segunda-feira, março 03, 2008

Geração Recibo Verde

Numa passeata pelo Chiado, sábado à tarde, a JSD Lisboa deu seguimento à sua luta contra os Recibos Verdes lançando a campanha pela discussão do assunto na AR; a petição pela Geração Recibo Verde.

O que é proposto é:
- Fixação de indemnização correspondente à remuneração mensal no momento da cessação de contrato, a quem se encontre por um período superior ou igual a um ano em regime de contrato de prestação de serviços (recibo verde).
- Possibilitar o acesso ao subsídio de desemprego aos que se encontrem em situação de contrato de prestação de serviços.
- Isenção de pagamento à Segurança Social para trabalhadores estudantes durante um período de 5 anos mediante comprovativo do estabelecimento de ensino.
- Flexibilização e harmonização das leis laborais com o objectivo de promover um mercado laboral mais justo e equilibrado.

Pessoalmente tenho algumas reservas no que toca ao primeiro ponto (remuneração de 1 mês?), não vendo senão justeza nos seguintes...

E vós psicóticos? O que pensam da iniciativa? Alguma reserva?
Acima de tudo, é bom ver que muitas das estruturas da Jota estão em constante ebulição em prol do bem estar da nação! Força Jota :)
E já agora aceitam o desafio de assinar a petição?
Eu não!, como sabem; aguardo pela versão em papel :)

40 comentários:

Anónimo disse...

Olá!
Parabéns JFD (peço desculpa mas não sei identificá-lo (a) doutra forma) pelo post! É bom lembrar estes assuntos e definitivamente mostrar a PORTUGAL que os assuntos sociais sempre foram são e serão uma preocupação da social democracia (alguns reclamam-se como os únicos a defenderem as causas sociais).
Como alguém fez referência numa situação anterior, também eu não me encontro numa situação de recibo verde. Felizmente posso afirmar que tenho alguma estabilidade no emprego.
Nunca me esqueço da solidariedade para com o próximo, da humildade que devemos ter para percebermos que toda e qualquer condição humana é demasiado efémera e volátil (por muito boa ou má que possa parecer), da simplicidade porque devemos todos perceber que (na maior parte das vezes) os pequenos gestos de cada um têm um efeito cumulativo e desencadeiam grandes realizações. É defendendo a causa das PESSOAS que se constrói uma sociedade mais próspera, mais segura, mais livre!
Cumprimentos.
António Costa

jfd disse...

Caro António, longe de mim aceitar esses parabéns.
Pertencem a todos os jotas, que todos os dias fazem um pouco mais plo país que todos nós gostamos!
Viva a Jota
Viva o PSD :)

Jorge Fonseca Dias

Nélson Faria disse...

Eu já assinei, e em papel, porque passei pelo Chiado no Sábado (sofreu o Psico, porque cheguei muito atrasado ao nosso rende-vouz).

Dou os parabéns à Distrital de Lisboa, como dei quando colocaram o tema na agenda. É pertinente e é uma situação que merece superior atenção dos nossos governantes.

Entendo que é uma guerra justa mas a batalha errada.

Esquecem-se que há muitas pessoas que usam os recibos verdes como forma de trabalho sazonal ou maior flexibilidade de horários. Não podemos desvirtuar um regime pela forma como foi corrompido no mercado.

1ª sugestão: fiscalização permanente da IGT de empresas que usam abusivamente este recurso (nós sabemos quem eles são ;)

2ª sugestão: coimas realmente pesadas para quem fôr apanhado em infracção, que não faça a entidade empregadora ponderar na vantagem do crime;

3ª sugestão: inversão do ónus - é a empresa que tem de provar que não tem uma relação exclusiva com aquele agente quando este, num ano inteiro, prestou regular e quotidianamente serviços a uma só empresa;

4ª sugestão: impostos - reduzir severamente a carga fiscal sobre os recibos verdes. Entre 47% e 62% do rendimento de recibos verdes vai para impostos. É uma anormalidade!

Nélson Faria disse...

Esqueci-me de avaliar as sugestões decentemente: as primeiras duas são compreensíveis (não é o meu modelo de mercado, mas compreendo).

