segunda-feira, agosto 18, 2008

Já cá canta!


Vanessa Fernandes concretizou o sonho de dar uma medalha olímpica aos portugueses! Numa prova fantástica, a nossa triatleta conseguiu um honroso segundo lugar. Podia ter sido melhor mas quem é que está preocupado com isso? Vanessa esteve bem e só foi suplantada por uma performance do outro mundo da australiana Snowsill.

Parabéns Vanessa! Em Londres, o ouro virá contigo!

45 comentários:

Bruno disse...

Mais notícias da madrugada: Nélson Évora também esteve muito bem no triplo salto e qualificou-se para a final. Para já tem o 2º melhor salto de todos os competidores. Força Nélson!

jfd disse...

Deve de ter sido linda a disputa entre as duas!
Ainda pr cima nutrem um grande carinho e respeito uma pela outra. Como deve tar feliz o pai e como deve tar feliz a mãe.
Vi no outro dia um documentário da RTPn sobre a sua vida de atleta.
A mim, como português, não me deve nada. Pois eu nunca contribui com nada para a sua carreira, nem lhe bati palmas nem lhe dei força. Por isso não direi que poderia ter sido melhor, digo apenas obrigado.

Quando acabarem os jogos olímpicos a maior parte dos atletas que estão agora a ser criticados por muitas das pessoas, caíram como sempre no esquecimento e nas dificuldades das suas vidas da alta competição em Portugal.
E esses críticos continuaram as suas vidas, cagando-se para as modalidades olímpicas, que durante umas semanas nos deram a possibilidade de sonhar um pouco, pondo de lado a doença crónica da nação, o futebol.

Carlos disse...

"A mim, como português, não me deve nada. Pois eu nunca contribui com nada para a sua carreira, "

Contribuis todos os dias com os teus impostos!

Eu estou contente por termos finalmente a primeira medalha, no entanto não há mal nenhum achar que ainda assim soube a pouco. E é simples, estamos a falar da número um do mundo, que apenas tinha ganho as ultimas três provas de triatlo realizadas em Pequim. Ainda assim é atenuante o facto de se ter batido o recorde do traçado, e se ter claramente demonstrado que a melhor é a australiana.

cumprimentos

jfd disse...

Hum... Será que os impostos vão no valor suficiente? ;)

Carlos, pelas razões desportivas que evocas, eu acho que não lhe poderia ter exigido mais!

Carlos disse...

Sinceramente, eu acho que a vanessa não conseguiu o ouro por causa da pressão de ter um país inteiro à espera de uma medalha dela. A pressão de uma prova da taça do mundo de triatlo é completamente diferente, pois certamente ninguém vê a prova. E saber liderar com a pressão é só para alguns, e está visto que nós portugueses falhamos bastante sob pressão (mas vá lá, pelo menos não somos únicos).

Por essa ordem de pensamento, também não temos população suficiente para ganhar se quer uma medalha. Mais investimento, talvez... mas já se fez mais com menos!

Bruno disse...

Eu não sou nenhum especialista em triatlo mas tenho quase a certeza do que aconteceu para a Vanessa não ganhar: a australiana esteve num dia super, imparável!

Podemos agora dizer que se preparou melhor, que estava mais concentrada, que foi mais inteligente... Eu volto a dizer: quero lá saber! Isto são os Jogos Olímpicos e uma medalha é uma medalha! Se fosse de ouro melhor mas muito mais importante é que seja uma das três.

Para além de tudo isto, Vanessa ainda vai poder dar-nos muitas mais alegrias ao passo que a maioria das suas adversárias são mais velhas que ela. Por isso terminei o post como terminei. Se ela tivesse sucumbido à pressão não teria feito uma corrida tão inteligente não saindo "à maluca" para a perseguição a Snowsill.

Como diz o Jorge, os pais ficaram mesmo muito felizes! A sua mãe chorava em directo para a RTP na altura em que escrevi este post, orgulhosa da filha ter conseguido o objectivo: trazer uma medalha olímpica. Leram bem: uma medalha!

