domingo, outubro 08, 2006

Perseguição Policial


Noticia de última hora da SIC no fim do jornal da tarde: "Dois jovens baleados pela GNR em Gaia após roubo de viatura".

Todos os dias nos "entram " em casa noticias de perseguições, de roubos, de sequestros e na maior parte das vezes a comunicação social tenta manipular a opiniao pública. Esta noticia é uma prova dessa tentativa de influência. Porquê que a jornalista não salientou o trabalho da policia em vez de enfatizar o resultado da perseguição?
Em relação as forças policiais, a opinião pública peca por falta de coerência. Senão vejamos, se a policia não actua nas situações é criticada mas por outro lado se a policia persegue ou utiliza dos meios que tem a sua disposição também é criticada e mais é julgada por isso (exemplo da perseguição da semana passada no Porto onde o militar da GNR ja está indiciado por um crime de homicídio simples com dolo eventual). Para mim, esta falta de coerência da opinião pública, muitas vezes, é fruto do trabalho dos mass media e da sua falta de imparcialidade.

7 comentários:

xana disse...

A falta de coerência, de verdade e de imparcialidade tem de ser imputada à comunicação social vergonhosa que este país tem. O povo é burro, e o poder dos média é incalculável.
Enfim, não deve ser para isto que surgiu a liberdade de imprensa.

Paulo Colaço disse...

a liberdade de imprensa cresceu na medida contrária que vai definhando a autoridade do Estado

Lisete Rodrigues disse...

E quando é que teremos cidadãos conscientes, bem formados e informados e que possam eles próprios fazer triagem daquilo que recebem?
No entanto, partilho da opinião de que em Portugal a Comunicação Social poderia definir claramente a sua posição em termos de linha editorial, à semelhança do que acontece nos E.U.A..

carla fernandes disse...

O que ocorre aqui é não só a incoerência da comunicação social, mas também a facilidade de manipulação do "povinho" português, para o qual o que dá no jornal do canal que vê é lei!
E em relação ao julgamento dos oficiais que fazem uso ao seu armamento, já se sabe que o português nunca está satisfeito, como diz o ditado: "é-se preso por ter cão e por não ter!".

Anónimo disse...

Falo por experiencia propria, este sistema de seguranca ao "povo" está longe de ser respeitado e respeitador! os agentes policias em nosso redor estao longe de ser capazes, a verdade é que nao podemos confiar, por isso até que ponto nos podemos sentir seguros? Fala se das reparticoes de financas e outros departamentos onde existem pessoas a mais e incapazes de executar as suas tarefas, e na policia, e na gnr? Eles proprios afirmam consequitivamente que nao tem as condicoes reunidas para perseguir seja quem for!!! Assim quem sao na verdade os responsaveis??? Media, nao me parece!!!

Jorge

Goreti disse...

Nem de propósito este tema, depois do que assisti este fim-de-semana a uma pessoa bem próxima de mim! Em plena estação do metro da Pontinha, quatro individuos de raça negra (quem me conhece sabe que não sou racista)tentaram assaltar o meu cunhado. Tal acto acabou no Hospital com uma linda facada nos rins!!! Numa zona com tanto movimento e transportes públicos não se compreende a falta de policiamento. Resultado...para este Cidadão, que até tem carro novissímo e é grande adepto de causas ambientais, jura que desde o sábado passado, transportes públicos nunca mais!
Mas no entanto não posso deixar de comentar a coragem dos agentes da PSP da Ilha Terceira. Os agentes de trânsito resolveram importar uma técnica já usada em alguns países ditos civilizados.
A técnica consiste em colocar a fotografia de um carro da polícia em tamanho real para fazer os automobilistas reduzir a velocidade. Para além de uma bela imitação, montam o radar por trás da fotografia e escondem-se a tirar fotografias a quem faz sinais de luzes.

Bruno disse...

Acho que o problema maior aqui é a velha história: notícia não é quando um cão morde num homem mas quando um homem morde num cão...

Ou seja, adaptando ao exemplo da Dri: roubo de viatura já não é notícia, é normal. Perseguição policial é capaz de ter algum interesse mas só se houver imagens para mostrar e de preferência com muita chapa amolgada à mistura. Agora, jovens baleados… ah! isso é um furo jornalístico!!! E com isto, estamos a perverter toda a situação porque o que acaba por merecer destaque é um pormenor que apaga o essencial da questão: os nossos bens não estão seguros e a polícia necessita de agir, muitas vezes com violência, para os proteger!

Mas o problema não acaba aqui. Tal como acontece com os bens, também as pessoas vê a sua integridade física posta em e isso tem que ser combatido. E quando há situações de conflito é preciso percebermos que são “os bons” e quem são “os maus”. E pensarmos que os maus, merecem ser tratados com respeito – não descemos tão baixo quanto eles – mas não deixam de ser “os maus”. E isso é tantas vezes esquecido…

Não sei se o povo será burro como aqui já foi dito, não se estará só mal informado ou até influenciado. O que sei é que a nós, como cidadãos interessados e interventivos, compete-nos despertar consciências, por as pessoas com quem falamos a pensar pela sua cabeça para que os media não tenham tanta influência sobre elas e sim o contrário. Se formos todos mais exigentes, os produtos que nos servem terão que ser melhores! Senão, continuaremos a ter os media, os programas de entretenimento, os políticos, os dirigentes desportivos que merecemos… apenas e só aquilo que merecemos!