sexta-feira, abril 11, 2008

Proíbam as pipocas no cinema


Inúmeras vantagens são apresentadas diariamente para a utilização de energias alternativas, desde a possibilidade de renovação destas vs. energias não renováveis, até à necessidade de substituição da infraestrutura económica vigente baseada num combustível que caminha a passos largos para o seu fim, o óleo de rocha, vulgo petra oleum, mais conhecido por petróleo.

Mas o ditado "nem só de pão vive um homem" está a ser reponderado devido às energias alternativas. Na conferência de imprensa de aberturta do encontro de Primavera 2008 do Banco Mundial-FMI, o Presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick chamou a atenção para um relatório deste organismo que atribui parte do aumento que se registou no preço dos bens alimentares essenciais, cerca de 48% desde 2006, à quota parte da produção que está a ser aproveitada para a produção de biocombustível.

Se pensarmos que, como assinala o supra citado relatório, "The grain required to fill the tank of a sports utility vehicle with ethanol (240 kilograms of maize for 100liters of ethanol) could feed one person for a year", não se torna complicado ver o possível problema que aqui temos.

Será que a sinfonia da energia só se toca com flauta, de forma a que mal tapamos um buraco, destapamos logo outro?

21 comentários:

Paulo Colaço disse...

Se me perguntassem "quem foi que postou um artigo com esse título, eu - de olhos vendados - diria: Zé Pedro, claro!"

Filipe de Arede Nunes disse...

Tema muito interessante.
Os biocombustiveis provavelmente não serão, afinal, assim tão boa ideia.
Andar de automóvel, comparado com a alimentação da população mundial, é uma conversa ridícula. No entanto, como existem milhares de ricos produtores a ganharem somas astronómicas com este negócio nada importa.
Quando as populações dos países ricos começarem a sofrer com o aumento desmesurado dos preços dos bens alimentares, então, talvez aí se faça alguma coisa.
Cumprimentos,
Filipe de Arede Nunes

Nélson Faria disse...

Antes de ler alguma coisa sobre o assunto a ideia do etanol entusiasmou-me bastante.

Infelizmente, é daquelas alternativas que resistem durante pouco tempo: exige comparticipação estatal, inflação desmesurada de produtos de primeira necessidade e, para ser efectivamente uma alternativa, uma vasta área de campos de cultivo.

Já para não falar que necessita de petróleo no seu processo, apenas diminuiria a procura.

NEXT!

Manuel_Nina disse...

Caro Salgado, obrigado pelo excelente topico que lançaste! Creio que para "aquecer" o debate irei dar-vos mais algumas informações sobre o tema antes de dar a minha opinião.

Antes de mais, a produção e utilização de bio-combustiveis (bio-etanol para substituir a gasolina e bio-diesel para o gasoleo) está longe de ser uniformizada e regrada. O etanol que a marca A ou B produz cumpre regras gerais de qualidade, não havendo ainda uma norma global que defina a percentagem de outras substâncias na mistura (e que podem ser as mais variadas, dependendo do método de produção do combustível).

Os bio-combustiveis encontram-se numa fase larvar de desenvolvimento, surgindo todos os anos novas alternativas e meios de produção (hoje em dia ja se falam em bio-combustiveis de 1a e 2a geração, etc). Milho, soja, cana-de-açúcar, colza e mais recentemente, algas marinhas, são alguns exemplos de productos a partir dos quais podemos produzir bio-combustiveis.

Não devemos confundir "renováveis" com "não-poluentes". Os bio-combustiveis têm a vantagem de serem cultiváveis, mas produzem à mesma CO2 durante a sua combustão, o que implica que contribuem à mesma para o aquecimento global. Acrescem a isto o menor poder energético que possuem (face à gasolina ou ao gasóleo) [tenho os numeros em casa, mais tarde poderei disponibiliza-los].

A ocupação de terra agrária para a produção de bio-combustiveis é - a meu ver - nefasta e precipitada, especialmente face às recentes descobertas do potencial das algas marinhas (que podem ser cultivadas em tanques em terras estereis e necessitam apenas de nutrientes e luz solar).

Em relação aos bio-combustiveis em si, não nos podemos esquecer que a sua produção é mais cara por litro do que os seus congéneres fósseis. Assim sendo, enquanto o barril não bater os 200$, todo o combustivel tradicional será mais barato que o bio.

Um caso paradigmático é a Alemanha, que durante alguns anos tornou isento de impostos os bio-combustivies, tendo havido uma boa adesão dos consumidores aos combustiveis "verdes". Mas a partir do momento em que começaram a aplicar os impostos, voltou tudo para os velhos fosseis (mais baratos).

