segunda-feira, junho 23, 2008

A cidade berço

Movimentos “pró-vida” convocam concentração frente ao hospital de Guimarães


Em causa estão os 134 abortos realizados nos últimos 6 meses, a mulheres maioritariamente entre a faixa dos 35-40 anos.

E quantos eram os abortos clandestinos antes da lei entrar em vigor? Mais? Menos?
Não deixa de ser interessante a faixa etária que mais recorre à IVG, neste estabelecimento. Serão, em princípio, pessoas com a vida estabilizada, para quem uma gravidez indesejada poderia trazer complicações à própria estrutura familiar.

Passados 12 meses desde a entrada em vigor da lei da IVG, esta concentração parece-me extemporânea. Para além da má escolha do local do protesto.

62 comentários:

Margarida Balseiro Lopes disse...

O problema não é o hospital de Guimarães que se tem limitado a cumprir a lei, que para estas pessoas será iníqua.

Foi o Parlamento que aprovou a lei, e que deveria este o local e alvo dos protestos.

Margarida Balseiro Lopes disse...

, Foi o Parlamento que aprovou a lei, e aí deveria ser o local e alvo dos protestos.

Filipe de Arede Nunes disse...

Entendo a manifestação. Quem acredita no que defende tem quase a obrigação de tentar, licitamente, convencer os outros.
Cumprimentos,
Filipe de Arede Nunes

Nélson Faria disse...

O facto de ser legal não o torna legítimo aos olhos de quem se opõe ao aborto.

A estratégia do movimento pró-vida é adequada: eles protestaram onde podem mexer mais com a consciência das pessoas e agitar as águas para que se recupere a discussão.

Margarida Balseiro Lopes disse...

Este post foi feito à medida da Inês, que entra hoje de férias. ;)

Beijinhos princesa

maria pereira de almeida disse...

Talves o Parlamento fosse o local mais adequado mas é necessário perceber que a escolha do local para a contestação foi feita tomando em conta a proximidade do lugar onde se efectua a prática contestada. Esse não me parece um problema, assim como não me parece o protesto apesar de ser totalmente a favor da lei aprovada. Acho óptimo que as pessoas exprimam as suas inquetações desde que isso não perturbe o curso normal de funcionamento dos locais onde constestam.

Karocha disse...

Obriguem a outro referendo!
Esses hipócritas que se manifestam, são os mesmos que mandam as meninas,mulheres ou namoradas fazer "desmanchos".
Como aquela na televisão " matar crianças que horror deus nos acuda!... Anh! Áh! desmanchos sempre se fizeram no meu tempo era com agulhas de tricot,é que sabe minha senhora as meninas têm que casar próprias!)

Bruno disse...

Eh pá, eu não resisto e vou ter que provocar a Guida ;) Oh Guiduxa, o problema é que no referendo sobre a IVG as coisas foram mal explicadas! Os defensores do NÃO estiveram distraídos e deixaram que a demagogia dos do SIM convencesse as pessoas. Foi assim mais ou menos com na Irlanda no referendo sobre o Tratado de Lisboa. Por isso concordo com a Karocha e acho que devíamos fazer outro referendo :P

Bem, depois da provocação deixem-me comentar o post mesmo! E os comentários que se seguiram, já agora.

A manifestação é extemporânea?
Claro que não! A lei já entrou em vigor há algum tempo e por isso já se podem começar a analisar os seus efeitos de curto-prazo.

O local é mal escolhido?
Pelo contrário! Em primeiro lugar porque não é o único local onde este movimento tem realizado este tipo de iniciativas. E depois porque eu não sei bem se eles estão a exigir uma nova alteração à Lei...

Lembro ainda que, no tempo do Estado Novo, se aproveitavam, por exemplo, os jogos de futebol para manifestações anti-Salazar. Também estavam errados???

Margarida Balseiro Lopes disse...

Com a tua provocação, Tio Bruno, dás-me razão: o problema é a lei. E concordo contigo: a campanha para o referendo não foi minimamente escalerecedora.

O que não faz sentido é vir condenar o cumprimento da lei.

Nélson Faria disse...

Que eu tenha percebido, os manifestantes não contestam o cumprimento da lei... contestam os 134 abortos realizados num hospital ao abrigo dessa lei.

Quem tem opinião tem direito a manifestá-la. E quem não concorda com a lei o direito a dizê-lo.

Eu não concordo com esta lei, mas também não a contesto: estou resignado. O que foi já foi e tão depressa não quero ouvir falar neste referendo.

André Machado disse...

Tivesse sido no dia seguinte ao referendo, seja hoje ou seja daqui a um mês, uma manifestação contra uma lei como esta tem sempre justificação.
O que está em causa, hoje, tal como há um ano atrás, é o valor inalienável e absoluto da vida humana. Assim, a forma arbitrária com que muitas mulheres se prestam a uma intervenção deste tipo deve ser apontada e condenada. É escandaloso.

O tema do aborto para mim não existe. Existe o tema da vida e da sua defesa. Fiz campanha contra esta lei e a sensação que tenho é a de que a população não estava, minimamente, esclarecida. Desta forma, a vencedora foi a abstenção e Sócrates acha que teve, ali, uma grande vitória política. Política vs princípios e valores, uma máxima a que o nosso PM já nos habituou.