As últimas duas não merecem discussão (mas vão ter ;):

o mercado justo e equilibrado não vem das leis, vem dos agentes, vem das boas práticas de mercado - não é uma proposta, é um desejo que não está ao alcance do Estado;

a isenção de segurança social é irresponsabilidade política: no mínimo tem de se defender que temos de mudar este modelo pay-as-you-go. Este modelo não é compaginável com isenções desta natureza.

Reduzam a carga fiscal sobre os recibos verdes, mas não na prestação para a SS.

Paulo Colaço disse...

Em papel, também assinarei: é uma excelente iniciativa!

E fico contente por ver a Jota mexer!

Filipe de Arede Nunes disse...

Excelente ideia e com o meu total apoio.
Compreendo e concordo com o Nelson quando se diz que é preciso compreender a razão de ser dos "recibos verdes" e concordo, genericamente, com as medidas que sugere como forma de luta contra este problema.
Apesar de tudo, acredito que o grande problema e a falta de conhecimento de facto da realidade juridica.
Como sabem, a grande maioria das pessoas que passa "recibos verdes" tem efectivamente um contrato de trabalho, cumprindo todos os requisitos do Código do Trabalho para a qualificação do mesmo.
Seja com for, saúdo mais uma vez a iniciativa que me parece muito positiva.
Cumprimento,
Filipe de Arede Nunes

Tiago Mendonça disse...

Também eu estive na Baixa no Sábado. A secção de Moscavide, vestiu a camisola, e durante uma tarde solarenga ajudou a concretizar uma causa, que consideramos muito nobre.

Achamos pertinente, em especial, o ponto que isenta as contribuições do trabalhador-estudante durante o período de 5 anos. Quem trabalha para pagar os seus estudos, a sua formação o seu investimento em capital humano, só merece o meu aplauso e deve mereçer o apoio estatal.

Depois do Fórum LX, com uma excelente intervenção do Dr.Pedro Passos Coelho, esta iniciativa de rua, que antecede mais uma conferência sobre o voto obrigatório do Professor Marcelo Rebelo de Sousa no próximo dia 15.

A JSD/Lisboa está a trabalhar, é um facto.

Quanto à Nacional, aguardo pelo seu novo site, cuja apresentação parece apelativa. Espero que seja uma forma eficiente de aproximar os órgãos nacionais dos militantes de base nas diversas secções pelo país fora.

Quanto ao trabalho em secções, salienta-se as actividades de Mafra, Secção A e Oeiras. A JSD está em movimento.

Nos próximos dias também poderão contar com novidades vindas do Concelho de Loures ;)

Por último, uma saudação ao PSICO, que mantem uma importância inquestionável na blogosfera laranja.

Nélson Faria disse...

Ninguém duvida que quem trabalha merece apoio estatal... mas ele já existe!

O curso mais barato para o Estado é o de Direito. E mesmo assim o Estado financia mais de 50% do custo do curso.

Mais: o trabalhador-estudante tem benefícios fiscais no IRS pelo pagamento de propinas.

Mais: o trabalhador-estudante tem um regime mais benovelente (e bem) de avaliação.

Questão: o sistema de segurança social é financiado pelos que trabalham. É o nosso sistema, o pay-as-you-go. Se as pessoas deixam de pagar SS, quem paga as reformas dos reformados?

É a guerra certa, mas a batalha errada. É só conhecer o sistema. Baixem a pressão fiscal sobre os recibos verdes... mas a segurança social precisa de reforma, não de menos gente a contribuir. Assim, só se adivinha a falência, pois não há FEFSS que aguente.

Ser socialista tem piada, mas eu gosto mais de ter razão ;)

jfd disse...

Comentário despropositado...
Então o trabalhador estudante já tem apoio estatal...
Por acaso até tenho, tenho os dias de exame e o anterior para poder estudar. E fico-me por ai. Calcula tu Nelson, que há quem pague as suas próprias propinas na totalidade.
Se achas piada ao socialismo mas queres é ter razão, então explica-me qual é a razão de o teu curso ser o mais barato e ainda ter de ser financiado por mim (e muitos mais), contribuinte liquido do Estado?

