunks of time during the day when all you're doing is thinking. And the biggest mistake that a lot of these folks make is just feeling as if you have to be -- "

"These guys just chalk your diary up," said Cameron, referring to a packed schedule.

"Right," Obama said. "In 15 minute increments …"

"We call it the dentist's waiting room," Cameron said. "You have to scrap that because you've got to have time."

"And, well, and you start making mistakes," Obama said, "or you lose the big picture. Or you lose a sense of, I think you lose a feel-- "

"Your feeling," interrupted Cameron. "And that is exactly what politics is all about. The judgment you bring to make decisions."

"That's exactly right," Obama said. "And the truth is that we've got a bunch of smart people, I think, who know ten times more than we do about the specifics of the topics. And so if what you're trying to do is micromanage and solve everything then you end up being a dilettante but you have to have enough knowledge to make good judgments about the choices that are presented to you."

-- Jake Tapper and Sunlen Miller

jfd disse...

Leiam o que diz o Richard Woods, do Sunday Times, sobre a passagem de Obama pelo nº10 de Downing Street.
Mas leiam mesmo.
Adoro o jornalismo Britânico ;)

http://www.timesonline.co.uk/tol/news/politics/article4407467.ece

Fica aqui um teaser;

(...)
For a candidate carrying a mountain of expectations, Obama is an unassuming figure. He lopes. He takes his time. He’s so calm he belies the buzz. He has that Blairite thing: the poise, the cadences, the core of self-confidence that quietly says I am the chosen one. But only, of course, if you, the people, wish it so.(...)

Luís Nogueira disse...

Eu olho para B.Obama com bastante respeito e admiração.

Mas se existe algo que todas as diplomacias europeias vêem e que alguns americanos querem ignorar, é o facto de que ao se efectivar o plano de retirada do Iraque proposto pelo candidato democrata, o mais natural será termos uma situação imprevisível, fruto de um jovem e fraco governo iraquiano, dos conflitos internos entre as diversas étnias e também graças à presença dos grupos radicais islâmicos no território.

Espero que esta viagem à Europa, tenha feito Obama abrir um pouco mais os seus horizontes e reparar que vai ter de lidar de outra forma, com o fardo militar deixado por Bush.

Paulo Colaço disse...

Jorge, é natural que a Europa goste mais de Obama que de Mccain.
Obama tem tudo para ser uma superstar entre nós.
Mas atenção, como sempre tenho dito, não estou certo que venha a ser mais forte que a máquina.

Estou para ver no que se vai tornar.

Ao contrário de alguns amigos meus, que estão perdidamente apaixonados por Obama, e o acham o novo Luther King e Kennedy juntos, eu apenas o acho o melhor candidato.

Não sei se será melhor presidente.

jfd disse...

E porquê Paulo?
Como o vês a 4 meses das eleições?
O que te aquece e o que arrefece em Obama? :)

Paulo Colaço disse...

Acabo de chegar à Punch.
Dá-me uns minutos e já respondo ao teu interrogatório.
ehehe

Paulo Colaço disse...

« Como o vês a 4 meses das eleições?
O que te aquece e o que arrefece em Obama? :) »

A 4 meses das eleições Obama já devia ter anunciado o seu n.º 2.
Ok, dir-me-ás que a Convenção é o lugar indicado. Será mesmo?

Só entendo a sua demora se o escolhido não for a Clinton.

De resto nada a apontar. É o "meu" candidato.

O que me aquece em Obama: a sua imagem, o carisma, os ventos novos que promete (tendo tudo para o concretizar, assim o queira), a abertura a tabus da sociedade.

O que me arrefece: a incerteza sobre a sua permeabilidade aos podres do sistema. Quando vejo gente tão entusiasmada com Oabama, tenho tendência a deitar água na fervura dizendo "olhem lá que o tipo não é santo... não se apaixonem tanto".

Capisce?

jfd disse...

Perfeitamente.

Quanto à escolha de VP, vou ver como tem sido depois bitaito.

jfd disse...


EUA: Por causa de visita cancelada a hospital militar na Alemanha
Obama criticado por ignorar feridos
Barack Obama, o candidato democrata à presidência dos EUA, foi ontem criticado pela campanha do rival republicano, John McCain, por esta semana ter cancelado uma visita aos militares norte-americanos hospitalizados na Alemanha, durante o recente périplo europeu.


