sábado, janeiro 05, 2008

Para o fim de semana III - Cavalgando a onda das Presidenciais

Este vídeo tem a II (e melhor) parte do discurso de vitória de Barack Obama na quinta-feira.

Uma lição no que toca a discursos de motivação.

34 comentários:

Bruno disse...

Não vi o vídeo todo mas pelo que tenho ouvido de Obama e do que vi nas notícias sobre este discurso destaco o seu posicionamento de falar para o exterior, de lançar mensagens já quase como candidato a Presidente (e não a candidato democrata) e de ter um discurso positivo cavalgando a sua própria onda de vitória.

É novo mas eu começo a gostar dele...

Vermouth disse...

Gostei muito desta parte do discurso do Obama. Como se diz no Norte de Portugal - "Este homem é um Senhor!" Espero vê-lo como futuro Presidente dos EUA. Veremos agora os resultados eleitorais nos próximos estados...

Nélson Faria disse...

Enquanto estiverem ao computador, ou em casa a limpar o pó ou a cozinhar, em vez de ouvir música experimente ouvir este discurso. Está no youtube, mas não precisam de o ver. Demora 22 minutos. Exactamente o tempo que um bom orador deve demorar ao fazer um discurso.

http://www.youtube.com/watch?v=jPtg-gvgWhE

P.S. Estou a ficar preocupado com estas eleições. Não estava tentado a apoiar um Democrata desde que comecei a pensar política norte-americana (foi há pouco tempo, sensivelmente 4 anos).

jfd disse...

Este já está a ser considerado O discurso...
Afinal um negro, um estado branco, uma primária, por menos representativa que seja, uma vitória é uma vitória...Ventos de mudança? Até quando? :)

Vou ouvir os Marcelos lá do sitio (que são bués) para sentir o que por lá se passa :)

jfd disse...

We and You not I

Bruno disse...

Boa ideia Né! Quando a minha gaija acordar vou ouvir o discurso do Obama ;)

Nélson Faria disse...

O Chris Matthews do Hardball está mais que rendido a Obama, e o apresentador do Meet the Press (não me recordo do nome) também faz análises muito lisonjeiras.

Todos os comentadores chamam a este discurso que postei o melhor que ouviram na última década (no mínimo). É verdade que às vezes há tendência para exageros (sempre), mas que o homem promete...

Isto para um tipo cuja mãe é do Kansas, o pai do Quénia, nasceu no Hawai, mudou-se para LA, estudou na Indonésia, estudou em Nova Iorque e Boston, exerceu em Chicago e mora em Washington (por representar o Illinois no Senado).

Chamam-lhe o candidato da globalização, os EUA século XXI.

É a euforia do momento, o Big Mo'. Ao que parece, Republicanos e Democratas vão deixar de ser simpáticos para com ele (é o que as equipas de estratégia estão a deixar escapar).

José Pedro Salgado disse...

Ninguém me tira da cabeça que este estilo é o Bill Clinton. Vejam só este bocadinho de um discurso do candidato a Primeiro-Damo.

jfd disse...

É o Tim Russert se não estiver mal escrito, Né.
Mas os dois muito esquerdinhos. Aliás da NBC e da MSNBC só o Tucker Carlson é que é direitinho (que eu saiba!);)
Mas lindo lindo é ouvir o Bill O'Reilly e o doido John Gibson. Estes na radio, na Tv há muitos. Na FOX predomina a direita, nos outros a esquerda. É sempre uma guerra interessante. Mas acabam quase todos por dizer o mesmo.

Zé Pedro o Clinton domina. Ele chega a um local e ilumina. Entusiasma. As pessoas têm-no como grande orador. Empático. Etc e tal. São todos muito bem treinados, outros têm aquilo nos genes. Bill é dos últimos, Obama também me parece que sim. Já a Hillary parece-me um elefante a tentar ter jeitinho dentro dum castelo de cartas!

E já repararam como o ex Pastor se parece com o Kevin Spacey lol

Tânia Martins disse...

Gostei muito do discurso, convincente e preocupado. Ainda é pouco para gostar deste senhor, mas que tem valor, lá isso tem!

