quarta-feira, fevereiro 27, 2008

Como se Castram os Sonhos!


Menezes falou ontem!

Hoje:

O ex-ministro Nuno Morais Sarmento classificou hoje como «avulsa» e «não reflectida» a proposta de Luís Filipe Menezes de retirar publicidade da RTP, considerando ainda que «tardam» as iniciativas políticas do actual líder social-democrata.

Depois do tiro de campanha eleitoral de Sócrates na última entrevista que deu a Nicolau Santos e Ricardo Costa, Menezes atacou ontem, mas hoje não se fez esperar o contra ataque interno!



Não será assim que o PPD/PSD comprometerá a sua vitória em 2009?

Ou os Pseudo Candidatos a Presidente do PSD em 2009+1(entenda-se depois das legislativas) já começam a sentir que afinal em 2009-1 (entenda-se antes das legislativas) ainda é possível?

41 comentários:

Filipe de Arede Nunes disse...

Vitória em 2009 com este género de política preconizada pelo nosso presidente?
Só pode ser miragem!
Cumprimentos,
Filipe de Arede Nunes

Tânia Martins disse...

Com grande tristeza minha também acho pouco provável uma vitória em 2009!

Aquilo que a JSD está a fazer para "crescer" é aquilo que o PSD está a fazer para perder.

Espero que até lá mude!

Tiago Sousa Dias disse...

OK... Comentarei já este post, mas entretanto quem é o senhor da última foto? E Paula Teixeira da Cruz alguma vez foi desenhada para Presidente do PSD?

Diogo Agostinho disse...

Alexandre Relvas!

E quanto a Paula Teixeira da Cruz formar uma corrente e assumir o lugar de Luis Filipe Menezes na coluna do Correio da Manhã, são no mínimo indícios de algo...

Margarida Balseiro Lopes disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Margarida Balseiro Lopes disse...

Já cá venho comentar. Mas respondendo à pergunta do Tiago sobre Paula Teixeira da Cruz: há já algum tempo que se fala dessa possibilidade. O Expresso da semana passada avançava com uma notícia sobre isso mesmo. Alertava para a existência de uma "facção" afecta a mendistas que estariam a apoiar a ex-presidente da distrital de Lisboa.

Quanto a nomes de putativos candidatos a candidatos, o Expresso foi mais longe: avançava com o nome de Pedro Duarte.

Paulo Colaço disse...

Já cá volto mas deixo uma nota.

Claro que é possível ao PSD vencer 2009-1 (como dizes). Muita coisa pode acontecer: desde um escandalo financeiro ou sexual, um caso de corrupção, uma medida demasiado impopular (até mesmo para este Governo), uma zanga de comadres dentro do PS... enfim. Tudo pode acontecer que faça baixar a popularidade do PM e permita que o PSD se aproxime/ultrapasse.

Porém, em minha opinião, apenas o desgaste deste PM fará o actual lider do PSD ganhar 2009.

Em circunstâncias óptimas para cada um (Sócrates na sua máxima força e Menezes na sua máxima força), só em sonhos o segunda ganha ao primeiro.

Quanto ao que está a acontecer a Menezes, nada que o próprio não tenha feito ao seu antecessor...

Inês Rocheta Cassiano disse...

Tiago, tiraste-me as palavras da boca! Foi exactamente o que pensei quando vi o post...

Tiago Sousa Dias disse...

HEHEHEHEHEHEHEHE
Ó Inês mas eu acho que não me expliquei direito, o que levará a uma nova resposta do Diogo e da Margot e lá terás que explicar o que pensaste mal olhaste para a foto.
Alexandre Relvas - fiz o comentário porque não é minimamente enquadrável como alguém candidatável, independentemente do prestigio e qualidade do mesmo, no conjunto das fotos postadas é um desconhecido da população em Geral.
Relativamente à Dra. Paula Teixeira da Cruz não perguntei se ela algum dia foi referenciada para o cargo. Fiz uma pergunta retórica que reformulo: alguém vê na Dra. Paula Teixeira da Cruz a aptidão para ser líder partidária, também aqui, independentemente de outras qualidades que a mesma possa ter como profissional?

Filipe de Arede Nunes disse...