Carlos disse...

ok, Bruno!

Sou eu que devo estar errado por exigir mais, e por querer que o hino toque em Pequim. Vá lá, tenho que estar contente pq a mãe o pai da vanessa choraram. Imagina lá quantos portugueses não chorariam se a medalha fosse de ouro?

Leiam as declarações de Vicente Moura, que critica a atitude de boa parte da delegação portuguesa. Ele como eu, também quer mais...

Bruno disse...

Oh Carlos, tu ficas com o estado de espírito que quiseres e qando eu achar que estás errado digo-te. Como disse que achava - diferente de ti - que ela não tinha nada sucumbido à pressão. Mas isso é a minha opinião e já disse que não sou um especialista. Vi foi a prova e sei a sensação com que fiquei.

Já vi outras provas de triatlo, com estas duas competidoras e Snowsill esteve demolidora. Ganhou! Parabéns a ela. Estamos nuns Olímpicos e Vanessa trouxe uma medalha para Portugal, por sinal a primeira, depois de outros atletas também favoritos terem falhado redondamente. Incluindo um a quem até demos os parabéns aqui no Psico: Obikwelu.

Este é o meu ponto de vista: nem sempre se ganha e por isso não podemos exigir aos nossos representantes vitórias a toda a hora. Exigem-se é prestações dignas, com respeito pelo país que representam e sem desculpas esfarrapadas.

A menção ao choro dos pais dela foi uma informação ao Jorge que imaginou como eles se teriam sentido. Se tu só choras com ouro ou se só ris com latão já é contigo ;)

Sobre Vicente Moura, se ele quer mais pode começar por trabalhar mais uma vez que é o responsável máximo pela delegação olímpica portuguesa. Não sei até que ponto criticar publicamente os atletas será um bom serviço mas ele lá saberá...

Carlos disse...

"Este é o meu ponto de vista: nem sempre se ganha e por isso não podemos exigir aos nossos representantes vitórias a toda a hora."

Não é nem sempre se ganha... perde-se é sempre! Se ainda fossemos uma potência que perdia de vez em quando, mas perdemos sempre!!!

"Exigem-se é prestações dignas, com respeito pelo país que representam e sem desculpas esfarrapadas."

Olha, precisamente o que o Vicente Moura e a Vanessa Fernandes, disseram!!!


"De manhã só é bom é na caminha, pelo menos comigo",

Paulo Colaço disse...

Eis as declarações polémicas de Vicente Moura:
"Nós preparámos os atletas desportivamente, mas culturalmente não, a educação não é connosco. É para o povo português. Todos temos de ter educação, olhar para a bandeira e saber que temos o povo português todo atrás de nós. Não podemos esquecer isso e não devemos defraudá-lo".

(aqui acho que lhe ficou mal. Vicente Moura disse também:)

"Uma das coisas que ninguém contava era as pessoas darem desculpas que... não são as correctas (…) Exijo apenas profissionalismo e brio para prestigiar Portugal."

(Aqui creio que esteve bem)

O Público elencou algumas das afirmações menos usuais de atletas portugueses:


Marco Fortes (lançamento do peso): "De manhã só é bom é na caminha, pelo menos comigo", após a eliminação.

Jéssica Augusto, após a eliminação na prova dos 3.000 obstáculos, anunciou que iria de férias, justificando o abandono da corrida dos 5.000 metros dizendo que não participaria porque "não vale a pena", dada a forte concorrência africana.

Arnaldo Abrantes, eliminado nos 200m justificou a sua fraca prestação com o facto de ter "bloqueado" quando viu o estádio olímpico cheio.

Vânia Silva, eliminada na prova do lançamento admitiu que "não é muito dada a este tipo de competições".

- Declarações polémicas de parte a parte, digo eu.

jfd disse...

Se tu só choras com ouro ou se só ris com latão já é contigo

Bonita frase !!!

Paulo Colaço disse...

Eu não vi a prova com atenção.
Tinha a TV ligada e ia dando uma espretadela de vez em quando.

