segunda-feira, fevereiro 19, 2007

Qual o veredicto?


Alberto João Jardim irá comunicar hoje - ao que tudo indica - a intenção de se demitir e forçar a realização de eleições regionais antecipadas. Uma decisão motivada pela nova lei das finanças regionais que origina cortes nas transferências do Estado para a Região que impossibilitam o cumprimento do programa eleitoral do PSD-M.
Serão estas as eleições em que Alberto João Jardim conseguirá a maioria absoluta mais expressiva?
Ou acharão os eleitores este episódio ridículo?

12 comentários:

Lisete Rodrigues disse...

Esta deverá ser, na minha opinião, uma das campanhas mais entusiasmantes de se fazer! O PSD/M reúne todas as condições para alcançar o resultado mais expressivo em 30 anos de Autonomia!

Alberto João Jardim concluiu que 2008 seria uma data pior para tudo. Com eleições nessa altura, teria de deixar cair obras constantes do actual Programa de Governo. Seria mais complicado resolver a razia que terá de haver no grupo parlamentar, em função da nova Lei Eleitoral. Haveria o inconveniente de arrastar a situação com um discurso de ataques a Sócrates, quando no próximo ano o primeiro-ministro certamente aplicaria uma relação com os madeirenses destinada a seduzir o eleitorado para o lado do PS insular.

Pelo contrário, Jardim precipita os acontecimentos e apanha em contrapé tanto os adversários nacionais como os regionais.

Paulo Colaço disse...

O Governo de Sócrates nao é um governo de coesão nacional.
Não é um governo que una os portugueses.
É um governo de ajuste de contas.

Admito que em algumas matérias esteja a agir correctamente (ou, por outra, a fazer o que o PSD faria), mas isso nao apaga uma ideia que tenho há muito tempo: José Sócrates é um homem perigoso.

Espero que esta seja a maior vitória de AJJ.

Lisete, nao sei se posso, mas gostava imenso de ir à Madeira fazer companha...

goreti_martins disse...

No dia 15, Jardim afirmou que a sua decisão iria depender da forma como “dormir estes dias”, dando a entender que a sua demissão e posterior antecipação de eleições seria por opção pessoal.

Hoje, haverá uma reunião extraordinária da Comissão Política Regional do PSD-Madeira, seguida de uma comunicação do presidente do Governo Regional, por volta das 18h00. Sugiro esperar para ver o que de lá vem, uma vez que estamos a falar de uma pessoa que tem a capacidade de surpreender até os mais insurpreendiveis.

Remato com o seguinte comentário do próprio quando questionado sobre a sua não participação na folia carnavalesca deste ano devido a problemas de varizes...
“Depois de eu fazer sangrar aí uns tipos que eu tenho para sangrar, se calhar já dá para o ano.”.

E com esta me fui a caminho de Torres Vedras...

xana disse...

AJJ é de fcato uma personalidade incontornável. Gostando ou não, ninguém pode negar.
E se ele próprio diz que os portugueses não têm "testiculos", cá está o mesmo a provar que alguns pelo menos têm, e ele é certamente um deles.
Não sei o que vai acontecer hoje às 18h, até porque como a goreti diz e muito bem, nunca se sabe o que esperar de AJJ, mas o que este Governo tem feito à Madeira merece uma resposta legitimada pelo voto maçiço dos madeirenses!

Lisete se eu pudesse não ia só fazer campanha, também ia votar no grande AJJ!

Lisete disse...

Colaço, Xana:

É que a campanha calhará bem na altura da vossa suposta vinda à Madeira, ou não?!?!

Paulo Colaço disse...

(retirado da Lusa)

Alberto João Jardim é fundador e líder do PSD-Madeira desde 1974 e chefe do executivo madeirense desde 1978, tendo garantido, no total, quarenta vitórias eleitorais na Região Autónoma da Madeira.

Nascido a 4 de Fevereiro de 1943, Alberto João Cardoso Gonçalves Jardim é licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra.

Antes de entrar na vida política, Jardim foi professor dos ensinos técnico e secundário, director do Centro de Formação Profissional da Madeira e jornalista profissional, tendo sido director do matutino regional “Jornal da Madeira”.

Para além de vários cargos na direcção nacional do PSD, João Jardim é membro do Congresso dos Poderes Locais e Regionais do Conselho da Europa, presidindo à delegação portuguesa.