O Pedro Duarte, antigo Presidente da JSD?!
Isso sim, teria nível. O aparelhismo levado ao seu extremo mais agudo.
Tenho ouvido várias intervenções desse senhor ao longo dos últimos anos, e não há nenhuma que tenha suscitado em mim boa ou má memória, o que redunda em grande insignificancia do que costuma dizer.
Cumprimentos,
Filipe de Arede Nunes

Adriana disse...

eu entendo todos os pontos de vista mas sou obrigada a discordar. Enquanto pensarmos com este pessimismo não havemos de chegar a lado nenhum. Menezes ganhou e devemos apoia-lo se queremos ganhar em 2009. Agora quando criticamos o presidente do partido de que somos militantes de forma tão negativista, talvez contribuamos para o seu fim.
é aceitavel que uns gostem mais de menezes ou de mendes ou de pedro duarte ou paula teixeira da cruz mas nos tempos que correm deviamos apoiar o lider do partido e não contribuir para o "partir" do partido.
Ouvi a entrevista e concordo na sua essencia com Menezes.Talvez em vez de criticarmos devessemos reflectir pq que o PM teve uma entrevista no canal generalista e o lider da oposição é remetido para um canal por cabo e sem ser a hora nobre?

António Pessoa disse...

Resumindo, Luís Filipe Menezes está a pedir: não me façam a mim o que eu fiz a Mendes...

Vermouth disse...

Sinceramente não acredito na possibilidade de substituição do lider do Partido em 2009-1. Posso estar enganado, mas não me parece... Quanto às criticas internas, deveriam ser isso mesmo "internas" e não virem para a praça pública criticar abertamente qualquer membro do Partido. Seguramente que o PPD/PSD não está actualmente a atravessar o melhor momento e que nem todos apoiamos o actual lider ou concordamos com o seu percurso até hoje. No entanto, não devemos esquecer que a unidade faz a força e que Sócrates já há muito que entrou em ciclo descendente, sendo possivel em 2009 obtermos um bom resultado! Caso contrário, em 2009+1 poderemos sempre avaliar os resultados eleitorais e proceder a uma mudança de liderança.

João Marques disse...

Touché Colaço. Não me atrevo a acrescentar uma vírgula ao que escreves. Subscrevo, embora eu considere Sócrates um homem cuja plenitude reside na futilidade e no lugar comum... Quando a oposição é fraca, não há excelência que resista, daí ser, para qualquer país, um verdadeiro drama quando "a emenda é pior que o soneto".

Nélson Faria disse...

Tanta coisa já foi dita

1-Tal como MM não se podia queixar do que lhe fazia LFM, o LFM não se pode queixar do que os outros fazem. Foram todos uns sacaninhas enquanto oposição interna. Sò ajudam o engenheiro.

2-Alexandre Relvas é, desde a eleição presidencial de Cavaco, um dos principais nomes apontados como o sucessor do cavaquismo. Empresário, um dos principais meninos do Compromisso Portugal, é um nome a ter em conta.

3-Paula Teixeira da Cruz é falada para a liderança do Partido desde que é Vice de Marques Mendes. Não é uma questão de gostarmos mais ou menos da pessoa: é falada para o cargo.

4-Porque é que o PM falou às 21h em canal aberto e o LFM às 23h em cabo? Porque um é PM e outro é líder de oposição que ainda não se afirmou.

5-Não vi a entrevista não posso falar da generalide. Falo do excerto que vi: a publicidade da RTP. Primeiro: não se pode dizer quanto custa e depois, quando questionado, responder certamente uns quilómetros de auto-estrada. Mau por demais. Segundo: acabar com a publicidade na RTP? TODOS os canais da RTP? Que visão socialista da televisão do Estado: o Estado tudo paga e tudo dá?

A RTP deve é ser privatizada... ficamos com o canal 2 em que se pode considerar que o Estado supre uma necessidade, ficamos com a RTPN (talvez), ficamos com a RTPMobile, criamos uma RTP Memória comparticipada por todos os canais generalistas (caso queiram) e fundimos a RTP Internacional com a RTP África.

P.S. Tenho uma moção escrita já há algum tempo sobre esta matéria. Está guardada para outros tempos ;)

Nélson Faria disse...

Ah... boa malha Diogo ;)

Carlos Carvalho disse...

Gostei do post. Pelo conteúdo e pelo que pressupõe.

O PSD sofre, na minha opinião, de instabilidade constante. Normalmente essa instabilidade surge do lado daqueles que não estão com a liderança do partido, mas, e pior, não a respeitam. Foi assim no passado, é assim no presente.