"As visitas a líderes mundiais e discursos perante multidões de europeus nãodeveriam substituir o consolo a heróis americanos feridos", afirmou um porta-voz de John McCain.

Barack Obama diz ter desistido da visita ao centro médico Landstuhl depois de o Pentágono o alertar para o facto de poder ser considerada um acto político. A isto John McCain respondeu: "Se me dissessem que não podia visitar aqueles militares garanto que teria havido um terramoto." Por seu lado, o Pentágono afirma que apenas alertou Obama para o facto de não poder levar consigo elementos da campanha eleitoral nem jornalistas.

O incidente foi usado de imediato num novo anúncio televisivo da campanha republicana, no qual se acusa o democrata de ter encontrado tempo "para ir ao ginásio" mas não para estar com os soldados feridos no Iraque e no Afeganistão.

F. J. Gonçalves com agências

Diogo Agostinho disse...

"não se apaixonem tanto".

Mas o que é a Política sem Paixão?

Ah! Já sei, o marasmo deste país...

jfd disse...

Mas o que é a Política sem Paixão?

É a política sem Santana...

Paulo Colaço disse...

Eu não pedi para não se apaixonarem.
Eu pedi foi serenidade, prudência, menos "salto cego".

É bom que as pessoas apoiem entusiasticamente os seus candidatos mas que haja consciência que:

a) nem tudo o que parece é
b) tudo pode vir a ser o que antes parecia impossível

jfd disse...

Sabes o que estás a dizer Paulo?

Não vale a pena acreditar, a me%$a vai ser sempre a mesma.

Sabes o que te respondo?

Não obrigado.
Fica tu nesse pessimismo.
E sim, é pessimismo. Não é sensatez, não é astúcia, não é nada de especial. Lê de novo a) e b). É pessimismo.

Paulo Colaço disse...

Não Jorge.
Recomendo que sejas tu a ler o que eu fui escrevendo quando Giuliani abandonou a corrida.
Era nele que eu confiava.
Era em Giuliani que eu via a verdadeira diferença.

A fé "inabalável" que alguns têm em Obama tinha eu em RG.

Transferi para Obama o "apoio" mas não mais que isso. Porquê?
Disse-o na altura: apesar de ser melhor que os outros não o acho assim tão diferente dos outros.

Mas atenção: quem tem lido o que eu digo sobre Obama não pode achar estranhas estas minhas palavras: desde a "queda" de RG que não evoluí nada nesta matéria.

Obama por convicção mas não por devoção!

jfd disse...

;)
Pois é. Não me enganas em nada.
Mas também te digo o que já disse a muita gente, e nunca a ti;)

Fé em RG, é muito conveniente, pois o homem não teve UMA ideia de jeito na sua PORCARIA de campanha primária. Ou seja, bom alibi para se tomar uma posição nas eleições americanas. hihihihihihhih

Posição confortável.
Ou então, prova-me errado, e diz-me porquê essa fé inabalável em RG?
;)

Paulo Colaço disse...

O Diabo também tentou Cristo, no deserto, querendo forçá-lo a provar a sua valia ;)

Bem, eu não sou Cristo e tu és demasiado fofo (ehehe) para seres Diabo, por isso não há riscos de estarmos a repetir uma cena bíblica :)

Cá vai:
1 - Fé é acreditar sem ver. Logo, até teria motivos, na tua perspectiva, para ter fé em RG.

2 - No entanto, deixa que te diga (e pessoas como o Zé Pedro e o Né di-lo-ão também) que o apoio em RG baseia-se em muito mais que fé.
Ele é um fazedor. Um homem forte e de carácter.
Ocupou um cargo de extrema importância para os EUA. Mayor de NY.
E foi brilhante. Sério, diligente, criativo, preocupado.
E sem falsas hipocrisias. Aliás, não é essa a imagem que tenho dele.

3 - Conveniente era eu dizer que apoiava RG agora. Mas não, já o digo bem antes: antes do início das primárias.

4 - Concordo que a campanha de RG foi miserável. Imprevisível para um experiente como ele. Eu disse-o aqui. Live!