E já agora que benefícios fiscais tem o trabalhador estudante em concreto?

Fico VERDE com comentários deste género de estudantes do Ensino Público. Há mais para lá da vossa vidinha folgada...

E já que tens razão, qual é o peso das contribuições para a segurança social que têm origem nos contribuintes que esta medida pretende isentar? Gostaria de conseguir perspectivar...

Nélson Faria disse...

Tende calma e recentremos a discussão: eu falo do regime de segurança social. Nada mais.

Eu acho bem que vá menos do dinheiro de quem recebe recibos verdes para o Estado. Concordo. Há uma pressão fiscal exacerbada.

Discordo é que se retire da parcela da segurança social. Porquê? Por causa da solidariedade inter-geracional, que é como funciona o sistema pay-as-you-go.

Sou contra este regime, mas enquanto vigorar não nos podemos dar ao luxo de retirar activos.

Porque funciona o Ensino Superior Público - porque, entende o Estado, ser importante que haja formação tendencialmente gratuita no ramo do Estado. Todos os que preenchem os requisitos têm acesso à "regalia". Quem opta pelo privado corre por sua conta própria, e paga como pode (ou se não puder pagar, fiquem sabendo que 60% da Acção Social do Ensino Superior vai para alunos do Ensino Superior Particular e Cooperativo - o Estado está em todo o lado).

Exemplo de benefício fiscal: a dedução à colecta com encargos de educação.

jfd disse...

LOL Obrigado, já estou mais calmo. Mas fiquei verde, e ficarei sempre que ouvir/ler cenas do género. Defeito de fabrico!!!

Obrigado pelo exemplo.

E falas de duas coisas que, tanto eu como tu (to the best of my knowlege) olhamos com desconfiança:

Ensino superior público tendencialmente gratuito, e Estado em todo o lado.
:)

Várias notas:

- Todos os que preenchem os requesitos não casa com Quem opta pelo privado

- Ainda não sei o peso das contribuições para a segurança social que têm origem nos contribuintes que esta medida pretende isentar

- Um bocadinho sacana tirar partido de algo que somos contra não é? Mas percebo o que queres dizer.

- Não é por eu estar mais calmo, e a conversa recentrada, que deixo de merecer as respostas :)))

Nélson Faria disse...

-Não percebo o comentário do casamento;

-Não sei, pois como todos os dados estatísticos sobre recibos verders são nebulosos (há 86 mil portugueses a requisitá-los e estima-se que 24 mil tenham menos de 30 anos). Mas para a minha posição não é relevante: o problema dos regimes de excepção é existirem e abrirem portas à fraude. E já expliquei porquê: pay-as-you-go. Já há dois activos por cada 1.6 reformados. E o FEFSS não dura para sempre.

-Não é sacana, é racionalidade económica. Além do mais, estaria na FDL mesmo que fosse privada: considero-a a melhor ;)

-Eu penso ter-te respondido. Eu nunca fujo a uma boa discussão ;)

Paulo Colaço disse...

Não tem sido um dia fácil para seguir o psico mas não posso deixar de assinalar este genial "tende calma".

:)))

jfd disse...

Foi genial sim senhor! O seu a seu dono ;)))
Noutra nota, o psico anda que não se pode :)))
Eta gentinha com coisas pra dizer LOL

Guilherme Diaz-Bérrio disse...

Né, embora concorde contigo no que diz respeito à falencia da Seg. Social em Portugal, (tema que dá alias pano para mangas e discussão) isentar os recibos verdes não irá afectar o sistema.

Isto porque é extremamente facil fugir à Seg. Social por intermédio de recibos verdes - Além de ser uma relação desiquilibrada dado que os que pagam não têm direito a subsidio de desemprego.

A título de exemplo, em 2005, os cerca de 400 mil contribuintes a Recibos verdes contribuiram em média com 93 euros cada um para a segurança social. Note-se, 93 euros no ano todo!

Quanto aao tema geral dos recibos verdes, subscrevo o que foi dito pelo Né:
O problema não são os recibos verdes em sí - para mim são um instrumento valido e com utilidade - mas sim o uso abusivo que certas empresas fazem deles.

jfd disse...

