terça-feira, novembro 06, 2007

Duelo


E a montanha pariu um rato...

19 comentários:

Margarida Balseiro Lopes disse...

O almejado confronto Sócrates/Santana no parlamento traduziu-se num estéril e lastimoso regresso ao passado.

Numa acesa troca de galhardetes e de estultas referências ao passado que não trouxeram nada de novo ao debate parlamentar, pouco se falou do OE. Aqui, Portas questionou oportunamente o PM sobre a iníqua carga fiscal das famílias portuguesas.

Quanto a mim, nenhum dos dois sai vencedor.

Ainda assim, há um facto positivo que ressalto da tarde de hoje: Sócrates apresentou um pacote de medidas para o SNS que merece a minha concordância, designadamente, a inclusão da vacina do colo do útero no Plano Nacional de Vacinação e de um pioneiro Plano Nacional de saúde oral.

Paulo Colaço disse...

Não vi o debate, vou esperar por ler/ouvir as notícias para ter uma opinião fundamentada.

Vim apenas para saudar o Jorge pelo seu primeiro post no Psicolaranja.

Abraço Jorge!

(Nota -Guida, deveria também haver um plano parlamentar de saúde oral: podia ser que a qualidade dos debates aumentasse.

Margarida Balseiro Lopes disse...

É verdade, esqueci-me de te felicitar pelo teu 1º post. Venham mais! ;)

Anónimo disse...

Montaram o circo e não apareceram os palhaços...

Bruno disse...

Eu por acaso acho que os palhaços até apareceram... É que o que retirei deste debate foi um Primeiro-Ministro com sede de peixeirada (a avaliar pela forma pouco Estadista como se atirou a Portas e Santana ainda na sua intervenção inicial) e um Santana que se deixou levar na conversa.

Espero bem que treinem um pouco mais para que atinjam um nível aceitável!

Davide Ferreira disse...

Foi um triste espectaculo... mas a verdade é que devido as expectativas criadas em torno deste debate dificilmente podia correr melhor.

Mas o pior de tudo é que em vez de se debater o orçamento de Estado passou-se o tempo a relembrar o passado... e meus amigos do passado apenas reza a historia, o nosso pais precisa é de pessoas que olhem para o futuro.

Um 1º Ministro que no discurso de apresentação usa metade do tempo para falar do passado nunca podia sair vencedor dum debate...

E um lider da oposição que vai na "cantiga" e responde à letra tambem não.

Creio que a Margarida resume bem o pensamento que fica do debate.

"O almejado confronto Sócrates/Santana no parlamento traduziu-se num estéril e lastimoso regresso ao passado."

jfd disse...

Bem ainda faltam dois dias, e penso que hoje e amanha são os dias que interessam. A minha expressão refere-se ao duelo por si, pois a intervenção na tribuna do PSD foi muito boa. Daqui a pouco vai começar o debate na especialidade. Vamos ver se estamos bem preparados eu acredito que sim. Enquanto estudo (oral de contabilidade geral II amanha) vou ouvindo ;)
http://www.canal.parlamento.pt

PS - São 10 horas em ponto, no parlamento toca para a entrada, apenas a bancada do PCP está composta, enfim.....

jfd disse...

Ó PC muito obrigado ;)
Sabes que andei tão stressado com o primeiro post, que o próprio post, também serve pra mim ;) Assim livrei-me do stress do primeiro ;)
Venham mais postas !!!

hugz

Paulo Colaço disse...

Jorge, eu nao estou a ver o debate, por isso, se não te importares, faz aqui o relato a cada meia hora.

(eu sei, é abuso!)

jfd disse...

Depois de o Governo chegar atrasado uns 15 minutos devidos aos afazeres Europeus de Sócrates, o senhor Ministro fez a sua intervenção inicial. É tudo bom. Já existem mais 60 mil empregos directos, o desemprego diminui e estamos muito melhor do que quando tinhamos um governo PSD/PP.
Os últimos 20 minutos têm sido uma troca de galhadertes entre o senhor Ministro e a bancada do CDS/PP ;) Engraçado :)
O senhor Presidente do Parlamento é que tem andando pouco tolerante.