Creio que os bio-combustiveis precisam de uma ou duas décadas de maturação e devem ser considerados e equacionados paralelamente com os carros a hidrogénio ou de células de combustível. Ainda há um longo caminho a percorrer até que seja realmente claro a sua carteira de vantagens/desvantagens.

Já agora, como nota e rodapé, a imagem do post, onde figura "E85", refere-se a um combustivel com 85% de etanol e 15% de gasolina fossil. Existem vários tipos destas "misturas"; E50, E80, E90, até ao bio-etanol puro: E100.

Guilherme Diaz-Bérrio disse...

Uma frase vem-me à mente: "unintended consequences"

Grande parte do problema foi que o maior produtor de milho do mundo - para quem não sabe, os EUA - começou a dar incentivos aos agricultores que produzissem milho para etanol.
E heis que os agricultores começaram a cortar na produção de outros bens alimentares - oleo de soja por exemplo, campo onde os EUA também são o maior produtor do mundo - para plantar milho para terem o subsidio...

Resultado prático: maior oferta do milho para etanol, menor oferta de milho para alimentação, e menor oferta de outros produtos para alimentação porque o "chão" é limitado... economics 101...

Moral da história: intervenções publicas cheias de boas intenções às vezes dão uns quantos problemas...

Paulo Colaço disse...

O futuro está nas renováveis.
Vento, Sol, Marés!

José Pedro Salgado disse...

Não andas a prestar atenção Colaço: não é só por serem renováveis, é também por serem não poluentes.

Manuel_Nina disse...

Caro Paulo,

O vento, o sol e as marés servem-te para produzires Electricidade. Esta electricidade, no caso dos transportes, tem de ser convertida em energia mecânica por um qualquer processo. Fora os velhinhos (e não tão velhinhos) eléctricos e trolleys (em coimbra), tens de obter um modo de armazenar essa Electricidadade e converte-la.

No fundo, a gasolina e o gasóleo (e os seus bio-parentes) não sao mais do que "baterias líquidas" que convertem Energia Química em Energia Mecânica através dum processo de Combustão.

Alguns métodos para usares as três fontes de energia que referiste em transportes é o das Células de Combustível (vulgo Motor de Hidrogénio, produzido através da Hidrolise da Água) ou o das Baterias Eléctricas com um motor eléctrico.

Como vês, a Energia existe sob várias formas, e nem sempre uma delas serve para resolver todos os problemas de aplicação da sociedade humana (caso assim fosse pessoas como eu estariam a muito no desemprego!).

Maria Pereira de Almeida disse...

A propósito de energias renováveis não posso deixar de partilhar um comentário de uma colega minha de uma cadeira intitulada: "Ambiente na Europa". Falávamos de poluição sonora quando uma rapariga do 3º ano de licenciatura diz: "Oh professora, lá na minha zona é uma chatice, aquelas ventoinhas muita grandes que põem em cima das montanhas fazem muita barulho, aquelas para arrefecer o planeta por causa do aquecimento global." Bom, depois disto acho que todas as políticas referentes a problemas energétivos têm imperativamente de passar pela educação porta a porta, ou seja, do que cada cidadão em particular pode fazer para diminuir os estragos por nós inflingidos no meio que nos acolhe.

José Pedro Salgado disse...

Mas não está mal lembrado.

Que dizéis vós, doutos senhores que nos brindam com as vossas opiniões, das externalidades de instalação das infraestruturas para aproveitar as energias renováveis não poluentes?

Precisamos de ladrilhar África com painéis solares para energizar o mundo, ou nem isso chega?

Até que ponto precisamos de transformar as nossas montanhas num pesadêlo quixotesco só para captar vento suficiente para alimentar as nossas necessidades?

E há uma verdadeira vantagem em haver mais marés que marinheiros?

jfd disse...

Ora aqui está um assunto que me interessa.
E como tudo o que me interessa, tendo a ser um pouco irracional.
Logo começaria por dizer coisas ao meu género do tipo: não há paciência para ambientalistas, para verdes, para a enormidade do ego Humano e a sua pretensa consequência nas alterações climáticas . Qualquer dia temos todos ar puro, mas morremos à fome. Ou então matamo-nos todos por comida, mas morremos num ambiente limpo!

