terça-feira, junho 24, 2008

Para a próxima, Inês, faz como o PM: estuda menos!


A nossa Inês fartou-se de estudar para o exame de Matemática. Achou-o ridiculamente fácil. Dizia ontem a Margarida: eles baixaram o grau de exigência para se ufanarem com a subida dos resultados a Matemática.
Fraca gente!

Entretanto, diz a Sociedade Portuguesa de Matemática que a falta de ambição do Gabinete de Avaliação Educacional do Ministério não desenvolve a excelência entre os alunos: “O padrão utilizado para avaliar o desempenho dos alunos não permite distinguir aqueles que efectivamente trabalham dos que pouco trabalham, e não ajuda os professores a incentivarem os alunos a aprofundar os seus conhecimentos.”

Já a Associação Portuguesa da Matemática está no lado do Governo, mas lá deixou sair isto: “É nossa convicção que qualquer uma das provas poderá ser resolvida pela generalidade dos alunos”.

35 comentários:

Paulo Colaço disse...

Digo isto há anos: estamos a formar pessoas com falsa noção de conhecimento.

Esta prova de matemática é uma das evidências.

Isto tem muito a ver com o nosso PM:

Temos um PM autoritário, as polícias também acham que o podem ser.
Temos um PM com qualificações académicas polémicas, os avaliadores acham que a exigência deve ser banida.

Bruno disse...

Paulo Colaço disse...
Digo isto há anos: estamos a formar pessoas com falsa noção de conhecimento.

Isto não é de agora! Há muito tempo que me choca o facto de uma larga maioria de estudantes universitários não saberem escrever correctamente. Bolas, como conseguiram ser aprovados 12 anos na disciplina de Português???

O que acontece actualmente é que este Governo, com a ligeireza que lhe é habitual em matérias sensíveis, está a "institucionalizar" o facilitismo. Nada que não seja habitual no PS...

Tenho para mim que a existência da alternância governativa em Portugal é negativa uma vez que um dos "alternantes" consegue sempre fazer mal demais para ser verdade... Aquilo que devia ser um refrescar de políticas, de políticos e de comportamentos acaba por ser uma destruição de bases e minagem de terreno para quem vem a seguir.

Inês Rocheta Cassiano disse...

Absolutamente vergonhoso. Esta situação é aquela que normalmente se apelida de "é gozar com a cara das pessoas".

Exame de Matemática, o mais temido, o que apresenta sempre resultados mais negativos. A pressão para este exame é enorme, imensa, ajudando o facto de ser específica para muitos dos cursos. Aqueles 15 minutos em que estamos na sala já à espera são intermináveis. Entregam-nos o exame e eu tenho um ataque de riso. Contas de somar e subtrair, dizem-nos como é que havemos de resolver o exercício.

Para os bons alunos é terrível: tanto estudo para nada. Não era preciso. Para os maus alunos é óptimo, melhores hipóteses têm de ter boa nota.

Mais, além de os exames estarem a ser de um grau de facilidade inacreditável, este ano todos têm mais meia hora de tolerância. São pontos dados de borla.

Estamos a um ano de eleições, é normal que se queria demonstrar que com este Governo os resultados em disciplinas como Matemática, Física e Química e Biologia as notas sofressem aumentos. Mas isto é demais! É escandaloso. Que nível de exigência é este? É esta a preparação que se leva para as faculdades?

Pior pior, é que à custa deste exame, não foi ao Congresso :(

Anónimo disse...

O Governo PS trabalha para as estatísticas, para o ano há eleições e há que apresentar estatísticas "felizes", daí o facilitismo dos exames nacionais.
Esta politica tem que ser denunciada, pois desvirtua a realidade do nosso ensino.

Inês Rocheta Cassiano disse...

Mais,
o que eu tenho achado destes exames é que ou estão fáceis demais ou estão mal feitos. Deixo dois exemplos:
- Exame de Português: perguntas dúbias, perguntas da nova Gramática (não leccionada no meu ano)
- Exame de Geografia: exame de cultura geral. Ter estudado os dois anos da disciplina não adiantou muito.

Manuel_Nina disse...

