terça-feira, fevereiro 27, 2007

Women's International Networking


Nos encontros do Fórum Mudial Económico, em Davos, onde se encontra elite financeira e empresarial mundial os oradores são maioritariamente masculinos.


Descontentes com este cenário, um grupo de mulheres, lideradas por uma norueguesa de seu nome Kristin Engvig, decidiu criar o seu equivalente "feminino".


Assim nasceu o W.I.N., reunindo todos os anos em Lausana no Outono.


Não sendo uma organização exclusivamente reservada ao sexo feminino (permite a entrada de homens), dedica-se a estudar e sobretudo incentivar a cada vez mais activa participação das mulheres na sociedade e, neste caso, nas mais altas esferas do mundo financeiro-empresarial.
É sem dúvida de louvar a criação de uma organização deste tipo.
É um facto incontornável (goste-se ou não) que as mulheres estão a atingir a igualdade com os homens a nível socio-económico-político.Mas as mulheres e os homens não são iguais, nem que seja só pelo modo diferenciado como cada qual dos sexos é ainda visto pela sociedade. Assim, é importante que organizações como estas surjam para inverter os pratos da balança.


A assunção de um papel preponderante na sociedade por parte das mulheres, deve passar não pela imitação, mas sim pelo desbravar o seu próprio caminho, pelo trazer novas formas de estar, novos formas de fazer.Nesta "guerra dos sexos", as mulheres não ganham nada em combater fogo com fogo, devem, isso sim, combater fogo com água.


10 comentários:

Paulo Colaço disse...

Estou desde dia 20 sem ter tempo de qualidade para ler o que aqui se tem postado.

Venho apenas dizer o seguinte:

1 - quero esta noite vir actualizar-me

2 - o I Congresso do PsicoLaranja será dia 4 de Março, Domingo, na Marinha Grande, em casa da Margarida

3 - foi criado um sistema de envio de notificações a todos os psicóticos dos comentários recebidos. Uma ideia do Bruno, possível de concretizar com a ajuda do Ricardo Lopes, vulgo Panamá, grande amigo d'El Comandante e incansável criador da revista de imprensa durante a UV

Lisete disse...

Absolutamente de acordo com a opinião do Zé Pedro!

Anónimo disse...

é triste ver q as mulheres precisavam destas organizações p se afirmarem , tal com foi preciso criar a leida paridade na AR(se é q 33% de lugares é paridade). n xegam a lado nenhum por mérito

RICARDO PITA

Bruno disse...

"dedica-se a estudar e sobretudo incentivar a cada vez mais activa participação das mulheres na sociedade"

É isso! Se for para incentivar eu acho que é positivo porque o que é preciso é que as mulheres se sintam motivadas a participar. Se o fizerem, o seu valor conseguirá impor-se sem dúvida nenhuma.

De discriminação irão sempre sofrer. Mas isso também sofrem os mais novos em relação aos mais velhos, os da raça A em relação à B, os da área de formação X em relação à Y... e vice-versa! Por isso, nada como as pessoas sentirem motivação, vontade e convicção. É quanto basta para se afirmarem, se tiverem valor.

Quanto ao sistema de notificações penso que é óptimo para "incentivar" a participação de todos os psicóticos.

Caro Ricardo Pita, a lei da paridade é uma aberração. Essa sim, deve ser discriminada em relação às outras leis porque ataca mais as mulheres do que as defende...

adriana disse...

O incentivo da participação das mulheres na sociedade é bastante positivo. Talvez isso não agrade a todos os homens mas tanto no sexo feminino como masculino há pessoas casmurras e que têm dificuldade em aceitar as capacidades dos outros.

Espero que este tipo de iniciativas prolifere pelo resto do Mundo inclusive pelo nosso País onde ainda sobrevive,essencialmente ao nível local, uma sociedade bastante machista em bastantes áreas de actividade

goreti_martins disse...

Hoje de manhã vi qualquer coisa que me assustou...Uma feira da mulher que se vai realizar no Centro de Congressos de Lisboa (antiga FIL).

Até tenho medo de tentar descobrir mais coisas sobre esta coisa e isto só pelo nome da feira. Fico a pensar que será tipo a Feira do Cavalo ou a Feira da Castanha.

Agora a sério, depreendo que seja só uma feira com "coisas do interesse feminino". Mas esta ideia também não me agrada porque entendo que não há coisas femininas e coisas masculinas. Eu gosto de assuntos conotados como masculinos e conheço homens que gostam de coisas entendidas como de mulheres. Acho que é sempre uma boa aposta em termos de evolução pessoal existirem gostos que nos permitam conhecer o “universo oposto”.

Para as mentes mais…vocês sabem do que eu estou a falar, quero referir que estou apenas a mencionar gostos e que nada tem a ver com preferências/tendências sexuais.

Esta minha insatisfação hoje deve ser do tempo…estraga o penteado!!! - coisas de mulheres :)

isabel disse...

No ano da Igualdade de Oportunidades a lei da paridade parece-me mais uma forma de discriminação do que uma forma de inclusão!!! Seja paridade para homens seja paridade para mulheres. O que queremos é igualda de oportunidades.Não é vantagens e desvantagens...estatisitcas e números. Eu , como mulher, sou contra a qualquer lei de paridade. Não é ser conservadora ...é ser mt à frente!!! E, não será uma lei que vai mudar a mentalidades maxistas, por outro lado ainda as vai aumentar!

Paulo Colaço disse...

Acho bem que as mulheres se juntem em grupos de trabalho e reflexão.

Tal como acho bem organizações de jovens, de imigrantes, de familiares e amigos de atingidos por doenças várias, de sociais-democratas, de vitimas da violência doméstica.

Somos seres sociais. Só me repugnam as associações dirigidas para o crime, para a segregação ou para o barulho durante as 09h e as 13h nas proximidades do sítios onde eu estiver a dormir.

Só temem as organizações de mulheres os homens sem tusa!

José Pedro Salgado disse...

"Só temem as organizações de mulheres os homens sem tusa!"

Colaço:

Com essa frase, até me vieram as lágrimas aos olhos.

Paulo Colaço disse...

Zé, se o que eu escrevi é verdade, então lá chegará o dia em que eu temerei as organizações de mulheres.

Nesse dia também me virão lagrimas aos olhos...