134 mortes, é o balanço em Guimarães... Escandaloso.
O facto é que os abortos clandestinos não diminuiram, a única diferença é que as pessoas de maior capacidade financeira podem fazer uma interrupção de gravidez em condições sanitárias mais seguras. Acompanhamento psicológico? Ainda não ouvi falar de tal coisa, mas acho que foi prometida.

Deixo, apenas, para terminar, duas questões:
É legítimo que, em Elvas, uma mulher tenha de se deslocar a Espanha para dar à luz mais um português, quando uma outra mulher, na mesma localidade, pode abortar um ser humano?
É legítimo aplicar taxas moderadoras a grávidas que optam por um hospital do Estado para ter os seus filhos, quando o aborto não está sujeito a este tipo de taxas?
Desculpem-me se estiver enganado, mas acho que é esta a realidade.

Karocha disse...

Espantoso!
Vocês homens estão mesmos convencidos, que as mulheres vão fazer abortos a rir e a brincar.

Margarida Balseiro Lopes disse...

Concordo com a Karocha,

Faz-me alguma confusão que predomine ainda esse género de argumentos.

Tânia Martins disse...

Guiduxa e Bruno, nem vamos falar de campanha! A campanha para esse referendo além de ser carente em informação, foi um circo armado!

Também acho que as pessoas têm o direito de manifestar a sua opinião. Embora estejam a manifestar-se contra uma lei, não deixam de possuir o mesmo direito.

No entanto, nem sempre estas manifestações estão dotadas de razão. As pessoas estão a avaliar estes números sem ter em conta que antes da lei ter entrado em vigor nem contabilização havia.

André Machado disse...

Não penso, de todo, que uma mulher faça um aborto a rir e a brincar. Acredito que é uma decisão difícil e que acarreta consigo uma grande carga emocional. Por isso mesmo é que me espanta que não haja um acompanhamento adequado no período antes da intervenção e no período pós-intervenção.
Estive contra a lei, não concordo com ela. Contraria os meus princípios e atenta contra os valores que defendo. No entanto, é lei e, como tal, deve ser respeitada. Por isso mesmo, acho escandaloso que o acompanhamento psicológico essencial, que foi prometido e que penso estar previsto no diploma, não seja aplicado. Assim, as coisas complicam-se para muitas mulheres que, porventura, não estejam preparadas para os efeitos que uma intervenção como o aborto pode provocar.
É uma salvaguarda para as mulheres, karocha, que defendo.

Nélson Faria disse...

Subscrevo a 200% este comentário do André.

Margarida Balseiro Lopes disse...

Tanuxa,

Ainda bem que falas da questão do direito das pessoas se manifestarem.

Em momento algum, pus em causa um direito que, para mais, está constitucionalmente garantido. Limitei-me a criticar o "timming" do protesto. Num momento em que o país esteve à beira do colapso, com bloqueios, a subida exponencial do preço da gasolina e os seus efeitos devastadores na vida de todos, parece-me extemporâneo vir criticar a conduta destas 134 mulheres, que se limitaram a agir em conformidade com a lei. Conduta, repito. A Karocha explica-o. Atenda-se aos argumentos utilizados por estes movimentos, e perceberão a que me refiro.

Margarida Balseiro Lopes disse...

Errado. Há acompanhamento psicológico. Ademais, há um período de reflexão mínimo, que tem que ser escrupulosamente respeitado. Há outra exigência: o médico que faz essa primeira consulta não é o mesmo que faz a IVG.

Karocha disse...

Acompanhamento psicológico?
Só se for aos desgraçados dos médicos objectores de consciência e qual cobardes não o dizem e põem a vida de mulheres em risco!

Nélson Faria disse...

Passados 12 meses desde a entrada em vigor da lei da IVG, esta concentração parece-me extemporânea

A extemporaneidade deve-se ao curto espaço de tempo que passou ou à situação do País? O País esteve bloqueado, mas já não está Margarida.

Quanto ao teu peremptório errado, eu não tenho tanta certeza... ainda recentemente discutia o (in)cumprimento da lei com pessoas da área. Falta o desenvolvimento da lei.

Há argumentos estapafúrdios dos dois lados da barricada. Mas a Velada pela Vida serve para contestar a lei e a falta de informação e não para apontar o dedo a quem abortou.

A.Costa disse...

Olá!
Concordo em parte com todas as pessoas que opinaram sobre este tema/post.
As pessoas conhecem sobejamente a minha posição neste domínio.
Após um ano o que está a faltar é exactamente o mesmo que faltava antes do referendo.
Não há bebés indesejados a mais; há sim respostas de apoio à maternidade a menos. Nestes apoios não incluo apenas os financeiros (infelizmente há muita pobreza de espírito/imaturidade/mentalidade demodé em pessoas que não têm dificuldades financeiras, incluo também a orientação pós-maternidade às pessoas (mulheres/homens/casais/famílias - sim porque muitas vezes os abortos ocorrem por força de pressões psicológicas dos namorados, dos maridos, dos amantes com casos extraconjugais, dos paizinhos de familias "Bem",enfim...) para quem a natureza não foi madrasta, a quem a natureza brindou com o acto mais belo da humanidade,... Há ainda um conjunto de problemas a este nível que raramente se vê discutido ( aliás, a última que eu ouvi referir-se foi à actual secretária de estado competente) há muitas crianças institucionalizadas e muitas famílias à espera para adopção. Em ultima análise, caso se comprovasse que não era mesmo possível uma educação em conformidade com todos os parâmetros de igualdade de oportunidades, liberdades e garantias dos direitos de uma criança... porquê a solução do aborto e não a solução da adopção ou co-educação (apadrinhamento, ou outra)? às mulheres não é fácil um aborto (eu não alinho nesses argumentos) mas se fossem dados os estímulos apropriados a cada caso (já disse financeiros ou outros diversos) muitas vidas se salvariam.
Acima de tudo eu sou a favor da defesa dos valores da humanidade. Condenar as progenitoras ou condenar os bebés não é o meu Partido.
Cumprimentos,
A. Costa