Creio que há um lado muito mais perverso neste facilitismo.
Reportemo-nos aos factos:

- O Governo proibiu recentemente a entrada de alunos com media inferior a 9.5 no Ensino Superior, o que levou muitos dos Institutos e Politécnicos ditos "de 3ª" a ficarem com muito poucos alunos.

- O Governo da ordem para que todos os cursos com menos de 20 alunos fechem portas, o que atinge varias faculdades publicas e privadas.

Se virmos, ao tornarmos mais faceis os exames nacionais, na pratica estamos a permitir ao aluno - por exemplo - de 8 valores de ontem a ter os miseros 9.5 e poder ir preencher todas as vagas de cursos miseraveis que por ai andam.
Não reconheço esse suposto sentimento dos bons alunos de "tanto trabalho para nada", se o ano passado sabia para 17, este ano tiro 19, foi mais facil? menos razoes para nao tirar 20.
Aqui o problema é não só a ilusoria taxa de aprovação, mas também a abertura de portas ao Ensino Superior de toda a corja que conseguiu positiva nao se sabe bem como. E como tal, um maior numero de alunos no Superior, e a garantia que muitos cursozecos conseguem os 20 alunos minimos que o Governo exige.

Uma mão lava a outra.

Tiago Mendonça disse...

Sou um dos que insistentemente, quer em moções, quer em textos soltos num ou noutro blogue, que até em provas académicas tenho apontado a terrível falta de exigência no ensino secundário e no ensino básico, onde os alunos são verdadeiramente empurrados.

É uma tristeza. De qualquer forma, não sei como era este exame, de qualquer forma, tal a minha invulgar capacidade para matemática, talvez eu próprio tivesse dificuldades em faze-lo LOOL :)

Por outro lado, creio que o exame de português foi considerado ( foi o que li no parecer ) geralmente complicado, com perguntas dúbias no GRUPO II, e perguntas de extrema dificuldade no grupo I.

Mas tudo isto é um bocado irrelevante. Lembro-me que quando fiz exames nacionais, ter coisas interessantes, como os alunos do M para a frente com grandes notas(Boa escolha dos meus pais em ser Tiago;)) e do M para trás muito piores.

Compreendo o sentimento da Inês. Mas também já lhe tinha dito, que acho que não é necessário (talvez infelizmente) estudar tanto no ensino secundário. Eu reconheço que estudava apenas de véspera para os testes, e não foi isso que me fez tirar uma média inferior a 15 valores.

De todo o modo, para ter médias de 18 ou 19 como julgo ser o caso, é preciso trabalhar, a um nível já superior a esse estudo de véspera. Pelo que eu digo, que um aluno vai bem preparado para a faculdade quando ou tem uma média acima de 18(sinal que estudou) ou então tem perfeita consciência que terá que dar muito mais na faculdade.

De qualquer forma, casos como o meu, que sobem a média na faculdade, e que faculdade, em relação ao secundário sao 1 em 1000.E isso quer dizer alguma coisa : Péssima exigência no ensino básico e secundário.

E temos que inverter isso. Mantenho o que digo há anos: O fraco investimento em formação e qualificação nos nossos recursos humanos são as principais causas para o não crescimento economico.

xana disse...

Naturalmente que as provas podem e devem ser resolvidas pela generalidade dos alunos! Pior são aquelas provas que até aos professores se afigurava difícil resolver!

Se algo está mal, então são os programas curriculares, e não os exames.

Vergonhoso era na altura em que fiz exames, que o grau de dificuldade era estupidamente superior e até os bons alunos desciam drasticamente as notas. E o problema não é só a matemática, que por acaso até não acho que seja o maior problema. Outras disciplinas como História, revelam uma situação estranha: ensina-se em Marte e faz-se exames em Plutão...

Diogo Agostinho disse...

A educação tem males muito próprios.

Começa pelo próprio Ministério, que alberga inúmeros funcionários do Partido Comunista e que bloqueiam qualquer medida ou tomada de decisão política.

Depois, os exames nacionais, são momentos em que os alunos são mal preparados. Prova disso mesmo, é a quantidade de alunos que têm explicações só para exames. Se a escola não consegue dar resposta às necessidades do aluno já se interiorizou que então é melhor explicações fora(caso único, em que imensos professores recebem balúrdios e não declaram um tostão).