Nélson Faria disse...

Esquerdinhos são, mas ao menos não são da FOX. Se acham a TVI má experimentem a FOX News... somos uns meninos ao pé deles.

O O'Reilly Factor é desprezível: uma péssima tentativa de imitar o Jon Stewart (que perdeu muito do gás do início por se tornar demasiado esquerdóide, é verdade) mas ainda assim tem piada, ao contrário do Bill.

O John Gibson não conheço... mas vou fazer um esforço.

O Bill Clinton é um grande orador e, de facto, o Huckabee é parecido com o Kevin Spacey. Mas agora, que quando era governador do Arkansas o tipo era anafado ;)

Quanto ao estilo Clinton: sim é um bom orador, mas acho-o mais parecido com o Marter Luther King Jr. Principalmente na dicção: reparem no you did thiiiis, inevitabllle ou United States of Américá. (Cito de cor, já o ouvi umas quantas vezes).

José Pedro Salgado disse...

Continuo na minha. Bill Clinton mencionou várias vezes Martin Luther King como inspiração pessoal.

Paulo Colaço disse...

É um bom discurso, bem proferido, um bom tom.
Só receio que tenha sido treinado para parecer vindo da alma, quando vem apenas da psicologia e dos livros.

Espero estar enganado ou não toldado pelo apoio que estou a "dar" a Giuliani.

Né: se um bom discurso leva 22 minutos, que dizes a um de 27... (remember Espinho)

Nélson Faria disse...

Portanto, Barack imita alguém; Bill parece Martin; Barack parece Martin; em vez de ambos imitarem Martin, Obama está a imitar o Bill. Faz sentido, dá jeito.

Ó xô Colaço, não é um bom discurso que demora 22 minutos: um bom orador pode dar-se ao luxo de no máximo falar 20 minutos... a partir daí está a abusar ;)

Um dos melhores discursos da história demorou cerca de 2 minutos a ser proferido e tem somente 272 palavras: discurso de Lincoln em Gettysburg.

Nélson Faria disse...

Dito isto, o Colaço é um grande orador e pode dar-se ao luxo de falar mais de 20m... mas está a abusar;)

Agora...

The Gettysburg Adress

Four score and seven years ago, our fathers brought forth upon this continent a new nation: conceived in liberty, and dedicated to the proposition that all men are created equal.

Now we are engaged in a great civil war. . .testing whether that nation, or any nation so conceived and so dedicated. . . can long endure. We are met on a great battlefield of that war.

We have come to dedicate a portion of that field as a final resting place for those who here gave their lives that that nation might live. It is altogether fitting and proper that we should do this.

But, in a larger sense, we cannot dedicate. . .we cannot consecrate. . . we cannot hallow this ground. The brave men, living and dead, who struggled here have consecrated it, far above our poor power to add or detract. The world will little note, nor long remember, what we say here, but it can never forget what they did here.

It is for us the living, rather, to be dedicated here to the unfinished work which they who fought here have thus far so nobly advanced. It is rather for us to be here dedicated to the great task remaining before us. . .that from these honored dead we take increased devotion to that cause for which they gave the last full measure of devotion. . . that we here highly resolve that these dead shall not have died in vain. . . that this nation, under God, shall have a new birth of freedom. . . and that government of the people. . .by the people. . .for the people. . . shall not perish from the earth.


Já alguma vez se tinham perguntado donde vinha este mítico do povo, para o povo, pelo povo? Nem mais, é Lincoln.

Bruno disse...

É um belo discurso! E mostra como a capacidade de síntese é importante. Se não fosse tão curto dificilmente nos daríamos ao trabalho de o ler.

Obama tem realmente uma grande capacidade de oratória. Isso é importantíssimo para um presidente norte-americano. Tenho para mim (expressão dedicada à minha filha Inês) que um Presidente dos EEUU é, antes de mais, um "produto" que tem que ser "comprável" aos olhos do Mundo. E Obama consegue passar uma mensagem, consegue ser ouvido, comsegue cativar.

Falta saber se o que está dentro da embalagem é também de qualidade. Mas isso vai ele mostrar nos próximos tempos.