Falta «algo» ao partido...

Anónimo disse...

Em relação às declarações de MSarmento há que notar dois detalhes...tem a todo custo recusado entrevistas sobre o PSD e falou ontem porque a proposta é ainda mais estupida que a do tempo de Mendes em que Agostinho Branquinho queria privatizar a RTP. As verbas da publicidade já são apenas 50 milhoes de euros por ano, e se se acabar c a publicidade esse valor vai directamente p SIC e TVI, é assim o mercado. Mas os 50 milhoes estão canalizados p pagar as dividas da RTP acumuladas ao longo de anos.
no tempo de MSarmento negociou-se a redução d publicidade na RTP e em troca a SIC e TVI davam de borla conteudos p RTP Madeira, AÇores e RTP Áfrcia e Internacional.

polvo disse...

É verdade. A célebre "noite das facas longas" é uma constante no PSD.

As pessoas estão desiludidas. Querem oposição já e não nos timings definidos pela "entourage" de Menezes. Querem soluções, alternativas, no fundo querem sonhar com uma vida melhor, que este Governo não lhes permite ter.

Em meu entender o candidato do PSD às legislativas será LFM. Tudo aquilo a que temos assistido são meras manobras de diversão cujo fim último é o posicionamento na grelha de partida para o tal 2009+1.

Se Sócrates voltar a ganhar eu aposto num nome que me é muito caro e não foi citado no post: José Pedro Aguiar Branco.

Aceitem um esticar de tentáculo

Paulo Colaço disse...

Sou pela estabilidade dos mandatos.
Quem foi eleito deve ter tempo para cumprir o seu programa.
Só em caso de "gestão ruinosa" é que pondero trabalhar para pôr termo a um mandato.

Creio que ainda não estamos em situação de gestão ruinosa. Creio sobretudo que é feio fazer a Menezes o que Menezes fez a Mendes. É feio e não bonito, como diz o muito lúcido Dr. Mário Soares.

Espero que Menezes não tenha a tentação de se tornar num Ribeiro e Castro, convocando um Congresso legitimador. Seria muito mau para a nossa imagem.

João Marques disse...

Focalizando no tema da privatização da RTP, devo dizer que estou de acordo com o Nélson, sou pela desnacionalização do serviço de televisão. Admito a RTP2 e a RTP Internacional. Já a RTPN, nem pensar pois é apenas uma concorrente da SICN. O Estado não existe para concorrer com os privados, mas sim para complementar a oferta daqueles (e quando tal se justifique).

Quanto ao que diz Morais Sarmento, discordo quase na íntegra. Em primeiro não lhe reconheço um capital político tal que justifique este recente protagonismo. Foi ministro de Estado é certo, mas também aí não percebi bem porquê.
Passando o subjectivismo, há uma coisa que não se pode negar, dizer que a RTP não tem benefício nenhum na luta com as privadas, que está até em desvantagem é, no mínimo, desconcertante. Gostaria então que me dissesse o dr. Morais Sarmento se conhece, nas televisões privadas, a existência de um orçamento afecto às dívidas e outro às despesas correntes e de produção? Se a SIC e a TVI se podem dar ao luxo de receber uma dotação do Estado para fazer face aos custos normais de operação e pagarem as suas dívidas através da publicidade?

Como todos sabemos, as privadas governam-se (bem) com o orçamento que advém das suas receitas publicitárias e capitais próprios. A RTP, por seu turno, dispõe de verbas independentes. Vive como se o seu orçamento estivesse equilibrado, porque não tem de se preocupar com as despesas (a serem pagas pelas tais receitas publicitárias).

E há outra coisa, ao fazer-se depender o pagamento da dívida da receita da publicidade, instiga-se consciente ou inconscientemente à busca das audiências (quanto mais audiência mais receita, quanto mais receita, mais depressa se extingue a dívida), "ergo", à concorrência directa com as privadas, "ergo", à contra-programação e, bem assim, ao desvirtuar do serviço público.

Estou, até, de acordo com a proposta de Menezes e ainda mais estaria se ele fosse mais ambicioso e optasse claramente pelo modelo de serviço público (o verdadeiro), avançando para a privatização da RTP1 e RTPN, é que esse não implicaria qualquer km adicional de auto-estradas.

Nélson Faria disse...

Aguiar Branco, mais um possível nome. Vai falar hoje na SIC Notícias, às 21h, entrevistado por esse guru que é o Mário Crespo.