A.Costa disse...

Ah!
Obrigado Nélson.
Abraço.
A. Costa

Luís Nogueira disse...

Concordo absolutamente contigo Margarida, quanto ao local dos protestos. Se a lei foi feita no Parlamento e se apenas a este cabe qualquer rectificação futura, será o local certo para haver uma manifestação civilizada de desagrado perante a actual situação.
.
Não vou esconder que votei "não" no referendo, pois à semelhança do André, também sinto que a lei actual atenta contra os meus principios e os meus valores.
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Apesar de ser do sexo masculino, não me considero um convencido ou uma "criança" para demagogicamente pensar que "as mulheres vão fazer abortos a rir e a brincar".
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Sou contra o aborto. Também não poderia ser de outra maneira, pois sou católico. Mas tenho a plena consciência de que a minha liberdade termina onde começa a do outro. Logo não poderei impedir o resultado das decisões de outras pessoas.
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No entanto queria deixar aqui um argumento, que penso ainda não ter visto aqui hoje ser defendido. Numa altura em que o país se debate com uma crise demográfica grave, em que como povo já nem nos conseguimos perpetuar, o governo de Sócrates apostou no mais facil, legalizando o aborto ao invés de apostar em apoios condignos para as jovens mães com mais carências económicas.
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São as prioriedades desta governação socialista, que ao invés de pensar num Portugal de futuro com os seus actuais e futuros cidadãos nacionais (imigrantes), apenas pretende os resultados imediatos da sociedade de consumo, ignorando cada vez as seculares instituições da sociedade, como são o exemplo da familia e dos seus valores.

Luís Nogueira disse...

errata: *ignorando cada vez mais as seculares...

Karocha disse...

Caro A Costa
Gostei do seu comentário.
Caro Luis Nogueira
Você é contra o aborto porque é católico?
Quando puder explique-me essa, por favor.

Karocha disse...

Margarida
Obrigada pelas suas palavras,mas quem me conhece bem e priva comigo,sabe que neste assunto sou completamente intransigente,tanto ou tão pouco,que acho que os homens deviam ser proibidos de votar no referendo ao aborto.
Esse assunto é nosso e nós nos cabe resolver com sabedoria!

Tiago Mendonça disse...

Karocha,

Com todo o respeito que lhe tenho, pela diferença de idades que existe entre nós, esse tipo de comentário é inaceitável. O homem não poderia votar? É um assunto vosso? Então o bebé é só, desculpem-me a expressão, "filho da mãe"? O Pai nada tem que dizer?

Se o Pai quer que a mãe aborte, e a mãe não quer, o pai é um criminoso, um canalha, alguém que não merece respeito. Se o Pai quiser ter a criança, e a mãe quiser matar o feto, então está tudo bem, a mãe é que tem que decidir. Não faz sentido isso nenhum esse argumento.

Sou absolutamente contra a lei, acho desprotege completamente o pai, desprotege, sobretudo, completamente uma vida humana. Mas estou como o André : Pelo menos que a cumpram.

Karocha disse...

Tiago
Agradeço o seu respeito,mas não pela diferença de idade,conheço muitas pessoas com a minha idade que não merecem respeito nenhum,e muitas com a vossa idade que o merecem todo.
Como você bem sabe, a sociedade, é à séculos Patriarcal.
Houve épocas em que a mulher nem sequer podia emitir a sua opinião.
Como bem sabe a luta das sufragistas foi muito dura,graças a elas hoje podemos votar.
Não estou a falar dos homens "Canalhas e mal formados", você diz que estão desprotegidos?
Não acho,quando uma mulher casada vai fazer um aborto,pode ter a certeza que foi bem pensado!
As dificuldades são muitas para muitas mulheres e muitos casais!
Se a lei não estivesse em vigor pode ter a certeza que muitos homens iriam à policia fazer queixa.
E a seguir julgamento e cadeia!
A meu ver para isso existe o divórcio.
Para um homem é fácil de falar, chega a casa cansado do trabalho,a mulher também,o homem senta-se a mulher vai para a cozinha, ver as máquinas,ver as fraldas,os estudos dos filhos etc,etc,e quando dá por ela está estoirada e já não aguenta mais nada!

PVF disse...

Muito haveria para argumentar e contra-argumentar, como sempre foi e sempre será, em assuntos deste envolvimento.

Existe um ponto essencial : o principio da defesa da vida. A partir daqui é da nossa consciência saber quando ela começa.

Fui, sou e serei contra o uso da IVG por questões que não as que estavam prevista na lei anterior.