De 1978 a 1996 foi presidente da Conferência das Regiões Periféricas da UE, do qual é chefe honorário. O líder insular foi igualmente co-fundador da Assembleia das Regiões da Europa e é, presentemente, vice-presidente do Partido Popular Europeu.

Jardim foi empossado a 16 de Novembro de 2004 como presidente do IX governo madeirense, na sequência de mais uma vitória nas eleições legislativas regionais, tendo reconduzido todos os elementos do seu anterior executivo.

Pela primeira vez, em 30 anos da história da autonomia madeirense, Alberto João Jardim não cumpre um mandato até o fim.

Big Mamma disse...

Eu até simpatizo com o Dr. Alberto João Jardim, mas não concordo com esta atitude.

É uma criancice!

Como pode optar pela demissão quando isso ainda vai complicar mais os problemas do arquipélago?

Ele sabe que vai ganhar nas calmas por isso ainda me convenço mais que isto nao passa de uma brincadeira para seu divertimento pessoal.

Lamentável. A sua sorte é que o Primeiro-Ministro não passa de um politicozeco pidesco e a oposição na Madeira é um bando de meninos!!!

ricardo pita disse...

Jardim não devia pressionar o governo por esta via e não agora(após a promulgação da LFR. Jardim devia antes mostrar firmeza e dizer q n desistia mesmo com o corte de verbas de governar a Madeira.Um bom gestor reconhece-se quando existem poucos fundos.
por outro lado, os sacrificios que o PEC implica são para serem suportados por todos e não só por alguns e a LFR não reduz cegamente as verbas para para a madeira: fá-lo com base em critérios objectivos

Paulo Colaço disse...

Caro Ricardo, para cada razão maldosa, há um "critério objectivo" usável a todo o instante...

Lisete disse...

Concordo quando dizem que ele sabe que ganhará estas eleições, mas ele não sabe é se ganharia em 2008 a maioria que está habituado a ter no parlamento... e isto pode fazer toda a diferença.
Também é verdade que um bom gestor é aquele que com menos meios consegue fazer melhor...mas os eleitores o que querem é ver o programa apresentado a sufrágio cumprido...e isso ele não iria conseguir fazer.

Bruno disse...

Percebo perfeitamente a atitude de Alberto João Jardim. Não concordo que seja uma criancice.

Se ele acha que não tem condições para cumprir o seu projecto como tem feito até aqui, devido às alterações provocadas pela nova lei, é perfeitamente natural que faça um ponto da situação.

Se o Presidente do Governo Regional assume uma guerra com o Governo da Nação é perfeitamente lógico que se submeta a sufrágio no sentido de demonstrar a força que terá ou não. Por outro lado será uma forma de mostrar a Sócrates o que os Madeirenses pensam da sua lei. É como os referendos: esta eleições não serão vinculativas mas lá que serão indicativas...

Por outro lado, também acredito que AJJ tenha segundas intenções, algumas delas até a nível interno no PSD-Madeira. Mas essas poderão ser consideradas acessórias porque no essencial, como disse, percebo-o. E até concordo!

Vânia Jesus disse...

Ouvimos os argumentos do senhor Presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim. Ninguém tem dúvidas que esta decisão foi reflectida e deve-se às sucessivas penalizações que a Região tem sofrido por parte do Governo da República, mais concretamente por José Sócrates e o PS.

Esta foi uma forma não só de protesto mas de Alberto João Jardim explicar ao povo madeirense que os sucessivos ataques de José Sócrates que teve como ultimo episodio a promulgação da lei das finanças regionais, leva a uma situação insustentável e de impossibilidade de cumprir o programa sufragado pelos madeirenses e porto-santenses nas últimas eleições legislativas.

Os cortes orçamentais, nas transferências para a Madeira, atingem os 450 milhões de euros com repercussões graves já no decurso do corrente ano de 2007 (34 milhões de euros). Uma forte penalização à Região Autónoma da Madeira que nós Jovens Sociais-democratas criticamos e juntamos a nossa voz à do Presidente do Governo.

Tendo Alberto João Jardim considerado a demissão como a decisão mais adequada para que se reorganize, reestruture e reprograme toda a acção política do partido, legitimando-a e reforçando-a… o momento agora é de unidos reunirmos esforços e voltarmos a trazer estabilidade governativa à Madeira.
Vamos continuar a trabalhar e a lutar pela nossa Autonomia.

Nota:
Parabéns pela dinâmica deste espaço de debate e discussão de ideias.
Convido-os a participarem também no nosso blog "Atitude Própria" em www.jsdmadeira.pt.