sexta-feira, fevereiro 22, 2008

MMS

Hoje fui abordada à porta da faculdade, pelo Movimento Mérito e Sociedade. Estão dependentes de 7500 assinaturas para formarem um partido, que terá como sigla MMS. Assinei.
Num momento em que há um descrédito absoluto da nossa classe política, em que estamos cada vez mais afastados da classe governativa, regozijo-me com este tipo de iniciativas.

Eu ainda acredito, e vós?

39 comentários:

Nélson Faria disse...

Acredito que devemos lutar sempre por aquilo em que acreditamos

Acredito que a melhor forma de o fazer não é enveredar pelo discurso fácil do "são todos iguais" mas sim envolvendo-nos e tentando mudar o que se passa

Acredito que todos têm direito a constituir a sua corrente de opinião, associação ideológica e partido.

Assinarei todo e qualquer documento para que haja mais pessoas e mais vozes no processo político.

O MMS tem o manifesto mais asséptico que alguma vez li... e li o programa do PS e do PSD muito bem.

Paulo Colaço disse...

Subscrevo-vos!

Quem está na política por compromisso com a sociedade só pode aplaudir o aparecimento de mais gente interessada em debater ideias.

Não têm de vir todos para o PSD ou outros partidos existentes. Não têm apenas de se ficar pelo meio termo do "movimento", "clube" ou "associação".

Podem fundar partidos.

Agora caberá aos que já existem fidelizar os seus e ampliar as fileiras. A concorrência é o pão da democracia.

Tiago Sousa Dias disse...

Não gosto de criar partidos como hobbie, prefiro o ténis.
Este movimento está há 3 anos a tentar arranjar assinaturas.
Diz que o Dr. Eduardo Correia saiu de um partido em litigio (politico entenda-se).
Não se esqueçam de assinar também o partido de Susana Barbosa, ex-presidente da distrital de Aveiro do PND, que se chamará Partido da Liberdade.
Ou pode ser que a vergonha que se passou na Holanda tenha uma réplica em Portugal e o Padre Frederico crie um Partido de matriz cristã e pedófila.
Agora mais a sério. Acho que esta facilidade de qualquer um poder pretender criar um partido tem um efeito preverso. Sem dúvida que, como diz o Né, aumenta o nível de participação politica. Mas simultâneamente aumenta igualmente o descrédito sobretudo dos pequenos partidos. A ideia é que se criam partidos para criar espaço politico quando antes se tinham as portas fechadas à evolução pessoal. Susana Ribeiro sai do PND porque entrou em colisão com Manuel Monteiro. Mas isso mostra que Manuel Monteiro é um bom professor. Ele próprio fez o mesmo quando criou o PND.
Diz que há uns courts de ténis porreiros em Monsanto...

Nélson Faria disse...

Boa malha Tiago.

Não sabia do pendor arrivista do MMS. De que partido saiu o fundador em litígio?

Isso muda a ideia que eu tinha do "movimento". Não sabia desse cunho de "insatisfeito da vida".

Assinava na mesma... mas a maneira como o encaro muda e isso é importante.

Paulo Colaço disse...

Quando abro uma loja de sapatos, é a clientela que me sustenta.
Se vender muito, tenho futuro, se vender pouco tenho presente, se não vender nada fui-me!

Com os partidos é o mesmo: já todos vimos gente a fundar partidos, facções e movimentos para ter destaque, para fazer política em liberdade, para vingar ideias.

Uns fazem-no com princípios, honra, convicções, outros por vaidade, ambição e falta de vergonha na cara.

Nas últimas eleições para Lisboa, Carmona concorreu por pressão de "amigos", Roseta por convicção, Sá Fernandes juntara-se ao BE por vaidade. Em outros concelhos do País, gente (falsos independentes e criadores de movimentos) concorreu por ambição, dinheiros, status.

E o povo votou. E eles mantêm-se no "mercado".

Por mim, seja bem-vindo quem vier por bem com duas ressalvas:
- é a lei que os permite (ou não)
- é o povo quem os mantém

Tiago Sousa Dias disse...

Soube que era de esquerda mas nunca soube qual.

Tiago Sousa Dias disse...

Colaço grande comment. Deixa-me dizer-te. Não critico quem se candidata ao que quer que seja por dinheiro. Desde que o assuma.
No distrito de Bragança, salvo erro, houve um Padre que se candidatou a presidente de câmara porque queria o salário de Presidente de Câmara. Disse-o ele e foi noticia na RTP. Admirei imenso a frontalidade e honestidade dele quando disse: todos temos que ganhar a vida; precisamos todos de dinheiro para pôr comida na mesa. Uns são jornalistas, outros sapateiros, outros presidentes de câmara.

jfd disse...