Notei que a Vanessa se esforçou e deu o máximo. Infelizmente o seu máximo não chegou.
Chegou noutras alturas, igualmente relevantes.

Boa malha, Vanessa.

José Pedro Salgado disse...

Ainda bem que a rapariga trouxe a prata.

Na minha opinião, Vavessa Fernandes mostra o futuro daq especialização. Claramente é aquilo e mais nada.

Bruno disse...

Oh Carlos, não te fica muito bem dizer que perdemos sempre depois de teres sido tu a lembrar que a Vanessa já tinha ganho 3 vezes em Pequim naquele mesmo percurso ;)

Deixa lá isso! Foi uma boa prestação da portuguesa mas há dias assim: a outra esteve em grande!

Bruno disse...

Lendo melhor o teu comentário já não sei se quem ganhou 3 vezes foi a Vanessa ou a australiana. Mas o que é facto é que a Vanessa já ganhou muitas vezes e por isso não é justo dizer que perdemos sempre.

Tal como não será justo para outros atletas que foram a Pequim como Campeões do Mundo e da Europa...

Margarida Balseiro Lopes disse...

Segui com bastante interesse toda a prova de triatlo, e regozijei-me com a medalha de prata de Vanessa. A primeira de Portugal. Mas acima de tudo pelo valor da nossa atleta.

A prova de natação, que era o seu calcanhar de Aquiles, correu-lhe francamente bem, tal como a de ciclismo (aquinal de contas: filha de peixe sabe nadar). Vanessa esteve sempre no pelotão candidato às medalhas.

A transição do ciclismo para o atletismo foi fatal para a nossa atrleta. A autraliana, que era a sua principal (e quase histórica) adversária (Vanessa detinha vantagem num trofeu), ganhou um grande avanço e a partir daí aumentou e cimentou a sua liderança. Laura Bennet ainda ofereceu algumas dificuldades a Vanessa, que não conseguia descolar para fazer a perseguição a Snowsill.

Vanessa esteve muitíssimo bem, diria mesmo que teve um esforço heróico para trazer a medalha para o nosso país.

É uma atleta muito nova (principalmente em relação a Snow) que tem todas as condições para ainda dar muitas mais alegrias ao nosso país.

Margarida Balseiro Lopes disse...

Errata: Afinal de contas

Nélson Faria disse...

Parabéns Vanessa!

Estou a ver que o Psico tem muitos adeptos do triatlo :)

Eu não sou grande entusiasta... nem do triatlo nem dos JO.

Gosto de ver os 100m. Gosto de saber quem ganhou a maratona (mas esqueço-me logo a seguir). Gosto de ver o futebol (óbviamente). Gosto de ver o basquetebol (eu e o quique flores, outro grande fã de ballóncesto). Essencialmente modalidades que vou vendo mesmo fora dos JO.

Nestes JO só vi as finais de remo e do ténis. Adorei! Masculinos e femininos, foram grandes jogos.

Acho que os nossos portugueses se portam bem em se apurar para os JO. Se ganharem uma medalha ou se ficarem no Top10 melhor. Mas, honestamente, não me aquece nem me arrefece muito.

O importante é que eles dêm o seu melhor e que saiam mais fortes da sua experiência. Ou se sintam realizados, ao menos.

jfd disse...

Né! És então a pessoa ideal para dizer o que acha do seguinte publicado no Público:

Reacções às palavras de Vicente Moura
Vanessa Fernandes junta-se às críticas a atletas que não se esforçam
18.08.2008 13:04 Hugo Daniel Sousa, em Pequim
A vice-campeã olímpica do triatlo Vanessa Fernandes juntou-se hoje às críticas feitas por Vicente Moura, presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP), à atitude de alguns atletas portugueses que estão em Pequim. “Acho que muitos atletas não têm bem a noção da realidade e do que isto [Jogos Olímpicos] significa. Se calhar têm facilidades a mais. Nunca na vida vinha para aqui viajar e ver os Jogos”, disse a triatleta, quando confrontada pelos jornalistas com as palavras de Vicente Moura, que pediu “brio e profissionalismo” aos desportistas que representam Portugal.
“Um atleta de alta competição tem de ter objectivos concretos, pessoas em quem confiar a 100 por cento e nunca fazer as coisas só por ele, ter uma boa equipa. Tem de saber o que quer, onde está e o que significa a alta competição. A alta competição não é uma brincadeira, não é fazer meia dúzia de provas, andar a receber uma bolsa e está feito. Isto é como um trabalho”, afirmou Vanessa Fernandes, para quem há “dificuldade em Portugal em perceber isso”.