5 - Mas mais: é um político muito próximo da mentalidade europeia. Um moderado, dentro das contingências e deveres do seu trabalho.
Não é um tradicional Democrata de falinhas mansas. Sabe do que fala. Sabe o que enfrentará. (sabia, pobre homem).
E é um lutador.
Uma América liderada por ele reergueria a cabeça.
Estou certo disso.

E, para paixão, cá está! Era por ele!

jfd disse...

Gostei da introdução ;))) LOL

Achei mal pedires ajuda à cavalaria! Eu sou só um :)

Ele fez um bom trabalho em NY sim senhor. Visto com uma lupa, não sei se iríamos gostar assim tanto... Não sei se é por aqui que se costuma dizer; Todos gostamos de salsichas mas ninguém as quer ver fazer...

A campanha demonstrou quem ele é. Aliás, as campanhas estão a demonstrar a capacidade das pessoas. Salvo raras excepções.
Olha McCain... Já renasceu na sua campanha por duas vezes. Completamente das cinzas para o estrelato... E não há duas sem três!

Ainda bem que não é um tradicional Democrata, até porque o senhor é Republicado ;) Mas foi lapso concerteza.
Agora o fim do teu comentário deixa-me um sorriso na cara. Ainda bem que dizes isso desse senhor. Choca-me é que fiques de pé atrás quando ouves dizer isso de outros.
Ao contrário de ti, não é só o “meu” que é bom.
É que se acreditas no “teu” tanto quanto eu acredito no “meu”, que ganhe o melhor.
Neste caso o “meu”, pois o “teu” já era :)

Paulo Colaço disse...

Ups, sim foi lapso.

Notas:

1 - eu gosto de ver fazer salsichas. (sou conterrâneo das Carnes Nobre ;)

2 - A campanha nem sempre mostra quem somos. A de Guterres não mostrou o frouxo que o homem é.
Podia dar-te mais exemplos. Deixo isso para uma psico-refeição ;)

3 - E Jorge, eu não penso que só o meu é bom. Só o meu é que me fomenta fé, o que é bem diferente.
Aliás, se achasse que só o meu era bom não teria transferido o meu "apoio".

Guilherme Diaz-Bérrio disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Guilherme Diaz-Bérrio disse...

Eu gostava de ter um presidente competente na Casa Branca, não uma "estrela de rock" ;)

Não sou particularmente fan de Obama. Um pacote muito bonito, bem articulado com uma enorme capacidade oratória mas de ideias concretas temos uma mão cheia de nada e uma mão cheia de coisa nenhuma...

Retirada do Iraque em 16 meses. Mas que genial ideia, mas e que fazer no entretanto? Alguém acha que aquele pais sobrevive sozinho? [disclaimer: eu fui contra a intervenção, mas agora que está feita, não podem sair dali, deixando um vacúo de poder no seu lugar].

E claro, não para não ficar atrás dos seus "predecessores" faltava o soundbite em Berlim.
Kennedy teve o "Ich bin ein Berliner", Reagan teve o "Tear down this wall" e Obama tem o "vamos acabar com as armas nucleares" (!?) [acredito que muitos tenham pena que Merckel não o tenha deixado fazer o "comicio" nas portas de bradenburgo ;)].

Eu gostava de ter na Casa Branca um homem que não acreditasse em contos de fadas e tivesse algum conteudo. Estou com dificuldades em encontrar mais ideias de Obama para os EUA além do (excelente) soundbyte "Yes, we can"...

Talvez seja desatenção minha...

[Disclaimer II: Sim, JFD...se eu fosse americano era um desses "perigosos" republicanos que por lá vivem ;P... Esse "perigoso" partido que deu estadistas como Reagan ou Lincoln]

jfd disse...

;))) Este rapaz é fixe !

Então Guilherme, contanos lá quais são as não ideias de Obama, a tal mão cheia de nada. Sim, porque eu sei que tu não és de repetir o que todos dizem. Se tens uma opinião é bem fundada.

E já agora, que não sei, quais as de McCain para uma melhor América, para um Melhor Mundo. Podes começar pelo seu forte, nossa paixão, a Economia. Sim, porque tou com vontade de rir ;)

Espera! Lembrei-me duma! Dias de férias e feriados sem Imposto sobre os Combustiveis! VIVA MCCAIN!
weeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee

Ou então " O Iraque está muito melhor" enquanto passeava num mercado escoltado por metade da força aí colocada.
;)

Pedro disse...