Quanto à RTP: well done João Marques. Usei argumentação semelhante num trabalho para direito constitucional III em que defendi a privatização dos canais. Ao que parece eu e o Salgado deixámos de ser os únicos liberais assumidos do blogue. (ou estarei enganado)?

Anónimo: toda a razão. A RTP previa receber, em 2007, €50,6 milhões de receitas publicitárias.

Também em 2007 a RTP recebeu €100 milhões de taxa do audiovisual (que todos pagamos na nossa conta de electricidade), e €120 através do OE.

É uma brincadeira que sai carinha este "serviço público de televisão".

Se não garantimos livre acesso às nossas ondas, se os canais de televisão se têm de submeter a licenças de emissão, porque não onerá-los com serviço público. Todos eles?

João Marques disse...

Podemos então subverter a velha máxima "dois é bom, três é demais", nos concisos limites do político está claro. Eu, João Marques me confesso, sou um empedernido liberal. Ah e daqueles a sério, da economia e dos costumes, que nem é neo nem morpheos (esta foi fraca).

(Que fique em acta esta declaração de interesses)

Margarida Balseiro Lopes disse...

Sou militante do PSD. Porém, quando preenchi a minha ficha de militante, não assinei nenhum documento que tolhesse a minha liberdade de expressão e de pensamento.

Apoio e apoiarei o meu líder nas batalhas que tiver que travar para ganhar 2009. Mas, isso não me embarga o discernimento.

A entrevista não foi má. Não começou muito bem, mas no desenrolar da “conversa” com Ana Lourenço, Menezes foi razoável. O que mais inquietou foi de facto a questão da publicidade da RTP, por várias razões: foi um líder do PSD que promoveu (e bem) a privatização da televisão. Só 3 países europeus se dão ao luxo de terem um canal público sem publicidade. Esta ideia implicaria que os contribuintes financiassem o canal. E não menos importante, e numa perspectiva mais eleitoralista: os portugueses querem lá saber se a RTP tem ou não publicidade.

Vários comentadores diziam por estes dias que esta era uma forma de “piscar” os olhos a grandes grupos privados, os que já têm os canais privados ou os que poderão investir no 5º canal. Eu prefiro pensar que se tratou de uma ideia pouco amadurecida do nosso líder.

Nélson Faria disse...

Eu não vi a entrevista (já o tinha dito) mas percebi hoje o que levou menezes a defender esta questão: publicidade e receptividade dos privados.

Hoje (quinta à noite) foi entrevistado em directo na SIC, no Jornal da Noite, onde começando na publicidade mostrou como o dinheiro do Estado poderia ser melhor gasto.

São as vantagens de ter uma agência de comunicação: aproveitou um nicho para ter exposição mediática. Vem na velha senda dos que defendem que o importante é aparecer.

Não digo que concorde mas conseguiu o que queria. Eu prefiria outras ideias (como também já o disse "supra").

Nélson Faria disse...

leia-se preferiria

Paulo Colaço disse...

Quem semeia ventos colhe tempestades.

Na primeira candidatura a lider do PSD, Menezes fez uma campanha anti-Barroso. Criticou as medidas, a postura e a atitude do ex-lider e ex-PM.

Pensava que assim conseguiria apoios na ala santanista. Depois da vitória de Marques Mendes, não deu tréguas ao presidente eleito.

Dava-se ao luxo de criticar as suas ideias e intervenções, dando força ao PS.

Como pode agora queixar-se?

Repito: eu sou pela estabilidade dos mandatos. Tenho dado provas disso mesmo ao longo de tantos anos de participação partidária. No entanto considero a oposição destrutiva tão legítima quanto a construtiva (desde que não se pise a lei).

A Menezes doi-lhe que haja conspiração: é natural, também a outros doeu, mas esta é tão natural como a sua "sede".

Anónimo disse...

O melhor para o PSD é perder as legislativas para se purgar, porque da última vez só purgou metade. Também é preciso perder as câmaras municipais para matar a fonte de financiamento dos politiqueiros rascas que dominam o partido.

Francisco Castelo Branco disse...

Mal vai o PSD....

Menezes não sabe bem o que quer e por onde ir.....
Acho que já se percebeu que não houve mudanças no PSD de Menezes

O nascer de movimentos civicos e correntes de opinião é fruto de insatisfação.
Nao me lembro do tempo de Mendes existirem tais movimentos.
Nao havia muita contestação interna. Apenas a natural oposição de Menezes

Agora com Menezes parece que saltam candidatos.