Um aluno numa escola precisa a meu ver de rigor e carinho.

E os exames nacionais devem ser rigorosos no momento e bem preparados anteriormente.

Depois é fundamental que o Professor leve em linha de conta, o comportamento na sala de aula, as intervenções, as perguntas, os trabalhos de grupo, o modo como o aluno se relaciona com os colegas. Assim se consegue justiça na atribuição das notas. Não basta um momento de uma hora, que por stress, copiar mal, decide todo um percurso escolar.

Ontem ouvi e concordei, finalmente!!!!!! com José Miguel Júdice, criticando a ausência de estrato para os Professores falarem. Entramos na sociedade igualitária, até entre Professores e alunos. Enfim...

Luís Nogueira disse...

"Começa pelo próprio Ministério, que alberga inúmeros funcionários do Partido Comunista e que bloqueiam qualquer medida ou tomada de decisão política" - Ora aqui está uma afirmação que subscrevo a 100% :)
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Infelizmente quer o facilitismo, como "o trabalho para os resultados" para alimentar a propaganda, sempre foram conceitos que o PS pretendeu aplicar no decurso das suas governações, com resultados catastróficos para o futuro de Portugal.
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A Educação precisa de uma verdadeira reforma. A nível dos conteúdos programáticos (devendo estes ser exigentes), dos recursos humanos (sendo mais especializados) e das infra-estruturas (pois muitas escolas não têm as minimas condições).
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Tudo isto leva tempo e é precisa a coragem política e uma cultura de exigência que o Engº Sócrates não tem e que provavelmente nunca teve, a avaliar pelo seu percurso académico...

Nélson Faria disse...

Estamos a nivelar os nossos exames pelo grau de conhecimento dos nossos alunos e não pelo que lhes deve ser exigido.

É uma aldrabice percentual!

FNL disse...

Quando fiz o meu exame de matemática (no qual tive metade do que costumava tirar nos testes...) lembro-me de ler um fulano-de-tal qualquer num jornal em que dizia algo do género:
"Os alunos estão mal preparados. No meu tempo houve uma questão mal colocada e eu escrevi 'esta questão está mal colocada'. Acabei por ser um dos 5 alunos (!) a nível nacional a ter a questão correcta. Mas os alunos de hoje não são capazes disso, de pensar."
Ou seja, o fulano-de-tal queria que todos os de hoje fossem como os 5 de ontem.

Mas a verdade (porque o que escrevi até agora não interessa nada...) é que a malta faz os exames e ainda nem saiu da porta já esqueceu tudo! Mal por mal, mais vale haver passagens de ano automáticas...

Tiago Mendonça disse...

FNL tocou num ponto fundamental. Os alunos esquecem tudo logo que o exame acaba. Ai está o erro. Não acredito em alunos, que durante o ano nada fizeram, e que depois em vésperas de testes ou exames estudam até não dar mais. Isso pode ser alguém que tira boas notas mas que nada aprende. Um bom aluno é aquele que mantem um nivel regular de estudo, e que sobretudo vai aprendendo as coisas. E é muito por aí que temos que mudar. Não seremos mais qualificados por termos mais pessoas a acabar licenciaturas. Mas seremos mais qualificados se tivermos mais pessoas a aprender mais nas licenciaturas.

O estudo infernal pos exames nacionais não leva a nada. São uma prova como outra qualquer (ainda que infelizmente pese mais do que devia, sou apologista de termos exames nacionais logo no 10 e no 11º, contando os exames de 12º apenas 25% da nota, mas desse próprio ano). Quem aprendeu as coisas durante o ano, basta agora uma simples revisão para melhor articulação de conteúdos. Não tive notas brilhantes no secundário, mas tive um 16 a Português, revendo matérias, a poucos dias da prova. Tirei uma vez um 19 sem pegar nos livros. Como, na Faculdade, já tirei 12 ou 13 estudando muito mais do que para qualquer exame nacional.

É subjectivo. Defendo é uma clara harmonização ao nível de exigência, respeitando as diferenças de idade claro, entre os vários estádios do ensino em Portugal.