Dois comentários:

Et voilá
+
Enfim

LOLOLOL

Nélson Faria disse...

Agora só falta perceber o que dizes JFD.

Guilherme, obrigado por responderes ao apelo ;) (esta secção B)

Não é uma questão de contribuição líquida para o regime Guilherme: todos nós sabemos que os recibos verdes não deveriam substituir contratos. Deveriam ser prestações dispersas no tempo.

É uma questão de moralidade: não se pode defender avulsamente a exclusão da contribuição para a segurança social - agora mais sustentadamente porquê se vê que não teria efeito no bolso do contribuinte - deve-se defender o alívio da pressão fiscal sobre quem paga recibos verdes (que chega a roçar os 40% do seu rendimento).

jfd disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
jfd disse...

E pronto, consoante a fonte da informação, lá vai mudando o discurso:

Não sei, pois como todos os dados estatísticos sobre recibos verders são nebulosos (há 86 mil portugueses a requisitá-los e estima-se que 24 mil tenham menos de 30 anos). Mas para a minha posição não é relevante
vs
agora mais sustentadamente porquê se vê que não teria efeito no bolso do contribuinte

É uma questão de moralidade: não se pode defender avulsamente a exclusão da contribuição para a segurança social
vs
Discordo é que se retire da parcela da segurança social. Porquê? Por causa da solidariedade inter-geracional, que é como funciona o sistema pay-as-you-go.

jfd, o comentário expontâneo, que não é por encomenda :)

Nélson Faria disse...

Podes fazer o corte e costura que quiseres, mas lê bem os comentários: voltei a dizer, no meu último comentário, que para mim não é relevante. Mas não deixo de admitir que agora ganha outra força, com números. Voltei a dizer que para mim é uma questão moral, agora reforçada com a ineficácia no retorno para o contribuinte (dado novo) - diminuição da pressão fiscal JÁ mas não toquem na segurança social. Só se fôr para mudar o sistema.

Lê bem as coisinhas, vá lá ;)

P.S. O teu último versus é muito bom: não mostra disparidade nenhuma. É uma concordância: quero diminuição da pressão fiscal sem mexer na contribuição para a segurança social. Na segurança social tem de se mudar o regime, o modelo, para que surta efeito outras medidas ;)

jfd disse...

Yap, como queiras.
Contigo não vou lá!
Vou sentigo!
Toma lá a bicicleta, dedutível à colecta!

A guerra é correcta, também a batalha.
Que se vençam as duas!!!

jfd disse...

Yap, como queiras.
Contigo não vou lá!
Vou sentigo!
Toma lá a bicicleta, dedutível à colecta!

A guerra é correcta, também a batalha.
Que se vençam as duas!!!

Nélson Faria disse...

Pois Jorge, agora só falta é explicares o porquê de defenderes isso.

Partilha connosco: porque é que isentar durante 5 anos o trabalhador estudante da contribuição para a Segurança Social é melhor que aliviar a pressão fiscal total sobre o contribuinte recibo-verde? (que é o que eu defendo)

jfd disse...

Ora essa porque sim :)
A minha reserva está no post. Não é porque tens uma contra proposta que vou moldar o meu pensamento. Nem tenho de defender ou atacar a tua proposta.
Era o que faltava!
:)

Nélson Faria disse...

Portanto não respondes à pergunta?

É feio, e não é bonito lol

Para quem gosta de perguntar tanto podia dar umas respostas não? ;)

Inês Rocheta Cassiano disse...

Sei que já não vem muito no seguimento, mas não posso deixar de reparar. Falência da Segurança Social? Estava com alucinações ou em 2007 tiveram um superavit de uns bons euros?

Guilherme Diaz-Bérrio disse...

Muito cuidado com os Saldos da Segurança Social, pois tal como na restante contabilidade publica só dizem respeito aos fluxos de caixa naquele ano.

As novas formas de calculo permitiram de uma forma geral aumentar as receitas e diminuir as despesas com pensões o que permitiu saldo positivo em 2007, mas isso não evita a falencia do sistema.

