sexta-feira, agosto 08, 2008

Lisboa SWAT

Ontem a cidade de Lisboa foi palco de um filme de Hollywood: um assalto a um banco falhado, uma situação de reféns, negociação e intervenção final por parte dos nossos GOE.

A operação foi um sucesso: salvaram-se os reféns. Não se pode deixar de lamentar que um dos sequestradores tenha sido morto na intervenção, e o que o outro esteja gravemente ferido. Teria sido preferível que não fosse necessário o uso da força.

As nossas forças policiais estão de parabéns. Tiveram um desempenho extraordinário, num país em que o padrão-crime parece estar a mudar, num país em que a violência das ruas parece estar a aumentar.

33 comentários:

xana disse...

O Mundo mudou e o nosso país à beira mar plantado não podia viver muito mais tempo no seu eterno fado de brandos costumes.

A vida dos reféns estava em perigo e a decisão da polícia foi a mais acertada.

Para todos os hipócritas que hoje venham criticar a polícia por ter atirado a matar só os confronto com uma coisa: se fossem vocês aquele homem ou aquela mulher, à porta do banco com uma arma apontada, de certeza que estavam a pedir por tudo que algim atirador acabasse com aquilo.

O que acontceu ontem foi importante para a nossa polícia e para a população em geral. Vamos parar com os fundamentalismos e perceber que a polícia pode e deve abater criminosos quando isso se mostre necessário.

Como disse, o Mundo mudou, e o nosso país de brandos costumes terá que se habituar a isso mesmo.

jfd disse...

É realmente um bom desempenho.
Por mim só uma regra poderia existir para terminar com o crime. Algo parecido com o que fez o vosso Messias em Nova Iorque. Mão pesada para esses bandidos e ainda mais pesada para com ilegais e retirada de privilégios a emigrantes prevaricadores.
Estado policial de terror. É o que faz falta.
Estou cansado da porcaria que por aí anda.
E tudo calado.
A jota calada.
o partido calado.

Vamos esperar pelo PP?
Pelos extremistas?
Pelos pacificadores da esquerda?

Nélson Faria disse...

Be careful what you wish for.

Não é necessário um estado policial de terror para se combater a criminalidade.

Por muito que tenha gostado do filme - Tropa de Elite -, eu não quero um BOPE em Portugal.

jfd disse...

Meu caro não vi esse filme nem quero ver.
Quem não anda na lei tem de temer não andar na lei, pois quem tem de a fiscalizar tem que justamente a impor.
Onde estão as consequências? Onde está a minha recompensa de ser um cidadão exemplar?

Repito, elogiam e fartam-se de encher os pulmões para falar de Giulianni. Sabem como "limpou" as ruas de Nova Iorque? Sabem qual era a pena para um simples grafitti? Duvido que saibas, para me estares a responder assim :P

Nélson Faria disse...

jfd,

A dureza das penas não é directamente proporcional à redução do crime. Vide EUA.

Há muito mais na política de segurança Giuliani que a dureza das penas. Podes sempre comprar o livro que é a base da sua política em

http://www.amazon.com/Fixing-Broken-Windows-Restoring-Communities/dp/0684837382

Um estado policial de terror é onde a polícia tem carta branca e os cidadãos têm poucos direitos.

Não concordo.

Guilherme Diaz-Bérrio disse...

Messias LOL

O "Messias" como tu o chamas não criou um "estado de terror policial" em Nova Iorque.

Teve foi mao pesada nos crimes pequenos - pequeno vandalismo, grafittis e outros pequenos crimes - partido duma teoria muito simples: "Fixing Broken Windows: Restoring Order and Reducing Crime in Our Communities", aka, se um edificiotem janelas partidas e não é arranjado há mais probabilidade de voltar a ser vandalizado, escalando o crime.

Isto é ligeiramente diferente de dar "carta branca" à policia.

Quanto à actuação da nossa policia: mostraram competencia e frieza. Infelizmente morreu um dos assaltantes mas antes isso que um dos reféns.

Bruno disse...

Este não foi o primeiro caso de assaltantes barricados em agências bancárias com reféns! Do que me lembro dos outros casos, tratavam-se de pessoas mais ou menos desesperadas e que acabaram por reagir positivamente à negociação com as forças de segurança.

Ao que parece, o que aconteceu ontem não foi isso! A polícia esteve várias horas a tentar uma resolução mais "pacífica" e não havia sinais de que isso fosse acontecer.

