domingo, março 16, 2008

"Pequeninos": o adjectivo que lhes fica bem


Parece que no comício-festa de 3 anos de Governo, as estrelas do PS passaram o tempo a falar mal do prinicipal partido da oposição. Pode até ser problema da selecção feita pela comunicação social mas um mero consumidor de informação como eu fica com essa ideia depois de ver as peças na TV e ler meia dúzia de notícias nos jornais on-line.

Menezes respondeu - ridicularizando - dizendo que o próximo comício seria no "Portugal dos Pequeninos". A piada tinha mais a ver com o tentar classificar o local do comício como pequeno mas a verdade é que é um adjectivo que fica bem a quem, a pretexto de celebrar o seu trabalho, se dedica a falar mal dos outros.

Ainda por cima quando quem está no Governo é o PS. Não me parece boa política e não devia ter sido isso que os assessores de comunicação lhes disseram para dizer. Isto, assumindo que há assessores de comunicação que dão conselhos aos políticos sobre o que estes devem dizer...

28 comentários:

Paulo Colaço disse...

Então quer dizer que o comício não era de apoio ao Governo mas sim de crítica ao PSD...

Sempre ouvi dizer que levar um pontapé no rabo é sinal que se está na frente. O estranho é Sócrates não ter assim tantas certezas.

jfd disse...

Ontem senti o cheirinho de pré-campanha no ar e que bem que me soube;)
Venham eles, venham todos.
O importante é passar as mensagens para fora. Estas conversas de dentro para dentro, dos dois lados já chateiam !!!

Inês Rocheta Cassiano disse...

Claro que já estamos em pré-campanha. Pelo menos interpretei as duas reportagens passadas na SIC, tanto de José Sócrates como de Luís Filipe Menezes, nesse sentido, como uma tentativa de apelar ao seu lado mais humano.

Eu também sempre ouvi dizer que a saída mais fácil é criticar os outros, quando não se tem argumentos.

Não sei se será infantil perguntar, mas será que este executivo consegue continuar com tal propaganda que lhe renove a maioria absoluta?

Margarida Balseiro Lopes disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Margarida Balseiro Lopes disse...

Penso que não Inês. E, não querendo parecer facciosa, a mega-mobilização dos professores é já um indício disso mesmo.

Confesso que acho caricato o partido do governo organizar eventos desta natureza, e em vez de realçar o trabalho (?) de 3 anos, passa o tempo a falar do partido da oposição.

E não menos engraçado é ver o (a)crítico Jorge Coelho obcecado com o PSD. Alguma coisa vai mal...

EM disse...

Ò Paulo Colaço, quando é que convidas o Mauro a escrever um post aqui no Psico? Insiste com o gajo.

EM disse...

"O PSD têm que se organizar".

O que eu não estava à espera era do Jorge Coelho dizer isto. Um socialista.

Quanto às tiradas de Menezes, eu já não ligo. Total descrédito.

Paulo Colaço disse...

Mauro? Antigo aluno da UV, militante da JSD/Seixal?

Inês Rocheta Cassiano disse...

Não posso deixar de concordar contigo Margarida, mas onde eu queria de facto chegar era ao seguinte: em várias áreas de actuação política, o Governo demonstrou falhas, como por exemplo Obras Públicas (questão do novo aeroporto), Economia (questão da Segurança Social), Educação (crescente revolta dos professores contra o sistema de avaliação), Saúde (fecho de algumas urgências). Todas elas são situações que podiam, de algum modo, ser aproveitadas pela oposição para se afirmar como alternativa credível e viável. O Governo dá-nos estas "oportunidades" de mão beijada e nós não conseguimos aproveitá-las.

Por exemplo, na Grande Entrevista de Luís Filipe Menezes na RTP, (por incapacidade minha talvez) não alcancei o intuito das suas palavras quando disse que o PSD ainda não tinha condições para estar à frente nas sondagens e que, ao mesmo tempo, o PS já não tem condições para ser Governo. Para mim, são palavras ocas que me revoltam ao constatar a nossa incapacidade de fazer oposição.

Algo vai mal, bastante mal...

jfd disse...

Penso que não Inês. E, não querendo parecer facciosa, a mega-mobilização dos professores é já um indício disso mesmo.

Margarida, não me parece que estejas certa.
Afinal no Porto onde estavam os Professores? O que se passou com os sindicatos?
Respondo à questão da Inês, que não tem nada de infantil; SIM!

Como evitar?
Está em cada um de nós! Eu já estou a fazer a minha parte :)
E tu?

Margarida Balseiro Lopes disse...

Jorge,
Não percebeste o que eu disse, mas eu serei mais clara:

A manifestação de professores é já uma amostra da contestação social que este governo terá que enfrentar até às eleições, e que poderá retirar a maioria absoluta a Sócrates.

jfd disse...

Obrigado pela clareza minha querida Balseiro Lopes ;)
Realmente eu percebi!
Eu é que me exprimi mal!
Aliás, exprimi-me num sentido e quero voltar atrás: Não sei!

Poderá beliscar e mesmo danificar!
Mas terão de ser coisas sérias, vindas do nosso lado e com pés e cabeça!

Mas já agora Margarida, já que estamos com a mão na massa, qual a tua análise ao que aconteceu à MANIF silenciosa? Onde estava a contestação?

baccios:)

Margarida Balseiro Lopes disse...

MANIF silenciosa. Análise que que perspectiva? ;)

Se é tão legítima como a outra?
Se tem implicações diferentes?
Se surtiu outro tipo de efeitos?