Mas como este blog merece mais que isso. Serei (tentarei ser) sério ;)
Ainda na segunda-feira dava eu uma aula sobre a Captura e Sequestro de CO2. Para resumir uma coisa chata; pegar nas emissões de, por exemplo fábricas, conseguir separar o CO2, e por exemplo, injectá-lo em grutas ou no local de onde se extraiu o Petróleo ou o Gás Natural.
Ora tudo muito bonito, muito caro, muito experimental, muito inserido em todas as ambições altamente irreais da Comissão Europeias (estagiários façam o favor de entrar!) de reduzir as emissões de CO2. Embora a eficiência energética e as energias renováveis sejam as soluções mais sustentáveis a longo prazo, tanto no plano da segurança do aprovisionamento como ao nível climático, não será possível reduzir as emissões de CO2 da União Europeia e do resto do mundo em 50 % até 2050 se não se recorrer a outras vias, como a captura e armazenagem de carbono. Não fazemos puto de ideia das consequências destas técnicas. Mas são urgentes. Porque senão o mundo acaba amanha todo submerso...
E porquê? Porque quer queiramos ou não, cada vez mais vamos queimar petróleo, custe o que custar, e cada vez mais temos Centrais a carvão.
50% até 2050??? Yeah Right.
Esta é apenas uma das técnicas com a qual a Comissão pretende chegar a este e outras metas. Outra (de muitas mais) é a progressiva substituição da utilização dos combustíveis fosseis por bio combustíveis.
Ora felizmente a CE não vai inserir das directivas a utilização da 1ª geração. É com a primeira geração que se poderiam ter mais problemas deste género no que toca à substituição de culturas. Penso eu de que, mas em todo o caso, acho que a 2ª geração vai “beber” da matéria da floresta.... Logo há partida, e não conhecendo bem o assunto, parece-me que não é uma boa ideia. Afinal, resolvemos um problema, que nem sabemos se o é, criando outro?

Muito temos nós na culpa das ditas emissões. E ainda por cima muito mais há para lá do CO2. E temos culpa como? Um exemplo muito simples tem que ver com o ciclo do Carbono. Quem sequestra mais carbono no mundo? O Mar e as Florestas Húmidas.
Ainda não descobrimos como dar cabo do Mar de forma permanente, mas das Florestas Virgens temos vindo a dar cabo. É claro que o balanço ressente-se
Estava cheio de vontade de divagar sobre este assunto, mas já me cansei.

Na minha modesta opinião, a solução destes problemas não poderão vir dos Governos. Deverá haver regulamentação e fiscalização. Ponto. Neste momento Portugal está num honroso 10º lugar no que toca à capacidade eólica instalada no final de 2007 ( www.wwindea.org ). Mas nós pagamos um preço político na nossa electricidade todos os meses para que haja essa inovação, esse empreendedorismo. Mas quando secar a torneira do Estado? Que modelos de negócio estão instalados? Quem são os players do mercado? Muito do que se vê agora foi negociado na era Guterres... Quem está à frente de projectos?

A iniciativa privada vai ser rainha e senhora na solução destes problemas, só pode. Os governos só criam entraves. Quando pensam que estão a criar soluções, só fazem porcaria. Pode-se não perceber logo, mas mais tarde ou mais cedo, havemos de pagar.

Paulo Colaço disse...

Para quem gosta destas coisas, recomendo uma visita hoje à SIC Notícias, pelas 13.15 horas para ver o documentário "Corrida ao Biocombustível".
É capaz de ir repetindo ao longo da semana.

EM disse...

viram na noite passada aquela reportagem sobre o calvário que é pagar o ISP (???) sobre o óleo vegetal usado para abastecer o carro a diesel modificado? Kafkiano! Só pode meter 27 litros de uma só vez e se pôr mais, paga 0.36 centimos por litro. E têm que apresentar insenção do ISP passado pela alfândega da região senão é multado e fica com a viatura apreendida. Legislação precisa-se!

Off Topic, o que acharam da posição do PSD (pelo Rui Gomes da Silva) sobre a contratação da jornalista Fernanda Câncio para um programa da RTP2? Será o simples facto de ser namorada do PM, motivo de excusa para participar na RTP? Eu acho que o PSD está a fazer oposição partidária rasca neste caso e pouco dignifica o PSD sério e competente.

João Marques disse...

É exactamente pelos motivos que o Salgado aponta e que o Manuel Nina complementa que por aqui, em Bruxelas, a meta proposta pela Comissão de 10% de combustíveis renováveis até 2020 começa a ser fortemente contestada. Várias ONGs protestam ferozmente contra essa meta pedindo que se recentre o objectivo nas emissões e se esqueça a "obrigatoriedade" dos renováveis (que nem sempre são mais "amigos do ambiente").

Os biocombustíveis têm demasiados contras para poderem ser considerados a favor do ambiente ou mesmo do desenvolvimento sustentável.