A Seg. Social, como é subejamente conhecido,é um sistema pay-as-you-go: tu pagas as reformas da actual geração de reformados na esperança que os teus filhos te pagam a tua - há quem argumente que isto é também o modo de funcionamento de um esquema em piramide em que os novos investidores financiam os antigos, mas isso é uma discussão mais "ideológica" :P.

A moral da história é a seguinte: A dívida implicita da Seg. Social - o valor total das responsabilidades que o Estado assumiu para com os pensionistas - actuais e futuros, neste momento a contribuir - é um valor entre os 150 aos 200 mil milhões de euros. Para teres noção, o país só produz 150 mil milhões de euros ano!

Obviamente, o Estado não tem o dinheiro - nem nada que se pareça a um valor daqueles, senão nem problemas com deficits tinhamos - e portanto é uma questão de os trabalhadores de um ano contribuirem o suficiente para pagar as depesas daquele ano.

Por ano o estado português transfere seis mil milhões de euros do orçamento geral do estado para a segurança social, de modo a compensar a diferença entre o que entra nos cofres, cerca de 12 mil milhões de euros em contribuições para 18 mil milhões de euros de pensões pagas. Se tivermos em conta que o deficit ascende a sete mil milhões de euros, perto de 4,2 por cento do PIB de 2006, entende-se o porquê da despesa pública ser tida como "rígida". (ainda não dei volta aos dados de 2007, do orçamento da segurança social, mas não hão de andar longe por muita cosmética que faças, pois não houve alteraçoes ESTRUTURAIS com a reforma)

Existem 2 problemas básicos:
Quando Bismark fundou o primeiro sistema de segurança social, em 1889 na Alemanha Imperial, o sistema era perfeito. Descontos até aos 65 anos, idade a partir da qual se poderia usufruir da reforma, com uma esperança média de vida a rondar os 45 anos. Nunca o chanceler alemão da "real politik" imaginou que no próximo século a esperança média de vida duplicasse e a idade da reforma não acompanhasse a evolução.

O segundo é o risco demoggráfico:
Hoje, 1 em cada 10 portugueses tem mais de 65 anos. Daqui a 4 décadas, em 2050, 2 em cada 10 portugueses terão entre 65 e 80 anos e 1 em cada 10 portugueses terá mais de 80 anos, a chamada quarta idade. Um terço dos portugueses, estará a consumir pensões. Se a isto juntarmos os 2 em cada 10 portugueses que estão abaixo do limiar da pobreza, e portanto ao abrigo da protecção do estado, poderemos estar a falar de perto de metade da população portuguesa a consumir a segurança social. Contas simples chegam a um valor, a pagar em 2050, de cerca de 36 mil milhões de euros em pensões, não contando outros subsidios para quem está no limiar da pobreza. Esta-se a falar de 11 por cento do PIB em 2050 ( 25% do PIB actual de 2006).

Não há activos suficientes para pagar estas responsabilidades, dai se dizer que a Seg. Social a prazo está falida.

A este ritmo, e mesmo com as reformas introduzidas pelos ministros Manuela Ferreira Leite, Bagão Felix e Teixeira dos Santos
(de ambos os lados do espectro político), em 2020 o Fundo de Estabilização da Segurança Social vai voltar a ser consumido, indo à falência em meados de 2050. Isto assumindo os pressupostos do governo socialista, que calcula um crescimento médio da economia de dois por cento do PIB, algo sonhador no mínimo.

As consequencias financeiras são muito simples:
A taxa de substituição, ou seja, a quanto corresponde a pensão média paga face ao último ordenado do pensionista é hoje de 75 por cento. Daqui a 20 anos essa taxa descerá para os 50 por cento, podendo no limite chegar perto dos 45 por cento. Assumindo como correctos os dados do Ministério do Trabalho e Segurança Social, o ordenado médio é actualmente de 780 euros brutos por mês. A pensão média paga é hoje de 585 euros, e em duas décadas ficará entre os 350 e os 390 euros. Está-se a assumir que a inflação média se fica pela fasquia dos dois por cento, valor alvo do BCE, e que os salários acompanham o crescimento da economia, crescendo a outros dois por cento ao ano, algo que não será possível de concretizar.