Horas depois de se sagrar vice-campeão olímpica, Vanessa Fernandes lamentou a postura de alguns atletas. E embora não tenha nomeado nenhum alvo particular das críticas, acabar por recorrer a um exemplo concreto. “Temos muito talentos, na natação e no atletismo. O Tiago Venâncio, para mim, podia nadar muito, podia ser um grande atleta, mas não há uma estrutura fixa nesses sectores, é tudo feito um bocado à balda”, criticou a portuguesa, dando como bons exemplo Naide Gomes e Nélson Évora. “São pessoas de trabalho. A Naide gosta de trabalhar e vai até ao limite, o Nélson também. Nota-se logo mal se fala com as pessoas e o que eles têm feito demonstram isso.”

Vanessa Fernandes afirmou ainda que “há pessoas que vêm aqui e é-lhes igual ficar em 50 ou 20.º, mas cada um faz o que pode no momento”, explicando que a presença nos Jogos Olímpicos não pode ser vista como um fim, mas sim como um início: “Eu não penso assim. Para mim são os resultados que me dão ambição e nunca estou satisfeita. Para ficar satisfeita com alguma coisa é um bocado complicado.”

As palavras de Vanessa Fernandes surgiram depois de a triateta ter sido questionada sobre as críticas de Vicente Moura à atitude de alguns atletas, nomeadamente os que apresentaram desculpas que “não são as correctas” para o mau comportamento desportivo.

O presidente do COP não especificou a quem se referia em concreto, mas o que é certo é que ao fim de 10 dias de Jogos, há declarações de diversos atletas portugueses que terão causado forte impacto, e até espanto, em Portugal.

Marco Fortes (lançamento do peso) disse, após a eliminação, que não se adaptou ao horário matinal da sua prova. "De manhã só é bom é na caminha, pelo menos comigo", disse o lançador do Sporting, de 25 anos, eliminado no passado dia 15, com dois lançamentos nulos e um lançamento a 18,05m, bem longe do seu melhor (20,13m).

No mesmo dia, também Jéssica Augusto, após a eliminação na prova dos 3.000 obstáculos, anunciou que iria de férias, justificando o abandono da corrida dos 5.000 metros dizendo que não participaria porque "não vale a pena", dada a forte concorrência africana.

Hoje mesmo, Arnaldo Abrantes, eliminado nos 200m com um dos piores tempos, e Vânia Silva, eliminada na prova do lançamento do martelo, também fizeram declarações que estão a suscitar reacções diversas. Abrantes justificou a sua fraca prestação com o facto de ter "bloqueado" quando viu o estádio olímpico cheio, enquanto Vânia Silva admitiu que "não é muito dada a este tipo de competições" [os Jogos Olímpicos].

No balanço dos resultados da natação, também o presidente da Federação Portuguesa de Natação (FPN), Paulo Frischknecht lançou críticas ao facto de o nadador Tiago Venâncio ter optado por se preparar sozinho para os Jogos Olímpicos. Na opinião deste dirigente, essa opção "do nadador, da família e do seu treinador" deram como resultado uma participação fraca de Tiago Venâncio, que registou os piores resultados dos nadadores lusos em Pequim. "Foi o único atleta que não se apresentou em forma e um nadador a quem ele ganhava regularmente há quatro anos foi campeão olímpico. Deve reflectir sobre isso", afirmou o presidente da FPN.

Nélson Faria disse...

Para já, é muito para ser comentado...