Para mais informações sobre as propostas da Comissão sobre este e outros aspectos relacionados com o clima/alterações climáticas consultem esta página http://ec.europa.eu/environment/climat/climate_action.htm

Um outro bom tópico de discussão é o do mercado das emissões. Será aceitável pagar para poluir?

jfd disse...

João antes de morder o teu isco; Indo no sentido do meu comentário, não haverá também pressão, aí nos corredores do poder, para de facto, haver medidas de reflorestação?

Boa deixa João no que toca ao mercado das emissões...

O problema é que o principio de poluidor pagador não era aplicado.
Porquê?
Porque não havia internalização dos custos das externalidades negativas (os custos para com terceiros, relativos à poluição).
Mas o mercado arrancou coxo. Com um preço ridículo e desfasado da realidade. Muitos países tiveram quotas em excesso, e Portugal teve uma pobre negociação que se traduziu exactamente no contrário.
Agora, com o trabalho que VOCÊS (digo isto com muito orgulho!) estão por aí a fazer, espera-se que o mercado das emissões tenha uma nova vida e que seja encarado com outros olhos.

Claro que temos a juntar a isto tudo a questão económica... Eu (EU) tomo uma medida, que o resto do mundo não toma... Os benefícios serão de muitos, mas os custos de alguns... Mas pronto já que estamos numa de tomar a liderança, lideremos pelo exemplo.

Já agora, Guilherme andas por aí?!!?!? Só tive 10 ;(( em Gestão e Ambiente. Tou esquecido no relacionamento das quotas, imposto e Óptimo de Pareto, Equilíbrio de Nash e Dilema do Prisioneiro... Quando tiveres paciência... ;)))

Guilherme Diaz-Bérrio disse...

LOL que salada de conceitos JFD ;)

"Será aceitavel pagar para poluir?" A resposta é julgo que sim.

A teoria por detrás do mercado de emissões é a seguinte:
As empresas no exercicio da sua activade industrial poluiem. Essa poluição não constitui um custo para elas nem para os compradores dos seus produtos, logo não é tido em conta no processo produtivo. Mas é um custo para terceiros, que sofrem com a poluição, dai estarmos perante uma "externalidade negativa".

Ora de modo a reduzir essa externalidade temos que fazer com que a empresa "internalize" esse custo - ao faze-lo irá reduzir a produção ao optimo tendo em conta a poluição que cria.

Ora temos 2 formas de o fazer:
1. Taxamos os rapazes no valor do "custo ambiental". Isto chama-se um "imposto pigouviano" [Em honra ao economista Arthur Pigou que criou o conceito]. Isto tem custos obviamente. O Estado tem de reunir informação de modo a saber qual é o valor "optimo" do imposto de modo a que a população afectada fique contente e a empresa esteja disposta a aguentar. Isto porque a população afectada pode estar disposta a ter alguma poluição em troca de empregos por exemplo... mas aqui batemos num velho problema económico - revelação de preferencias publicas [quem o resolver ganha Nobel :P].

Pela Teoria do "amigo" Pareto eu sei o seguinte: se a informação for simétrica, não existirem externalidades e existir um mercado em pleno funcionamento, a solução desse mercado é a mesma solução de um "ditador benevolente que saiba as preferencias publicas" [Daqui que, se existe um problema de revelação de preferencias publicas o "ditador benevolente" tem informação incompleta, logo o mercado é mais "eficiente"] e essa solução é "Optima à Pareto", ou seja ninguem fica melhor sem que o outro fique pior.

Se o mercado é a melhor opção, face ao problema da revelação de preferencias, surge um unico problema: como internalizar o "custo" sem ser pela via fiscal? Aqui entra o que se chama o "Teorema de Coase": basta que entregues a um agente o direito de propriedade e cries um mercado para a compra e venda desse direito, e o mercado irá "internalizar" o custo da melhor forma - da mesma forma que um imposto dado por um "ditador benevolente" com informaçao perfeita...

Este é o raciocinio do mercado de emissões: Existe um direito atribuido - o direito ao "bom ambiente", e as empresas pagam para "poluir", tendo assim o custo da sua externalidade negativa. Quem tem esse direito, negoceia um preço que julga "justo" para o seu nivel de "tolerancia", e as empresas pagam assim o custo da poluição que produzem.

Obviamente que aqui temos a questão de que o "preço" é na medida da percepção do "custo" do mau ambiente para população que detem o direito, mas é uma questão de compromisso.

Manuel_Nina disse...

Já agora, apenas uma pequena acha para a fogueira:

http://news.bbc.co.uk/2/hi/asia-pacific/7347638.stm

Nélson Faria disse...