É pouco provavel que o PSD ganhe 2009. Por várias razões.
Mesmo que consiga tirar a maioria absoluta ao PS o que vai acontecer é uma coligação comunista ou bloquista.
E aí a porca torcerá o rabo.

Eleições antes de 2009?
Mesmo com um lider diferente, o PSD dificilmente vencerá 2009.........

José Pedro Salgado disse...

Pessoalmente estou em crer que um 2009-1 seria daqueles tiros no pé que arrancava tudo até ao joelho.

Acho que Menezes deve ir a votos em 2009, e pelos seus erros, tal como as suas vitórias, "vós os vedes, vós os castigais".

Por mim, espero que o PSD tenha um resultado respeitável (porque, convenhamos, uma vitória é capaz de ser pedir muito) em 2009. Mas caso não tenha, conto com que as devidas elações sejam daí retiradas...

EM disse...

De uma perspectiva diferente:

Penso que Aguiar Branco é o que se posicionou mais cedo para conquistar a liderança do PSD. Não vejo quaisquer problemas em ele vir a representar o partido, antes de 2009, muito pelo contrário.

É possível Menezes perder a liderança antes de 2009. É o pior líder do PSD que eu já conheci.

Se Aguiar Branco conseguir unir o movimento anti-Menezes, ganhará as directas e reformará o grupo parlamentar "Santanista/Barrosista" com pessoal mais trabalhador nas próximas legislativas.

A última eleição foi um mero pagamento de promessas. Raros são os deputados com um currículo prestigiante. Para mim, a maior parte deles não passam de uns calões que atendem "as" empresas públicas de manhã e vão ao parlamento à tarde.

Por acaso sabem quantos deputados da JSD têm o grupo parlamentar? Eu não conheço nenhum.

Por acaso, sabem quantas vezes se debateu no GP a questão de incompatibilidades e o exercício do cargo de deputado? Só recentemente é que abordaram esta questão, com as notícias recentes.

Não acredito que o próximo GP acrodado por Menezes funcione bem. Não acredito que o "Casino Lisboa" fique pela máxima "quem foi? não foi ninguém".

O que acredito é que os contratos de concessão e da renovação das Scuts, Brisa e Lusoponte venham a ser investigados. E que se faça a ponte entre o financiamento partidário do PS e do PSD e as grandes empresas por trás destes consórcios. Vai ser bonito.

jfd disse...

(...)A última eleição foi um mero pagamento de promessas. Raros são os deputados com um currículo prestigiante. Para mim, a maior parte deles não passam de uns calões que atendem "as" empresas públicas de manhã e vão ao parlamento à tarde. (...)

Gostava muito de saber o que têm os Santanistas a dizer sobre isto...

Diogo Agostinho disse...

Adão Silva
Agostinho Branquinho
Ana Manso
Ana Zita Gomes
André Almeida
António Almeida Henriques
António Montalvão Machado
António Preto
Arménio Santos
Carlos Gonçalves
Carlos Miranda
Carlos Pascoa
Carlos Poço
Duarte Pacheco
Emídio Guerreiro
Feliciano Barreiras Duarte
Fernando Antunes
Fernando Negrão
Fernando Santos Pereira
Guilherme Silva
Helena Lopes da Costa
Henrique Rocha de Freitas
Hermínio Loureiro
Hugo Velosa
João Mota Amaral
Joaquim Ponte
Jorge Costa
Jorge Neto
Jorge Pereira
Jorge Tadeu Morgado
Jorge Varanda
José Aguiar-Branco
José Cesário
José Eduardo Martins
José Freire Antunes
José Luís Arnaut
José Manuel Ribeiro
José Matos Correia
José Pereira da Costa
Jose Raúl dos Santos
Luís Campos Ferreira
Luís Carloto Marques-MPT
Luís Filipe Rodrigues
Luís Marques Guedes
Luís Montenegro
Luís Pais Antunes
Mário Albuquerque
Mário David
Mário Patinha Antão
Manuel Correia de Jesus
Maria do Rosário Águas
Maria Ofélia Moleiro
Maria Olímpia Candeias
Melchior Moreira
Mendes Bota
Miguel Almeida
Miguel Frasquilho
Miguel Macedo
Miguel Pignatelli Queiroz-PPM
Miguel Relvas
Miguel Santos
Nuno da Câmara Pereira-PPM
Paulo Pereira Coelho
Pedro Duarte
Pedro Pinto
Pedro Quartin Graça -MPT
Pedro Santana Lopes
Regina Bastos
Ribeiro Cristóvão
Ricardo Martins
Rui Gomes da Silva
Sérgio Vieira
Vasco Cunha
Virgílio Almeida Costa
Zita Seabra



Olhando para os nomes só me resta dizer: bem superiores aos do PS!!!

