domingo, julho 15, 2007

Vai trabalhar, malandro!


"Uma funcionária pública, Maria do Carmo Rocha, auxiliar de acção educativa na Escola Secundária Augusto Gomes, em Matosinhos, a quem foi diagnosticado quatro tumores foi obrigada a regressar ao trabalho, ou melhor, a permanecer esticada numa cama, durante um mês, dentro de um gabinete na própria escola." in JN

A polémica em torno das juntas médicas parece não ter terminado. Aos 6 casos já divulgados pela comunicação social, veio-se juntar mais este que revela o estado em que o nosso país mergulhou.

Face a tudo isto e depois de uma recomendação do provedor de justiça, as juntas médicas (só agora!) passarão a ser constituídas apenas por médicos!! Até agora, as juntas médicas eram constítuídas por dois médicos e presididas por um director de serviços.

E a pergunta que coloco é a seguinte: era necessária a intervenção de Nascimento Rodrigues? Ou o autismo deste governo não lhe permite assimilar questões tão elementares como a dignidade da pessoa humana?

quinta-feira, julho 12, 2007

Pessoa de bem?


O Estado tem contas por saldar com a Câmara de Lisboa que podem ascender a centenas de milhões de euros. Resultam da ausência de compensação pelos terrenos do aeroporto, expropriações da Ponte 25 de Abril, etc. Basta que o Estado reconheça as dívidas para se alterar a situação financeira de Lisboa.

Especialistas consideram a câmara credora do Estado em outros milhões de euros decorrentes da utilização de infra-estruturas do subsolo e falta de pagamento de rendas e taxas. Empresas como a Carris, o Metro, a TAP ou a ANA têm também saldo negativo com o Município, estando alguns em tribunal há vários anos. (In DN on-line)

O Estado é uma pessoa de bem. O problema é ser gerido por seres humanos: uns de bem, outros de mal e muitos desmiolados. É por isso que, sendo embora uma pessoa de bem, o Estado age por vezes como pessoa de mal!

Será admissível que o Estado prejudique/bloqueie/puna cidadãos, instituições e empresas quando a relação que tem com elas é a de um péssimo pagador?

quarta-feira, julho 11, 2007

A invasão de ratos...


O mandatário do PS à Câmara de Lisboa foi convidado pelo Governo para “mandar” na frente ribeirinha de Lisboa.
O convite surge antes da queda da CML, mas é posterior à saída de Júdice do PSD…
Não sei de que buraco eles vêm, mas tapem-no rápido!

sexta-feira, julho 06, 2007

33 Anos a dar tudo


Breves notas sobre a historia da JSD


«Tende sempre o espírito crítico, para vós não deve haver tabus. Dentro do respeito que mereceis vós mesmos vós deveis criticar impiedosamente tudo quanto existe. Sim. Criticar sem receio de que vos chamem demolidores. Vós sois demolidores do mal, vós sois os construtores do futuro ideal.»
Emídio Guerreiro, antigo Secretário-Geral do PPD


Quando remexemos no passado, seja para um trabalho de investigação, para compararmos factos, para sabermos o que correu bem - e imitar - ou o que correu mal - e evitar - ou mesmo apenas com o intuito de recordar um episódio interessante, acabamos sempre por demorar um pouco a apreciar dados, momentos, casos e acasos que para trás ficaram.

É quase impossível contemplar o passado sem sentido crítico, sem se proceder a uma análise do bom e do mau, do determinante e do inconsequente, dos factos apagados pelo tempo e dos acontecimentos que a história imortalizou. Por vezes, coteja-se o passado com nostalgia, em outras ocasiões com fúria, noutras ainda com um misto de sentimentos intermédios e indefiníveis.

Os militantes da JSD, têm decerto motivos para fazer uso de várias sensações quando relembram ou se deparam com a história da instituição. E se é verdade que as actividades dos nossos antecessores se permitem a uma paleta infindável de considerandos e reflexões, não é menos verdade que por todos nós perpassa o orgulho do legado que nos deixaram.

Mas é um orgulho que não nos deixa descansar à sua sombra. Antes, impele-nos a entregar nas mãos dos vindouros idênticos motivos de regozijo.

