sexta-feira, novembro 30, 2007

2 em 1


Amanhã é feriado, mas muitos não notarão. Calhando a um sábado, haverá quem nem venha a reparar que passam 367 anos sobre a Restauração da Independência do Reino.

Dei ao post este título porque quero lançar duas discussões:
1 – 367 anos volvidos, a opinião dos portugueses face ao poderio espanhol mudou muito. Alguns gostariam de viver sob o jugo dos “hermanos”. E vós? Que achais?

2 – Quando certos feriados cujo sentido vem dizendo cada vez menos aos portugueses (o caso deste, o 15 de Agosto, o 5 de Outubro, o 8 de Dezembro) calham a meio da semana, faria sentido que fossem gozados a uma segunda ou sexta?

13 comentários:

jfd disse...

PC
Quanto à primeira questão não tenho muito a dizer... Não sei sempre pensei que a Iberia SA seria excelente. Sem stress

Quanto ao misturar o 8 de Agosto com o 1º de Dezembro e o 5 de Outubro acho que há ai uma maldadezinha tua :) Caiam os 2 primeiros!

Filipe de Arede Nunes disse...

Bem.
A verdade é que tal como em 1580, hoje há muitas ainda capazes de se quererem vender ao outro lado da fronteira ignorando quase 900 anos da história do mais antigo país da Europa e um dos mais antigos do mundo! Com as fronteiras definidas como estão, acredito mesmo que não existirá outro.
A mim, que sou profundamente nacionalista e que amo a minha pátria, perturba-me a facilidade com que alguns se querem livrar da soberania que nos faz únicos. Esta tendência de nos querermos fazer iguais a todos os outros minimiza o que verdadeiramente faz parte da nossa natureza...
Lamento!
Cumprimentos,
Filipe de Arede Nunes

Paulo Colaço disse...

ehehe, oh Jorge, eu não porponho fundir feriados.
Apenas diferir o "descanso" que a sua existência implica. Há uma ideia que, não tendo sido um adepto da primeira hora, actualmente vejo com interesse: quando um feriado calha a uma 3ª ou 5ª, adiantá-lo ou atrasá-lo (respectivamente) um dia para que o risco de ponte - e improdutividade associada - não se abata sobre o país.

big mamma disse...

Ibéria SA enquanto fusao dos nossos dois países é, no mínimo, uma desconsideração à nossa história.

Já agrada pouco alguma humilhação que nos faz ter de "vazar" leite dos açores e mandar os agricultores não produzir. Agora a fusão com Espanha é demais. Um estado que nao reconhece a diferença, tem um chefe de estado não eleito, uma manta de retalhos em que os brios de identidade se sobrepoem à unidade nacional...

Nunca! Devemos aceitar ideias alheias mas isto...

nota: porponho, Paulo Colaço?

JBaptista disse...

Paulo,

juntar P e E numa sociedade anónima era algo que provavelmente se tornaria numa falência à cabeça! Não porque os nuestros hermanos tenham a "siesta" mas porque nós por cá temos formas diferentes de viver a dita "siesta", mais à tuga!

Quanto aos feriados...
São demais, talvez, mas não tenhamos como pretensão apagar feriados para apagar a história, seja ela da sociedade civil ou religiosa! São marcas do passado do nosso país que não devemos deitar pela janela.

Já deitámos tanta história fora....um dia iremos lembrar-nos de tal!

Paulo Colaço disse...

ups, proponho.
(já disse uma vez: os erros na net não são uma violência ortográfica, são a vitória da pressa sobre a atenção)

Sobre Espanha: a únião ibérica é uma faca apontada a cada português. Amizade sim, mais que isso é sexo não consentido.

Nélson Faria disse...

Não sou adepto da Ibéria até porque os países, a médio prazo, mais não são do que marcas. Soberania iremos, numa evolução gradual, perdê-la para a UE. E tal não me choca.

Quanto a feriados sou um pouco mais ríspido. Só vale a pena celebrar aquilo que é valorizado; mas faremos nós algo para os valorizar e lembrar?

Feriados religiosos são, para mim, uma inconsistência do sistema. Manteria o Natal e pouco mais... o Natal é um fenómeno da sociedade consumista mais que evento religioso.

Francisco Castelo Branco disse...

Ainda bem que podemos festejar esta data!
Espero continuar a celebrar o 1 de Dezembro.........
até em termos económicos-sociais!

José Pedro Salgado disse...

Quanto à primeira: NUNCA!

Nada tenho contra espanhóis, mas lutarei contra um jugo espanhol com todas as pás de forno em que conseguir pôr a mão.

Quanto à segunda: sinceramente, acho que muitos dos dias que ainda são considerados feriados (sobretudo os religiosos) deviam desaparecer, por lhes ter desaparecido a causa subjacente.

O dia feriado existia para permitir que o cidadão pudesse comemorar certo evento. Ora, convenhamos que, salvo muito raras excepções, as pessoas já não associam os feriados a nada, quanto mais a algo digno de celebrar.

A acrescentar a isto o facto de um Estado laico, se queria promover feriados religiosos, dever promover para todas as religiões, o que seria incomportável. O melhor era mesmo acabar-se com eles.

Mas já que os temos, que se goze no dia certo, senão seria a cereja no bolo do desvirtualismo.

Margarida Balseiro Lopes disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Margarida Balseiro Lopes disse...

Também não me importaria de viver num país mais desenvolvido, que seria certamente a IBERIA SA (eheheh). Aliás nem sei se atribua o descalabro nacional a Afonso Henriques que bateu na mãe ou se a D. João IV que correu com os espanhóis.

Quanto aos feriados: termine-se com os feriados religiosos. Não faz sentido num país laico.

Tânia Martins disse...

Já que cheguei tarde a este post uma resposta muito rápida (pelo facto de também não ter muito tempo):

1- Não, nunca teria o prazer de me sujeitar ao domínio dos espanhóis! Não me interessa que eles sejam melhores, mas acho que a nossa independência vale muito, e também acho que somos capazes de dar a volta por cima sem precisar deles (pronto confesso que tenho uma certa aversão a espanhóis lol)...

2- O feriado poderia ser sim gozado numa sexta ou numa segunda-feira, penso que não iria prejudicar nada, na Suiça acontece isso e vivem bem na mesma!

jfd disse...

As minhas referências eram puramente economicas no sentido lato!
Nada de identidades. Cada um tem as suas. Paella e Cozido à Portuguesa não vão bem, nem Castanholas e Galo de Barcelos, mas podem estar na mesma mesa na mesa sala e servirem o mesmo fim; o bem de Portugueses e Espanhóis ;)