E já agora no que diz respeito a Aguiar Branco este também estava inserido na escolha do nevoeiro e dos favores???????

EM disse...

Faça as comparações com a bancada durante o governo de Durão Barroso e não com o do PS. E volto a perguntar, aonde é que estão os deputados da JSD? Quem são?

Ana Manso, José Eduardo Martins, Miguel Frasquilho e Luís Marques Guedes são excelentes deputados. O PSD fica bem servido com eles. Os restantes...deixam muito a desejar!!!

jfd disse...

Olhando para os nomes só me resta dizer: bem superiores aos do PS!!!

Sempre ouvi dizer com o mal dos outros posso eu bem...
Se o termo de comparação é a bancada do PS estamos muito mal.
Eu como não tenho conhecimento de causa, pergunto. Fiquei desapontado com a resposta.

Paulo Colaço disse...

Não foi preciso esperar este tempo todo para perceber que o grupo de homens e mulheres que a CPN de Santana Lopes escolheu para ir a votos nas últimas legislativas era o pior "lote" de que tenho memória.

Começou por terem ficado de fora (uns da lista e outros dos lugares elegíveis) alguns dos melhores nomes que a JSD tinha na altura - desde Jorge Nuno Sá a Nuno Matias, passando por Ana Zita Gomes, Paulo Cavaleiro, Carlos Rodrigues, entre outros.

Dizia-se que Santana Lopes era o eterno candidato a líder da preferência das mulheres e dos jovens: pois foram as mulheres e os jovens que mais prejudicados saíram do processo de listas.

Depois, o lugar miserável ou o apagamento total de alguns nomes de grande valor e inegável trabalho.

Não quero amesquinhar quem foi escolhido mas garanto-vos que o mérito não presidiu a algumas "entradas e saídas". E nós tínhamos incluído a palavra "mérito" no discurso político...

Quem fez as listas esqueceu-se que era preciso assegurar capacidade de intervenção em algumas áreas-chave. Um exemplo: Educação e Cultura: sairam da bancada alguns dos mais importantes valores do PSD.

Muito podemos dizer da nossa bancada: uns são bons, outros maus, outros invisiveis. Como em todo o lado. Não creio que a lista tivesse sido feita em noite de nevoeiro: se assim tivesse sido, ao menos havia desculpa!

Diogo Agostinho disse...

A comparação à bancada do PS, foi uma intordução a comprarar comportamentos!

A lista não é a melhor de sempre, até porque há muito não tiínhamos tão poucos deputados! Porém, e comparando com o PS, não asitimos a amúos, do outro lado. Relembro que Manuela Ferreira Leite deveria estar neste lote.

Mas concordo no ponto em que vários foram os critérios para entrada na Assembleia da República.

E interessante seria alterar este modelo de escolha!

A selecção e estas quotas para distritais e pseudo feudos dá nisto!

A lista não é a melhor é o que temos! E faltam nomes, porque não olharam para o Páis como desígnio e preferiram apostar noutras moedas!

Essa é que é essa!

Saúdo o exemplo de Marques Mendes que deu o corpo às balas!

Porém, a escolha de listas está viciada e podre!

Completamente podre!

Diogo Agostinho disse...

Errata

Não era intordução mas sim introdução.

Ah e relativamente a Durão Barroso, não noto grandes diferenças...

Os amigos mais chegados estão lá, os intimos estão em Bruxelas, os de ocasião estão na CMVM, e afins e certamente não ficaram assim tão mal já que de almoço em almoço se reencontram!

EM disse...

Melhorou ou piorou? A participação do G.P. piorou muito. Não estar no Poder não pode ser desculpa, se fosse assim, mais valiam tirar licença sem vencimento e poupavam uns cobres ao Estado (i.e, nós que pagamos isso).