Se se oficializou dizer-se que o PSD (PPD) teve origem na chamada “ala liberal”, então é lícito dizer-se que a JSD começou nas escolas e nas universidades. Desde cedo se notou a grande força que o PPD tinha junto dos jovens e não é preciso referir o enorme espírito de combate que a juventude possui.

Logo em Junho de 74, surgia a ideia de uma estrutura organizada, formada por jovens aderentes do PPD, dispostos ao combate político, que representassem a juventude portuguesa que se revia no Partido. Assim se lançava à terra a semente de uma instituição estruturalmente semelhante ao PPD, sua cópia ideológica, e com preocupações basicamente viradas para os problemas da juventude trabalhadora e estudantil. Divulgar os valores democráticos e os da social-democracia, auxiliar na expansão do Partido, estar ao lado do PPD na consolidação da democracia portuguesa, dotar os jovens dos meios de formação e informação promovendo a sua consciência política, criar condições para o aparecimento de quadros novos e dinâmicos para o Partido, eram também metas da recém criada “onda jovem”.

Nesses tempos iniciais, por várias vezes, a JSD se afirmou uma “organização juvenil, funcionalmente autónoma do PPD, que sempre defendeu e continuará a defender a construção em Portugal de uma sociedade mais justa e democrática, proposta a atingir um Socialismo Humanista e que, desde a sua fundação, optou, claramente, por uma linha de esquerda, ao serviço das classes trabalhadoras, mais desfavorecidas.”

Nesta fase primeira, foram importantes nomes como Carlos Cruz, Henrique Chaves, Jorge C. Cunha, Francisco Motta Veiga, António Fontes, António Rebelo de Sousa, Guilherme de Oliveira Martins, entre outros. Talvez fossem os dois últimos referidos os elementos mais “politizados”, com maiores conhecimentos teóricos sobre a política como ciência e como palco partidário. Ficaram célebres os artigos de um e de outro no primeiro jornal nacional da JSD - “Pelo Socialismo”, dirigido por Guilherme de Oliveira Martins. Célebres são também as conversas que mantinham no jornal, os quais eles mesmo classificavam como sendo uma “forma original de comentário político, com evidentes vantagens e evidentemente os inconvenientes de se tratar de um texto discursivo, logo menos sintáctico”.

Mas, falar dos membros mais salientes, numa estrutura como a JSD, é cometer o pecado mais grave e mais comum em política: a ingratidão. E a ingratidão é um pecadilho quase inevitável quando se pretende historiar, retrospectivar, narrar uma secção do passado ou simplesmente falar de um feito, tudo isto numa vertente de realçar o esforço, o altruísmo e a abnegação dos intervenientes. Não existe (muita) culpa do autor: é que o esforço, o altruísmo e a abnegação não raro estão de mãos dadas com a vontade de anonimato, melhor, a não exigência de notoriedade ou publicidade. É por isso que muitos dos que à JSD se dedicaram de corpo e alma, apenas deram! Nada levaram para além de, suponho, gratas recordações de aqui terem militado. E alguns nem isso, porque as instituições nem sempre tratam bem os seus elementos.

Passados alguns meses desde esse frutuoso Junho de 74, teve lugar em Novembro o I Plenário Nacional da JSD, que se debruçou sobre um futuro Congresso e aprovou Estatutos da estrutura. Estatutos que cedo se mostraram ultrapassados devido ao “crescimento extremamente rápido”(1) da Jota.

Com a intentona golpista reaccionária de 11 de Março de 75, a JSD revela-se mais como uma estrutura que sabe pensar duma forma global o País. Em comunicado do Secretariado Nacional, para além de uma dura crítica aos “inimigos da revolução”, a JSD lança as suas ideias para o debate político português: controle dos sectores chave pelo poder político; consolidar e desenvolver as conquistas sociais até aí atingidas; defesa da adopção imediata, em certos sectores, de modelos de gestão que integrem trabalhadores; denúncia de situações de controlo do poder político e económico por estruturas partidárias, torcendo o ideal da democracia pluralista; defesa intransigente da realização de eleições livres, como fundamental passo de consolidação democrática; apoio à institucionalização do MFA, nos termos propostos pelo PPD; denúncia das pressões e actuações anarco-populistas que perigam o “processo revolucionário em curso”; esclarecimento das massas estudantis, de modo a evitar a anarquia nas escolas e universidades. O comunicado terminava referindo que a JSD “está perfeitamente consciente de que a democracia e o socialismo em Portugal são impossíveis sem o seu contributo e o do PPD. Qualquer tentativa de marginalizar o PPD da vida política nacional só pode ser desencadeada pelos que estão interessados na construção de uma sociedade que de democrática só poderá ter o nome.”