Já sabíamos era que teríamos referendo até à vitória final do sim, durasse o tempo que durasse.

Não deixa de ser curioso que os mesmos que apoiam a "Liberdade " de Interromper a Gravidez ( e é preciso dizer de quê que se está grávida) são os mesmos que vão para a frente da praça de touros protestar contra a crueldade contra aqueles animais. Parece completamente estúpida esta minha observação, mas não estaremos a falar no mínimo em dois seres vivos?

Mas o que é chocante é o testemunho de uma médica da Casa de quase todos os Lisboetas ( a Maternidade Alfredo da Costa) ao longo destes meses em que foi aprovada a Lei do IG já tiveram dezenas de casos de mulheres que recorreram à interrupção mais do que duas vezes.

Ou seja o IVG a ser usado com método contraceptivo.

Tiago Mendonça disse...

Karocha,

Só pela diferença de idade, posso aceitar esse seu último comentário.Não podemos parar no tempo.

Em muitos aspectos, por uma razão ou outra, também as mulheres tem benefícios exclusivos. Pense-se nas profissões relacionadas com a educação dos bebés. Pense-se, isto por uma estratégia de marketing, nos preços pagos por mulheres ou homens em espaços de divertimento nocturno (isto sim um atentado à luta da igualdade de anos e anos da mulher).

E, sinceramente, observe-se, os novos lares. Também o homem trabalha, limpa a casa, lava a loiça e faz o comer. Também o homem, toma conta dos filhos. Conheço muitos casos, onde o homem faz bem mais do que a mulher em casa.

Claro que tambem os há ao contrário. Também em muitos lares é ao contrário.

Mas não pode generalizar.

As diferenças, sociológicas, genéticas e até ao nivel do intelecto entre homem e mulher são dos temas que mais me fascina.

Recentrando o debate no aborto, um filho não é posse de ninguém. Nem da mãe nem do pai. Mas é da responsabilidade dos dois. Os dois devem poder decidir. E isso não está previsto.

E nas suas palavras, quanto a mim, profundamente erradas, o homem nem votar deveria poder. Devia ser completamente colocado de lado na decisão mais importante do seu filho : Viver ou não viver.

Não posso ser mais contra esse argumento.

Karocha disse...

Tiago
Tive um problema no meu pc.
Agora já posso dizer o que não disse.
Nenhuma mulher é a favor do aborto e eu muito menos,sou isso sim e por isso referendei o sim,a favor da despenalização do aborto.

Tiago Mendonça disse...

Nenhuma mulher foi presa por abortar. Despenalização é o quê?

Considero que não se deva penalizar uma mulher que aborta porque foi violada, porque corre riscos de vida, porque o bebé corre riscos sérios de vida, ou porque pode nascer com malformações graves.

Não concordo que a mulher pode abortar porque sim.

Mais uma vez aconselho o conhecimento real das situações. Conheço casos, de raparigas adolescentes, que engravidaram, foram uma clinica, tomaram um comprimido (fase muito precoce da gravidez) e abortaram. Sem mais nem quê.

Não posso ser a favor disso.

Tem que existir algum controlo, não se pode liberalizar.

Agora : Preservativos Gratuitos nas escolas já! Educação Sexual nas escolas já! Consultas de planeamento familiar gratuitas, verdadeiramente acessíveis, já!

Quanto à questão homem-mulher, julgo que estamos conversados.

Karocha disse...

Tiago
Você sabe perfeitamente, que com a anterior lei era punida criminalmente,tanto para quem abortava como para quem fazia o aborto e , nenhuma mulher foi presa,devido às manifestações em frente ao tribunal.
Lembra-se?
Quanto à pílula do dia seguinte sou contra é um acto irresponsável!

Karocha disse...

Tiago
Tem toda a razão.
Educação sexual nas escolas,à quanto tempo se fala nisso?
Já viu alguma coisa? eu não.
Planeamento familiar gratuito,já viu alguma coisa? Eu não
Preservativos gratuitos?
Sabe uma coisa Tiago,na idade certa expliquei ao meus filhos o porquê dos preservativos e que tinham que andar sempre com eles, e dei-lhos!
Sabe o que é que eles me contaram no dia seguinte?
"Tens uma mãe porreira,os nossos pais não deixam, estamos proíbidos de usar"

Margarida Balseiro Lopes disse...

Nélson,
É extemporâneo por ambas as razões.
Luís,
Concordo contigo sobre a falta de políticas de natalidade em Portugal. A inversão da pirâmide demográfica é de tal gravidade, que me confrange que nada seja feito para resolver o problema. Em 2009, o PSD no seu programa eleitoral, estou certa, que lhe dedicará o espaço merecido.

Karocha,
Deixe-me partilhar consigo a experiência de quem saiu há menos de um ano do secundário. Não faltam acções de sensibilização sobre DST's ou métodos contraceptivos (e eu venho da Marinha Grande ;)). Há cada vez mais distribuições de preservativos nas escolas. O IPJ, tal como os Centros de Saúde, têm consultas gratuitas de planeamento familiar. Onde a discrição é amplamente superior. Então o que falta? Responsabilidade.

Margarida Balseiro Lopes disse...