Quanto ao "esticanço" do Colaço, realmente só rendeu porque ele tem também o dom da palavra. E a verdade é que irritar os adversários por falar tanto tempo é sinal de que não mostrava cansaço e continuava a desferir golpes certeiros.

Lembro-me ainda de um dos discursos mais arrepiantes que ouvi e foi num Congresso da JSD. Gonçalo Capitão na sua despedida na Póvoa de Varzim. Acho que terá ultrapassado a meia hora. Mas a ovação final, essa durou muito mais (proporcionalmente, como é óbvio). Daí levou o Gonçalo a responsabilidade de manter o nível. Por enquanto...

José Pedro Salgado disse...

Nélson:

Nunca disse que ninguém estava a imitar ninguém.

Como costumas dizer, e muito bem, cada qual tem o seu registo. Eu acho que o de Barack Obama e de Bill Clinton são parecidos. Já não vejo tanta semelhança entre Barack e Luther King.

No entanto consigo mais depressa ligar o estilo de Clinton a Luther King.

Porquê? Não sei.

Esta é a parte que aprecia os discursos que não repara onde está a pausa para respirar ou o aumento de volume para enfatizar.

Mas a ligação que faço é esta.

Understand?

José Pedro Salgado disse...

E já agora, relembraste e bem o "of the people. . .by the people. . .for the people. . .".

Essa sim a marca de um grande orador, os sound bites.

E eu gosto muito mais de outro, também de um grande orador (que não me faz lembrar ninguém) mas que geralmente falava por mais de 20 min. mas com toda a gente a ouvi-lo:

"(...)we shall not flag or fail. We shall go on to the end, we shall fight in France, we shall fight on the seas and oceans, we shall fight with growing confidence and growing strength in the air, we shall defend our Island, whatever the cost may be, we shall fight on the beaches, we shall fight on the landing grounds, we shall fight in the fields and in the streets, we shall fight in the hills; we shall never surrender(...)"

Nélson Faria disse...

I stand corrected.

Grande Winston, um senhor. Esse discurso demora exactamente 12 minutos e uns pózinhos. Tenho-o na íntegra no portátil, dito pelo próprio :) (o do Lincoln já não, desvantagens tecnológicas)

É de certo sábio não correr para os abraços do Obama. Eu estou inclinado por começar a achar Giuliani uma decepção na sua presença em público. Farei o derradeiro sacrifício de ouvir todos os seus vídeos (de Giuliani) para ver se a sua agenda me convence.

Outra coisa interessante é saber que não sou o único tentado: 3% do eleitorado de Obama no Iowa era Republicano... registados... quantos mais foram ao caucus democrata para votar Obama e não assumiram o seu estatuto de republicano registado?

Mas sejamos honestos: esta euforia em torno de Barack Obama é fogo fátuo; nas sondagens a nível nacional ele ainda está a 20% de Hillary. A sua vitória no Iowa, e a sua mensagem de mudança e esperança amplificada pela vitória (o tal Big Mo'), já fizeram com que para New Hampshire (terça-feira) Obama já tenha reduzido a sua desvantagem de 6 pontos para uma vantagem de 2 sobre Hillary (na sondagem do Real Clear Politics) ou empatado a 33% (na sondagem da CNN).

Directas, primárias... a democracia no seu melhor e pior, mas Democracia. Genial!

Nélson Faria disse...

O BIG MO'
Filas para entrar nos comícios, uma hora no tráfego para chegar ao local, abertura de salas adjacentes para as pessoas não ficarem ao frio, subida de 8 pontos nas sondagens (foi sustentado, pois vinha de trás a aproximação, mas foi um salto significativo).

Isto é a campanha de Obama em New Hampshire.

Paulo Colaço disse...

Uma nota:
Tenho algum receio que Obama seja fruto de muito ensaio. Ainda assim, é o democrata da minha preferência.
A luta final deveria ser Obama Vs Giuliani. Porquê? Qualquer um deles representa um passo em frente para se voltar a acreditar numa América dos cidadãos.

Nélson Faria disse...