E agora quero ver os activistas de serviço a atacarem a China... ainda andam tão embevecidos por esta ter sobrevivido ao comunismo maoísta que só são capazes de atacar os EUA.

jfd disse...

F&%k!
Era o Coase o Pigou e o Pareto, a tríade do ambiente... ;(
Já me recordei.

Obrigado Guillherme, como sempre e mais uma vez, claro como água;)

Uma dos efeitos positivos da aplicação do Imposto de Pigou, quer directos, quer na forma de externalidades positivas, é a procura por parte da empresa taxada pela eficiência no modo de produção.

Isto vai ajudar a colmatar a falha que é termos de competir num mercado em que uns têm de arcar com a internalização dos custos da poluição e outros não...

Aqui fica um working paper das minhas duas Profs que pode ajudar quem quiser enquadrar e aprofundar mais um pouco a matéria.

Towards A Competitive Low-Carbon Economy: On Firms’ Incentives And The Role Of Public Research
Annette Bongardt (Universidade Moderna and IEEI)
Isabel Cabrita (Universidade Moderna and INETI)

http://ideas.repec.org/p/ave/wpaper/492007.html

jfd disse...

Manuel Nina, outro bom isco!
Pode ser que a China se lance na vanguarda da tecnologia de Captura e Sequestro de C02, já que lhes é tão favorável a produção eléctrica apartir do carvão. Assim rentabilizam a coisa e se tornam no maior produtor mundial de CO2 para, por exemplo, refrigerantes! ;)

Lanço eu agora outro isco e uma provocação...

Tomemos o poder energético de emissão de 1 kg de cada gás.
Ao CO2 damos o índice 1. Na gama dos velhinhos CFC (já proibidíssimos), por exemplo o CFC11 teria o índice 7900!!!!, já o N2O tem o índice 290 e o CH4 21...
Ou seja, tanto esforço para erradicar as emissões do CO2, quando a maior parte das emissões que pior fazem à atmosfera vêm, por exemplo, da produção agrícola... Diz-me ontem a Prof. Isabel Cabrita, que da sua última representação de Portugal em Bru, que há uma pressão crescente para que se tenham em conta o peso das outras emissões gasosas (João??)
É que o C02 ainda se solubiliza na água e vai havendo fotossíntese, os outros não faço ideia :)
Não digo que não se deva combater o CO2, mas talvez plantando mais floresta como disse antes. Mas também, e não pondo todos os ovos no mesmo saco, devemos começar a ter mais atenção às nossas produções agro pecuárias e ao mal que fazem à nossa atmosfera.

Uma coisa que sempre nos pode deixar esperança é a forma como unidos, como planeta, demos cabo dos CFC e das chuvas ácidas a eles associadas!

Uma provocação:
Têm ideia que o lobby do aquecimento global teve a sua génese no lobby do nuclear??? ;) Ele há coisas ;)

jfd disse...

Milho atinge máximo histórico pelo sexto dia

O milho voltou a fixar um máximo histórico pela sexta sessão consecutiva a beneficiar da especulação de que os EUA, o maior produtor e exportador mundial, pode reduzir as suas previsões de colheitas, penalizando as reservas alimentares globais e acelerando a inflação. O contrato para entrega em Julho subiu 2,6% para os 7,2175 dólares por alqueire .

As fortes chuvas no centro-oeste dos EUA inundaram as terras agrícolas e cortaram a produção. A produção de milho no país pode descer em 10% face ao ano passado e os inventários podem recuar para um mínimo de 13 anos antes das colheitas do próximo ano, anunciou o Departamento americano da Agricultura esta semana.

A produção de milho dos EUA será de 11,735 mil milhões de alqueires este ano, o que compara com os 12,125 mil milhões de alqueires estimados a 9 de Maio e os 13,074 mil milhões estimados no ano passado.

Os preços da matéria-prima subiram 26% nas últimas duas semana se 83% no último ano. As baixas reservas e o mau tempo são "uma explosiva mistura", considera John Reeve, responsável pela área de matérias-primas agrícolas na UBS em Singapura, citado pela agência Bloomberg.

Também a soja atingiu o valor mais alto em três meses. O contrato para entrega em Julho subiu 1,5% para 15,3875 dólares por alqueire, o valor mais elevado desde 5 de Março. O trigo avançou 1,6% para os 8,83 dólares por alqueire, o valor mais alto desde 18 de Abril.

A espiral nos preços do petróleo e dos alimentos pode forçar os bancos centrais de todo o mundo a subir as taxas de juro para travar a subida da inflação.


2008/06/12 - 09:44
Fonte: Canal de Negócios