Nélson,
É extemporâneo por ambas as razões.
Luís,
Concordo contigo sobre a falta de políticas de natalidade em Portugal. A inversão da pirâmide demográfica é de tal gravidade, que me confrange que nada seja feito para resolver o problema. Em 2009, o PSD no seu programa eleitoral, estou certa, que lhe dedicará o espaço merecido.

Karocha,
Deixe-me partilhar consigo a experiência de quem saiu há menos de um ano do secundário. Não faltam acções de sensibilização sobre DST's ou métodos contraceptivos (e eu venho da Marinha Grande ;)). Há cada vez mais distribuições de preservativos nas escolas. O IPJ, tal como os Centros de Saúde, têm consultas gratuitas de planeamento familiar. Onde a discrição é amplamente superior. Então o que falta? Responsabilidade.

Karocha disse...

Se calhar é mesmo isso que falta neste País!
O que falta é responsabilidade ! ...

Inês Rocheta Cassiano disse...

Cara Karocha,
numa coisa somos iguais, relativamente ao aborto somos as duas intransigentes. Porém encontramo-nos de lados diferentes da questão. Fiz campanha pelo Não e tal como aqui salientaram, foi uma campanha nada esclarecedora. Tanto o foi que repare nesta situação:
- uma menor grávida pode dirigir-se a um qualquer hospital público e solicitar o aborto, que ele é feito na hora, sem uma consulta prévia de acompanhamento, sem conhecimento dos pais, sem rigorasamente nada. Isto não é um exemplo académico, é uma situação real, bastante frequente até. Agora pergunto, é isto que os pais querem para as filhas? Ainda que se sejam a favor da despenalização do aborto, será desta forma que se tenta incutir responsabilidade? Não creio.

Peço desculpa por me intrometer na sua conversa com o Luís, mas deixe que lhe diga uma coisa. Sou católica e como tal, esta condição pesa na minha maneira de pensar. Mas se é o factor determinante? Não o é. É a minha consciência íntima que me leva a rejeitar que se atente contra a vida, sob qualquer forma.

Quanto ao papel do pai, este é tão importante como o da mãe. O bebé não é de um só nem de geração espontânea. Do meu ponto de vista não deve ser uma decisão unilateral, mas sim de ambos.

Nesta matéria subscrevo inteiramente o Né e o André Machado. Sou contra a lei, muito embora aceite que a lei tem que ser cumprida.

PS(D): é tão bom estar de volta a "casa"!

Cidália disse...

Este tema é recorrente aqui no blog.
Agora, como na altura, acho que o acto de abortar é um acto de falta de amor.
As dificuldades financeiras, são falsas razões para esta prática. O Estado, já que chamou a si criar condições para "bons abortos", deverá também, chamar a si, oferecer boas condições para que mulheres que queiram ter os seus filhos os possam ter com a dignidade com que, se quer que vão abortar.
Era interessante perguntar às 134mulheres que abortaram, as razões porque o fizeram. Surpreender-nos-íamos com a maior parte das respostas? Estão lá, quase por certo, razões de ordem afectiva, disponibilidade (no momento não dá jeito???), falta de coragem para enfrentarem os pais e a sociedade, alterações de planos para o futuro sobretudo no campo profissional, etc., tudo razões que tÊm na base falta de amor pelo que deveria vir a ser um filho. O seu filho.
Nada de hipocrisias. Conheço mulheres (ainda o aborto era clandestino) que tomaram a decisão de abortar de forma irresponsavel. A decisão não foi difícil de tomar, a ideia de abortar esteve sempre lá, e, quando o fizeram sentiram alivio por terem resolvido um problema.
E sim, sou contra o aborto também por ser católica.
A igreja católica defende o bem "vida", condena o aborto, logo eu se sou e pertenco à igreja católica tenho que respeitar as suas orientações.
Se não quiser respeitar, tenho sempre a possibilidade e a liberdade de sair.
E não, não acho que a decisão de ter ou não ter um filho seja só da mulher. Um casal funcional, decide a compra de uma casa, decide como a quer, decide se vão ao cinema... ter um filho não será um assunto tão mais sério que tenha que ser decido pelo casal? Só faltava que a mulher, também decide-se, se o pai deve ou não gostar do filho dela???
Claro que sim, quem aborta até às 10 semanas não incumpre, mas ele há cada lei!!!
E entendamo-nos, a prática do aborto não é critério selectivo das minhas amizades, simplesmente vejo, e, tenho pena que elas não vejam, outra saída para a gravidez que não seja o aborto.

Karocha disse...