Aqui reside o problema Inês... espero ter esclarecido e peço dsk o cumprimento da respostas :S

jfd disse...

Eu percebi, obrigado Guilherme;)

Nélson Faria disse...

Será que sim???

E justificar porque defendes esta proposta?

Isso é que era bom, tentares sustentar uma ideia. Giro, giro é perguntar.

jfd disse...

Barafusta o que quiseres, esse teu método de guerrilha daqui não leva nada. O que tu queres sobre este assunto, sei eu.
E eu, já devias saber, não entro nesses jogos. Tu bem queres mas não entro. Não é para isso que estou no psico.

E sim, fiquei 100% esclarecido, através da duvida da Inês e da explicação do Guilherme, sobre os saldos da SS.

Nélson Faria disse...

Eu queria uma resposta, mas se não estás à altura...

Relembro a pergunta:

porque é que isentar durante 5 anos o trabalhador estudante da contribuição para a Segurança Social é melhor que aliviar a pressão fiscal total sobre o contribuinte recibo-verde?

Podes dizer muita coisa de mim, mas nunca deixei de responder às perguntas que me fazem, a prestar todos os esclarecimentos e a defender a minha posição. Mesmo que sozinho, mesmo que contra todos.

Fica para memória futura (e eu tenho uma memória, upa upa)

lololololol

jfd disse...

Espera.......... ups não.... I really dont' care.

Até porque a resposta já te foi dada.

Mas como até sou um nice guy;

Quando eu digo:

- Ainda não sei o peso das contribuições para a segurança social que têm origem nos contribuintes que esta medida pretende isentar

Estou a dar espaço para depois entrar com o argumento que essas contribuições em falta, não prejudicam o sistema. O Guilherme avançou isso primeiro:


Né, embora concorde contigo no que diz respeito à falência da Seg. Social em Portugal, (tema que dá alias pano para mangas e discussão) isentar os recibos verdes não irá afectar o sistema.


E ainda bem que foi ele que o disse, pois tivesse sido eu, a tua resposta não teria sido esta:


É uma questão de moralidade: não se pode defender avulsamente a exclusão da contribuição para a segurança social - agora mais sustentadamente porquê se vê que não teria efeito no bolso do contribuinte - deve-se defender o alívio da pressão fiscal sobre quem paga recibos verdes (que chega a roçar os 40% do seu rendimento).


E aqui, como não conseguiste ver defendido a tua ideia, pela tua encomenda, deste o twist-> ou seja já que a SS não faz diferença, vamos isentar todos os impostos... (totalmente irrealista, seria o maior convite à fraude que a estória fiscal já viu!).Em seguida passaste ao ataque, contrapondo o meu TRANSPARENTE ponto de vista, com esta treta:


Pois Jorge, agora só falta é explicares o porquê de defenderes isso.
Partilha connosco: porque é que isentar durante 5 anos o trabalhador estudante da contribuição para a Segurança Social é melhor que aliviar a pressão fiscal total sobre o contribuinte recibo-verde? (que é o que eu defendo)


Consequência? Efeito dinheiro no bolso! De quem não o entregou ao Estado.

O contraponto fiscal é feito por ti. Não o invalidei, nem disse que um é melhor que o outro. NÃO SOU COMO TU.

Mas tem graça... Visto que:

A título de exemplo, em 2005, os cerca de 400 mil contribuintes a Recibos verdes contribuíram em média com 93 euros cada um para a segurança social. Note-se, 93 euros no ano todo!

Então tu:

É uma questão de moralidade: não se pode defender avulsamente a exclusão da contribuição para a segurança social - agora mais sustentadamente porquê se vê que não teria efeito no bolso do contribuinte –(...)

e ainda

deve-se defender o alívio da pressão fiscal sobre quem paga recibos verdes (que chega a roçar os 40% do seu rendimento).

Então, na lógica do pensamento Néziano, eu não tenho de exprimir opinião porque ao validar uma, invalido outra, e estando contra a tua opinião tenho de à força validar a anterior. Se ao contrário fosse, bem estaríamos.