A partir daí, quando dois TRASTES estão a usar seres humanos como escudo, apontando-lhes armas à cabeça (já imaginaram o trauma da situação???) e a polícia os neutraliza (para utilizar o termo policial) da forma que o fez, eu só tenho de concordar!

A nossa polícia foi eficaz! Entre a vida dos reféns e a dos criminosos eu não hesitaria, tendo de escolher. Ao que parece os sequestradores/assaltantes/criminosos de ontem forçaram a polícia a ter de escolher...

Uma última palavra para lamentar a perda de uma vida que é sempre triste. Não consigo sentir grande pena dos assaltantes, quer do que morreu, quer do que está ainda em perigo de vida. Mas lembro-me que eles poderão ter família. Quem serão os seus pais? Será que contribuiram para que os filhos entrassem por este caminho ou terão feito tudo para os desviar? O que sentirão neste momento?

Luís Nogueira disse...

Bruno, questões pertinentes... A policia agiu bem, de acordo com a legalidade prevista. Os assaltantes eram brasileiros, como poderiam ser portugueses, ou de outra nacionalidade. No entanto não deixo de criticar a inflexão dos media, para com a nacionalidade dos criminosos.

Porque é que este tipo de fenómeno está a crescer entre nós? Porque é que a criminalidade dita violenta, está a aumentar? O Governo que aponte medidas e a oposição que apresente as alternativas... É bom que assim seja e que este clima acabe rapidamente, pois não quero viver no "far-oeste" da União Europeia.

jfd disse...

Quem falou em carta branca não fui eu.
O meu Estado Policial de Terror é idêntico ao meu Estado Fiscal de Terror. E os dois comentaristas sabem ao que me refiro. Não falo de nenhum "vigilantismo". E depois sou eu o extremista :P

Quando ao livro, sim. Há o livro, e depois o que verdadeiramente aconteceu.

Repito a pergunta não respondida;
Sabem qual era a pena para um simples grafitti?

E adiciono, e na segunda ocorrência, sabem quais eram as ordens?

Não me falem da cobertura do bolo, quando vos estou a perguntar pelo sabor do mesmo!

José Pedro Salgado disse...

Parabenizo as nossas forças policiais.

Depois de uma operação que levou horas, conseguiram salvar os reféns sem nenhum sair de lá ferido.

Quanto aos tiros, ao que eu percebi foram essencialmente causados pelos assaltantes, que depois de terem aceite rederem-se, tiveram ali um momento de instabilidade que ninguém percebeu.

Mas nestas coisas não se correm riscos nem se perdem oportunidades.

xana disse...

Ahahaah

Vigilante? Lisboa vira gotham city! OKOK!

Eu quero o Batman!

jfd parabéns pela tua posição! Até que enfim que vejo um "jotinha" ter uma posição decente e perceber que não se pode deixar para o PP a posição nestes casos!

Sem hipocrisia, falem com os agentes da autoridades, tanto PSP como GNR em localidades mais no interior, e eles que vos digam se são ou não a grande maioria dos criminosos violentos emigrantes... é um problema, não vale tapar o sol com a peneira.

Se os portugueses também cometem crimes? Claro, mas isso é outra coisa.

Nélson Faria disse...

jfd,

Um "Estado policial de terror" é um estado fortemente repressivo, em que as forças de controlo têm carta branca para agir. Muitas vezes entra na definição a figura do julgamento sumário.

Se esta definição não é conforme à tua ideia, agradecia que esclarecesses o que entendes por "Estado policial de terror".

Não sei qual era a pena. Disse-te logo qual era a minha opinião: não há uma relação proporcional entre aumento de penas e redução de criminalidade.

Há muito mais na estratégia giuliani, como poderás ver pela leitura do plano.

jfd disse...

Né o meu Estado Policial de Terror é o que eu quero que ele seja e não o que tu dizes que é, isto claro, se não for muito incomodo para ti. Humpft!

Quanto ao vosso Messias tens a lição mal estudada, mas como já tou farto de te dar porrada nesses domínios, não vou fazer mais um bashing público. Poupo-te.