A igreja católica não defende o bem da vida ou será que estamos a falar da mesma em que é pecado e aconselha os seus a não usarem preservativo?
E a S.I.D.A.?
Presumo que estamos a falar da mesma coisa,O Estado do Vaticano,O mais pequeno e mais rico do Mundo.
Saúdo a todos e todas que são contra o aborto e então, sem autorização dos pais.
Para que todos saibam, estive 10 anos semi-interna nas Doroteias e a missa era em latim.
Continuo a não entender o que tem a religião a ver com tudo isto!
No entanto respeito.
Era uma vez uma rapariga que trabalhava,tinha namorado,era independente e morava sózinha no Estoril,não era menina da quinta da marinha, na altura isso não existia,era uma menina responsável da Av. de Roma,a certa altura a menina trabalhadora e responsável, que era práticamente estéril(devido a uma grave doença de infância e a um complicado problema hormonal)deu por si grávida de 4 meses e meio e ai foi ela falar com a "MÃE".
A menina foi tontinha eu sei, a menina só tinha necessidade de uma avó.
A menina queria ter o seu filho arcar com as suas responsabilidades,continuar a trabalhar e por isso precisava da avó. Credo o que a menina foi dizer a "Pseudo-mãe" arrastou-a contra a vontade dela para uma parteira e obrigo-a a abortar a sangue frio e quando a parteira disse que não o fazia e que queria lá o namorado a "pseudo-mãe" desatou aos berros e obrigou a parteira a consumar o aborto.
A menina ia morrendo e sabem o que a "pseudo-mãe" lhe disse na rua?
"Pôem-te direita senão chamo a polícia e vais presa"
E foi assim!
Continuo a não perceber o que tem o aborto a ver com Religião

Tiago Mendonça disse...

Karocha,

Tinha um comentário longo em resposta ao seu, mas não ficou gravado. Até o sistema de aceitação de comentários já repudia o que por aqui escrevo :) LOOL.

Por isso aqui fica um comentário, mas bem menos inspirado e com menos extensão.

Sobre a questão, da penalização, apenas quero frisar, que todos os crimes tem uma moldura penal, mínima e máxima. Uma bofetada pode dar 2 anos de prisão, mas nunca dá. Assim, quem faz um aborto, nunca teria 3 anos de pena efectiva. É apenas um limite máximo. Mas na altura da campanha, uma mulher apareceu na televisão a dizer que tinha feito quase duas dezenas de abortos. Acho que nesses casos se justificava uma pena efectiva. Não concorda?

O que se fez com esta lei é liberalizar o Aborto. Como alguém dizia é torna-lo, quase que, um método contraceptivo. Já ouvi relatos de mulheres que foram a um hospital, vieram 3 dias para casa, foram lá novamente, tomaram dois comprimidos e abortaram. Não se pode, ou não se deve permitir este facilitismo aqui.

Quanto à questão da pilula do dia seguinte, sou favorável. De facto, o preservativo, pode mesmo romper, e aí deve haver uma contracepção de emergência. A Banalização da Pilula do Dia seguinte, também não deve existir. Mas acho que é bom integrar um conjunto de meios contraceptivos. E Precisamente por aceitar a existência da pilula do dia seguinte, menos necessidade vejo no aborto. Necessidade é chocante ser utilizado. Mas julgo que exprime bem o que quero dizer, de uma forma um pouco fria talvez. Refiro-me ao plano sociológico. Não podemos aceitar o aborto porque sim. É a minha opinião.

O problema da família é real. Muitos pais se desinteressam da vida dos filhos, por uma razão ou outra. Bem sabemos que a descaracterização da familia se deu com a saída da mulher para o mercado de trabalho, e que nesse sentido, seria inevitável num quadro de igualdade profissional, mais que justo. Mas as família devem criar esquemas para acompanhar os filhos. Saber as notas. Saber os seus anseios. Ajuda-los nos deveres. Ouvirem como correu o dia. Verem a mochila para verificarem se nao há nada que não é seu. E, sim, falar abertamente das questões sexuais, como da droga ou do tabaco ou do alcool. Incutir a máxima, não faças nadas que te possas arrepender, explicar o que se deve ou não fazer, mas falar de tudo de forma aberta.

A mim choca-me, saber de histórias em que crianças de 8 ou 9 anos já fazem sexo. Saber que aos 12, como retractava a revista Sábado, crianças se envolvem em orgias e bebem até ficarem totalmente embriagadas. Aos 14 já se ter experimentado drogas, já não o charro, que é lamentável, mas drogas ditas pesadas. Isto preocupa-me.

A quebra dos valores é algo que me preocupa. Há muitos post's atrás a Inês falava da Geração Morangos. Também a influencia dos média nos jovens é algo que temos que pensar.

Enfim, acabou por sair longo o post. Desculpem a chatice.

Cidália disse...

Karocha,
Refiro-me às suas perguntas:

"A igreja católica não defende o bem da vida ou será que estamos a falar da mesma em que é pecado e aconselha os seus a não usarem preservativo?" e

"E a S.I.D.A.?"

Para a Igreja católica a consequência directa de um ABORTO é a MORTE de um ser humano, a consequÊncia directa do USO DO PRESERVATIVO é a PROMISCUIDADE nas relações sexuais. Exagerada a relação entre preservativo e promiscuidade?
Depende do ponto de vista. È assim para a igreja, ponto final.

A S.I.D.A? Para a igreja, a prevenção passa por relações de fidelidade e confiança.
Como disse anteriormente temos sempre a liberdade de sair da Instituição.


E sim, estamos a falar da mesma igreja, essa do Vaticano que é o mais pequeno e rico estado do mundo. Sim, e???
Desculpe, é que não percebi as referÊncias à grandeza e à riqueza.

O exemplo que refere é riquissimo e esclarecedor:

O aborto não foi uma DECISÃO da menina RESPONSAVEL e que queria criar o seu filho, foi sim, a decisão de uma pseudo-mãe movida por razões que não sei quais eram mas não eram, com toda a certeza, as melhores.
Agora temos uma lei que facilita a vida a estas pseudo-mães.....

Karocha disse...