Tânia Martins disse...

Pois o problema de toda gente! Passaram todo o comício a criticar o maior partido da oposição porquê? Primeiro o balanço que poderiam fazer dos 3 anos de Governo seria tão negativa que lhes daria vontade de saltar da ponte 25 de Abril; e depois 2009 está a chegar e há necessidade de começar a preparar tudo para a “luta”. Eu digo pré-campanha sim! E não é só o PS nem o PSD, mas sim todos!

Sinceramente custa-me a crer que, se o PS ganhar, ganhe com maioria absoluta! Inês já referiste visíveis campos de falhas em que o Governo errou. A população não esquece isso, nomeadamente os fechos das urgência.

Paulo Colaço disse...

Uma nota: o povo tem, normalmente, memória de 6 meses!

Tânia Martins disse...

Colaço, não sei se será assim quando lhes "toca no pêlo". Quando as consequências recaem sobre elas próprias, as sequelas duram bastante tempo!

Paulo Colaço disse...

Miragem, Tânia.
Se as anteriores legislativas espanholas fossem seis meses depois do atentato de Atocha, a mentira de Aznar não teria arruinado a caminhada de Rajoy.

Temos inúmeros exemplos de amnésia popular. Todos nós gostamos de pensar que o povo tem memória mas não tem. Escândalos em cima de eleições surtem efeitos. Muito tempo depois, kaput! Nicles.

Espero que me engane, mas só a queda permamente de popularidade manda governos abaixo.

Até porque os grandes inimigos são os Ministros (saude e educação), não o Partido ou o PM...

Bruno disse...

Só para dizer que tem toda a razão, a Tânia, neste seu último comentário! A diferença entre a justeza das nossas reivindicações vê-se, normalmente, pelo grau em que nos afecta ou deixa de afectar determinada medida governamental.

Neste caso, eu acho que o Governo de Sócrates fez mal a muita gente e começa a tornar-se difícil de explicar o porquê. Pelo que me lembro e li, os Governos do Prof. Cavaco mexeram com muitos interesses instalados, das mais variadas áreas. Mas mexeram com esses interesses a bem das pessoas. Retirando benesses a uns poucos e garantindo mais equidade, justiça e igualdade social.

Sócrates está a garantir o quê a quem? É por aqui que faço a minha análise em que acabo por concluir que este governo tem sido um desgoverno.

Tiago Sousa Dias disse...

Achei degradante, totalitário, arrogante, idiota e presunçoso o comentário de Alberto Martins quando disse: "As coisas más são para pôr para trás; numa ocasião destas só se deve falar das coisas boas e é dessas que vou falar."

Paulo Colaço disse...

Bruno, repito: o povo tem memória de seis meses!
Infelizmente.
O teu executivo constroi uma escola. Passado algum tempo ninguém ta agradece: as pessoas assumem que a escola sempre lá esteve!

Da mesma forma como quem vive perto da linha da combóio já não ouve o barulho nem sente a trepidação, o eleitor habitua-se a tudo.

Executivos chumbam propostas da oposição e meses depois aprovam-nas sob proposta sua. Ninguém dá conta.

O PSD de Almada, como tu me contaste, colocou um cartaz criticando um chumbo da CDU para verbas a bairros sociais. Quando a CDU aprobar, por sua iniciativa, o aumento dessas verbas, a malta agradece com as mesmas mãos que outrora empunhou para reclamar.

(espero que este exemplo saia furado, mas a experiência diz-nos que o povo é amnésico...)

Inês Rocheta Cassiano disse...

Tiago, não me admira que Alberto Martins tenha dito isso pura e simplesmente porque com tanta asneira que já fizeram, é bem melhor não pensarem nisso, senão iriam ficar com muitas crises de azia...

Bruno disse...

Colaço, quando coloquei o comentário a concordar com a Tânia não tinha ainda visto o teu em resposta a ela. Agora, depois de mais esta argumentação temos as bases lançadas para uma psico-discussão ;)

Não deixas de ter razão também no que dizes. Mas a verdade é que vamos tendo alguns casos de pessoas que nunca mais perdoam uma simples falha a um Governo ou a um Partido. O que não me parece também correcto. Nem tanto ao mar, nem tanto à terra.

Essencialmente, acho que podemos concordar num ponto: o povo português (não sendo o único) é muito reactivo do que proactivo e mais emocional do que racional quando chega a hora de exercer o seu voto. E é com pena que digo isto.

Mas estou perfeitamente convicto do seguinte: se o eleitorado visse uma oposição mais credível, com mais garra, mais programa e mais organização, sem dúvida que as intenções de voto não estariam como estão! E também é com pena que digo isto...

EM disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
EM disse...

Ao Paulo Colaço:

Sim. Esse mesmo, do Seixal.

Paulo Colaço disse...

Caro EM, o grande Mauro do Seixal tem a porta do Psico escancarada!

Venham a nós as suas palavras!

:)

Bruno disse...

Os Uvianos do Distrito de Setúbal contam todos com o meu apoio. E têm quase todos espírito psicótico por isso podem passar por cá quando quiserem. Venha o Mauro!

Já agora, quem é o EM?

José Pedro Salgado disse...

Churchill disse uma vez algo do género:

"Uma boa medida de um Homem é a animosidade que suscita entre os seus inimigos"

Quem suscita tanta crítica deve estar a fazer alguma coisa bem.

Bruno disse...

Boa malha, Zé!