Um número de circo. Just like mr. Obono.

Guilherme Diaz-Bérrio disse...

Defender qualidade do teu candidato com a falta de qualidade do adversário... não é o melhor dos argumentos temos de admitir ;)

Guilherme Diaz-Bérrio disse...

Quanto ao não gostar de Obama, a razão é simples: ele representa aquilo que eu não gosto em politica - populismo bem falante.

Nélson Faria disse...

Lembram-se de há coisa de um mês ou dois eu lamentar-me por não poder apoiar Obama por ele não mudar a política que se fazia, por não cumprir a promessa da "Nova Política"?

Este excerto define o que eu penso de Obama:

We are not shocked when a candidate moves to the center for the general election. But Obama's shifts are striking because he was the candidate who proposed to change the face of politics, the man of passionate convictions who did not play old political games.

http://www.iht.com/articles/2008/07/04/opinion/edobama.php?WT.mc_id=newsalert

Nélson Faria disse...

Quanto à retirada do Iraque: sempre desvalorizei essa "promessa" de Obama porque - eu e o Salgado bem o dissemos - quem manda na Política Externa é o Departamento de Estado dos EUA.

Obama hoje fala em retirar tropas do Iraque para os colocar no Afeganistão. Não é bem a mesma coisa que voltar a colocá-las em casa.

jfd disse...

Né,
Quando é que Obama prometeu a retirada das tropas do Iraque? Pergunta simples, para resposta simples.

Guuilherme,
Lá se foi a tua resposta ;)

xana disse...

Eu espero que seja mais forte que a máquina. E também acho que podem espernear à vonatde que este homem é especial. E aqui no psico também esperneiam! Estou à espera dos vídeos dos republicanos contra Obama postados pelo né! EHEHEH

Tanto a uns como a outros digo: façam lá melhor do que dizerem que as propostas de Obama são uma mão cheia de nada...

YES WE CAN!!

Guilherme Diaz-Bérrio disse...

Guuilherme,
Lá se foi a tua resposta ;)


Não percebi...

jfd disse...

Simples,

Não me respondeste.

Guilherme Diaz-Bérrio disse...

LOL

Perguntaste porque é que eu não gosto do Obama eu respondi: não gosto de politicos demagogos.

E para mim é isso que ele é...

Quanto ao desafio da economia, gostava de ver propostas do rapaz. Ainda não vi nada... só um potencial encontro com algumas figuras (Rubin, Volker, Buffett) para se discutir eventuais propostas de propostas...

O "Yes we can" é um excelente slogan de marketing, falta é a substancia por detrás. ideias, propostas. Como é que Obama vai resolver os problemas de uma nação que consome recursos a mais e não presta contas a ninguém. Como é que Obama vai resolver as próximas bombas relogios da segurança social e Medicare... ainda não ouvi nada. Nada além de um "Yes we can"... "do what?"

McCain teve um momento infeliz nessa dos combustiveis? Teve sim senhor... também Obama não resistiu ao "vamos eliminar os especuladores dos mercados"... são dois candidatos medianos, um com uma melhor maquina de imagem por detrás e melhores acessores de comunicação no staff!

Este "sebastianismo" que se criou à volta de Obama é engraçado. Ele é o homem da "Nova Politica", contra o "sistema", que vai solucionar os problemas da américa. Como? Ninguém sabe. Duvido que ele saiba também...mas isso não interessa...porque "Yes We Can".

Não acredito em homens providenciais e entre dois candidatos medianos inclino-me sempre para o "perigoso" republicano...

[Disclaimer: O homem que eu gostava de ter visto nesta fase era Rudy Giuliani... Infelizmente fez aquela campanha desastrosa... confesso que não sei o que lhe deu! Mas ao contrário do Colaço, não transferi apoio, pois Obama e Giuliani não têm nada a ver: um tem obra feita, outra tem bom discurso!]

Nélson Faria disse...

http://www.barackobama.com/issues/iraq/

A Responsible, Phased Withdrawal
Barack Obama believes we must be as careful getting out of Iraq as we were careless getting in.