Tiago
ontem aconteceu-me o mesmo!
Estranho!...
Tive que reiniciar...

Tiago Mendonça disse...

Alguém não quer que comuniquemos LOOOL :)

Devem ser os srs. do blogspot ;)

Karocha disse...

Tiago
quanto ao que diz a culpa é dos papás!
Cidália
Ainda bem que você é católica!
Eu acredito que existe algo e muito forte!
Sei o que passei na vida.
Sei que quando preciso de ajuda ele ouve-me...
Quando o meu 1ª filho morreu o Srª Prior foi falar comigo, e até me deu a extrema unção o que ele se esqueceu de me dizer, e que eu soube depois,é que ele tinha uma ordem de despejo por práticas não conformes com a Santa Igreja Católica Apostólica Romana!

Karocha disse...

Ainda bem que há muitos católicos no PSD.
Presumo que como católicos ajudam os mais carenciados, nem me passa pela cabeça o contrário, porque eu que não o sou, só não faço o que não posso.
A propósito (deformação profissional), o papa veste Armani e os sapatos custam cerca de 6000€ cada par!

Karocha disse...

Para o Tiago
quanto ao não parar no tempo e evoluir, você acha mesmo que uma mulher que começou no mundo da música, conheceu o Peter Gabriel e outros, passou para o mundo da moda e conheceu toda a gente parou no tempo?
Já percebi vou ter que actualizar a minha página ;-)))

Karocha disse...

Presumo que como a Santa Igreja Católica Apostólica Romana bane os homossexuais ninguem nunca ninguém deste falará com o tio do Guilherme.
Também ele é do PS!

Bruno disse...

Margarida Balseiro Lopes disse...
O que não faz sentido é vir condenar o cumprimento da lei.

Nélson Faria disse...
Que eu tenha percebido, os manifestantes não contestam o cumprimento da lei...

Pois... o Né tirou-me o trabalho de responder à Guida ;)

Bruno disse...

Bem, como a Karocha é intransigente, nem vale a pena discutir com ela este assunto. O que é uma pena...

Mas ao menos já chegou à conclusão que existe um problema de falta de responsabilidade. Pois... essa era mesmo a razão mais forte para eu votar não no referendo ao Aborto: a Lei que propunham e que vieram a aprovar contribui para fomentar a irresponsabilidade!

Eu não me posso considerar católico. Mas muito menos me posso considerar anti-católico. Primeiro porque não gosto de "antis". Depois porque não confundo "os católicos" com o Papa, com a Igreja, com os diversos padres e com os diversos cidadãos anónimos que são católicos.

Quem confunde acaba por cometer injustiças e atacar as pessoas injustificadamente como foi feito aqui... É exactamente tão condenável como se alguém não falasse com o tio do Guilherme por ele ser do PS ou por ser homossexual (não percebi se é ou não mas fiquei com a ideia que sim...).

Aqui no Psico falamos com toda a gente! Independentemente das preferências partidárias, clubísticas ou sexuais. Aliás, nem sei se há algum psicótico ou psicótica que seja homo oi bissexual porque nunca lhes perguntei...

Karocha disse...

Sou intransigente sou mesmo Bruno,aliás deve ser dos poucos assuntos em que o sou.
Se magoei alguém, as minhas sinceras desculpas às vezes sou muito dura eu sei!
Vou ao post do VeA porque há uma coisa que me está a fazer confusão e pode ser que alguém me consiga explicar.
PS: O tio avô do Guilherme é o Prof Alexandre Quintanilha e vive à 20 anos com o Richard Zimmler o escritor.

Bruno disse...

O problema de ser muito dura é que pode realmente magoar ou dar uma imagem deturpada a algumas pessoas. Sei que eventualmente não estará preocupada com a imagem que transmite mas também ninguém precisa de passar por "besta arrogante" quando não o é ;)

Mas aqui no Psico somos todos "duros" a defender as nossas opiniões. E, se quer a minha opinião, ainda ontem disse a alguns colegas de blogue que a Karocha - com ou sem razão no que diz - tem um espírito altamente psicótico!

Vemo-nos então no outro post. Agora parece que o Psico anda numa cruzada contra os Presidentes do Benfica, hehe! Ainda hão-de ir mexer na memória de José Rosa Rodrigues...

Luís Nogueira disse...

Como ficaram aqui umas perguntas por responder, vou dar o meu contributo..."Caro Luis Nogueira
Você é contra o aborto porque é católico?"
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Sem dúvida. Se professo a religião católica apostólica romana e se entendo que a mesma defende sempre o primado da vida humana, não poderia ser de outra maneira.
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Volto a referir que isto não quer dizer que não seja tolerante com quem pensa de maneira diferente...
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A questão dos métodos contracéptivos é uma falsa questão. Afirmo isto, pois dentro da Igreja Católica apenas uma pequenissima fracção pensa que os mesmos não devem ser utilizados. Podemos considerar estas pessoas, como uma vertente mais convervadora dentro da comunidade cristã.
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Voltando à minha posição pessoal, eu sou contra o abordo, mas inteiramente a favor dos métodos contraceptivos. Mas como aqui já foi e bem referido, é tudo um problema de falta de responsabilidade. Pois basta olhar para a percentagem de mulheres que consomem a pilula do dia seguinte, como se fosse algo "normal"...
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Os grandes problemas neste dominio são: a não existência de uma verdadeira educação sexual nas escolas secundárias e a manifesta ausência de uma política de saúde junto da população de risco, afim de se evitarem quer a denominada "gavidez indesejada", como a propagação das DST´s...