Já reflecti sobre o assunto.
E o bacalhau já assentou.

Afinal estamos todos contentes por existir um movimento que está a capitalizar a vontade de mudança, o descrédito no sistema, etc. e tal???

Truz truz???? Sou o único com uma dor no pé???
Afinal de contas, não é nossa a culpa???
Hellooooooooooooooo?

Não assino.
Primeiro, porque não assino qualquer coisa.
Segundo porque era o que faltava.

Leandro Esteves disse...

Todo o tipo de iniciativas e movimentos cívicos que possam surgir para dar ao país um novo alento, e uma nova linha de orientação são bem vindos.
Continuo a pensar que do debate e do pluralismo de opiniões podem surgir ideias interessantes e mobilizadoras capazes de dar um novo impulso a esta sociedade que vive em estado de depressão constante, motivada pela falta de credibilidade dos representantes partidários, o que os leva a afastarem-se cada vez mais dos seus deveres cívicos. Este mau estar e a desconfiança que alastra de dia para dia, afecta a coesão nacional.
Contudo, continuo a acreditar que os movimentos reformistas que surgem dentro dos próprios partidos serão mais capazes de mobilizar a sociedade civil do que, propriamente um movimento exógeno que surge com altos ideais filantrópicos e altruístas, que no plano da “realpolitik” não terão, creio eu, consistência para se afirmar com alternativos à classe politica vigente, nem meios de difundir a sua mensagem.
Não tenho nada a opor à criação de um novo Associativismo, mas continuo a ter duvidas quanto à viabilidade do mesmo e quanto ao subscritor do seu manifesto ainda mais.

Anónimo disse...

Mais partidos??? Cruzes!!! Partido que esteja o PSD.

EM disse...

O problema é que o povo está farto da "realpolitik", está farto dos personagens habituais, quer um novo rumo que os leve a um outro estado-das-coisas, melhor. As pessoas estão desiludidas com os partidos do poder (PSD e PS) e com o Estado. Se isto não melhora, "arrebenta".

O documento da SEDES é um forte alerta para o papel anti-societário que os partidos têm tomado - o que é curioso visto andarem sempre a apelar à participação da sociedade (sinceramente, se os partidos conseguissem levar o seu avante sozinhos, estavam-se a lixar para a participação da sociedade, o que querem é ganhar, mesmo que para isso andem a receber financiamentos ilegais ou andarem a querer meter-se em grandes instituições bancárias. E já agora, porque não debatem este assunto? Demasiado incómodo?).

"É por isso preocupante ver o afunilamento da qualidade dos partidos, seja pela dificuldade em atrair e reter os cidadãos mais qualificados, seja por critérios de selecção, cada vez mais favoráveis à gestão de interesses do que à promoção da qualidade cívica. E é também preocupante assistir à tentacular expansão da influência partidária – quer na ocupação do Estado, quer na articulação com interesses da economia privada – muito para além do que deve ser o seu espaço natural."

Nélson Faria disse...

Caro EM;

O documento da SEDES é um óptimo sinal e um aviso à navegação.

Não considero que as pessoas estejam assim tão cansadas dos grandes partidos... se assim fosse estes já eram pequenos. As pessoas reprovam o modus operandi mas o desânimo é transversal no que toca à classe política.

Fez bem em lançar o tema nesta caixa de comentários e eu aproveito para dizer o que penso: é um manifesto preocupado da parte de muitos dos que foram os dirigentes do nosso País nas últimas 3 décadas. Simpático seria que assumissem a sua quota parte de culpa no cartório.

Nós tentamos mostrar a diferença fomentando a política como deve ser feita: debate centrado em políticas e em opinião, não só na blogosfera mas também em pontos de encontro um pouco por todo o País.

Somos poucos (todos os que assim pensam) para mudar os partidos, mas esperemos que em número suficiente para fazer a diferença.

EM disse...

"As pessoas reprovam o modus operandi mas o desânimo é transversal no que toca à classe política." - não percebo o "mas" nesta frase. Quer dizer o quê, que a malta não gosta mas deixa andar porque não têm outra hipótese?

:-)

Não me preocupo em nada com as responsabilidades por assumir de dirigentes do SEDES. Elas não mudam nada. O que me preocupa é a imagem que passa de um partido como o PSD que não é capaz de assumir as suas responsabilidades como partido político, comportando-se como "wiseguys", tudo "goodfellas". E é isso que o actual PSD está reduzido a nível da sua direcção partidária.