Sondagens reveladas entre Sábado e Domingo: Obama lidera New Hampshire em média por 7% percentuais. A maior parte das sondagens dá-he vantagem de dois dígitos e 53% dos republicanos de NH afirmam gostar de BO.

Pode ser ensaiado, mas é um verdadeiro fenómeno como nunca tinha visto: esquerda/direita, norte/sul, este/oeste, homens/mulheres, jovens/idosos... leva-os a todos.

Bruno disse...

Colaço, deixa-me atacar um pouco o teu romantismo. Qual é o mal de um político ser trabalhado? Qual é o mal de ele se preocupar com a imagem, com a oratória, com os indicadores?

O mal só estará se no final, depois de espremer, não sair sumo. O mal só acontecerá se a imagem que transmite for uma farsa. Agora, pegar numa boa matéria prima e transformá-la num produto final de qualidade, com uma "embalagem" atractiva e uma comunicação eficaz...

Não te esqueças que agora és um profissional de comunicação ;)

Paulo Colaço disse...

Bem metida, caro Edwards!

Citando o DN, a senhor HCL anda desesperada.
"Quero a mudança e já a levei aos americanos", declarou Hillary, reivindicando as reformas empreendidas nos anos 90 pela Administração do marido.

John Edwards acusou-a de ser a "representante do status quo", logo, nunca será o rosto da tão ansiada mudança democrata.

Nélson Faria disse...

Notícia no International Herald Tribune de ontem (infelizmente só o estou a ler hoje):

BERLIN: Barack Obama's popularity extends far beyond Iowa and into the heart of Central Europe. Germany has swiftly developed a serious case of Obama-mania.

Obama's high standing goes beyond his opposition to the Iraq War, which has always been unpopular here. The sudden crush is intimately bound up with the near constant comparisons here between the young senator from Illinois and President John F. Kennedy - still admired in Germany and particularly in Berlin - which have stuck fast as his identity in the German press.

The Berliner Morgenpost over the weekend ran with the headline, "The New Kennedy." The tabloid Bild went with, "This Black American Has Become the New Kennedy!"

An editorial in the Frankfurter Rundschau went one historic president better with a headline that read simply: "Lincoln, Kennedy, Obama," adding that "hope and optimism" are "the source of the nation's strength."

Obama's newfound popularity among Germans underscores not only the breadth of his appeal but also the opportunity he might have as president - though he is still far from the White House, much less his party's nomination - to mend fences abroad as well as at home.

Paulo Colaço disse...

Bruno, compreendi a tua mensagem (bem como uma nota do Né, giulianista como eu e o como o Salgado) e respondi-vos no post "Todos os olhos em New Hampshire".

jfd disse...

O Brit Hume do Political Grapevine da Foxnews também gostos dessa reportagem alemã (weird) vejam isto
http://www.foxnews.com/video/0,4861,3,00.html#

Nélson Faria disse...

A discussão com quem se parece BO ficou arrumada ontem. O discurso Yes We Can de Obama é um decalque de qualquer discurso de Martin Luther King.

É uma pena Salgado. Win some, lose some ;)

http://www.youtube.com/watch?v=Fe751kMBwms

Nélson Faria disse...

Para quem não tiver paciência de ver o discurso Yes we can! todo, vejam do minuto 10 em frente. A técnica é esta:

Martin Luhter King - We shall overcome!

http://www.youtube.com/watch?v=Zxc8QxQfYbs

P.S. Dan Rather, jornalista mais conhecido entre nós pelas colaborações com o 60 minutos, um dos grandes pivots de sempre dos EUA, também acha que Obama soa a MLK.

jfd disse...

Não é decalque. É inspiração assumida sem novidade nem preconceito nenhum

O Dan Rather tá velho e paranoico. Está com um processo de 60 milhões contra a CBS por causa do 60 Minutos do Bush e do seu cadastro militar. Já ninguém lhe liga.

Quanto ao Obama hoje li isto, recomendo:

Rally for Him Now!

How black America can revive Obama's campaign.