Daí ao I Congresso Nacional, o passo foi curto e lógico - o decurso do tempo, os problemas práticos levantados pela não funcionalidade dos Estatutos, a vontade/necessidade de criar um Corpus “de carácter teórico que consubstanciasse a leitura que a JSD faz do Programa do Partido”(3) deram origem à sua convocação para Lisboa, a 31 de Maio de 75.

A Comissão Organizadora do Congresso (COC), desfez para o Povo Livre um equívoco logo gerado em torno dos futuros trabalhos. Boatos e más interpretações propalavam que o Congresso serviria para aprovar um Programa próprio. Porém, nada disso estaria em debate, apenas e tão de discutiria e elaboraria um documento onde se expressassem as linhas principais do Programa do PPD, segundo a leitura da JSD, desenvolvendo os princípios programáticos sem qualquer divergência com eles.

A COC era composta por António Fontes, Guilherme de Oliveira Martins e Francisco Motta Veiga. Participaram dos trabalhos cerca de 500 jovens representando os núcleos do Continente e Ilhas(4).

O Secretário-Geral do PPD, à altura, Emídio Guerreiro, proferiu uma frase que ainda nos soa a todos, e que tão esquecida é por tantos: «Jovens da JSD. Tende sempre o espírito crítico, para vós não deve haver tabus. Dentro do respeito que mereceis vós mesmos vós deveis criticar impiedosamente tudo quanto existe. Sim. Criticar sem receio de que vos chamem demolidores. Vós sois demolidores do mal, vós sois os construtores do futuro ideal». Emídio Guerreiro disse também que se a juventude era um estado de espírito, então ele era jovem e que, assim sendo, «a JSD tem no PPD um Secretário-Geral». Refira-se que Emídio Guerreiro foi proclamado membro honorário da JSD.

A CPN saída do Congresso era constituída por António Rebelo de Sousa, Guilherme de Oliveira Martins, Pedro Jordão, Paulo Costa, José Hernandez, António Cerejeira, Manuel Álvaro Rodrigues, José Mota Faria, José Carlos Piteira e José Coelho. Rebelo de Sousa representaria a JSD na CPN do Partido. A Comissão Executiva, a Comissão Disciplinar e o Conselho Nacional eram os restantes órgãos nacionais. Delegações de jovens vieram de Espanha(5), Reino Unido e Angola.

Os delegados clamaram pela abolição da sociedade capitalista através da construção de uma sociedade socialista democrática pela adopção da via social democrática, com claro repúdio quer por soluções neo-capitalistas quer por soluções de estatização burocratizante. Considerou o I Congresso Nacional da JSD que a sociedade socialista almejada só pode ser alcançada quando se verificar a socialização dos meios de produção e o controle democrático das alavancas do poder político e económico pelas classes trabalhadoras(6).

(Não compete aqui proceder ao trabalho de historiar a JSD. Apenas se pretendeu falar um pouco dos primeiros metros de uma estafeta que é a nossa. No final de contas, a história não passa de uma interminável estafeta, onde apenas transportamos um testemunho que transmitiremos àqueles que prosseguirão a corrida.)

Paulo Colaço

Notas:
(1) Guilherme de Oliveira Martins e Francisco Motta Veiga, em entrevista ao Povo Livre, 28/Maio/75, pág. 6
(2) Povo Livre 25/Março/75, pág. 2.
(3) Guilherme de Oliveira Martins e Francisco Motta Veiga, em entrevista ao Povo Livre, 28/Maio/75, pág. 6
(4) Estavam representados todos os núcleos com mais de cinco militantes, cabendo-lhes um delegado por cada trinta militantes.
(5) De Espanha, estiveram no Congresso organizações anti-fascistas clandestinas: Partido Social-Democrata Galego e a União Social-Democrata Espanhola. Do Reino Unido, uma organização ligada ao Partido Trabalhista. De Angola, os Jovens da Unita.
(6) Texto “Conclusões” do Povo Livre, 4/Junho/75, pág. 5

quinta-feira, junho 28, 2007

Lá vai Lisboa... parte III


“Delirante, ácido e bem-humorado: eis o psicolaranja!Seguiremos de perto a insanidade que lavra na política nacional, sem esquecer que o Mundo também não anda a tomar os comprimidos…”

Foi assim que começámos. É esta, portanto, a nossa missão.

