quinta-feira, abril 10, 2008

Que maltinha!


O Jardim Zoológico de Nuremberga apresentou (e bem!) aos jornalistas o urso Flocke enquanto alguns ambientalistas protestavam contra a manutenção em cativeiro destes animais selvagens.

Fico doente! Será que a função de preservação, defesa, estudo e divulgação de espécies animais desempenhada pelos Zoos passou a ser contra-natura?

Contra-natura é ter cérebro e não o usar!

18 comentários:

Tété disse...

Contra-natura é ter cérebro e não o usar!, grande frase...concordo em pleno. Se calhar preferiam ver os animais mortos até à extinção.

Francisco Castelo Branco disse...

Acho que é exagerada (mais uma vez) a manifestação.
Curioso é o facto das pessoas que se manifestam, também visitarem o local.

continuando

Desde que estejam bem tratadas e no seu habitat natural não vejo qual o problema

o zoo é um dos locais que mais gosto de visitar...

Paulo Colaço disse...

Não é meu hábito postar duas vezes seguidas mas começo a fartar-me de tipos cuja profissão é protestar.

Lembro aqui uma historieta divertida.

Quando Reagan era Governador da Califórnia, enfrentou diversas contestações juvenis contra a Guerra do Vietnam. Certa vez, após confrontos com várias dezenas de hippies que empunhavam cartazes "make love not war", respondeu:
- Esta gente não me parece capaz de fazer nem uma coisa nem outra...

Também eu me pergunto: esta gente saberá fazer algo mais que viajar de cenário em cenário para vociferar palavras de ordem?

Diogo Agostinho disse...

Claramente Colaço, o problema são estes ambientalistas da treta que atrasam tudo e colocam defeitos em tudo! Bem, tudo tudo não, se existir um parecer bem pago elaborado pela empresa de consultoria deles aí sim! Aí já nos os vemos a manifestarem-se!

O floco de neve estava melhor onde? Na casa deles? Epa é que nem fazem nem deixam fazer! Reagan no ponto mesmo!

Margarida Balseiro Lopes disse...

Não nos esqueçamos que os ambientalistas desempenham um papel importante, principalmente nos meios locais, denunciando escandalosos conluios de interesses.

Aqui há um zelo excessivo dos ambientalistas. Ainda assim, não sou apologista de que os devamos correr à “pedrada”. ;)

Luís Nogueira disse...

Subscrevo inteiramente o que dizes Colaço. Mas acredito que para alguns "ambientalistas" o melhor seria a revolução industrial nunca ter acontecido. São as hipocrisias do costume...

Anónimo disse...

Muitos ambientalistas nem sequer um pardal têm em casa!
Falam de cor. São correia de transmissão de interesses privados (alguns deles imobiliários).
Em Portugal, os piores ambientalistas são os verdes! Aliam-se aos comunistas só para terem lugar no Parlamento e depois só sabem votar ao lado deles.
Lamentável!

João Prazeres de Matos disse...

Há que distinguir...

Ser ambientalista, ecologista, etc., é muito produtivo, socialmente falando e considerando os tempos que vivemos.

Ser ecoterrorista, ecofanático, ou pura e simplesmente ecochato, isso sim é grave e prejudicial a multiplos níveis, tais como na colagem à imagem pública dos referidos no parágrafo anterior, ou na defesa eficaz e responsável do património natural comum.

Paulo Colaço disse...

Caro João Prazeres de Matos,
creio que é o seu primeiro comentário do Psico.
Seja bem-vindo e faça deste blog (mais) um seu espaço de reflexão.

Entretanto, congratulo-me por termos no Psico aquele é que, talvez, o comentador mais velho da blogosfera: a acreditar no seu perfil, o caro João tem 251 anos! :)

Quanto ao ambientalismo, de facto o esforço de defesa de um ideal é louvável. O problema existe quando roça a obstrução pura!

Em causa estão duas "teses":
a) a melhor defesa do ambiente é isolá-lo para que ninguém o danifique.
b) a melhor defesa do ambiente é envolver toda a gente, integrá-lo em roteiros turísticos, dá-lo a conhecer para fomentar o gosto pela protecção.

Vou mais pela segunda teoria.

Paulo Colaço disse...

Que disparate: já sei quem és, caro João Matos. Estava a tratar-te na terceira pessoa porque não identifiquei logo. (Confesso que tive a ajuda do Né...)

Volta sempre!

José Pedro Salgado disse...

Só aceito o argumento de algo ser contra-natura vindo de alguém que coma carne crua e viva nas árvores.

Nélson Faria disse...

Brutal Salgado!

Maria Pereira de Almeida disse...

Parece-me que se está a tratar este assunto com demasiada leviandade. Não podia estar mais de acordo com este manifesto ambientalista. A preservação de espécies em extinção pode ser feita em parques naturais, protegidos para o efeito. Ora, o que se faz num Jardim Zoológico é uma barbaridade; enfiar animais selvagens dentro de quatro paredes para deleite das criancinhas e descanso dos adultos não me parece minimamente razoável! Este disparate no século XIX é comparável aos divertimentos sanguinários dos Circos Romanos!

Maria Pereira de Almeida disse...

Peço desculpa pelo "século XIX", troquei a ordem das letras. Queria dizer "Século XXI".

Nélson Faria disse...

Boa... finalmente alguém que discorde ;)

Eu nesta questão tenho uma opinião muito pouco vincada, logo tiro toda a piada ao debate controvertido... mas vou ficar a ver eheh

jfd disse...

Meus caros,
O Flocke tem sido caso de histerismo total por aqueles lado já há algum tempo. Ele é o bode "respiratório" de tudo e mais alguma coisa.

Eu não gosto de Jardins Zoológicos. Cheiram mal têm muitas moscas e nunca têm dinheiro que chegue para tratar convenientemente os animais.
Quando era puto adorava fazer os meus aniversários perto da Aldeia dos Macacos. Desde que cresci nunca mais lá pus os pés!
Aliás a última vez que lá fui, foi para um evento do PSD.
No entanto tenho à minha frente o diploma de amigo dos animais; patrocino uma Tartaruga não sei quê. Porquê? descargo de consciência e porque se abate à matéria colectável.

E vocês quando foi a última vez que visitaram um Zoo?

Lisete Rodrigues disse...

O único problema que vejo nos ambientalistas é se terem politizado para defenderem causas...

Paulo Colaço disse...

Um ambientalista faz tanta falta quanto um sindicalista ou um comunista: são parcelas do mundo que pensa, que se mobiliza, que se ergue por causas.

Porém, quando o extremismo começa a impedir uma visao mais clara, é preciso apelar ao bom senso.

Achar-se que os Zoos sao campos de concentração animal ou freak-shows para tarados é permitir que o extremismo nos tolde o senso.

Os Zoos são campos de estudo, preservação e divulgação de espécies.

Na maioria dos Zoos do mundo, os animais são tratados com respeito, carinho e defendidos contra um planeta que lhes destroi os habitats naturais.