quinta-feira, agosto 28, 2008

Eu não sou de intrigas...


O novo Código de Processo Penal foi acusado, pelas mais diversas entidades, de permitir a libertação (consequência, alegadamente, não ponderada) de diversos arguidos em prisão preventiva, e até da libertação de outros cuja pena foi encurtada.

O caracter que é de assinalar neste verdadeiro êxodo das prisões passa pelo elevado número de pessoas que se encontraram nesta situação.

Passado alguns meses desta libertação em massa, temos uma onda de criminalidade como nunca vista em Portugal.

Factos que nada têm a ver uns com os outros? Às tantas...

19 comentários:

Nélson Faria disse...

Muito Gotham City... o resultado do fecho do Asilo é uma onda de crime.

Poderá haver nexo causal, mas não será verdadeiramente um sofisma?

Eu não sou a pessoa indicada para responder...

José Pedro Salgado disse...

Faço questão de afirmar que se trata de uma reflexão pessoal sem qualquer subtância que a comprove.

No entanto, a vaga de crimes é um facto, e não me parece que seja algo que andem a pôr na água.

Acredito que haja outra explicação, mas qual? Coincidência? Será que a actividade criminal veio subtituir o Inter-rail como aventura de Verão? Será que a crise está mesmo assim tão má, que levou a que pessoas, até hoje honestas, recorressem a crimes elaborados e violentos?

Paulo Colaço disse...

Navalha de Occam.
Lembram-se disto?
Sinteticamente, diz-nos que as explicações mais simples são, usualmente, as mais acertadas.

Estou contigo, Zé.

Nélson Faria disse...

O Cavaco ontem já avisou que a onda é preocupante.

O Vitalino Canas foi à SICN dizer que o que o PR não criticou foi a actuação do governo, tendo-se solidarizado com as forças de segurança.

Nuno Magalhães, por seu lado, disse que o que não ouviu foi o PR defender o que o governo tem feito nesta área.

Dá para os dois ficarem felizes... bem, Vitalino Canas um pouco menos, já que a partir de hoje entrou nas estatísticas do crime: o seu escritório de advogados foi assaltado ;)

Nélson Faria disse...

Eu não me lembro da navalha de occam. Isso foi antes ou depois de Cristo, ancião Colaço? Só para eu me situar na barra cronológica...

lolololololololol

jfd disse...

Né atenção que Vitalino, ele próprio com o seu escritório recentemente assaltado!

Será que a actividade criminal veio subtituir o Inter-rail como aventura de Verão?

Grande LLoLL

Sinteticamente, diz-nos que as explicações mais simples são, usualmente, as mais acertadas.

Hummm, como por exemplo; - Se calhar ele não está em Odivelas?
LOL!

Nélson Faria disse...

Né atenção que Vitalino, ele próprio com o seu escritório recentemente assaltado!

não compreendi. o meu penúltimo comentário já brincava com isso.

jfd disse...

Não reparei!!! Sorry
Mas tavam-me aqui a dizer que deve de ser algo de muito sério, que o homem ficou de todas as cores e gagejou ao falarem do assunto...

Já agora, estranhei a falta de respeito do Governo ao enviar o sub sub sub não sei quê da Administração Interna para responder ao PR...
Começo a acreditar na tua teoria Né. E o Governo para não mostrar fraqueza, manda o sub sub sub responder, para que não mande sempre Ministro... Concordadas?

Paulo Colaço disse...

Sobre o assalto ao escritório de Vitalino: será normal assaltar-se um escritório de advogados?
hummmm.

O homem estave mesmo atrapalhado ontem.
E não quis comparar o seu assalto com a onda que vivemos.

Nélson Faria disse...

Estão a evitar o desgaste. Mandando pessoas distintas cria a ilusão que o problema é diferente, que a situação é diferente.

Nélson Faria disse...

E ainda que eu não concorde com o pedido de demissão, enviar o MAI seja onde fôr vai provocar a seguinte questão: acha que tem condições para continuar a ser ministro? o maior partido da oposição pediu a sua demissão: acha que continua a reunir condições para ser membro do governo?

Situação delicada... não tanto como a do povo português, infelizmente.

José Pedro Salgado disse...

Vou dizer uma coisa que parece relativamente óbvia, mas o grande problema desta onda de crimes é o facto de não apanharem os criminosos.

Para lá dos fins de Justiça e de Direito que a apreensão dos responsáveis cumpriria, permitir-nos-ia perceber qual o motivo de de repente termos tantos criminosos em Portugal (sem curso superior, isto é).

Paulo Colaço disse...

E eu vou dizer outra também muito óbvia: o facto de não apanharem a gatunagem é outro dos grandes motivos desta onda:
a) os que não são apanhados continuam o negócio
b) e a impunidade é um incentivo aos que querem abrir actividade.

Paulo Colaço disse...

Né, foi depois de Cristo, mas com bases num passado muito remoto.
Vê mais em:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Navalha_de_Occam

Nélson Faria disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
André Barata disse...

Na minha opinião, o problema principal nem é tanto a libertação de alguns presos. O pior, é a imagem de impunidade que tal situação transmite. Há dias li uma noticia, em que um imigrante ilegal, após violar uma rapariga na entrada do seu prédio, e agredir a respectiva irmã, saiu da esquadra da policia apenas com termo de identidade e residência. Ou seja, um homem ilegal+agressor+violador= homem livre.

Alguem que assiste do lado de fora a tudo isto que acontece no nosso sistema judicial, que opinião tem? Vai querer viver uma vida regrada e justa, mas sem dela praticamente recolher frutos? Ou vai aventurar-se numa vida de crime, da qual pode retirar elevados dividendos, com a consequencia possivelmente mais perigosa a de ser apanhado e de novo posto em liberdade?

Enquanto uma verdadeira punição não existir... o crime continua a crescer.

José Pedro Salgado disse...

Naturalmente que é redutor dizer que (mesmo num bitaite) isto é tudo devido aos que saíram.

Estou a tentar desvendar a génese do fenómeno.

Luís Nogueira disse...

Será que a génese do fenómeno não poderá passar pelo fluxo migratório das multiplas ideias de cometer crimes e que só agora começam a chegar a Portugal?

xana disse...

Posso dizer também uma muito óbvia?

Temos um Ministro da Administração Interna que esteve no grupo que elaborou a reforma penal e que é um idealista! Agora está a sofrer com o idealismo...