Margarida Balseiro Lopes disse...

Nos últimos três anos os exames têm sido progressivamente mais fáceis. É um facto.
E a razão parece-me óbvia: estatísticas. Baixar as altíssimas taxas de insucesso escolar à custa do facilitismo e da falta de rigor.

As reformas protagonizadas por este ME vão todas nesse sentido: acabaram com exames nacionais importantes como o de filosofia ou o de psicologia; aprovaram um estatuto do aluno que mais parece uma manta de retalhos, com os recuos e avanços a que esteve sujeito; mudaram os planos de curso em 2005 separando as Humanidades em Ciências Sociais e Humanas das Línguas e Literaturas, escusado será dizer que passados 2 anos voltaram ao modelo antigo; criaram a disciplina de Área de Área Projecto, mas não deram indicações aos docentes de como leccioná-la.

E as reformas no Estatuto da Carreira Docente, o novo sistema de avaliação dos professores? Uma vergonha.

A Educação não precisa de reformas. É a incerteza e a irresponsabilidade das sucessivas reformas que têm minado e atrasado o sistema de ensino português. O que eu defendo? Um pacto de regime ente PS e PSD, na área da Educação.

Luís Nogueira disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anónimo disse...

"Começa pelo próprio Ministério, que alberga inúmeros funcionários do Partido Comunista e que bloqueiam qualquer medida ou tomada de decisão política."

totalmente de acordo

Luís Nogueira disse...

Vamos lá ver uma coisa Tiago. "Os alunos esquecem tudo logo que o exame acaba". e "Um bom aluno é aquele que mantem um nivel regular de estudo, e que sobretudo vai aprendendo as coisas."
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Genericamente concordo contigo. No entanto não devemos ser utopistas e pensar que um aluno ao estudar certas matérias, por exemplo em cadeiras de um 1ºano de licenciatura, chegue ao ao fim desta (mais ou menos 3 anos agora com bolonha) e se lembre integralmente do que estudou.
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Existem pessoas assim. Acredito que sim. Mas a maioria dos estudantes não são assim, e não será por não terem um método de estudo regular, pois a carga de matérias é tão densa, que se torna impossivel apreender e compreender tudo ao fim de tanto tempo. Por isso é que existem as especializações em Mestrado :)
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Na verdade acho que o grande equivoco quando se fala do ensino, está em que encaramos o mesmo apenas como um meio atribuição de conhecimento. O ensino mais do que isso, atribui "ferramentas" que poderemos utilizar cá fora no mercado de trabalho.
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Guida, quanto ao pacto de regime, acho que tem a sua lógica. No entanto não deixarias de ter os 100mil na rua, mais a CGTP-IN a reclamar, por força da alteração de alguns direitos adquiridos...

Tiago Mendonça disse...

Luís,

Claro que não é possível saberes tudo de todas as cadeiras leccionadas. Isso é, humanamente impossível. Mas tens que saber qualquer coisa. E o "marranço" antes dos exames, de pessoas que mal respiram, e que apenas estudam, pode levar a umas médias jeitosas mas não leva a conhecimento.

Tiago Mendonça disse...

Luís,

Claro que não é possível saberes tudo de todas as cadeiras leccionadas. Isso é, humanamente impossível. Mas tens que saber qualquer coisa. E o "marranço" antes dos exames, de pessoas que mal respiram, e que apenas estudam, pode levar a umas médias jeitosas mas não leva a conhecimento.

Tânia Martins disse...

Eu fiz um bicho de sete cabeças por causa dos exames para nada: ao fazê-los senti que tanto stress, tanto receio do que pudesse sair num EXAME NACIONAL era ilusório. O próprio trabalho de aula, os próprios testes de avaliação eram mais difíceis do que a prova que nos levaria a entrar numa faculdade. Fiquei desiludida. Tal como a Inês disse, o meu exame de geografia não passava de cultura geral; não aprofundava conceitos técnicos, não abrangia a matéria de uma forma específica, mas algo muito geral. Quem não tivesse estudado nada, não deixava de ter boa nota. O exame de Português foi semelhante, nas aulas tínhamos uma preocupação extremamente virada para a gramática e no exame sai um exercício em que consistia na ligação de umas frases, tal como fazia na primária.