Marques Mendes é uma referência muito positiva, se calhar o líder do PSD que mais me "convenceu" a militar pelo partido. Quanto ao actual, é uma miséria autêntica. A CPN propõs uma alteração nos regulamentos ELEITORAIS, FINANCEIROS e Admissão/Transferência de Militantes sem ouvir primeiro as bases. Isto não é transparência. É falta de consideração!

Paulo Colaço disse...

Estou em pulgas para conhecer as propostas da CPN.

Uma nota: é importante ouvir as estruturas (distritais, jurisdição, bases, etc) na feitura das "leis" internas, mas nem sempre acontece. Quando acontece, aumenta a possibilidade das novas normas acautelarem mais problemas. A democratização da opinião torna as normas mais fortes e eficazes.

Nem todos auscultam os seus pares. São estilos. Menezes não fez pior que alguns antecessores.

jfd disse...

Lisboa, 07 Mar (Lusa) - A direcção do PSD declarou hoje que os novos regulamentos internos vão ser votados no sábado, alegando que são debatidos desde Julho e têm o apoio maioritário do partido, que elegeu Menezes e a sua moção.

O secretário-geral do PSD, José Ribau Esteves, disse à agência Lusa que "com certeza" os novos regulamentos propostos pela direcção do partido vão a votos no Conselho Nacional de sábado.

"Vamos ter a discussão e a votação no órgão próprio", acrescentou.

Segundo o secretário-geral do PSD, a reforma dos regulamentos que está em cima da mesa "foi aprovada pelos militantes nas directas e na moção de Luís Filipe Menezes" e acontece "depois de grande debate no Conselho Nacional, nas distritais e nas concelhias".

Ribau Esteves argumentou que "não pode qualquer grupo de dez militantes pôr em causa o que dezenas de milhar de militantes decidiram", referindo-se aos sociais-democratas que pedem o adiamento da votação e um período de debate sobre as propostas da direcção.

Também o vice-presidente do PSD Rui Gomes da Silva afirmou hoje aos jornalistas, na sede nacional do partido, que a posição da direcção é manter a votação no sábado das novas regras de quotas, militantes, eleições, finanças e das estruturas de emigração.

"O partido reconhece-se nestas alterações", defendeu, referindo que foram "debatidas nos últimos nove meses, desde Julho, desde a campanha para as directas, até hoje e estão na moção de Luís Filipe Menezes".

De acordo com Rui Gomes da Silva, "uma das razões porque Luís Filipe Menezes foi eleito foi porque ninguém concordava com as regras que existiam", designadamente quanto ao pagamento de quotas.

"Esta matéria não sofre de nenhum défice de debate, não é feita às escondidas de ninguém, antes pelo contrário", sustentou o dirigente social-democrata.

"Estamos a cumprir uma promessa que fizemos", sublinhou Rui Gomes da Silva.

"Estamos a cumprir os compromissos assumidos e a cumprir a lei [do financiamento dos partidos]", completou Ribau Esteves, em declarações à agência Lusa.

Ambos disseram que, no PSD, "normalmente, os documentos eram distribuídos à entrada do Conselho Nacional e havia uma, duas horas para votar", como "aconteceu com o regulamento das directas do ano passado", enquanto neste caso os novos regulamentos foram divulgados com dois dias de antecedência.

"O regulamento de quotas em vigor foi aprovado em 2005 só pela Comissão Política Nacional, o que legalmente é correcto, mas nós quisemos levar o assunto ao Conselho Nacional", salientou, por outro lado, Ribau Esteves.

Rui Gomes da Silva destacou ainda que as regras que a actual direcção do PSD quer aprovar no sábado "são as mesmas regras, rigorosamente, com que Francisco Sá Carneiro e Aníbal Cavaco Silva foram eleitos presidentes do partido" e "iguais às de outros partidos".

Quanto à possibilidade de pagamento de quotas em dinheiro, que a direcção quer ver reposta, Gomes da Silva observou: "A não possibilidade de pagar em dinheiro é que nos parece que é ilegal. Porque é que eu hei de desconfiar das pessoas? Numa secção normal do partido toda a gente se conhece".

O vice-presidente do PSD alegou que as mudanças propostas combatem o controlo do processo de pagamento de quotas pelo secretário-geral e que a descentralização para as secções concelhias permite um maior escrutínio por parte de todas as candidaturas aos órgãos do partido.

IEL.

Lusa/Fim