Não vou cobrir tudo, mas deixo várias reflexões:

- o presidente do COP está mal em atacar publicamente os atletas: penso que ele está a tentar obter a simpatia dos portugueses ilibando-se de responsabilidades que também são suas;

- para a vanessa é fácil não ver a presença nos JO como um fim: é uma atleta de nível mundial, o objectivo era as medalhas. Outros são atletas mais modestos nas suas capacidades;

- penso que a história da "caminha" do marco fortes está a ser empolada: eu vi na tv o homem a dizê-lo e penso que ele estava a ser irónico. Teve uma fraca prestação, acontece.

- a questão da atleta que preferiu ir de férias dada à concorrência: eu penso que cada um deve dar o seu melhor. Ela optou por não o fazer. Se ela receber apoio estatal, talvez o Estado opte por não a apoiar para a próxima. Simples lol

Luís Nogueira disse...

Parabéns à Vanessa por mais esta conquista!!! Subscrevo o que ela diz sobre o empenho ou falta dele por parte de alguns atletas nestas ocasiões.

Importa no entanto fazer aqui um reparo. Porque é que temos esta situação recorrente e um pouco vergonhosa?

É um facto que investimos em algumas pistas de atletismo, temos piscinas, campos de futebol, um centro de alto rendimento, treinadores, "and so on"... Ou seja, até temos condições razoaveis para termos bons resultados. E porque é que estes não aparecem?

Simples. Penso que há uma cultura de "passeio/turismo" em alguns atletas, bem como de aproveitamento do estatuto de alta competição, que abre muitas portas. Logo não há uma cultura de exigência que deveria começar em Laurentino Dias, passar pelos responsaveis das federações e pelos treinadores e acabar nos atletas.

Dizem que os JO foram feitos para os atletas desfrutarem e competirem. Eu prefiro ver os JO, como uma afirmação dos povos. Quanto mais vezes a bandeira lusa subir e o hino tocar melhor.

E é triste que muitas pessoas da delegação portuguesa, não pensem a sério na responsabilidade da representação do povo português, importando-se apenas com "novas experiências pessoais".

Luis Melo disse...

Vanessa apenas foi superada pela sua grande rival Emma Snowsil. Emma que estava já a meio da sua temporada desportiva enquanto que Vanessa está a começar a sua.

Apesar do esforço em acompanhar a australiana (Vanessa esteve na Australia a treinar em Março) não conseguiu, mas alcançou um honroso 2º lugar a apenas 1 minuto da campeã.

Parabéns Vanessa !

jfd disse...

É um facto que investimos em algumas pistas de atletismo, temos piscinas, campos de futebol, um centro de alto rendimento, treinadores, "and so on"... Ou seja, até temos condições razoaveis para termos bons resultados.

Não me leves a mal Luís, mas este teu pedaço de texto é cómico não é?

- o presidente do COP está mal em atacar publicamente os atletas: penso que ele está a tentar obter a simpatia dos portugueses ilibando-se de responsabilidades que também são suas;

Concordo contigo Né.

Luís Nogueira disse...

Oh Jorge obrigas-me a falar do que não queria. Mas para veres que não sou cómico e até sei do que falo, eu revelo algumas coisas... Eu já pratiquei atletismo durante alguns anos no Benfica. Há muitos anos fui colega do Nélson Évora e lembro-me bem das condições que existiam e do que é preciso para construir um lote de atletas com bons resultados a nível nacional.

É certo que em Portugal não temos o topo das condições. Mas para a nossa dimensão enquanto país com aprox. 10 milhões de habitantes, estamos muito bem equipados e temos os apoios financeiros indispensáveis e isto não podes negar.

jfd disse...

Luís, percebo perfeitamente.
Agora enquadremos isso na nata das natas que está representada em Pequim.
Nas maquinas nacionais de produção de atletas de alta competição.

Fica tudo um pouco relativizado não é?

Luís Nogueira disse...

Meu caro, ficaria sempre atendendo à nossa dimensão ;)

Bruno disse...