O ensino está a entrar num facilitismo excessivo e é o futuro que vai sofrer as consequências. Antes o agrupamento 4 tinha latim, eu já não pude ter latim; para nos tapar os olhos em vez de matemática tínhamos uma disciplina que se chamava MACS (Matemática Aplicada às Ciências Sociais) que estava muito longe de ser matemática (prova disso eram as minhas notas, que nunca seriam as mesmas de fosse matemática :p), ora a matemática é uma ciência que desenvolve o raciocínio logo não deveria terminar no 9º ano para alguns alunos (para mim acabou e sinto que precisava muito mais de matemática do que aquela que tenho); retirar o exame de filosofia para mim é uma "doença", uma disciplina como filosofia tem de ter obrigatoriamente exame, também por desenvolver vários campos de raciocínio.

Não sei não, mas se Sócrates quer números virá a tê-los certamente, porém a formação dos nossos futuros "doutores" será tão boa como a dele!

Luís Nogueira disse...

Totalmente de acordo Tiago. Mas não esqueças, que "a média jeitosa" não vai valer de nada no decurso da actividade profissional :) Mais cedo ou mais tarde, o mercado acaba por recolocar essas pessoas... Hoje sinto me particularmente liberal. Deve ser do bom tempo, que felizmente se faz hoje sentir aqui por Sintra :)

Tiago Mendonça disse...

Quanto ao exame de Português, já se sabia há muito, que seria de ligação de frases e escolha multipla. De todo o modo é considerado o grupo mais complicado de todo o exame.

Como tive ocasião de dizer a alguns amigos mais novos, e julgo até ter dito à Inês, o stress para os exames nacionais é algo errado. As coisas tem que ser feitas com calma. E os exames são geralmente fáceis.

Para além de que estudar 6 horas ou 20 horas é diferente, mas estudar 50 ou 70 é igual.

Luís,

Concordo que no mercado profissional mesmo pessoas com boas médias podem ser colocados de parte se não forem bons profissionais. Por exemplo, em Direito, ter cursos de línguas, ter uma capacidade retórica boa, é muitissimo importante. Não conta apenas uma boa média. Um aluno de 13 pode ter emprego com mais facilidade que um de 15. A média é importante, mas só dentro de determinados patamares.

Tânia Martins disse...

Tiago

penso que a primeira parte do teu comentário era em resposta ao meu. A minha professora sempre disse que a interpretação do texto era mais complicada do que os exercícios gramaticais. Eu achei o mesmo. Na interpretação tens de ter capacidade de te abstrair e ao mesmo tempo de te concentrares no texto. A gramática só é difícil para quem não sabe mesmo nada. Além dos exercícios serem simples, a ligação das frases quase te dá uma resposta! É errado fazerem exercícios gramaticais deste modo (penso eu).

O stress é inevitável, uma pessoa preocupada tem sempre tendência a querer fazer o melhor. Não é saudável, mas é inevitável!

Bruno disse...

Ao ler a discussão entre o Tiago e o Luís lembrei-me da minha situação: tive a felicidade de ir fazendo o curso ao mesmo tempo que estava já a trabalhar numa das áreas que estudei (Publicidade).

Isso fez com que apreendesse muito melhor os conteúdos uma vez que ia necessitando deles no dia a dia. Muitas vezes recorri aos apontamentos e livros para trabalhos que precisei de fazer e para a própria organização da empresa onde estava.

Será esta uma solução a explorar? Estágios profissionais em todos os anos da licenciatura?

Tiago Mendonça disse...

Sim, Bruno. Quanto a mim essa seria uma ideia a aplicar. Claramente.

Manuel_Nina disse...

Bruno,

Creio que a tua proposta não é aplicavel a algumas areas de conhecimento. Lembro-me de repente da engenharia, economia ou medicina, nos primeiros 3 anos de curso é impensavel pores alunos destas areas a estagear onde quer que seja, é preciso primeiro uma solida base teorica e compreensão holistica do que se esta a fazer antes de "deitar mão à massa".

Bruno disse...

