sexta-feira, novembro 09, 2007

Peão de um grande jogo




Há 18 anos o Mundo suspirava de alívio, em Berlim tombava o “muro da vergonha”. A Alemanha reunificava-se. Terminava a Guerra Fria acabando com a divisão do Mundo em 2 blocos.

Durante estes 18 anos os países do, antigo, bloco de Leste recuperaram a sua autonomia e encetaram processos de transição para regimes democráticos e economias de mercado, conhecendo profundas transformações e desenvolvimento nas suas sociedades.

18 Anos depois, a União Europeia ultrapassou a barreira da Alemanha Ocidental e acolheu o Leste.

E na Europa de hoje, não existirão ainda muros por quebrar e jogos sem fim à vista?

9 comentários:

Paulo Colaço disse...

Abri o psico e vi dois novos posts com excelentes temas de reflexão.

Começo por este, para um comentário breve, em jeito de "pontapé de saída".


Se existem muros? Sim.
Entre outros, elenco 3:
- O medo
- A Euro-ignorância
- O Euro-oportunismo

O Medo tem provocado, por exemplo, uma negação ao encarar de frente a questão Turca.
A Euro-ignorãncia revela-se no afastamento e desconhecimento das populações face à Europa.
O Euro-oportunismo está presente nos governantes, nas empresas e no zé-povinho. Todos querem sacar massas da Europa e tentam impedir que o vizinho faça o mesmo.

Voltarei.

Tiago Sousa Dias disse...

Ó PAH Ó ELSA!!!
Apetece-me comentar o teu post que é muito bom. Mas não o vou fazer em homenagem à grande fotografia que colocaste. Fala por si.

jfd disse...

Elsa, vinha cá falar na maioridade da queda do muro. E tu, e muito bem, já tinhas tocado no assunto.
Ora passam 18 anos que a Europa fez cair o muro da vergonha. É um bom dia para se ver o Adeus Lenine, o lado cómico da coisa. Pois o outro é demasiado pesado e, volvidos 18 anos, penso que ainda não estão os efeitos totalmente diluidos na Europa do sec XXI...
Os ossies ainda são ossies os wessies ainda são wessies...
O tempo cura e dilui tudo. Talvez a maioridade se atinja ao pleno aos 21! E nesse altura a locomotiva económica europeia já não tenha wessies e ossies :)

Filipe de Arede Nunes disse...

Claro que existem muros!
Negam as pátrias aos povos! Negam a participação aos eleitores! Negam a europa ao mundo!

Também voltarei.
Cumprimentos,
Filipe de Arede Nunes

Paulo Colaço disse...

uma intervenção muito rápida para dizer: oh Filipe, tás muito amargo :)
Precisas de convivio com os psicóticos! Mantém a agenda livre no fim de semana de 24 para 25 deste mês para poderes estar connosco.
Amanha ou domingo posto aqui o cartaz da nossa última iniciativa (pública) de 2007.

Margarida Balseiro Lopes disse...

Antes de mais Elsa, fantástico post!

Este é naturalmente um dia marcante para a Europa. Simboliza o fim de dois mundos: o do lado de cá do muro e o de lá. Temos agora um só, materializado no projecto europeu de Jacques Delors, Jean Monet, Konrad Adenauer e tantos outros.

Quanto à tua pergunta, a resposta é Sim. A Europa tem ainda pela frente uma longa travessia, para que o barco europeu não naufrague.
E aqui surge, por exemplo, a questão turca que é paradigmática e cuja resposta tem merecido temerosos adiamentos.

Tal como o Paulo refere, também a “euro-ignorância” se afigura como um muro até hoje intransponível pelo povo europeu. Por seu lado, este obstáculo origina naturalmente um profundo alheamento em relação às instâncias europeias.

Por outro lado, temos as desigualdades gritantes entre estados europeus e a paz podre que reina com países fora da UE.

Há, no entanto, uma pergunta que me sobeja: se, tal como dizia Jean Monet, “não coligamos estados, unimos homens”, por que razão numa Europa já madura teimam em subsistir tantos muros?

António Pessoa disse...

Muitos muros ainda estão a obstruir o desenvolvimento de vários países que integram a União Europeia. E com o maior reaslismo possível sou defendor que jamais serão destruídos. Exemplo disso são as assimetrias que coexistem nas sociedades europeias.

Tânia Martins disse...

Elsa o meu comentário iria dizer basicamente o que disse António Pessoa por isso só me resta subscrevê-lo...

big mamma disse...

Vivi com muita intensidade a queda do muro.
O mundo deu pulos de contente e eu fui na onda. Não porque fosse uma miuda "fácil" de cativar: a euforia era contagiante mas apenas tocava quem acreditava que um mundo novo estava a nascer.

E nasceu.

Depois vieram as lutas do petróleo, os extremismos, as guerras na europa, o medo dos civis em plenas cidades, metro, prédios, aviões.

Onde é que a história "de fadas" virou "pesadelo"? O mundo está de novo dividido em dois: os que têm consciência da instabilidade da vida na Terra e os que temem pela convivência na Terra (de um lado) e os que continuam a lançar fumos para a atmosfera e os que fazem a diplomacia da guerra (por outro lado).

Esse é o muro actual.