sexta-feira, junho 06, 2008

Prioridades...



Imaginem esta troca de palavras, numa Assembleia Municipal:

Deputado Municipal:
Senhor Presidente de Câmara,
Estamos preocupados com a crescente insegurança no nosso concelho! A própria PSP local garantiu-nos, em reunião que tivemos, que cada vez é mais difícil combatê-la e deu-nos uma sugestão que aqui lhe apresentamos: a criação da Polícia Municipal.


Presidente de Câmara:
Ah e tal mas é caro! O Sr. Deputado é um despesista e um demagogo.

Deputado Municipal:
O Sr. Presidente, argumenta com os custos. Pois… Quando uma Câmara gasta 500.000 euros com um Boletim Municipal é bem natural que não tenha 317.500 para investir no bem-estar dos seus munícipes. Primeiro a propaganda! Depois a segurança…


Este diálogo é meramente fictício. Mas podia bem ter-se passado na Assembleia Municipal do Seixal. Ou na de Almada. Ou em muitas outras do país em que os Executivos teimam em não apostar numa força policial especializada em operações de fiscalização que poderia libertar agentes para o policiamento de ruas, escolas e espaços públicos, garantindo um melhor combate ao crime. Porque será?

10 comentários:

Bruno disse...

O diálogo é fictício mas o números não são! A Câmara Municipal do Seixal gasta mesmo 500.000€ com o seu Boletim Municipal enquanto que a de Matosinhos, por exemplo, gasta 317.500€ com a manutenção da Polícia Municipal.

Ora, se Matosinhos e o Seixal são concelhos com algumas semelhanças (população, densidade populacional, integrados numa grande área metropolitana, um tem a Siderurgia o outro tem o Porto de Leixões) o que permite pensar que poderiam ter um tipo semelhante de Polícia Municipal não é difícil de ver onde estão as prioridades da maioria comunista que gere a câmara da Margem Sul...

Bruno disse...

Em Almada, ao lado do Seixal, passa-se a mesma coisa. Temos um Executivo comunista, altamente virado para a propaganda daquilo que faz e não faz (até se dá ao luxo de promover campanhas de rua lembrando aos cidadãos a obrigatoriedade de fazerem obras nos seus edifícios apesar de a Câmara não fazer nos dela) mas sempre contra a Polícia Municipal como forma de ajudar a combater a insegurança.

Será mania dos comunas?!?!?

Filipe de Arede Nunes disse...

Obrigado Bruno por trazeres aqui uma proposta da JSD Seixal e por realçares o nosso esforço em apresentar propostas concretas que promovam a qualidade de vida e a boa orientação dos dinheiros públicos.
Sem querer fazer muita publicidade, aconselho aqueles que quiserem saber mais sobre a nossa proposta a consultarem:
www.juventudeseixal.blogspot.com
Cumprimentos,
Filipe de Arede Nunes

Nélson Faria disse...

O anúncio das actividades de uma instituição pública é fulcral. Mas a segurança dos seus é prioritária.

Eu não tenho grandes conhecimentos de política de segurança, mas sou tendencialmente centralista neste assunto. Não aprecio a ideia de cada concelho ter a sua própria força de segurança, não defendendo em si que a única polícia que deverá existir é a PSP.

E se fizessem uma grande coligação para criar uma Polícia Margem Sul do Tejo?

Bruno disse...

Né, eu também não defendo que cada concelho tenha a sua própria polícia. O que defendo é a existência, onde se justifique, de uma Polícia Municipal, que não tem funções directamente ligadas à prevenção e combate à criminalidade nas ruas mas sim uma missão de fiscalização e apoio que liberta a PSP para a sua função principal.

Paulo Colaço disse...

Mais uma boa campanha da JSD/Seixal.

Há uns 14 anos escrevi um artigo sobre polícias municipais para um dos jornais de Rio Maior.
Tenho de ver se o encontro para saber o que pensava na altura e o que penso hoje.

Hoje penso o seguinte: uma polícia "municipal" pode ser encarada como piscinas municipais ou teatros municipais - uma aposta mais vezes regional que meramente concelhia.

Nélson Faria disse...

Sou um céptico Bruno ;)

As missões de fiscalização e apoio não podem ficar para os serviços?

Honestamente, eu vejo as polícias municipais mais como uma cerejinha de inveja do que contribuintes líquidos para o bem estar dos fregueses.

Gosto pouco da pluralidade de polícias. Mas, como penso já ter dito, sou um centralista no que toca a polícias.

Opções políticas à parte, a iniciativa é de louvar e marcam um bom ponto político. Ainda que eu seja um fervoroso defensor da divulgação, e não entender o dinheiro como mal gasto, mais vale garantir a segurança do que promover folhetins que ninguém lê.

Bruno disse...

Percebo a tua posição devido à tendencia centralista que assumes.

Quando falas da possibilidade de serem os serviços a fazer funções de fiscalização estás exactamente a dizer que esses serviços devem ser feitos por pessoas que muitas vezes não têm a formação para tal e não ajuda o facto de não lhes ser reconhecida autoridade.

Não é uma situação em que valha a pena discutir muito porque já justificaste a tua posição mas eu continuo a achar que em municípios onde existam problemas de segurança, as Câmaras e os munícipes têm a ganhar com o facto de existir uma Polícia Municipal que deixe a PSP ou GNR lberta para questões exlusivamente relacionadas com a segurança, violência e crime.

O Né é a favor da centralização eu sou a favor da especialização e cooperação, no sentido de se conseguir um melhor resultado (esta do melhor resultado é comum aos dois, atenção!).

Tânia Martins disse...

Deve haver uma centralização do sistema de segurança sim. No entanto uma segurança a nível local, que conheça as particularidades de cada comunidade, que conheça as situações problemáticas locais não seria um desperdício de dinheiro.

É um facto que existem locais que policiamento há zero, outros têm policiamento limitado, logo a insegurança tende a crescer cada vez mais (aliás como se tem vindo a ver ao longo dos tempos). Não sei qual é a ideia dos nossos governantes mas gastam dinheiro em insignificâncias e esquecem-se dos pilares do Estado: para mim a segurança é um deles.

Dou os parabéns à JSD Seixal por lançar esta proposta!

Bruno disse...

Recupero esta discussão para a aproveitar e contar-Vos mais uma característica típica da política na Margem Sul: a veia artística de alguma malta local revela-se à noite e resolvem praticar pintura nos cartazes dos outros.

O problema é que os cartazes dos outros custam dinheiro e contêm uma mensagem sendo que em Democracia é normal que se possa dizer o que se pensa e quem não concorda poderá argumentar em contrário.

Destruir, vandalizar ou outro tipo de acções "abrutalhadas" revelam apenas falta de cultura democrática, de civismo e de maturidade. Foi o que aconteceu no Seixal, à imagem do que já ocorreu em Almada, no Barreiro, enfim... um pouco por toda aquela zona onde são poder autárquico os comunistas e socialistas que se consideram - via 25 de Abril - os donos da Democracia e da Liberdade em Portugal...

Será coincidência???