E até acho "porreiro" lerem este "bitaite" de um "dirigente" do SEDES que até foi candidato presidencial pelo, imaginem lá, Partido Social Democrata. Velhos tempos.

Paulo Colaço disse...

Caro EM,
creio que, por lapso, está a confundir Joaquim Ferreira do Amaral (antigo ministro e ex-candidato presidencial) com este João Ferreira do Amaral.

Quanto a debates demasiado incómodos, isso nao existe no Psico. Aqui gostamos de pôr tudo em causa. Um dos debates que estamos a estruturas prende-se com a existência (ou não) de espaço para novos partidos, bem como movimentos.

Quanto ao documento da SEDES, ainda hoje o estivemos a analisar em discutir interna: não nos passa ao lado.

Nélson Faria disse...

O mas referia-se a um desânimo generalizado com a classe política, não só com o PS e com o PSD.

É um movimento de repulsa que vai além do Bloco Central.

De facto, citou o Ferreira do Amaral errado. E o Ferreira do Amaral que queria citar, justa ou injustamente, é associado à troca de favores políticos: muito recentemente a sua presidência da Lusoponte foi publicamente escrutinada.

Quanto aos comentários à CPN: acho que o problema do partido, e principalmente da classe política em geral e da percepção que os eleitores têm, não está na CPN. Nem nesta nem em nenhuma em específico.

jfd disse...

Estou confuso.
Então como quadros políticos, qual a nossa responsabilidade no estado das coisas?

EM disse...

Errei, confundi o Ferreira de Amaral.

O debate que gostaria que o Psico abordasse (para aí um dia qualquer) seria o financiamento partidário das campanhas e das Secções.

Ou as regras mudam ou então o modo de fazer política partidária muda também.

Refiro o tema deste post:
Mesmo dentro de partidos que tenham uma postura democrática, há espaço para existirem movimentos internos.

Os movimentos internos são fáceis de criar, é só organizar uma dúzia de encontros de militantes e simpatizantes do partido e já está criada uma "corrente de opinião". Parece-me que a PaulaTeixeiradaCruz integra um desses movimentos. Considero isto uma maneira subtil de eles se demarcarem do actual PSD.

Discordo da tua opinião, Nelson. Acho que esta CPN, eleita no último congresso, não se têm "comportado bem" na arena política. Eu não vejo esta CPN ter a capacidade de assumir responsabilidades. E é daí que vêm parcialmente o problema de falta de confiança da sociedade na classe política. Ou no PS porque faz governo à direita, ou no PSD que "rasga os seus próprios acordos".

Inês Rocheta Cassiano disse...

Os movimentos estão a tornar-se cada vez mais realidade como forma de fazer política em Portugal.
Demonstram o oposto daquilo que é mais visivel no nosso país: não gostam, então não se conformam e agem!
Indo de encontro ao que já referiram, tranquiliza-me saber que há gente interessada, capaz de batalhar e não desistir dos seus ideais.
Sim, eu acredito.

Nélson Faria disse...

Eu não quero rebater o que dizes sobre a actual CPN.

Apenas digo que, big picture, o desânimo das pessoas não está relacionada com esta CPN; é responsabilidade desta CPN mudar as coisas, concordo, mas o desânimo vem do acumular de várias práticas menos correctas de vários dirigentes partidários.

É daquelas situações em que a culta morre mesmo solteira, tão dispersa está.

Sou completamente a favor da criação de correntes de opinião. Preciso que me arranjem um substrato comum para além de serem oposição à actual CPN (Paula Teixeira da Cruz) ou de pertencerem à mesma geração (Pedro Duarte).

Crie-se uma corrente de opinião liberal e eu estou lá. Até lá contento-me com o psico: debate político desabrido, sem falsos pudores, com iniciativas e moções que nada têm a ver com os temas tendencialmente levados a Congresso.

P.S. Para quem não sabe, 2/3 das moções levadas a congresso são análises do estado do país. Pouco mais.

Vermouth disse...

Acima de tudo a existência de partidos/movimentos é sempre positiva, pois estes permitem agregar as preferências, as vontades e as ideias das pessoas, não deixando ninguém de fora.
.
Quanto à questão da sobrevivência ou não dos movimentos cívicos em Portugal, sinceramente coloco sérias dúvidas. Como "case study" podemos olhar para o movimento "cidadãos por Lisboa", liderado por Helena Roseta. Há quem acredite que nas próximas autárquicas, o dito movimento pura e simplesmente acabará por se extinguir. Penso que o grande mal neste tipo de "organizações" é não ter uma estrutura, ao contrário dos Partidos tal como nós os conhecemos. Logo, acho que as ideias de condenarem os partidos "à morte", descritas no passado, não fazem qualquer sentido.
.
Mas enfim, é bom ver que a democracia portuguesa ainda vai dando alguns sinais de vitalidade, e claro, que tanto os partidos como os pretensos movimentos deverão contribuir para tal...