E por falar em insanidade, nos dias que correm, só podemos falar das eleições intercalares para a CML.
Últimos desenvolvimentos...

Maria José Nogueira Pinto disponibiliza-se a ajudar Telmo Correia na campanha e depois aparece na campanha de António Costa. É convidada em público para trabalhar a partir de dia 16 de Julho com o ex-ministro socialista, com direito ao beijinho da praxe para a fotografia.
Bem, que comentário nos merece?
Costuma dizer-se que a vingança é um prato que se serve frio. Parece que a Zézinha não deixou esfriar grande coisa... Terá este arremesso político consequências nefastas para os resultados do CDS?

Há um cartaz nas ruas do Concelho que diz “Houvessem mais Zés”. Bem, houvessem mais Zés e o buraco financeiro da Câmara seria ainda maior! E imaginem quantos estaleiros espalhados pela cidade com as obras embargadas... O voto em José Sá Fernandes é a maior prova de insanidade desta cidade!

Depois temos Fernando Negrão, que optou pela via cómica para ganhar o riso dos cidadãos. Sim porque com tantas gafes não lhes ganha a confiança de certeza! Basta perceber que quem se candidata à capital do país pelo maior partido da oposição e não sabe o que é o IPPAR, a EPUL e a EPAL, à partida, está condenado.

Quem é que perde? Claramente, Lisboa.

domingo, junho 24, 2007

Orgulho Gay


Durante todos os anos que ocorreram as marchas do Orgulho Gay, em Lisboa e em outras cidades, sempre me surgiu na mente uma questão que me parece óbvia: Orgulho de quê?


Atenção, esta pergunta não tem ponta de xenofobia. Mas simplesmente eu que sou heterossexual não tenho qualquer orgulho nisso. Sou e pronto!


Este ano finalmente ouvi uma resposta inteligente à pergunta, vinda da parte de Sérgio Vitorino, um dos organizadores da marcha:


"A orientação sexual não é uma coisas que se construa ou que se escolha, é uma característica das pessoas. O orgulho é de estarmos vivos apesar da descriminação, de não nos escondermos apesar da discriminação, e de termos escolhido lutar contra ela. Orgulho disso, de não termos vergonha de quem somos."


Acho que a resposta estará um pouco confusa, mas retira-se o essencial. O orgulho é da luta contra a descriminação.


Creio que esta será uma perspectiva muito mais correcta e eficaz do que a habitual atitude "in-your-face" dos participantes desta marcha, cuja vontade de exibir a sua orientação sexual ultrapassa a saudável falta de vergonha/orgulho para chegar mesmo a um certo exibicionismo.


Apesar de continuar a ter algumas reservas sobre a marcha, por se traduzir numa forma de reivindicação revestida de um certo esquerdismo que (isso sim) me faz confusão, confesso que assim já faz mais sentido.

quinta-feira, junho 21, 2007

A não perder!

O amuanço do costume




UE:Blair diz que está preparado para rejeitar hoje o tratado

Sou um grande fã do Reino Unido.

Creio que este país consegue reunir diversos aspectos culturais, sociológicos, políticos, etc., que me fascinam e que podem consubstanciar um exemplo para muitos.

No entanto, desde o primeiro momento da criação da "qualquer coisa" europeia que este país demarcou muito firmemente a sua posição: Ou jogam como eu quero ou não vou a jogo!

De facto, apesar de serem dos fundadores da C.E.C.A., já em 1951 Paul-Henry Spaak (um dos principais impulsionadores do movimento europeu e primeiro Presidente da Assembleia Consultiva do Conselho da Europa) demitiu-se do seu cargo dizendo:
"Para a Europa a escolha é simples: ou se alinha pelo Reino Unido e renuncia à construção da Europa, ou tenta-se construir a Europa sem o Reino Unido. Eu por mim escolhi a segunda hipótese."

Tentaram ainda dominar a Europa com o Plano Eden (vetado) e não quiseram entrar no Euro por dúvidas de sustentabilidade e critérios económicos.