Vanessa, Nélson, Telma e Naíde já tiveram triunfos internacionais importantes. Os 3 primeiros pelo menos já foram ou campeões do Mundo ou da Europa (será por serem do Benfica? brincadeirinha...).

O problema é que ligamos demais aos JO como se fossem o princípio e o fim do mundo! Vanessa atribuiu a esta prova grande importância mas porque raio têm os outros de o fazer? Agora, se não lhes dão importância não criem é expectativas nas pessoas e pelo menos honrem sempre a bandeira. Ao menos isso. Recordando ao tema do post, Vanessa fê-lo e bem!

Carlos disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Carlos disse...

"O problema é que ligamos demais aos JO como se fossem o princípio e o fim do mundo!"

Os Jogos Olímpicos são o topo da carreira de qualquer desportista (excepto o futebol masculino, por politiquices da FIFA). Qualquer desportista que neles participem, sabem bem que é aqui que se tornam eternos. Um exemplo: Fernando Mamede foi o maior fundista português de sempre, mas todas as pessoas se lembram é do Carlos Lopes. Porquê? Porque é campeão olímpico.

A Naide Gomes (curiosamente do Sporting :P) tb é campeã mundial e europeia!

Karocha disse...

O Hino não tocou e devia, aliás é obrigatório!

Bruno disse...

Olha que não Carlos, olha que não... nem todos os atletas dão a mesma importância aos Jogos e não é só no futebol. Há milhentos exemplos por esse mundo fora e nos desportos colectivos então é um mimo. Mas mesmo em desportos individuais como o ténis, muitos há que não lhe atribuem essa importância.

Quanto a Naíde, por isso disse que pelo menos os outros 3 já tinham sido, uma vez que não sabia se ela tinha ou não algum título. Mas esse é o meu ponto: se tiver uma má prestação em Pequim não passa a ser má por isso. Mas esperemos que engrosse a lista de medalhados portugueses, isso sim!

Bruno disse...

Afinal foi eliminada :(

Bruno disse...

Gustavo Lima, na Vela, terminou em 4º a um ponto das medalhas e no final da prova anunciou, a chorar, o abandono da competição. O seu treinador diz que foi a emoção a falar e que ele irá repensar mas o atleta queixou-se das dificuldades que enfrenta por treinar quase sozinho.

Não sei bem qual é o seu palmarés mas sei que ouço falar dele muita vez e que já teve outras participações olímpicas, se não me engano honrosas. E acho que já teve títulos internacionais. Mas volto a dizer: que interessa? Teve uma boa prestação, ficou junto dos primeiros e dignificou a nossa bandeira. Parabéns também a ele!

Airness disse...

"Olha que não Carlos, olha que não... nem todos os atletas dão a mesma importância aos Jogos e não é só no futebol. Há milhentos exemplos por esse mundo fora e nos desportos colectivos então é um mimo"

Já agora Bruno, alguns exemplos? Porque sinceramente não estou a ver esses milhares de exemplos...

No ténis este ano, só lá tiveram o numero 1,2 e 3 do mundo. Se isto não são atletas de topo a valorizarem uma medalha olímpica então quem será?

Paulo Colaço disse...

Por muito que nos custe a fraca participação geral dos nossos atletas em Pequim, lamento a forma como por vezes nos expressamos sobre os mesmos.

Ir aos Jogos é, para muitos, um feito. Quantos de nós temos feitos semelhantes?

Os portugueses estão habituados a subidas de escalão por anos de serviço, estão habituados a fazer pouco e exigir muito. O mérito é palavra no léxico de poucos.

Criticam os que perdem em Pequim mas não chegam a ir a jogo nos seus postos de trabalho.
Alguns dos atletas treinam com dinheiro do Estado, outros com apoios privados. Nos Jogos há verbas do Estado, pois há, mas os críticos só se lembram de honrar o dinheiro do Estado quando este está na carteira dos outros.

Que fazem (alguns) para honrar o dinheiro público? Não pagam impostos, dormitam nas repartições em vez de atenderem bem os cidadãos, levam clipes para casa.