Nélson Faria disse...

A questão da igreja católica e da SIDA já foi respondida pela Cidália.

A Igreja, para além de todo o mal que faz e que tem dentro de si, também é das poucas instituições que realmente ajuda aqueles que precisam, num esforço a nível mundial.

E isso é constantemente omitido porque o escândalo vende sempre melhor que a boa nova.

FNL disse...

"Combatei sempre, mas pelo bom combate!"

Uma lei, que é a fonte de direito mais conspurcada de todas, pode e deve sempre ser discutida. Desde a primeira hora, desde antes, as portas da Morte não prevalecerão contra a Verdade.
Uma lei iníqua, tal como as dos nacional-socialistas, se não for combatida é aceite. Se for aceite, passa a ser vinculada quer aos que com ela concordam, quer aos que dela não discordam.
E quando passar esta negra hora seremos divididos entre os que se calaram e entre os que corajosamente ousaram dizer não.

“Sede vigilantes, permanecei firmes na fé, portai-vos varonilmente, fortalecei-vos." ICoríntios 16.13

Airness disse...

Caríssimos,

Gostaria de lhes perguntar se existe alguma lei, do vosso conhecimento, que promova a responsabilização?

cumprimentos

Bruno disse...

Felizmente acho que uma boa parte delas o faz, caro ou cara Airness... e é isso que é suposto! ou não?

Por exemplo, o Código da Estrada, que tem limites de velocidade e definição de manobras que são consideradas perigosas. É um simples exemplo de como a lei dá indicações de um comportamento responsável que se destina a proteger a própria vida e a de terceiros.

É verdade que eu não sou de Direito e percebo pouco de leis mas se estas não são feitas para indicar quais os comportamentos responsáveis e indicados para que uma sociedade seja equilibrada nas liberdades e garantias que provê aos seus cidadãos então não sei...

Airness disse...

Exacto preclaro Bruno, precisamente o exemplo que procurava. Repara, que não é por existirem leis que promovam a responsabilidade que se assiste a uma redução dos acidentes de viação. Certamente que tu, já conduziste acima de 50 km/h no interior das cidades e não te consideras minimamente uma pessoa irresponsável. A lei do aborto não existe para promover a responsabilização da sociedade. Essa responsabilização faz-se por via da educação sexual e pela melhoria das condições sócio-económicas dos cidadãos. O objectivo da lei do aborto é criar uma solução parcial para um problema. Querer que esta lei, se transforme na solução final para o direito (se é que existe ou não) à vida é pura demagogia. Como demagogia é as manifestações à porta de um hospital. Curiosamente durante décadas, nunca vi nenhum defensor da vida (e subsequentemente do não ao aborto) fazer qualquer tipo de manifestação contra o aborto ilegal.

Cumprimentos

Bruno disse...

Ora bolas! Depois da Karocha e do Tiago, agora também eu perdi o meu comentário :(

Bem, mas voltando a responder ao que foi dito, caro(a) Airness, é verdade que eu já infringi as regras do código da estrada. E até já fui punido por isso. Óbvio que não me considero "um irresponsável" mas considero que foram atitudes irresponsáveis.

E afinal, até me parece que concorda comigo apesar de ainda não o ter dito ou percebido ;) É que o que disse foi, precisamente, que a lei é um indicativo do comportamento e conduta que os cidadãos devem ter. Não disse em lado algum que deveria ser a "solução final".

Também não concordo que as únicas "soluções finais" sejam as que aponta como não acredito que haja solução milagrosa para algum problema... O preto e o branco são curtos para definir quase tudo na vida e por isso dificilmente me convencerá de que a lei não é importante e o que interessa é a educação.

a educação não é de certeza... Nem a melhoria das condições de vida... Nem seja o que for...

Tiago Mendonça disse...

Ainda para a Karocha,

Independentemente do seu percurso profissional e dos seus conhecimentos nos meios porque passa, não a conheço, pelo que não sei se estagnou ou não no tempo. Admito que não.

Agora, afirmo, que quem considere que hoje ainda são só as mulheres que se ocupam dos trabalhos domésticos estagnou no tempo. Quem ainda tenha a visão da mulher estoirada depois do seu trabalho que chega a casa e faz tudo sozinha, estagnou no tempo.

Quem considere que num referendo sobre o aborto, só as mulheres deveriam votar...enfim...não é deste tempo.

Paulo Colaço disse...

Chego tardíssimo a este discussão.
Já quase tudo foi dito.
Quero apenas acrescentar que votei SIM no referendo.
Fi-lo em consciência e deixei no psico os meus argumentos.
Esta é uma das matérias que mais argumentos "fáceis" suscita: não é matemática.
Todos vamos usando argumentação mais ou menos rebatível porque todos temos concepções diferentes.

Eu tenho esta: há vida desde a concepção mas a mulher tem todo o direito de não a querer em desenvolvimento dentro de si.

Tiago Mendonça disse...

Paulo,

E todo o dever de não conceber essa vida, se não quiser o desenvolvimento dentro de si.