sexta-feira, fevereiro 09, 2007

Obscena contemplação?


Que história escondem os diamantes que contemplamos numa vitrina?


Vi "Diamantes de Sangue" e não fiquei indiferente.


O embargo aos diamantes provenientes de países da África do Sul, assinado em 1998, chegou tarde e ainda assim não impede a continuada violação dos direitos humanos...

11 comentários:

Marta disse...

A Serra Leoa é o país mais pobre do mundo, segundo a ONU. Está em paz actualmente, mas destruído pela guerra civil, que o tráfico de diamantes patrocinou.

Curioso é que a capital da Serra Leoa se chama: Freetown. Livre? De quê?

Não se livrou da fome, das doenças, das mutilações, violações e milhares de mortes. E nós, resto do mundo, não nos livramos da responsabilidade.

Diamantes? Livra!!!

adriana disse...

Eu vi o programa 60 minutos que falou dos diamantes de sangue. Pois é, cada donzela que receber um no dia dos namorados ou num dia especial arrisca-se a estar a receber um diamante de sangue porque apesar de hoje em dia as empresas garantirem que não os obtem assim, armazenaram muitos diamantes de sangue que ainda hoje se comercializam.
É pena que o sentido de negocio e de investimento das pessoas só apareça para aquilo que tem consequencias negativas.

Paulo Colaço disse...

Fixe é ter dinheiro para comprar diamantes a rodos mas não comprar nenhum!
É um pouco como a roupa de pele e alguns tecidos asiáticos: produtos que encerram em si muito sofrimento.

Anónimo disse...

"Fixe é ter dinheiro para comprar diamantes a rodos mas não comprar nenhum!"

Esta frase do Paulo Colaço será um bom slongan na campanha "Não aos diamantes".

"É um pouco como a roupa de pele e alguns tecidos asiáticos: produtos que encerram em si muito sofrimento. "

Sou contra as peles e certos tecidos... não sei como é que há pessoas que conseguem sentir o maior dos glamours c esses casacos. Já tenho visto imagens que me mando por email sobre o q os animais sofrem .... é horroroso! Não às peles!!! E, quanto aos anéis de diamante... vou já avisar o meu namorado p nunca me comprar nenhum. Mas acredito que a maioria já está em armazéns... e mts a enriquecerem a comta disso.

Isabel_Ferreira

Tânia Martins disse...

Eu também sou contra as peles, primeiro porque adoro animais, segundo porque as inumano. Não gosto de ouro mas diamantes até acho bonito, embora não tenha dinheiro para comprá-los, mas também não os comprava, somente pela forma que são adquiridos. De facto não iria querer ter um anel de diamantes ou um colar pensando quantas vidas teria custado aquele simples objecto. O mesmo se passa com o marfim, fazem-se utensílios lindos de marfim, mas só o facto de se pensar quantos animais são sacrificados para que aqueles utensílios ali estejam dá vontade de bater no empregado de balcão da loja.
Com os diamantes a conversa é outra, não são apenas vidas de animais mas são vidas humanas, pessoas como nós que morrem nas guerras, no meio da ganância dos Homens só para que uma pessoas possa utilizar uma simples pedra, bonita sim, mas que já traz o “pecado” em sim.

Mas enfim, não há nada a fazer, ou se houver há muito pouco. Haverá sempre Homens a matar por nada, haverá sempre gente fútil para fazer com que esse negócio continue e haverá sempre gente a dar importância a coisas mínimas, sujas e que venham com “vestígios de sangue”, porque foi isso que o mundo criou: o pouco e o nada!

José Pedro Salgado disse...

Agora vou ser eu o advogado do Diabo...

E todos os países que estão em guerra por causa do petróleo? Também vão deixar de andar de carro?

E todos os animais que sofrem às mãos de circos por esse mundo fora, e que nós achávamos tão fofos quando estavam a fazer truques em roupas brilhantes?

Isto sem falar de todos os produtos que hoje em dia compramos porque é fashion, mas que provavelmente foram feitos pelo membro mais novo de 15 irmãos de uma família terceiro-mundista que recebe por ano o que nós gastámos ontem ao jantar.
(aconselho:http://www.fairtrade.net/)

Os diamantes de sangue são um problema grave? São.

Mas não fechemos os olhos. A nossa "cooperação" com práticas desumanas e desonestas é muito mais vasta do que se possa pensar.

Quanto à questão em particular aconselho uma visita a: http://www.un.org/peace/africa/Diamond.html

Paulo Colaço disse...

Só para constar: eu nao conduzo nem gosto de circo.
hehehehe

Lisete disse...

lol
Mas andas acordado de noite a consumir mais energia do que devias! o Planeta é que sofre! lol

Nélson Faria disse...

Muito bem Zé! Estava farto de ser sempre eu a ser o "bad boy" cá do sítio.

Os diamantes de sangue é uma temática arrepiante (ainda não vi o filme, mas a The Economist teve uma reportagem muito completa, penso que em 2003, sobre a situação na Serra Leoa), mas devo dizer que a questão dos direitos dos animais não é o meu forte.

Não gosto de "pele" no geral, acho uma atrocidade o que fazem mas, ainda assim, não perco muito tempo a pensar no assunto. É tudo uma questão de relativismo ético-moral. Já pensaram nos nossos animais nos zoos? Ou nos cães e outros animais de estimação que vivem em marquises?

Paulo Colaço disse...

Um mês e um dia após este post da Marta, eis que comento com mais propriedade: acabo de voltar do cinema.

Vi o filme e subscrevo as palavras da Marta: não fiquei indiferente.

Vivemos num mundo da treta! Como diz uma das personagens, "Deus abandonou estas paragens".

Bruno disse...

Ora bolas! O post da Marta escapou-me... Confesso que não tinha detectado a colocação deste post que, devo dizer, trata de um tema que também eu cheguei a pensar em postar aqui no Psico.

É realmente um drama assustador aquilo que se passa com o tráfico de diamantes. A única forma de o combater é mesmo denunciando estas situações e pressionando para que se interrompa o ciclo. Não será fácil mas nesta aldeia global em que vivemos não podemos continuar a fechar os olhos.

Tal como também acho que nos devem preocupar os outros dramas aqui citados, por exemplo pelo Colaço e Salgado. Devemos pensar de forma cada vez mais séria em energias alternativas, no sentido de acabar com o monopólio do petróle. Devemos continuar - como já se faz - a condenar a utilização de animais para fins fúteis.