Ainda bem que o Nina chamou a atenção para as especificidades de cada área de formação. Tens razão naquilo que dizes mas eu volto a perguntar: não será mesmo possível?

Não digo que se ponha um estudante do 1º ano de Medicina a fazer um transplante de coração. Nem sequer sei se esta é das operações mais complicadas ;) Mas sei que se ele assistir a várias operações estará mais facilitada a tarefa de perceber a aplicação prática daquilo que aprende.

Da mesma forma não é defensável que coloquemos um caloiro de Engenharia a projectar a 3ª Ponte sobre o Tejo. Mas não duvido que ele terá muito a ganhar se lhe for proporcionado um período de trabalho em que possa acompanhar a evolução de um projecto da sua área.

Tiago Mendonça disse...

Caro Manuel Nina,

Estive ontem com uma amiga que frequenta o 1ºano de medicina, e vai começar em julho 3 semanas de estágio.

Como o Bruno disse e bem, não se trata de fazer um transplante ao coração. Mas aprender pequenas coisas, como fazer uma análise, fazer um penso, enfim, ter contacto com a sua futura profissão.

Paulo Colaço disse...

Há certo tipo de cursos menos compativeis com ocupações paralelas.
Claro que há trabalhadores estudantes em tudo o que é curso mas eu não defenderia de cabeça a tese dos estágios em todos os cursos e anos de estudo.

Tété disse...

Começo logo por pedir desculpa pelo meu despropósito (e principalmente ao Tiago) mas no dia em que vir um médico a fazer um penso, juro que deito um foguete!!!Não resisti ;)

Mas concordo que de uma forma ou de outra todos os cursos podem ter mais componentes práticas, é disso que há anos me queixo!

Bruno disse...

Colaço, não falei em trabalhadores-estudantes. Falei em parte do ano lectivo ser um estágio adaptado à altura do curso em que o aluno estiver. E isto não é rígido pois é óbvio que precisa de adaptações.

Mas é uma coisa diferente de estudar e trabalhar ao mesmo tempo. Isso não é a melhor das situações se bem que há quem não tenha outra escolha como foi o meu caso. Acabou por ter um lado positivo que foi aquele que aqui falei. Mas "saiu-me do pelo"! E reflectiu-se nas minhas notas pois só tinha praticamente a véspera e do dia da frequência para estudar...

Tété, nem toda a gente é filha de enfermeira, hehe! Coitado do Tiago, se calhar deu o exemplo do penso como podia ter dado outro qualquer ;)

Tété disse...

Tu que és genro da uma enfermeira, sabes que comecei por pedir desculpa e principalmente ao Tiago ;)

Já agora, como não faz mal aprender, os técnicos que fazem as análises são os analistas clínicos.

Paulo Colaço disse...

Eu quando falei dos trabalhadores-estudantes era para dizer que há muita gente que trabalha e eastuda ao mesmo tempo. Ou seja, que não é absurdo termos estágios em acumulação com aulas.
No entanto há cursos e curso.
Há aqueles adaptados e adaptáveis para trabalho em simultâneo e os outros.

Tiago Mendonça disse...

Caríssimos,

O Psico tem uma função interessante no meu dia. Uma das coisas que me faz esboçar uns belos sorrisos :)

Dei o exemplo que essa aluna de medicina me deu. Também eu tenho conhecimentos, pessoas amigas, que estão a tirar enfermagem. Sei bem das diferenças. Conheço enfermeiras que ocupam postos elevados também.

Dei o exemplo que essa aluna me deu. Talvez porque julgue que vai aprender isso :)

Não faço ideia.

Abraços e Beijinhos.

Cidália disse...

Só para corroborar um pouco a teoria dos bons profissionais e do estudo continuado defendida pelo Luis.
Trabalho numa àrea onde se lida com contratos de empréstimo e com garantias. O texto pré-impresso de um termo de fiança rezou, durante muito tempo assim:
"Mais declaram os fiadores renunciar ao benefício da execução".

Alguém disse, que o saber é tudo o que fica depois de esquecermos o que aprendemos.
O autor do contrato que referi não esqueceu que havia um beneficio a que os fiadores tinham que renunciar, o da excussão ou o da execução é apenas uma questão de pormenor.