Xana, atenção ;) Já vou com 32 e sou filho de emigrantes Africanos. Cá vieram procurar melhor vida, cá nasci. Hoje via com o meu pai a cerimónia dos J.O. e vi a alegria que o meu pai sentiu quando finalmente (ufa que demorou!) apareceu a nossa delegação. Ainda há emigrantes assim; que tomam como seu o país para onde vão, e que vê os seus filhos nascer. E o resto? Os marginais? Como lidar? :P

xana disse...

Meu querido (se me permite),
Também conheço muitos assim. Mas nos dias que correm, muito diferentes daqueles em que os teus pais para cá emigraram, as coisas já não são bem assim e esse esforço genuíno que é feito para sentir essa pertença ao país que nos acolhe é quase inexistente.

É um problema transversal a muitos países da Europa (veja-se os casos em França por exemplo).

Nélson Faria disse...

jfd,

Cada um tem a opinião que tem. Pedi para esclareceres onde a minha concepção bule com a tua.

Preferes não o dizer. É um direito que te assiste.

Quanto ao resto: talvez fosse melhor repensares quando proclamas a arrogância dos outros. Just a thought

Davide Ferreira disse...

Acho que a grande maioria da população vê com bons olhos a actuação da polícia.
E a questão essencial prende-se sim com o porque do aumento da criminalidade violenta? e se essa criminalidade está ou não relacionada com a imigração?

jfd disse...

Né não tenho de repensar. Proclamo (como dizes) a tua. Combato isso com factos, e referi-me ao histórico. Não te faças esquecido ou desentendido. Foste tu quem começou :P

Xana e Davide penso que há uma alteração social. Ainda por cima estamos em crise. Tem que haver a noção que não há facilitismos, que pisar o risco é mau, muito mau. E não sei se isso existe. Quem quebra a lei neste país é esperto. Quem comete crimes é inteligente. Quem obedece é parvo e estúpido. É contra isso que temos de lutar, criar a ideia de que a lei não é para brincar que Portugal não é para brincadeira.
Nada que tenha, repito, que ver com vigilantes e justiça pelas próprias mãos ou carta branca policial ou outros disparates do género.

Pensem nisto, o que leva um grupo de ladrões tentar roubar um multibanco num tribunal? Ou num hospital? É porque continuamos amadores. Continuamos a acreditar no Menino Jesus; Isso é só nos filmes....
Pois os filmes já se passam no nosso quintal.

Angelik disse...

Aplaudo de pé a actuação policial neste caso!

Nélson Faria disse...

jfd,

Talvez devesses repensar. É só o que amigavelmente digo.

Nélson Faria disse...

A crise é o grande fundamento do aumento da criminalidade violenta.

É indiscutível que as "máfias" que promovem a imigração ilegal apresentam um novo desafio, para o qual não estávamos preparados.

E acredito que a criminalidade junto da comunidade imigrante terá mais peso junto dos que ilegalmente estão no nosso país dos que estão legais, pois os primeiros não têm a safety net do Estado.

E aí a razão é óbvia: vieram para Portugal à procura de melhor vida, vêem-se em situações desesperantes e recorrem a uma vida de crime.

E o tipo de crime é revelador, muitas vezes, do "amadorismo" e "casualismo" destes criminosos.

Paulo Portas tem há anos um chavão que eu subscrevo no que toca à imigração: rigor à entrada, humanismo na integração.

Temos de ter uma preocupação inclusiva no combate ao crime provindo da imigração. Por exemplo, garantir que um ilegal possa denunciar um crime, sem risco de deportação - foi também um dos passos de Giuliani no seu plano.

jfd disse...

Repararam na Nota de Direcção do Expresso????
Que vos leva comentar???

Nota da Direcção

A operação de resgate dos reféns foi rapidamente elogiada pela generalidade dos observadores e o ministro da Administração Interna apressou-se a enaltecer a coragem da polícia. Muito provavelmente, há raazão para aplausos. Mas para que não restem dúvidas de que a PSP negociou como podia e actuou como devia, era bom que fosse aberto um inquérito, por impopular que seja. Afinal, houve um morto.

http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/388197

jfd disse...

Eu torço o nariz à má reportagem que o Expresso nos apresenta. Aquilo lido de fio a pavio diz-nos que horas e horas de negociação terminaram quando um primo vem a correr do Conde Redondo a dizer que ele não se rende...

E pronto, a verdade, por verificar, torna-se notícia por tudo o que é meio de comunicação social em Portugal.

E assim se faz jornalismo por cá, mas isso é outra história.....

