domingo, março 02, 2008

Ponte para onde?


Qual é a melhor localização para a Terceira Travessia sobre o Tejo (TTT)? O Governo, mais uma vez precipitadamente, aprovou preliminarmente a travessia rodo-ferroviária Chelas-Barreiro no dia 10 de Janeiro. Vozes fizeram-se ouvir noutros sentidos.

A CIP sugere Beato-Montijo (sugestão incluida no estudo Alcochete); a Ordem dos Engenheiros sugere Alverca-Alcochete; a Quercus prefere que a TTT seja exclusivamente ferroviária.

Penso que o despejar de automóveis, quer no Beato quer em Chelas, vai agravar uma zona já hoje problemática no que toca a tráfego. Sinto-me inclinado a defender uma ligação exclusivamente ferroviária, com duas linhas de alta-velocidade e duas de ligação comum, sendo que a nova ligação rodoviária (a existir) deveria ser feita pelo túnel Algés-Trafaria.

Querem saber mais? Sugiro este debate a ter lugar na segunda-feira (3 de Março), às 21h30m no Hotel Roma (Av. Roma) com os oradores:

Prof. Fernando Nunes da Silva (O Urbanismo)
Prof. Franciso Ferreira (O Ambiente) - que devem conhecer da rubrica Minuto Verde-Quercus na RTP
Prof. José Manuel Viegas (A Mobilidade) - estudo da CIP

19 comentários:

Nélson Faria disse...

O debate é organizado pela Distrital de Lisboa - PSD. Os meus parabéns ao seu Presidente Carlos Carreiras e ao organizador (e leitor do Psico) António Prôa. Pela iniciativa e pelo painel.

Paulo Colaço disse...

Atendendo ao organizador, lá estarei!
Psico-malta, vamos a isso?

Margarida Balseiro Lopes disse...

Eu vou!

Francisco Castelo Branco disse...

Amanha confirmo isso

Vermouth disse...

Caso não surja nenhum imprevisto, lá estarei também...

José Pedro Salgado disse...

É um facto: não percebo boi sobre o assunto.

Vou aprender!

Paulo Sempre disse...

A nova ponte será «fixada» sobre os interesses de uns quanto...o resto é para o «Inglês ver».
Abraço

António Prôa disse...

Caros "psicóticos", serei "suspeito" mas acho mesmo que este debate pode ser muito interessante. O painel é de grande qualidade.

Quanto ao vosso interesse, confesso que não me surpreende... Não sendo "psicótico" revejo-me cada vez mais na vossa saudável forma de intervenção política, e por isso sei que estão sempre atentos ao que é realmente importante.

O objectivo é contribuir para uma tomada de posição (e decisão) sustentada. Depois da precipitação das decisões do governo sobre ese assunto, é tempo de demonstrar que a decisão deve ser sustentada.

Pessoalmente tenho a maior das reservas à solução defendida pelo governo, especialmente a inclusão do modo rodoviário a "amarrar" em Chelas. Significará cerca de 70.000 automóveis a serem "despejados" diariamente em Chelas. Significará "entupir" ainda mais vias urbanas já congestionadas e mais poluição.

A inclusão do modo rodoviário já, significa a opção por um modelo de ordenamento e desenvolvimento urbano com que discordo.

E depois há Lisboa... Desgraçadamente não temos um presidente da câmara que defenda os interesses da cidade mas antes que faz "fretes" ao governo.

Agradeço a divulgação deste evento, estando certo que a vossa participação tornará este debate mais rico.

Devo ainda uma palavra de gratidão ao Nelson Faria que, uma vez mais está a dar uma preciosa ajuda na organização do evento.

Paulo Colaço disse...

Caro António Prôa,
obrigado pela amizade!
Lá estaremos, para apoiar o evento, colher informações e participar na polémica.

A importância destas iniciativas é simples: se tiverem conteúdo, forem pertinentes e conseguirem forte mobilização, teremos a possibilidade de desmentir o comentário do caro Paulo Sempre (a quem agradecemos a visita e incentivamos futuras passagens pelo Psico):
- uma opinião pública forte e informada força os governos a decidir correctamente.

Compete aos motores de esclarecimento do público (partidos, imprensa, universidade, etc) promover este tipo de eventos.

O caso do aeroporto de Lisboa é uma lição para todos nós: uma opinião pública alerta impede desmandos como os que o caro Paulo Sempre nos referiu.