Anónimo disse...

Olá!
É claro que a muito daquilo que penso já foi dito por comentários anteriores. Como já enfatizei sou aberto e completamente favorável à liberdade de opinião e de expressão dentro dos limites que as regras de respeito, estatutos ou outros o permitam. Tal como este blog, antes de começar a participar tive o cuidado de ler os estutos do blog incluindo a parte "CCC - comida, convívio e copos" :)
Todos esses movimentos de opinião têm razão para existir e devem existir mas os mentores devem ter o cuidado de não criarem factos que possam afectar a união interna dos partidos e também não se devem esquecer que o fim último da política são as PESSOAS, o POVO e não o alimentar de egos, por vezes, insaciáveis. Infelizmente, por vezes, isso acontece!
Cumprimentos,
A. Costa

Cidália disse...

Paulo Colaço, obrigado pelo acolhimento AKA Elsa.
Não querendo abusar mas aproveitando este espaço aqui estou mais uma vez.
A politica não é a minha paixão, não sou portanto politica.
A frase em geito de conclusão não é por mero acaso. È que eu considero que para se ser politico tem que se ter paixão pela causa ou pelas causas. Não compreendo que um padre se candidate a um cargo político porque tem que pôr comida na mesa. A necessidade não pode ser um viveiro de políticos, sob pena de termos maus representantes nos poderes. Não sei quais foram as motivações do nosso primeiro mas a avaliar pela miserabilidade crescente da nossa sociedade, na base, não está coisa boa.
O Sr Primeiro Ministro até finge preocupar-se e desenha umas reformas (sabemos agora que quanto a desenho estamos conversados). Felizmente para nós, as reformas dos sistemas deixaram de o ser para serem a reforma de alguns. Por mim tudo bem, até se podiam reformar mais alguns.
Quanto à saúde, para nosso bem é bom que sejamos saudaveis...
E que dizer da educação, da violência nas escolas. Sabemos que para resolver casos de agressão nas salas de aulas se criou uma linha telefónica através da qual o professor pode denunciar situaçãoes de violência dos alunos, mas, não seria desejável investir os professores de autoridade? Espanta-se o Sr 1º Ministro que haja manifestações de desagrado? E com esse espanto, como não podia deixar de ser, vem o julgamento a tocar o insulto:"são sempre os mesmos para cada lugar que eu vá". Pois é bom que se vá preparando porque hão-de ser cada vez mais.
Não quererá governar com menos arrogância, pôr nos discursos uma pitadinha de tolerância e respeito e porque não, com uma boa dose de humanidade....
Como sinal de alerta, e sob o ponto de vista social considero o documento da SEDES importante.

José Pedro Salgado disse...

Pessoalmente tenho uma perspectiva muito crítica sobre os pequenos partidos.

Acho que um partido político é uma coisa demasiado importante para haver por aí ao pontapé. Não quero com isto dizer que sou contra a criação de partidos novos, mas aqueles que são criados devem ter uma base de sustentabilidade que lhes permita laborar, e que seja meritória de terem a importância que um partido tem no nosso país.

Paulo Colaço disse...

Tens razão Zé: uma força partidária é uma realidade demasiado importante para que admitemos partidos do tipo "o Toni e os amigos".

No entanto, em quadros de democracia consolidada, qualquer partido que apareça começa sempre por ser um pequeno grupelho. Será pela participação no jogo político que depois ganha forma e cresce.

José Pedro Salgado disse...

Sem dúvida.

Para isso servem os movimentos de cidadãos.

Nélson Faria disse...

Todos esses movimentos de opinião têm razão para existir e devem existir mas os mentores devem ter o cuidado de não criarem factos que possam afectar a união interna dos partidos e também não se devem esquecer que o fim último da política são as PESSOAS, o POVO e não o alimentar de egos, por vezes, insaciáveis.

António Costa dixit - o nosso, não o Presidente da CML

CLAP CLAP CLAP

Tiago Sousa Dias disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Tiago Sousa Dias disse...

E aí vem mais um partido politico... começa a ficar monotono.
Chama-se Movimento Esperança Portugal e o que não vem trazer de novo é dizer como todos os outros que nem é de esquerda nem de direita, que se inclui no centro politico entre o PS e PSD. hehehe
Todos estes movimentos dizem o mesmo o que não deixa de ter piada porque o objectivo claro é não ficar nas alas e tentar captar o centrismo português que ronda os 70% do eleitorado. Enfim é só chicos espertos a tentar furar caminho

jfd disse...