Gentlemen: Europe is no longuer the U.K.'s backyard.

quarta-feira, junho 20, 2007

Lá vai Lisboa... parte II



Não sei se foi mau. No cômputo geral, vá lá, foi mais ou menos. Ainda fraquinho, ansiosamente esperamos a energia da campanha pura e dura. Mas, e Lisboa? Poderá esperar o quê?
O primeiro debate entre os sete(!) principais candidatos à CML deu para vislumbrar muito, e não foi bom.
António Costa, que pede uma maioria, mostrou-se menos forte do que se esperava. Afirmando ter só uma cara, poderá sair-lhe caro não a cara, mas a camisola do Governo que insiste em vestir nesta corrida à capital.
Sá Fernandes demonstra, cada vez mais, que não faz falta nenhuma. Arrogante, julga-se o único (vejam só!) conhecedor da situação de Lisboa, desde os prédios devolutos, o nº de trabalhadores, o valor do passivo... ao que parece “o Zé não faz falta a Lisboa” mas Lisboa deve fazer falta ao Zé...
Boas prestações de Helena Roseta e Telmo Correia, também de Carmona Rodrigues, ainda que lhe tenha faltado devolver algumas acusações que lhe foram feitas. Parece que a veia política, astuta e incisiva que os primeiros dois mostraram, não faz parte das “armas” do antigo Presidente da CML.
Ruben de Carvalho teve uma prestação, diria, inqualificável. Não acrescentou nada, utilizou um tom jocoso, e para quem é autarca em Lisboa há tantos anos, já parece querer reformar-se do posto, tanta foi a energia que trouxe ao debate.
E Negrão? Caros psicóticos e visitantes, espero que tenham tempo para virem dar a vossa opinião. No mínimo, terá sido uma enorme desilusão. Já não bastou ter sido uma má escolha do PSD, Fernando Negrão perdeu uma bela oportunidade de tentar virar a contenda a seu favor, mostrou-se mal preparado, mal informado e pouco apetrechado para ganhar uma eleição em Lisboa.

segunda-feira, junho 18, 2007

Lápis Rosa

JSD Vence Tentativa de Censura Política das Estradas de Portugal

Como sempre tem procurado fazer ao longo da sua história, a Distrital de Setúbal da JSD lançou uma campanha de outdoors, para demonstrar o sentimento de indignação, de revolta e de defesa dos habitantes honrados da Margem Sul do Tejo, que contribuem (como qualquer outro compatriota) para o crescimento e desenvolvimento do nosso país.

A famosa campanha do Deserto e do Camelo Rosa teve esta semana um episódio "pidesco", quando fomos notificados pelas Estradas de Portugal (EP) para retirar um dos cartazes. Diziam eles, que não tínhamos autorização para colocar um painel publicitário. Dizemos nós: a JSD não fez nenhuma campanha para vender sabonetes, mas desenvolvemos sim uma acção política de defesa dos portugueses da Margem Sul do Tejo.


À Notificação reagimos com a certeza de termos a razão do nosso lado, e com a convicção que não são tentativas de censura política que nos calam.Denunciámos publicamente a situação, e só então, a EP se "lembrou" do equívoco e retirou a notificação. Cometeram 2 erros: politicamente, porque mais uma vez acenderam a polémica, e nos deram visibilidade; civicamente e legalmente, porque agiram como comissários políticos do Governo, e agindo de forma ilegal.


A JSD, mais uma vez, não se vergou e esteve firme a defender aquilo que é, aquilo em que acredita, não se demitindo de representar a população da Terra onde nascemos, onde vivemos, onde trabalhamos e que amamos.


O Portugal Democrático assistiu a mais este desmando de um Governo a que importa dar combate. Em Nome do Futuro das Novas Gerações e de Portugal!


segunda-feira, junho 11, 2007

Pedreiros-Livres


A Maçonaria auto denomina-se uma associação de carácter universal de homens livres e de bons costumes, guiando-se pelos princípios da Liberdade, Igualdade e Fraternidade.


Os Maçons reúnem-se em Loja e em cada Loja Maçónica é eleito o seu Venerável Mestre, com a função de dirigir os trabalhos, por um mandato.