E no privado? Que fazem para honrar o dinheiro dos patrões? Pegam no telefone e ligam para a prima que está na Austrália.

Disparar é fácil quando não temos consciência que também nas nossas costas está um alvo pintado...

Bruno disse...

Caro Airness, eu não disse que os desportistas se estão marimbando para os Jogos mas sim que, ao contrário do que defendeu o Carlos, nem todos o consideram o topo da carreira. O facto de lá estarem os melhores atletas não significa que atribuam tanta importância ao torneio como a um Roland Garros ou Wimbledon ou a serem nº 1 do Mundo. Só isso.

Depois, se tu achas que no Andebol, Vólei, Basquete, etc. os atletas dão mais importância a serem campeões olímpicos do que campeões do mundo, eu não acho. Sinceramente, não é isso que me parece quer pelo que eles dizem, quer pela preparação que normalmente é feita.

Bruno disse...

O Colaço tem toda a razão no comentário que faz. Não podeos esquecer que os desportistas são figuras públicas e que vivem para a glória estando por isso sempre sujeitos à avaliação de todos. No entanto, é uma verdade inegável que devemos ter moral para criticar e não podemos exigir aos outros, em termos de atitude, o que não fazemos nós próprios.

Carlos disse...

"Sinceramente, não é isso que me parece quer pelo que eles dizem, quer pela preparação que normalmente é feita."

Sinceramente, devias perguntar a um atleta olímpico se prefere uma medalha nos jogos a ser campeão do mundo! É a tua opinião, e tens todo o direito de a ter, o único problema é que a tua não tem qualquer tipo de fundamento. Nos campeonatos da Europa de modalidades colectivas o objectivo mínimo é sempre a qualificação para as olimpíadas. Toma como exemplo os jogadores da NBA que são todos milionários, e que o sonho deles é ganhar a medalha de ouro (admito que este desejo seja recente e que venha das Olimpíadas de Barcelona). E repara inclusivé, na quantidade de jogadores de futebol que contra a vontade dos clubes quiseram ir aos jogos, desafiando os próprios.

cumprimentos

Bruno disse...

Oh Carlos, se parares um pouco para pensar vais perceber que enquanto quiseres continuar a dar exemplos de um lado eu posso dar-te exemplos do outro.

Tipo: Lance Armstrong alguma vez foi aos Jogos Olímpicos??? Alguma vez se preocupou em ser Campeão do Mundo. Miguel Indurain por exemplo tinha mais preocupações desse género mas o americano sabia qual era a forma de se tornar inesquecível para a História.

Ou tipo: Sérgio Paulnho, para nem sequer sair do cinclismo. "Ah e tal não posso tomar os medicamentos, não vou estar a desgastar-me...". E foi medalhado olímpico e tudo! Mas que graaaaaaande importância deu ele aos Jogos...

Ou ainda tipo: Cristiano Ronaldo que andou a fazer frete nos Jogos de há 4 anos e até agrediu um adversário logo no primeiro jogo a ver se vinha embora mais cedo...

Agora, eu acho que com exemplos não vamos lá porque os há de ambos os lados. Há os que se interessam muito pelo espírito olímpico e há outros que têm diferentes prioridades. Os meus exemplos mostram que a minha opinião tem fundamento. Os teus - se não quiseres entrar em extremismos - mostram que a tua também o tem...

Carlos disse...

Só para clarificar:

Lance Armstrong Medalhado de bronze, Sydney 2000 e campeão do mundo em 1993
Sérgio Paulinho: Doping mascarado por medicamentos para a asma, não foi aos jogos para não ser apanhado
Cristiano Ronaldo: nunca ganhou nada ao nível da selecção, e eu excluí o futebol masculino da análise anterior.

Pergunto-te, porque é que achas que os jogos Olímpicos são o espectáculo mais visto no mundo, se para parte dos atletas nem é o ponto mais alto da carreira?

cumprimentos

Bruno disse...

Ora toma que é para eu aprender a não falar de cor! Confesso que não me lembrava de Armstrong ter participado nos Olímpicos. E ainda agora não me lembro mas se tu dizes eu acredito até porque não estou com tempo para ir confirmar.