By Melissa Harris-Lacewell

Posted Wednesday, Jan. 9, 2008, at 1:09 PM ET

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So much for the post-race horse race. The exit polls in New Hampshire were accurate for the Republicans and for the second-tier Democrats. The only miscalculation was the amount of support for Obama. That miscalculation is about race. Iowa caucus-goers stood by Barack, in part, because when voting with their bodies, in front of their neighbors, Iowans are held accountable. In the quiet, solitary space of the voting booth, some New Hampshire voters abandoned Barack.

The reasons are not simple. Some media believe that women voters want a woman president. But there is not a substantial gender gap in American politics. Historically, white women voters are as likely to be Democrats as Republicans; as likely to vote for male candidates as for female; and as likely to describe themselves as conservative or liberal. It is not as simple as gender solidarity. Some observers will argue that naked racism explains Tuesday's result. But that argument ignores the thousands of white women and men who built Obama's local organization in New Hampshire and worked tirelessly on his behalf for months.

The New Hampshire results are a reminder of why Obama's strategy is so new and difficult. He is asking voters to believe that although he has a "funny" name and does not look like them, he is nonetheless like them. He is asking voters to peer through the veil of America's racial history and actually see him. It is a hard thing to do. When Hillary Clinton's eyes welled up with the strain of the campaign, she evoked immediate recognition from many white women of her generation. "Oh, yes," they thought, "I remember feeling like that." Former President Bill Clinton rallied angrily for his wife, as he claimed that the media were picking on her while being soft on Obama. This is a familiar American narrative of race and gender, and it resonated with thousands of New Hampshire voters. Clinton cried about being attacked in the debates, but there are no public tears shed for the strain Obama must feel as a result of death threats, which caused the doubling of his Secret Service detail.

I am mad about it. I am mad because on the night that Barack Obama won the Iowa caucuses, I was in a crummy hotel room in Manchester, N.H. I was there with two dozen college students who came to work the primaries and see American democracy in action. Many of them were propelled to their first political action as a result of Obama's campaign. I also brought my 5-year-old daughter, Parker, because I wanted her to take part in this historic election. When the Obama family took the stage in Iowa to perform the traditional presidential wave, I could not resist waking Parker from her sleep so that she could watch Barack, Michelle, and their daughters. "Look at the beautiful black girls who might get to live in the White House," I told her as I held her sleepy head in my hands. Whatever authenticity anxieties the American media conjured last year, Barack's Iowa triumph was unreservedly a moment of racial pride. Parker spent the rest of the week proudly carrying an Obama rally sign all over New Hampshire. Last night, I had to explain Obama's loss. She wanted to know if his daughters were as sad as she was.

I know that many black Americans are discouraged and worry that New Hampshire's results mean that America is not ready for a black president. What I know for sure is that if black Americans are going to be relevant to American elections, they must rally behind Obama now. Most white voters who indicated an Obama preference in New Hampshire were sincere and enduring in their support. Obama is the most viable black candidate in American history. Tens of thousands of white voters are in the Obama coalition for the long haul. Black Americans can now demonstrate their electoral power by making this a winning coalition. Starting with South Carolina, black America will have a chance to throw its full enthusiastic weight behind Obama.

In 2003, I was living in Chicago and watched Obama secure the Democratic nomination in the Illinois Senate race. The powerful Daley machine and its black allies in pulpits and municipal offices throughout the city encouraged African-Americans to reject Barack and support the machine candidates. But black voters repudiated these old tactics and joined Obama's multiracial, intergenerational coalition in record numbers. They handed him the Democratic nomination, elected him to the U.S. Senate, and generated the momentum that initially propelled him to national prominence, thereby making his presidential bid possible. In this way, Obama's campaign is already the result of black voters who chose him in the face of impossible odds and entrenched power.

Melissa Harris-Lacewell is associate professor of politics and African-American studies at Princeton University.

Article URL: http://www.slate.com/id/2181782/


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Nélson Faria disse...

E agora a sério: mas já ouviste os dois Jorge?

jfd disse...

Sorry, acho que me perdi.
Obama e MLK?

Nélson Faria disse...

Yep! Os discursos indicados e linkados... principalmente nas partes referidas.

A técnica é a mesma.

jfd disse...

HA! Sim claro, tinhas razão.
O que acho é que isso não é nada do outro mundo...