Força, António Prôa e Né.

Veja-se

antónio pessoa disse...

Espero que tenham convidado Almeida Santos para orador: um painel sobre os perigos de demolição da TTT...

jfd disse...

LOLOL
Boa malha António ;))

Pessoal, motivos académicos mantiveram-me em sequestro até perto da meia noite...
Contem-me o essencial por favor...

Nélson Faria disse...

Tenho de ir para a fac mas assim que voltar a casa deixo um pequeno relatório dos eventos.

Paulo Colaço disse...

Conta também a história do senhor revoltado por estar no "lado de cá" e não no "lado de lá" da mesa...

É esse tipo de situações que evitamos nos nossos debates: perguntas por escrito para todos perceberem quem é orador e quem é perguntador!

Nélson Faria disse...

Voltei a casa a desoras logo... comento agora.

Grande debate, inclusive a intervenção do Engenheiro Pompeu, que após as exposição do painel pediu para fazer a sua apresentação em power-point.

O Professor Francisco Ferreira (Quercus) foi o único que não defendia uma nova travessia rodoviária. Era favorável à nova travessia ferroviária mas, na rodoviária, nas palavras mais simples de Carlos Pimenta: Os transportes são o único mercado em que a oferta gera procura. Menos travessias rodoviárias é menos carros a entrar em Lx, é menos emissão de CO2.

O Professor José Manuel Viegas não pode ir, por estar adoentado, mas esteve o Engenheiro Miguel Gaspar a substitui-lo.

Quer o Engenheiro Miguel Gaspar quer o Professor Nunes da Silva discordam da travessia rodoviária a montante da Ponte sobre o Tejo: congestionamento da zona oriental da cidade e Avenidas Novas (Rotunda Olaias, Areeiro); alivio da Ponte Vasco da Gama, objectivo errado.

O Engenheiro Miguel Gaspar defende Beato-Montijo-Barreiro. O Professor Nunes da Silva, ainda que não me recorde bem, insistiu mais na exclusividade da ligação ferroviária naquela zona (seja BMB seja Chelas-Barreiro).

Ambos defendem a ligação por túnel Algés-Trafaria como forma de aliviar a pressão na 25 de Abril.

Foi uma óptima iniciativa, que me ajudou a consolidar aquilo que já pensava (como se pode ver da leitura do post).

Vale a pena ir a estas iniciativas.

P.S. Estiveram presentes os psicóticos Tiago Sousa Dias, Paulo Colaço, Margarida Balseiro Lopes, Tânia Martins, José Pedro Salgado, Diogo Agostinho e Bruno Ribeiro... para além de muitos amigos.

Paulo Colaço disse...

E esteve lá também o Nelson Faria.

Diogo Agostinho disse...

Excelente iniciativa!

Assim vale a pena!

Francisca Soromenho disse...

Pena não ter ido! O Professor Francisco Ferreira realmente levantou uma questão interessante.

Nélson Faria disse...

É verdade, também andei por lá ;)

Anónimo disse...

Como já comentei em vários "blogue, eu defendo uma travessia ferroviária para o TGV e outros comboios, entre Montijo e Chelas, por ser mais curta do que no Barreiro, e uma outra só rodoviária entre Algés e a Trafaria e Algés.

A travessia rodoviária Algés-Trafaria retiraria certamente bastantes veículos automóveis da ponte 25 de Abril, que assim ficaria assim disponível para receber o trânsito que já hoje utiliza a Vasco da Gama dada a saturação da 25 de Abril.

O trânsito do novo aeroporto far-se-ia então, sobretudo pela ponte Vasco da Gama, já existente, que ficaria aliviada porque uma parte do seu actual trânsito transitaria para a 25 de Abril ou deixaria simplesmente existir porque os actuais utentes passariam a utilizar o comboio suburbano que servirá certamente o novo aeroporto de Alcochete.

A travessia em Algés poderá ser por ponte ou por túnel, mas a ser feita por ponte terá quer ser tão ou mais alta que a 25 de Abril, por isso a melhor solução e deverá ser por túnel, o qual daria seguimento à CRIL que termina hoje de forma em Algés numa rotunda. O facto de Lisboa passar a possuir uma travessia diferente das restantes teria até interesse estratégico e até militar.

Zé da Burra o Alentejano