domingo, janeiro 14, 2007

Mulheres ao poder?

Angela Merkel na Alemanha, Ellen Johnson-Sirleaf na Libéria, Mirchelle Bachelet no Chile, Tarja Halonen na Finlândia. Hillary Clinton nos EUA? Ségolène Royal em França?

As barreiras que impedem as mulheres de aceder às mais altas funções políticas parecem cair à mesma velocidade do muro de Berlim. Estaremos perante um novo paradigma? Haverá mudanças num mundo governado por mulheres?

Ouve-se já activos movimentos feministas reclamarem que com as mulheres no poder teríamos um mundo mais pacífico e menos competitivo.

Creio que não. Quando toca a gerir um país, não importa se se trata de “um” ou “uma” no poder. Temos os exemplos recentes de Golda Meir, Margaret Thatcher e Indira Ghandi...

10 comentários:

adriana disse...

Concordo perfeitamente contigo Margarida. Quando se trata de assumir os cargos o importante é que as pessoas o façam com responsabilidade e competência. O facto de ser mulher ou homem é indiferente mas a verdade é que a condição de ser mulher é o impedimento para muitos cargos sejam politicos ou não.

Bruno disse...

Também concordo com a Margot e com a Dri. E mais, acho que o facto de algumas mulheres continuarem a evocar essa condição como sendo, por si só, algo de vantajoso, só faz com que lhes seja atribuída menor credibilidade porque afinal o que é justo é que haja... igualdade.

E a verdade é que as mulheres que vemos afirmarem-se em vários campos: na política, no mundo empresarial, nas artes, no desporto têm as mais diversas personalidades, formas de estar, de pensar, ou seja: afirmam-se pelo seu valor individual, capacidades técnicas, de visão, de liderança e não pelo peso, tamanho dos cabelos, capacidade de engravidar ou outras.

Devo ainda aproveitar este post para referir que gosto mesmo muito de mulheres ;) (eu tinha que deixar esta boca para poder haver comentários às insinuações sexistas)

Paulo Colaço disse...

Eu também gosto muito de mulheres!

E sou defensor, não da igualdade, porque essa é natural, mas sim da equivalência de oportunidades.

Quanto ao facto de as mulheres darem boas governantes, e falando apenas por experiência ganha pela observação, posso dizer que há de tudo. Desde mulheres firmes e decididas, a mulheres fracas e sem opinião, mulheres com tendencia para a ditadura e mulheres muito dialogantes, mulheres com medo de outras mulheres por isso só promovem homens, e mulheres com tendencia a feminizar os departamentos.

Há de tudo. A única coisa que não há é o estereótipo...

Não há, neste aspecto, grandes diferenças entre homens e mulheres!

Anónimo disse...

Nem o mundo seria mais pacífico, nem menos competitivo, se fosse liderado por mulheres.

Cada vez menos a sensibilidade e o sentimentalismo são características do género. Aliás (como tu Paulo) também acho que a igualdade entre sexos é óbvia. As diferenças estabelecem-se ao nível dos valores e da capacidade de iniciativa.

Tenho um exemplo bem próximo, de uma mulher, autarca, que deixa muito a desejar, logo nunca poderia deixar de concordar com a Margot, a Dri, o Bruno e o Paulo.

Se eu fosse feminista (que não sou de modo nenhum, até porque gosto muito de homens) diria que a Dr.ª Fátima Felgueiras é um erro genético.

José Pedro Salgado disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
José Pedro Salgado disse...

O que eu vou dizer pode ser polémico, mas só se for mal interpretado.

As mulheres não são, nunca foram e (espero eu) nunca hão-de ser iguais aos homens. Nem para melhor nem para pior (se bem que eu ache que é para melhor), são simplesmente diferentes.

Devo sublinhar ainda que não se trata da minha costela de macho ibérico a falar. São factos comprovadíssimos em múltiplos estudos.

Para além das óbvias (umas vezes mais que outras, diga-se) diferenças a nível físico, existem outras.

Tendo dito isto, é óbvio que as diferenças intrínsecas entre os sexos não apresentam qualquer obstáculo à liderança. Diria mesmo que antes pelo contrário.

De facto, ainda vivemos num mundo de homens onde, como notou a Adriana, ser mulher pode ser mais um obstáculo que uma vantagem para ascender a determinados lugares.

Mesmo assim, quando acontece, quantas e quantas vezes não circula (injustamente) de boca em boca que a ascensão foi mais 'horizontal' que vertical?

É por isto que acho que se deve admirar mulheres que conseguem (sem nunca perder a sua verticalidade) ascender a altos lugares, muitas vezes não graças a, mas APESAR dos homens com quem trabalharam.

Permitam-me o trocadilho sexual, mas eu diria que no que toca ao sucesso, é preciso ser-se muito homem para se ser mulher.

Paulo Colaço disse...

Há pouco não disse tudo quanto queria e eis-me a acrescentar.

Em minha opinião, o que nos faz diferentes é um misto de "educação" e "experiência".

Como alguem dizia, "nós somos nós e as nossas circunstâncias".

O background (sobretudo isso) é que nos faz "assim ou assado". Não é pelo género que antevemos o mandato de um titular. A Margarida foi, muito justamente, buscar exemplos de fora, de todos conhecidos. Eu buscaria um exemplo nacional: Manuela Ferreira Leite!

Quantos ministros das finanças não colocou esta nossa distinta militante no saco?

Claro que também as nossas escolhas e decisões pesam para a definição da personalidade que assumimos (mais firme, mais soft, mais autoritário, mais conciliador, etc) mas os antecedentes e as circunstancias são determinantes.

Quem acha que um regime é mais autoritário, mais brando, mais pragmático, mais cauteloso, mais competente, mais isto ou mais aquilo por se tratar de "um" ou "uma" Governante, esquece que a coisa pública se gere com aquilo que temos em cima da cabeça, não com aquilo que temos noutra parte do corpo...

Bruno disse...

O Salgado falou de uma coisa importante: "quantas vezes não circula (injustamente) de boca em boca que a ascensão foi mais 'horizontal' que vertical?"

Este facto é, realmente desagradável. Mas é o tipo de boatos que a inveja faz crescer. No caso das mulheres usa-se esta história, no caso dos homens usa-se outras.

Também é verdade que isto por vezes acontece mesmo e isso abre
espaço a que, noutros casos se ponha tudo no mesmo saco.

Acho que o importante mesmo é que as pessoas sejam coerentes ("verticais" como também disse o Salgado) pois aí é sempre mais difícil caluniá-las uma vez que o seu comportamento e atitude ajudam a não dar - com tanta facilidade - o flanco.

Anónimo disse...

Concordo com as mulheres no Poder... e lamento que neste País não estejam mais mulheres no Poder... mas discordo com a lei da paridade... as mulheres não têm de estar em cargos políticos porque alguém acha que deve haver um número próximo de mulheres e de homens nos cargos de chefia, mas se tiverem (ou não) competência e profissionalismo para tais funções.

Isabel_Ferreira

Margarida B. Lopes disse...

Eu também não concordo com a lei das quotas. E já agora recomendo que releiam o post "O mérito tornou-se um critério obsoleto..." da Marta!