Ha pois é!
Mas são xicos, e são espertos ;)
Pois enquanto o centrão anda à deriva e sem saber o que fazer, vão capitalizando... Mesmo que aos poucos, um cêntimo é sempre um cêntimo.

Agora duvido é que tenham estrutura para lhe acrescentar o necessário valor para deixar de ser um cêntimo!
Pois um cêntimo hoje, vale mais que um cêntimo amanha!

Eduardo Correia disse...

Viva meus caros. Lamento ter visto comentários da minha historia e do MMS que não correspondem de tod a uma realidade. O MMS surge da escrita de um manifesto terminado em Maio de 2007. A decisão de fazer o Movimento Mérito e Sociedade surge em Julho de 2007 e o processo inicia-se em Setembro de 2007. NUNCA antes tinha feito politica e espero um pedido de desculpas do Tiago Sousa Dias por ter publicado neste blog informações erradas e descredibilizadoras.

O MMS é um movimento que apresenta medidas muito concretas para um país onde impera o despesismo do estado e a corrupção. Se o sistema e modelo de governação não for rapidamente alterado, em vez de mudar o país muitos de vós irão mudar de país. Convido-os a informarem-se melhor em www.mudarportugal.org

Terei muito gosto em conversar com quem quiser melhor entender as propostas para Portugal. Eu aceito como possivel a mudança. Acredito que em Portugal há capacidade e talento para fazer muito melhor. Não acredito nos actuais politicos tradicionais e profissionais.

Eduardo Correia disse...

Alem dos partidos que são o unico veiculo para se chegar Assembleia da Republica, começam a aparecer em Portugal um conjunto de espaços de debate estratégico. No proximo fim de semana vou participar num evento denominado Novo Portugal - opções de uma geração, onde cerca de 100 pessoas com menos de 45 anos, referências nas respectivas actividades profissionais, heterogeneas, irão apresentar um conjunto de designios para o país.

Se nada fizermos pouco irá acontecer. Os partidos tradicionais estão fechados em si, e fizeram com que o país esteja (como no Estado Novo) demasiado fechado em si, com demasiados problemas por resolver e sem a capacidade de encontrar uma visão, um horizonte e as respectivas oportunidades. É tempo de gente nova com propostas e sem vicios assumir o destino de Portugal.

Tiago Sousa Dias disse...

Caro Prof. Eduardo Correia.
Seja muito bem vindo ao Psicolaranja. Julgo que não estarei enganado se disser que é o primeiro líder partidário a escrever no nosso blog, o que muito nos honra...
Repare que o tratei por "Prof." não tenho a certeza absoluta que seja essa a sua profissão, bem pode ser engenheiro, ou advogado ou alguma outra mais humilde. A verdade é que o trato por Prof. porque é essa a informação que obtenho na net quando pesquiso o seu nome. Ora, terá que se habituar (esta é uma crítica construtiva sem qualquer ironia) a ser vitima de equivocos. Na sociedade de informação em que vivemos hoje qualquer pessoa pode abrir a página do google, encontrar uma referência ao seu nome, entrar num blog e critica-lo com a informação que obteve minutos antes.
Perdoe-me por isso se de facto essa informação é falsa mas de facto não é do meu conhecimento, nem de alguém que eu conheça que o conheça a si, nem do primo do amigo do vizinho de um tio seu em 3º Grau. É da exposição mediática. Não se preocupe tanto com isso.
Peço-lhe contúdo que se preocupe mais com estas perguntas que lhe coloco:

1- Qual a explicação para a recente moda de criar partidos?
2- Sabe quantos partidos existem em portugal (e peço-lhe aqui que tome em consideração os que estão em fase de recolha de assinaturas como aqueles 2 que referi e exclua o de Manuel Alegre que não acredito que se concretize)?
3- O seu partido também é de centro? De esquerda? Direita? Perdoe-me a frontalidade com que lhe coloco estas questões que, em última análise até parecem algo agressivas, mas no meu perfil que poderá pesquisar na net não se encontra referência à minha caracteristica de personalidade: frontal.

Nota:
Por todas as criticas quanto lhe possa apontar, deixe-me emendar, contúdo, com um elogio. Um bem haja à sua humildade por escrever num blog a sua mensagem politica e não perca essa motivação de transmitir a palavra aos cidadãos por todos os meios que achar útil. Volte sempre que será bem vindo.