Paulo Colaço disse...

Após uns dias sem net, eis que regresso.

Aplaudo a actuação das forças de segurança, bem como a recusa em negociar! Não se negoceia com terroristas!

Eles pediram um carro e não lhes foi dado! Boa malha!

Quanto ao sangue frio dos funcionários do banco creio ter sido fundamental para o bom desenrolar dos acontecimentos. Eu já tive uma navalha apontada ao meu pescoço durante meia hora (nada comparado com uma pistola à cabeça por 8 horas) e sei que a calma é um factor decisivo.

Admito que tenha havido "alta" permissão para o desfecho que vimos. Dificilmente a polícia atira a matar (neste tipo de impasses) sem o "dedo para cima" das tutelas.
Se houve esse "ok", então está também a tutela de parabéns.

Paulo Colaço disse...

Quanto ao debate sobre a criminalidade associada aos imigrantes, assistimos a uma vaga muito violenta, alinhada com métodos que se vêem (sobretudo) no Brasil e Europa de Leste. Não creio que seja exclusivamente de cidadãos estrangeiros nem acho que só os estrangeiros usem métodos de extrema violência ou “organização”.

Há de tudo. E o único veio comum é o aproveitamento da nossa pouco habituação a estes métodos.

Rejeito o estado policial mas é muito importante que a polícia tenha uma força preparada para responder a esta criminalidade.

Paulo Colaço disse...

Se o inquérito servir para aprender com este caso (o que correu bem, o que deve ser melhorado ou evitado) então que venha o inquérito!

Se for para pressionar a polícia, vejo-o com mais olhos.

Em todo o caso, o meio termo é fundamental: não se dar a imagem que morre gente e ninguém faz nada nem dar-se folga para a polícia atirar a matar em todos os casos.

Margarida Balseiro Lopes disse...

Extraordinária. É assim que qualifico o papel das nossas forças de segurança em todo este violento incidente.

Foram longas horas de negociação (uma assinalável determinação/firmeza da polícia em não ceder às pretensões dos sequestradores) que culminaram com uma morte.

Quanto à questão da imigração, concordo com as observações de Moita Flores, e condeno a reacção do embaixador do Brasil, que as considerou xenófobas: o facto de os sequestradores serem oriundos de um país com um quotidiano de violência e criminalidade terá, sem sombra de dúvidas, uma grande influência.

Depois da paralisação do país por causa do bloqueio dos camionistas e de casos, como o da Quinta da Fonte, este episódio “restaura” a credibilidade das nossas forças de segurança.

jfd disse...

Ui!!!
Como gosto desta Margôt versão-sem-exames ;)))

Mas Paulo e Margarida, que acham do que diz o Expresso? Eu torci o nariz... Que puxar de orelhas foi aquele? Que moralismo é aquele da Nota de Direcção? Humpft!

Paulo Colaço disse...

Acho a nota meio tola.
Uma forma do Expresso ser contra-corrente.

xana disse...

Acho que é uma forma do Expresso querer ser mais do que aquilo que é...

As declarações do Embaicador do Brasil deixaram-me um tanto estupefacta. Enfim. Alguém estadista nosso para responder?

LOL

O Expresso fez um mau trabalho. Admirados? Eu ainda fiquei, confesso. Talvez dê para aprender qualquer coisinha para a próxima...

Margarida Balseiro Lopes disse...

Jorge,

Respondo-te à pergunta, depois de ler a reportagem do Expresso. Hoje à tarde. ;)

Guernica disse...

BOPE em Portugal Já . Limpar esta escória toda já ...
Podemos deixar as que trabalham nos Ap´s da Av Brasil ou Arroios
Porte de Armas para todos .
se eu estou na minha casa ou no meu carro tenho todo o Direito de defender o que é meu . E faço um favor a todos os contribuintes . Limpa-se o Sebo a mais um ...

Guilherme Diaz-Bérrio disse...

Falo de memória, mas julgo que existem estudos que mostram que existe uma correlação directa [e positiva, entenda-se] entre criminalidade violenta e liberdade de porte de arma... é daquelas questões onde o meu liberalismo não vai...chamem-me "conservador" nesta matéria ;)

Guernica disse...

Carissimo guilherme . De facto, tem toda a razão mas o facto de se estar a merçê de um possivel crime a qualquer altura está-me a deixar preocupado .