Patinha Antão por parte do PSD fez mais uma intervenção sobria questionando o PS acerca das opções gerais deste orçamento nos parcos 2 minutos disponíveis. Seguem-se os outros partidos e partiremos depois para as discussões dos itens escolhidos por casa grupo parlamentar.

Honório Novo volta ao ataque perguntando qual o perido de conseção das Estradas de Portugal, 99? 49? 39? 59? 29? anos?
LOLOLOLOL O PC também tem graça. Não o nosso PC, mas o outro PC, o da cassete :))

Frederico Carvalho disse...

Ontem acompanhei pela net, toda a discussão do Orçamento de Estado.

Na minha opinião o actual modelo favorece em muito, a pluralidade de opiniões dado que as intervenções são mais rapidas e mais curtas.
Até entusiasma mais quem vê.

Mas se por um lado, salta à vista o lado positivo da rotatividade, os partidos tem pouco tempo para aprofundar algumas matérias.

A minha opinião na prestação dos lideres das bancadas é muito rápida:
Socrátes está muito bem adpatado ao discurso dos que lhe fazem frente. Começou por atacar primeiro, antes que o atacassem. Saiu-lhe bem.

Nota final: 15

Santana, começou muito pausado. Escusava de ter entrado com a deixa de Socrates e a falar dos número do IRS e IRS do seu tempo. Realmente a 2m do fim é que lhe veio a gana para dizer alguma coisa com mais conteudo. Não sai favorecido por ter tido uns 10 avisos do Pres. Da Assembleia a pedir-lhe que concluisse.
E pior que isso: Hoje ouvi na rádio que culpa o Pres. da Assembleia pela falta de tolerância na cedencia de mais tempo.

Se fosse comigo, da próxima levava 0 de avisos. lol

Bom, mas sinceramente acho que a bancada está mais aguerrida com o estilo e presença de Santana.

Nota final: 11

Gostei de ouvir Paulo Portas. Teve uma primeira intervenção boa, com 6 perguntas/propostas de qualidade, que claro, não tiveram resposta.
Na segunda intervenção o homem ainda arriscou em colocar as mesmas questões e pasme-se, não teve resposta novamente.

Já é habito quase.

Nota: 13

Jeronimo, está menos cordial nas palavras. Muito mais "reaccionário" mais agressivo nas acusações.
Esteve repetitivo no discurso, mas sai-lhe bem o "pifio" para classificar a discussão sobre o orçamento.

Nota: 9

Louça, sempre mordaz, com casos muito concretos e aquela demagogia propria da "luta"

quiriquiri quiriquiri

Nota: 12

Claro que estou a fazer uma analise muito superficial, mas em termos praticos de oralidade e conteudo achei fraco.

HOje não ouvi nada. Espero que o Santana se tenha safado melhor.

Inezinha disse...

Já não resta muito para comentar. Subscrevo na íntegra as palavras da Margot: o primeiro dia de debate não passou de um circo, onde a actuação dos intervenientes deixou muito a desejar. Outra coisa não se poderia esperar do primeiro confronto de Santana/Sócrates.
No entanto, a discussão do Orçamento Geral do Estado, do seu mérito ou demérito foi pura e simplesmente esquecido. E estamos a falar de um documento que tem influência directa na vida dos portugueses, não é nenhuma brincadeira.
Fiquei desiludida com o nosso líder parlamentar, esperava que elevasse o nível do debate.

Tânia Martins disse...

Com imensa pena minha não vi o confronto, apenas um excerto na TV e só deu para ver que de facto voltamos aos velhos tempos (embora com algumas posições trocadas).

Não achei que Santana tenha estado mal, penso que optou por uma táctica populista para primeira intervenção como líder da bancada parlamentar do PSD e isso deu uma grande visibilidade ao PSD. Embora uns pensem que essa visibilidade foi positiva e outros negativa, enfim opiniões! Sócrates, por sua vez, não achei que tenha estado a altura de um PM, em vez de discutir um assunto sério, pelo excerto que vi, levou grande parte do tempo a atacar a oposição! Além disso senti que tremeu com as insinuações de Santana (mas como já disse estou a comentar apenas um excerto, não vi toda a discussão na AR).