Paulo Colaço disse...

Caro Eduardo Correia,
foi muito bom ter aparecido. Vejo que monitoriza a exposição do MMS na web e isso demonstra que não está alheado do que dizem de si e do seu movimento.

Como bem refere o Tiago, quem anda à chuva corre riscos de se molhar. A actividade política (e pública, em geral) tem riscos. Um deles é a circulação de contra-informação.

Parte dela é inocente, parte é intencional. Não foram intencionais as palavras do Tiago que o desagradaram.

O Tiago deixou aqui perguntas pertinentes mas permita que eu acrescente duas:

1 - Se a participação cívica partidária é tão nobre quanto a associativa, o que leva o MMS a querer ser um partido?

2 - Os partidos, como organismos criados por homens, contêm em si elementos perigosos para a democracia: vaidade, individualismo, ganância, incompetência, vingança, inveja, etc. A passagem de movimento a partido (logo, espaço de procura do Poder) não trará riscos ao elemento do meio da vossa sigla?

Saudações e volte sempre.

Eduardo Correia disse...

..

Eduardo Correia disse...

Caros Tiago Dias e Paulo Colaço,
Agradeço a hospitalidade. Antes de passar aos pontos mais importantes gostaria apenas de referir que Tiago Dias em 22 de Fevereiro escreveu:"Este movimento está há 3 anos a tentar arranjar assinaturas.
Diz que o Dr. Eduardo Correia saiu de um partido em litigio (politico entenda-se)- Soube que era de esquerda mas nunca soube qual."
Para mim, em face de tamanha incorrecção, fica em essencialmente em causa a credibilidade de quem profere. Fui educado e educo segundo os principios do reconhecimento do erro. Uma sociedade de pessoas de bem deve funcionar assim. Até demonstração em contrário considero qualquer um uma pessoa de bem, por isso considero a necessidade de um pedido de desculpas e da reposição da veracidade dos factos. Essa é uma das enormes vantagens dos modelos de comunicação que temos hoje ao nosso dispôr.


Considerei necessário constituir um partido politico (e foi uma decisão que tomei sozinho sem debater com ninguem e sem pedir opinião a ninguém - quando falei sobre o tema em Junho de 2007 foi para informar) em face na impossibilidade de um cidadão ou um grupo de cidadãos chegar à assembleia da republica. Em Portugal só é possivel ser-se eleito deputado através de um partido politico. Estou apenas a responder a uma imposição legal. Considero que os actuais 16 partidos politicos estão demasiadamente "in the box" e lutam para ocupar o actual modelo. Não me revejo no actual modelo (considero-o a causa das coisas) e como decidi passar da observação e comentário à acção decidi iniciar este (dificil) trajecto. A história do homem é feita de rupturas. Os ciclos históricos estão cada vez mais curtos. Sinto a necessidade enquanto cidadão de ver iniciado um novo ciclo. Não me parece natural que em Portugal já seja natural que os processos à volta da corrupção e de crimes onde estão envolvidos politicos sejam sempre inconclusivos. Somo a primeira geração que conviveu nas escolas com o género oposto, viajamos mais, usamos a internet desde muioto jovens, vivemos num mundo sem muro de berlim... As referências com que somos governados estão ultrapassadas e os resultados que apresentam não são motivo de orgulho.

Os riscos existem sempre e por isso é necessário constantemente monitorizar e avaliar. Só assim é possivel corrigir. Desse modo a honestidade e transparencia encarregam-se de colar mensagens a mensageiros. Do caso oposto já temos demasiados exemplos.

Por ultimo; Esquerda/Direita: São para mim conceitos demasiadamente ultrapassados. Na história tiveram a sua justificação e papel na definição daquilo que foram temas essenciais ao desenvolvimento socio-economico do seculo xx. Hoje os temas são diferentes, nós somos diferentes daquilo que foram os nossos avós e os nossos pais quando tinham a idade que nós temos hoje, tal como os nossos filhos e futuros netos serão diferentes de nós quando tiverem a idade que temos hoje. O passado serve apenas de referência e base de conhecimento. É na visão do futuro que se constroi o hoje.

Até breve

Tiago Sousa Dias disse...

Caro Eduardo Correia,

Gostei da sua resposta. Parece honesta pelo menos. Mas aqui no Psicolaranja quando disser até breve aconselho cautela pois o hábito de questionar, debater e discutir pode significar que o "breve" é bem mais cedo que tarde.