É uma obediência iniciática (envolve certos rituais para a entrada de um novo membro), filosófica (no sentido de debater, discutir e problematizar sobre formas de ver e pensar o mundo), filantrópica (desenvolvendo actividades de carácter social) e educativa (segundo uma ideia de construção do conhecimento).


Não se considerando, actualmente, uma sociedade secreta mas sim discreta, são conhecidos e publicados alguns dos símbolos e rituais.

A sua origem encontra-se ligada ao corporativismo obreiro, apresentando-se como a evolução das organizações de mestres-pedreiros da Idade Média e do Renascimento, que já tinham alguns rituais próprios e actividades fora do seu fim principal.

Assim, o nome "Maçonaria" virá da palavra francesa maçonnerie ou da inglêsa masonry (construção). Esta construção será feita pelo maçom nas suas lojas.

Nessas organizações o elemento especulativo tomou o lugar do elemento operativo, através da entrada nessas organizações de elementos de sectores cada vez mais diversos da sociedade.

A Maçonaria utiliza um sistema de graus para transmitir os seus ensinamentos, através de símbolos e diferentes rituais.

No que toca a Portugal, existem de momento, ao que sei, sete diferentes obediências:

Grande Loja Regular de Portugal/Grande Loja Legal de Portugal
Grande Oriente Lusitano
Grande Loja Regular de Portugal
Grande Loja Nacional de Portugal
Casa Real dos Pedreiros Livres da Lusitânia
Direito Humano
Grande Loja Feminina

Várias figuras famosas eram alegadamente maçons:

Egas Moniz
Afonso Costa
Oliveira Marques
Henrique Cardoso
Gago Coutinho
George Washington
Gomes Freire de Andrade
Harry Houdini
Goethe
Bach
José Relvas
Beethoven
Napoleão Bonaparte
Norton de Matos

Só para nomear muito poucos.

Muito mais haveria para dizer sobre esta ordem iniciática, sobre a qual rios de tinta já se escreveram, mas não será aqui, até para deixar espaço para debate. Assim, para quem quiser saber mais:

http://www.maconaria.net/

Termino dizendo que, não sendo maçon, a informação aqui exposta é, ao que consigo aferir, correcta. Sobre qualquer imprecisão, manifestem-se.

domingo, junho 10, 2007

Guitarras de Portugal

Entendo que nem só de criticas vive este blog, também importante realçar aquilo que de bom se faz por este mundo. Talvez vá parecer demasiado tendenciosa mas este feito dá-me algum orgulho e gostaria de partilhar convosco.

O projecto existe em http://www.guitarrasdeportugal.com/ e resume a história de dois homens que de alguma forma tem dedicado a sua vida a música tradicional e ao seu estudo. O site tem a particularidade de ter música gratuita, em quantidade e em boa qualidade.
Passem pelo site, ouçam, comentem, divulguem e acima de tudo ajudem a contribuir para mantermos as nossas raizes culturais.

segunda-feira, junho 04, 2007

Silent Death


Segundo os últimos dados do INE mais de 60% dos casais portugueses não têm filhos de todo e 24% têm apenas um filho. Em busca de explicação saltamos para a resposta óbvia: impacto no bolso das famílias... há muito mais do que esta tese simplista.

O conceito de jovem está a mudar: hoje o jovem estuda até mais tarde, sai mais tarde da casa dos pais, só depois dos trinta anos é que forma a sua família, as mulheres deixaram de ser as pacientes donas de casa do mosaico salazarista para, e bem, se afirmarem no mercado de trabalho.

O paradigma societal mudou completamente e as políticas de natalidade - se existem - mantém-se as de sempre.

Mesmo os mais optimistas, que vêm na imigração a solução, têm de se consciensalizar que é uma solução de curta duração: primeiro, porque a taxa marginal de substituição não se está a alterar com o aumento populacional; segundo, porque os imigrantes adquirem os nossos hábitos.

Na Região Autonómica de Navarra, com o nascimento do terceiro filho, atribui-se uma licença de parto até 3 anos para um dos pais com direito a €330 por mês e, atingida esta marca, automaticamente recebe-se €1980, independentemente do nível de rendimentos.

Quando teremos algo de semelhante em Portugal, uma política que, mais do que aplacar o choque económico que o nascimento de um filho implica, incentive a substituição de gerações? Este fenómeno não se verifica em Portugal há 25 anos... onde anda o Governo? E a restante classe política?