Gosto muito desta -> Era o que faltava!!!!
Já falo de cor, já opino sem fundamento, já me passas atestados de competência, não sei o que defendo, nem como defendo...
E podes adicionar -> Estou-me c%ga#do!

Falar contigo, escrevendo, e neste estado, é ver-te fazer amor com o teu argumentário, e como para isso não precisas de companhia, c ya!

Paulo Colaço disse...

«Falar contigo, escrevendo, e neste estado, é ver-te fazer amor com o teu argumentário, e como para isso não precisas de companhia, c ya!»

Tá visto: começo o dia a rir. Já foi bom voltar a esta discussão!

Continuem assim, "ambos os dois".

Nélson Faria disse...

Nunca foi dada resposta, nem agora.

Pergunta:

porque é que isentar durante 5 anos o trabalhador estudante da contribuição para a Segurança Social é melhor que aliviar a pressão fiscal total sobre o contribuinte recibo-verde?

Aliviar a pressão fiscal total não é isentar de impostos: atenção ao que lês.

Já respondi ao teu corte e costura: lê com atenção jorginho. É uma questão moral, mas tendo em conta o seu fraco efeito quer no bolso do contribuinte quer no bolso do estado, reduzam é a pressão fiscal total.

E repito para que percebas: aliviar a pressão fiscal total não é isentar de impostos por inteiro, como parece quereres alegar no teu contra-argumentário.

E ainda não respondeste porque defendes a ideia. Tentaste dizer que eu era incoerente. E podes dizê-lo: mas defender a tua ideia, responder à pergunta.

Vá lá, não fujas a outra discussão :) Esforça-te caramba!

P.S. Podes sempre fazer como eu: pede a alguém que saiba para explicar. Como eu pedi ao Guilherme para vir cá participar :) Sem medos nem receios

jfd disse...

Dizia eu:

O que tu queres sobre este assunto, sei eu.
E eu, já devias saber, não entro nesses jogos. Tu bem queres mas não entro. Não é para isso que estou no psico.


Agora disseste tu:

P.S. Podes sempre fazer como eu: pede a alguém que saiba para explicar. Como eu pedi ao Guilherme para vir cá participar :) Sem medos nem receios

E agora digo eu:

...

Nélson Faria disse...

Imperceptível o comentário, principalmente por não ser dado novo.

No primeiro comentário a seguir ao comentário do Guilherme escrevi:

Guilherme, obrigado por responderes ao apelo ;) (esta secção B)

A pergunta feita foi:

porque é que isentar durante 5 anos o trabalhador estudante da contribuição para a Segurança Social é melhor que aliviar a pressão fiscal total sobre o contribuinte recibo-verde?

E ainda não foi respondida. Já atiraste ao lado, já atacaste tudo o que escrevi, já usaste o que outros disseram ou deveriam ter dito... só não explicaste a tua opinião.

Ter opinião custa e defendê-la também... mas é um grande exercício :)

porque é que isentar durante 5 anos o trabalhador estudante da contribuição para a Segurança Social é melhor que aliviar a pressão fiscal total sobre o contribuinte recibo-verde?

jfd disse...

Já atiraste ao lado, já atacaste tudo o que escrevi, já usaste o que outros disseram ou deveriam ter dito... só não explicaste a tua opinião.



Ter opinião custa e defendê-la também... mas é um grande exercício :)


És tão cagão...

Nélson Faria disse...

Lembras-te do nosso falar claro, na UV'2005? Quando é que se recorre à ofensa? ;)

Recordo a pergunta:

porque é que isentar durante 5 anos o trabalhador estudante da contribuição para a Segurança Social é melhor que aliviar a pressão fiscal total sobre o contribuinte recibo-verde?

jfd disse...

Quando não há mais argumentos para aturar esta conversa de #!%$"#%".
Por isso, fica lá na tua. És muito bom e tens propostas que são um espectáculo.
Qd for grande quero ser como tu!

Hugz!

Nélson Faria disse...

O que ainda não há é resposta:

porque é que isentar durante 5 anos o trabalhador estudante da contribuição para a Segurança Social é melhor que aliviar a pressão fiscal total sobre o contribuinte recibo-verde?