Brincadeiras à parte tornando a coisa mais séria:

1- Percebo a sua questão de um cidadão comum não conseguir ser eleito para a AR por impossibilidade legal, mas aí existem 2 mecanismos para quem quiser: inscreve-se num partido ou faz lobby para conseguir entrar pelas listas de um partido como independente; ou então luta contra o facto de... ser obrigatório integrar listas de partidos para se ser candidato à AR. Porque esta é de facto uma preocupação sua, julgo que devia ter feito isto mesmo. Doutro modo está a fazer mais ou menos aquilo que se pode criticar ao PPM quando apresenta candidato a Presidente da República.
Em todo caso concordo consigo. Que diz da possibilidade de existirem circulos uninominais com um circulo nacional de compensação? Seria esta ou não uma boa maneira de dar espaço aos cidadãos para se apresentarem como candidatos pelo seu circulo à AR independentemente de a sua candidatura ser ou não apoiada por um partido?
Rezo para que não seja contra pois todos os partidos pequenos são contra com o argumento de que isso levaria à extinção dos pequenos partidos.

2- Diga-me por favor pois não tive ainda a disponibilidade de tempo e mental para ler o seu manifesto (mas prometo que irei ler com toda a atenção e sem cépticismo e posteriormente comentar aqui de forma isenta): o que diferencia o MMS dos outros movimentos mais recentes que (ainda) se estão a (tentar) transformar em Partidos Politicos? A pergunta é em termos ideológicos não em termos comportamentais, porque sobre isso já falei e julgo que já terá percebido. É que sou-lhe o mais honesto possível, vejo todos os movimentos a defender o mesmo e com as mesmas causas: melhor repartição do produto, melhor intervenção do Estado, justiça social, melhor saúde, melhor justiça, melhor trabalho...
Não entenda isto como uma critica ao seu movimento e futuramente partido, entenda como uma dúvida de um jovem que não acredita na capacidade de mudança nos moldes actuais.
Na verdade, como disse e bem, eu cresci sem ditadura, não me lembro quase nada do muro de berlim, nada da Guerra Fria, pouco do Kwait/Iraque... Mas se a memória não me falha ainda eu estava na barriga da minha mãe quando ouvi pela primeira vez a palavra MUDANÇA e até hoje nada muda.
Vou-lhe dar um exemplo: Sá Carneiro falou na Assembleia Nacional (a nomenclatura está correcta) em 68(há 40 anos!!!) sobre "o Monstro" (como apelidou Cavaco Silva já neste milénio) referindo-se à necessidade de cortes na despesa pública, no excesso de funcionários públicos, no excesso de burocracia dos serviços do Estado. 40 anos depois ainda é tema de debate. Reclamar a necessidade de mudança nos dias de hoje não é inovação, é hábito.
O descrédito que para aqui lanço não é para desvalorizar a sua mensagem; antes acho que a verdadeira MUDANÇA só vai aparecer com um líder que seja capaz de assumir na sua liderança que NÃO É POSSÍVEL MUDAR, mas é possível melhorar. Estas maiúsculas não são para falar mais alto, mas para vincar a mensagem de que é possível governar bem com maus meios. Um Estado nunca há-de ser produtivo, nunca há-de ser rentável, eficaz, completamente justo ou utópicamente perfeito. Desde logo porque é construído e gerido por homens que são imperfeitos. Todos somos. Mas mais do que isso porque, admitamos, não há o mesmo controlo de actividade e de serviços quando os bens e o dinheiro não nos pertence. Sejamos francos quanto a isto. Não é possível o Estado ser a bengala de todos; mas é possível os poucos serem mais. Isto para quem defende que o Estado deve ter intervenção social claro. Eu defendo isso mesmo.
Mas mais que isso e eis que existe provavelmente algo que ideológicamente provavelmente partilha comigo, a velha máxima deve ter cada vez mais aplicação: o Estado não deve dar o peixe; deve dar a cana, o anzol e ensinar a pescar.

Desculpe a extensão deste texto, mas gostava de saber a sua opinião sobre tudo isto.

Tiago Sousa Dias disse...

Caro Eduardo Correia,

Gostei da sua resposta. Parece honesta pelo menos. Mas aqui no Psicolaranja quando disser até breve aconselho cautela pois o hábito de questionar, debater e discutir pode significar que o "breve" é bem mais cedo que tarde.