Immediately upon taking office, Obama will give his Secretary of Defense and military commanders a new mission in Iraq: ending the war. The removal of our troops will be responsible and phased, directed by military commanders on the ground and done in consultation with the Iraqi government. Military experts believe we can safely redeploy combat brigades from Iraq at a pace of 1 to 2 brigades a month that would remove them in 16 months. That would be the summer of 2010 – more than 7 years after the war began.


Xana,

nada tenho contra Obama. Penso foi que ele perdeu aquilo que de melhor tinha para oferecer: uma nova forma de fazer e estar na política. Deixou de ser genuíno, tal como o apresentei aqui no Psico.

jfd disse...

Totalmente de acordo com essa citação ó Né.
E nada que tenha que ver com a conversa tal e qual a dirigias aquando da menção do Departamento de Estado. É uma retirada faseada e responsável. Sendo que a palavra chave que está na boca de todos é timetable, polémicas à parte.


Guilherme e como ia resolver RG esses problemas todos que dizes que o marketeer Obama não irá resolver?

McCain é engraçado, além de continuar a confundiar as etnias muçulmanas... Nada de grave depois da porcaria que os EUA fizeram na zona, agora refere-se a fronteiras inexistentes. :P Gaffes há dos dois lados, mas umas são mais giras que outras.

Paulo Colaço disse...

Guilherme, transferi o meu apoio de RG para BO porque (como expliquei na altura) eram duas formas "europeias" de estar.

Gosto de Obama. Acho que pode fazer coisas boas pela América.

Se o fará ou não, veremos.
Eu, que nunca precisei de mudar de "bxrs" por causa de Obama não ficaria decepcionado.

Os que o "amam cegamente" terão um colapso. Ainda que o reprimam...

Guilherme Diaz-Bérrio disse...

O grau de humor das gaffes de cada um dos lados também depende do grau de inclinação que se tem para cada um ;)

Quando às soluções de RG, não as conheço, não é candidato e não posso falar por ele... mas isso não retira ao marketeer Obama o onús de apresentar as suas...

E ai, convenhamos, está a falhar um pouco.

Colaço,
Não era um ataque ;) Inicialmente também achei piada a Obama. Parecia ter algo de novo. Tinha [e tem] uma exelente oratória. Dava [e continua a dar] prazer de ouvir. Mas começa a ficar curto. Ele é o candidato democrata. Ele está a concorrer a Presidente dos EUA. No entanto continua no registo do marketing politico dos sound bytes... o Yes we can marcou o tempo, faltou o follow up: we can do... mas ele não se compromete. E eu pessoalmente não gosto disso em politica.

E subscrevo na integra a tua ultima frase. Muitos dos apoiantes dele [e acrescento grande parte dos "europeus"] vão ter uma desilusão quando ele começar a efectivamente ter de se comprometer com politicas a sério, e mostrar que afinal, não é assim tão "fora do sistema"...

Pedro disse...

Será que a sacrosantidade (?) de Israel também é uma política de mudança?

Se o Obono chegar a presidente onde é que esta gente (http://www.rddusa.com/), por exemplo, arranjará trabalho?

O beach boy Mccain, no mínimo, já lhes abriu as portas do mercado iraniano.

jfd disse...

Vossas Excelências tão é a cobrir os flancos para deixarem os optimistas a descoberto. O inevitável há-de acontecer, e depois, entram Vossas Excelências com sonantes EU AVISEI!

Cá estarei para ripostar frase por frase, palavra por palavra ;)

Serão óbvios, diga-se de passagem, mas enfim.

Quanto aos Europeus, hei-de escrever sobre isso (se nenhum famoso me roubar o espaço LOL (mas isto é outra conversa AHhaahahahah));

A Europa Política é uma hipocrisia pegada. Os EUA estão muito mais evoluídos no que toca à representação das minorias na sua democracia. Aqui o assunto é tomado com rasgos de colonialismo e paternalismos desnecessários a roçar o ridículo.
No entanto o primeiro PRETO candidato à Casa Branca é recebido em França, Inglaterra e Alemanha como o Messias....
Há coisas...

Nélson Faria disse...

Mas uma retirada é uma retirada, não é tirar tropas do Iraque para as colocar no Afeganistão.

Isso é gestão de esforço internacional ó jfd.

A mesma citação e o mesmo link para que vejam bem as diferenças do Obama I e do Obama 2.0.