Fred:

Peço justificação de nota do Sócrates (acho que lhe estás a atribuir muito boa nota) e do Jerónimo de Sousa (ele esteve assim tão bem para conseguir um 9? Será que está finalmente a frequentar umas aulas?)!

Paulo Colaço disse...

Segundo o que li e a maioria das opiniões que ouvi, Santana foi atras da estratégia viperina de Sócrates.

Faz-me lembrar uma das melhores advertência que conheço:

"Nunca discutas com um idiota... primeiro, ele arrasta-te até ao seu nível e depois, ganha em experiência."

Bruno disse...

Concordo com boa parte das opiniões expressas. Santana cometeu o erro de ir atrás da lavagem de roupa suja que Sócrates começou. Mas aquela provocação de comparar resultados deste Governo com o 1º trimestre de 2005 responsabilizando o Governo da altura que apenas estava em gestão é absolutamente rasteira e indigna.

Penso que o PSD e Santana ganharão mais se confrontarem Sócrates directamente com as questões em discussão como faz Portas. É que o PM normalmente não responde e isso poderá ser explorado ainda que a comunicação social não faça grande eco da questão.

Nélson Faria disse...

Acho que as coisas poderiam correr melhor... mas como estratégia inicial a de Santana pode não ser a mais errada.

MM tentou fazer a mesma coisa que o PS em 2002: assobiar para o lado sempre que falavam da governação anterior. PSL e LFM entenderam que deveríamos exorcizar esses demónios decentemente, até porque as razões de queixa da avaliação da comissão constâncio são válidas.

Voltar a instalar a dúvida sobre a seriedade da análise pode não ser tão mau como isso. Desde que pare no final da discussão orçamental.

Bruno disse...

Né,

Concordo contigo em relação à avaliação pouco clara por parte da comissão "constancialista" o que, de resto, até seria capaz de passar porque os portugueses são naturalmente desconfiados e - à partida - acham pouco provável que Constâncio seja isento, sendo militante do PS.

No entanto, se atentares aos resultados, a estratégia do PS em 2002 rendeu bem mais do que a nossa pois provocaram maior quebra de popularidade no nosso Governo do que a que têm agora. Nem Barroso teve o período de estado de graça de que Sócrates desfrutou, nem sequer tinha tido o resultadão que o PS conseguiu.

Definitivamente, as pessoas não "compraram" a acção dos Governos de Barroso e Santana. E não vale a pena continuara a chover no molhado excepto quando tivermos algo de concreto para lhes mostrar.

Exemplos: Sócrates prometeu não subir impostos; olhem para o IVA. Prometeu criar 150.000 novos empregos: olhem para os números. E, principalmente: prometeu melhorar as condições de vida das pessoas; olhem para a vossa carteira...

Tiago Sousa Dias disse...

Achei mais piada ao Ministro das Finanças. Acho que dentro do elenco governativo, Teixeira dos Santos até se destaca. Mas reparem que o homem diz de manhã que descer os impostos nem pensar; depois já é uma questão a pensar para 2010 e à tarde até já dizia que talvez fosse possível em 2009. Quer se queira quer não o homem é bom politico. Quando estivermos em altura de pré-pré-campanha eleitoral e o Governo tomar a decisão de baixar os impostos ou não, há-de sempre ser uma decisão popular: 1- se baixarem os impostos o povo fica contente, a oposição apresenta as declarações de Teixeira dos Santos em que este diz que não dava para baixar os impostos pelo menos antes de 2010, há polémica mas o Povo fica contente. 2-se não baixarem os impostos usam a declaração que diz que não é possível baixar os impostos, a oposição usa a que diz que baixariam em 2009 e o PS contra-ataca dizendo que o PSD essas declarações são populistas. Mais, ficam com um trunfo para poderem prometer em campanha eleitoral que em 2010 os impostos vão baixar.

Nélson Faria disse...

Não penso que o sucesso do PS tenha passado pela sua estratégia. A situação foi muito diferente em 2002 e 2005. A quebra de popularidade de Barroso deveu-se a ter de consciensalizar um país em que tudo era fácil de que tinham de fazer sacrifícios.

Hoje todos sabem o que é o défice, que é mau e que tem de ser combatido. Isso nós conseguimos, mas à custa de grande impopularidade.