Brincadeiras à parte tornando a coisa mais séria:

1- Percebo a sua questão de um cidadão comum não conseguir ser eleito para a AR por impossibilidade legal, mas aí existem 2 mecanismos para quem quiser: inscreve-se num partido ou faz lobby para conseguir entrar pelas listas de um partido como independente; ou então luta contra o facto de... ser obrigatório integrar listas de partidos para se ser candidato à AR. Porque esta é de facto uma preocupação sua, julgo que devia ter feito isto mesmo. Doutro modo está a fazer mais ou menos aquilo que se pode criticar ao PPM quando apresenta candidato a Presidente da República.
Em todo caso concordo consigo. Que diz da possibilidade de existirem circulos uninominais com um circulo nacional de compensação? Seria esta ou não uma boa maneira de dar espaço aos cidadãos para se apresentarem como candidatos pelo seu circulo à AR independentemente de a sua candidatura ser ou não apoiada por um partido?
Rezo para que não seja contra pois todos os partidos pequenos são contra com o argumento de que isso levaria à extinção dos pequenos partidos.

2- Diga-me por favor pois não tive ainda a disponibilidade de tempo e mental para ler o seu manifesto (mas prometo que irei ler com toda a atenção e sem cépticismo e posteriormente comentar aqui de forma isenta): o que diferencia o MMS dos outros movimentos mais recentes que (ainda) se estão a (tentar) transformar em Partidos Politicos? A pergunta é em termos ideológicos não em termos comportamentais, porque sobre isso já falei e julgo que já terá percebido. É que sou-lhe o mais honesto possível, vejo todos os movimentos a defender o mesmo e com as mesmas causas: melhor repartição do produto, melhor intervenção do Estado, justiça social, melhor saúde, melhor justiça, melhor trabalho...
Não entenda isto como uma critica ao seu movimento e futuramente partido, entenda como uma dúvida de um jovem que não acredita na capacidade de mudança nos moldes actuais.
Na verdade, como disse e bem, eu cresci sem ditadura, não me lembro quase nada do muro de berlim, nada da Guerra Fria, pouco do Kwait/Iraque... Mas se a memória não me falha ainda eu estava na barriga da minha mãe quando ouvi pela primeira vez a palavra MUDANÇA e até hoje nada muda.
Vou-lhe dar um exemplo: Sá Carneiro falou na Assembleia Nacional (a nomenclatura está correcta) em 68(há 40 anos!!!) sobre "o Monstro" (como apelidou Cavaco Silva já neste milénio) referindo-se à necessidade de cortes na despesa pública, no excesso de funcionários públicos, no excesso de burocracia dos serviços do Estado. 40 anos depois ainda é tema de debate. Reclamar a necessidade de mudança nos dias de hoje não é inovação, é hábito.
O descrédito que para aqui lanço não é para desvalorizar a sua mensagem; antes acho que a verdadeira MUDANÇA só vai aparecer com um líder que seja capaz de assumir na sua liderança que NÃO É POSSÍVEL MUDAR, mas é possível melhorar. Estas maiúsculas não são para falar mais alto, mas para vincar a mensagem de que é possível governar bem com maus meios. Um Estado nunca há-de ser produtivo, nunca há-de ser rentável, eficaz, completamente justo ou utópicamente perfeito. Desde logo porque é construído e gerido por homens que são imperfeitos. Todos somos. Mas mais do que isso porque, admitamos, não há o mesmo controlo de actividade e de serviços quando os bens e o dinheiro não nos pertence. Sejamos francos quanto a isto. Não é possível o Estado ser a bengala de todos; mas é possível os poucos serem mais. Isto para quem defende que o Estado deve ter intervenção social claro. Eu defendo isso mesmo.
Mas mais que isso e eis que existe provavelmente algo que ideológicamente provavelmente partilha comigo, a velha máxima deve ter cada vez mais aplicação: o Estado não deve dar o peixe; deve dar a cana, o anzol e ensinar a pescar.

Desculpe a extensão deste texto, mas gostava de saber a sua opinião sobre tudo isto.

jfd disse...

Um Estado nunca há-de ser produtivo, nunca há-de ser rentável, eficaz, completamente justo ou utópicamente perfeito. Desde logo porque é construído e gerido por homens que são imperfeitos. Todos somos. Mas mais do que isso porque, admitamos, não há o mesmo controlo de actividade e de serviços quando os bens e o dinheiro não nos pertence.
Tiago Sousa Dias

Eduardo Correia disse...

Caro Tiago, gostaria de ter mais tempo para poder estar on-line no blog e desse modo dar do modo mais personalizado possivel as respostas às questões. O manifesto mérito e sociedade tem as resposta à maioria das questões que coloca. Pessoalmente não entendo como (por exemplo) um partido com a dimensão do PSD tem um total vazio de ideias e propostas governativas.

Terei muito gosto em poder dar respostas e se considerar necessário marcar uma reunião no escritório do MMS. Considero contudo adequado uma análise ao Manifesto. Será um facilitador.

Até breve