We are not shocked when a candidate moves to the center for the general election. But Obama's shifts are striking because he was the candidate who proposed to change the face of politics, the man of passionate convictions who did not play old political games.

http://www.iht.com/articles/2008/07/04/opinion/edobama.php?WT.mc_id=newsalert

O Obama de início das primárias já não é este. E pode ganhar. E irá cometer erros como todos os Presidentes. É um bom candidato, mas há algum tempo que deixei de o ver como a tocha que poderia recuperar a nobreza da arte da política.

jfd disse...

Vou avisá-lo... Espero que ele aguente a notícia.

Vai é ler o livro que te ofereci, e para de agradar o GOP que não te rende nenhum voto ;)

Nélson Faria disse...

Já li.

E até sou parecido com ele: arrogante, com a mania das grandezas, enorme paixão pelo serviço público e que acredita na predestinação ;)

Quanto a quem quero agradar: vai pensando pela tua cabeça que na minha mando eu lololololololololol

jfd disse...

Que parte mais gostaste da vida de Obama?

Interessantes semelhanças que encontras. Realmente a leitura é algo de muito subjectivo...

Tenho e te guiar meu filho, quando estás nas trevas!

Não comentas nada do que antecipo sobre a Europa e os Europeus? :P

Nélson Faria disse...

Do trabalho dele junto dos mais desamparados.

Tens de me relembrar o que disseste sobre Europa e os Europeus.

jfd,
para guiares os outros no caminho para fora das trevas, precisavas de conhecer o caminho ;)

Não idolatres Obama: é heresia!

lolololololololololololol

jfd disse...

Amigo tá uns comentários acima :P

jfd disse...

McCain Tries to Define Obama as Out of Touch

By JIM RUTENBERG

A full-throttled effort by the McCain campaign to create a negative narrative about Barack Obama is being coordinated by veterans of President Bush’s 2004 bid.
(...)


em http://www.nytimes.com/2008/07/31/us/politics/31campaign.html?_r=1&ref=todayspaper&oref=slogin

Nélson Faria disse...

É verdade sobre o que dizes sobre a Europa. mas antes as minorias nos EUA organizam-se em grupos de pressão e fazem-se eleger; na Europa estão sempre todos (e quando digo todos falo da forma de estar de TODOS os que habitam na Europa, imigrantes e autóctones) à espera que o Estado faça alguma coisa para os favorecer.

A cultura comunitária dos EUA é muito superior à habituação "esmoleira" do europeu.

Nos EUA, se houver um jardim maltratado, o mais regular é que se organize uma associação de moradores e que tomem conta dele; cá pedimos à câmara para o ir regar ou ao ministro do ambiente.

jfd disse...

Campanha negativa McCain compara Obama a Britney Spears

Republicanos optam por fazer campanha negativa relativamente ao rival na corrida à Casa Branca.

Tobias Schwarz/Reuters

Obama acena à multidão, em Berlim
O candidato republicano à Casa Branca, John McCain, está a dar largas à agressividade na campanha negativa que tem desenvolvido sobre o seu rival, o democrata Barack Obama.

Depois de o ter classificado como arrogante, inadequado e mal preparado para a presidência dos Estados Unidos, num encontro que decorreu na quarta-feira, em Aurora, no Colorado, John McCain referiu-se ao senador democrata como uma celebridade da linha de Britney Spears e Paris Hilton.

A estratégia do Comité Nacional Republicano passa presentemente por um sítio na Internet chamado "Audacity Watch" que parodia o título do livro escrito por Obama "The Audacity of Hope" ("A Audácia da Esperança"). Além disto, a campanha concertou entrevistas de televisão com a emissão de notícias e o envio de correio electrónico nos quais representantes republicanos atacam o candidato democrata numa série de assuntos.

A gestão da campanha de John McCain está actualmente entregue aos responsáveis pela reeleição de George W. Bush. Os mesmos que, em 2004, mantiveram o candidato democrata, John Kerry, sob o fogo diário dos média.

Ao contrário de MacCain, e de acordo com um estudo da Universidade de Wisconsin publicado na terça-feira 29, Barack Obama investe 90% da publicidade da sua campanha na projecção de uma imagem positiva de si próprio.

http://www.youtube.com/watch?v=oHXYsw_ZDXg


http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/383254