E isso só prova que é mais um exemplo que te dá razão. Quanto aos dois outros exemplos, as considerações que fazes são tuas e eu não as subscrevo nem acho que sejam argumentativas para a discussão. Não sei se o Paulinho anda mais ou menos dopado do que os outros até porque não acredito que haja nem um ciclista "limpo" e se calhar a quebra do Benfica nesta volta tem a ver com falta de dinheiro para suplementos...

Quanto ao Cristiano... bem, Carlos, convém que te decidas. O futebol não pode ser excluído quando não precisas dele, incluído quando te dá jeito (repara inclusivé, na quantidade de jogadores de futebol que contra a vontade dos clubes quiseram ir aos jogos) e excluído outra vez quando volta a não dar jeito ;)

Até porque sobre isso eu também te podia dizer que alguns jogadores como Ronaldinho só foram aos Jogos porque estão em dificuldades nos seus clubes e querem tentar valorizar-se. Depois tu vinhas falar-me do Messi que é um caso diferente e nunca mais daqui saíamos outra vez.

Respondendo à tua pergunta: o Big Brother também teve muita audiência, incluindo aqueles dos famosos e celebridades e nem por isso os actores, cantores, etc. que por lá andaram serão obrigados a considerarem-no o ponto alto da sua carreira.

Caso não te lembres, esta discussão começou por tu teres dito que Os Jogos Olímpicos são o topo da carreira de qualquer desportista e isto em resposta ao facto de eu ter dito que nem todos os atletas são obrigados a darem a mesma importância aos Jogos.

Eu digo isto porque eles têm Campeonatos do Mundo, Continentais, Nacionais, Meetings, Voltas a França, Grand Slams, etc. etc. etc. Têm uma carreira de vários anos em que alguns apontam para obterem a glória nos JO e outros não. E eu acho isso bem. Cada qual terá os seus objectivos e tem esse direito. Tu achas que não e querias que todos se focassem na olimpíadas. Mas isso não acontece e tu próprio já o terás percebido. Só ainda não o admitiste...

E se não queres mesmo admitir, então tudo bem! Continua com o teu sonho olímpico e bateremos palmas ao Nelson Évora que ainda nos há-de dar uma alegria. É que - tentando descomprimir - ele é do Glorioso ;)

Nélson Faria disse...

Para alguns os JO são o melhor momento da vida... para outros nem por isso.

Ainda há dias ouvia Nadal a falar na TVE, muito feliz por ter ganho a medalha de ouro. Mas o que ele queria era os pontos ATP que o fazem #1. Aliás, os jogos no ténis olímpicos são mais curtos que nos torneios para garantir que os jogadores vão aos JO.

A cerimónia de abertura foi o evento mais visto de sempre da televisão... graças à China.

Mas penso que o evento desportivo mais visto ainda deve ser o Mundial de Futebol.

Se não fôr, a concorrência também é desleal com uma federação de competições contra uma só modalidade lololololololololol

Nélson Faria disse...

Dito isto, os JO dizem-me pouco, daí a minha posição de indiferença.

E quando era míudo detestava os JO porque me roubavam as tardes das férias. Hoje há TVCabo ;)

Admiro-os como alguém que não compreende futebol admira o futebol: não percebo muito bem porque é importante ser o mais rápido nos 100m, ou a remar, ou a correr, pedalar e nadar... mas gosto de ver os momentos bonitos! O Phelps, ou finais de remo competitivas :)

Tal como alguém que não compreende futebol pode gostar de ver os grandes golos e mesmo os grandes jogos. Mas, se não os vir, também não sente a falta.

Que sejam todos felizes e que alcancem os seus objectivos. Isso é que é importante.

Carlos disse...

Já cá canta... OURO para o nélson Évora!!

Bruno disse...

Vês, Carlos? Eu não te dizia? Hehe! Não há melhor maneira de acabar com uma discussão ;)

Grande Nélson!!! (oh Faria, será do nome ou do clube?)