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sábado, agosto 23, 2008

O Soneto e a Emenda

Carjacking, sequestros, assaltos à mão armada e homicídios marcaram, quase diariamente, esta época estival. O Ministro da Administração Interna vai anunciar novas medidas: casa roubada, trancas à porta.
No mesmo dia em que Menezes critica, duramente, o silêncio de MFL, a direcção laranja emite um comunicado a condenar a inoperância de Rui Pereira face a esta preocupante (e crescente) onda de violência. Pede a sua demissão.

Porque no te callas é o que muitos dirão das declarações de Menezes. Mas, e o comunicado, será oportuno? Será a demissão do MAI a solução para esta crise de violência?

domingo, agosto 17, 2008

O dia depois de amanhã

Passaram quase três meses desde a eleição de MFL. No dia 31 de Maio era eleita a primeira presidente mulher dum partido do arco governativo, facto quase (e naturalmente) esquecido. Uma resposta clara e inequívoca à lei das quotas, ao PS e aos movimentos sexistas que estultamente têm menorizado o papel das mulheres na política.

Desde a eleição, o PSD subiu nas sondagens, afastando o PS da maioria absoluta.
Apesar de não ter contratado nenhuma agência de comunicação soube marcar a agenda política nacional. Certeira nas declarações que faz, a silly season trouxe alguma contenção nas aparições públicas, até porque será em Castelo de Vide a rentrée.

O seu discurso é ansiado pelos social-democratas, temido pelos socialistas e esperado pelos portugueses. Vêm aí tempos de mudança.

domingo, junho 29, 2008

Momentos Fundadores


Ontem marquei presença no lançamento do livro Pensar Faro, da JSD\Faro, um livro de reflexão e lançamento de estratégias para o município de Faro, principal mas não exclusivamente.

Os parabéns ao amigo Bruno Lage e sua equipa pela iniciativa, que mostra o quanto se pode fazer num concelho em que não somos poder. Fica aqui o blog Pensar Faro para que, como eu, acompanhem o trabalho daquela que é uma das melhores secções do País.

Mas nem só de Faro se fez o fim de semana: o PSD - Distrital de Portalegre organizou em Fronteira um convívio de militantes em que o discurso de António Borges marca a tarde. Os meus cumprimentos ao Bruno Madeira e seus convidados pela amena tarde passada à beira da ribeira.

É trabalho que se faz, tão importante quanto discreto. São estes momentos fundadores que nos fazem voltar a encontrar o ânimo que nos falta em momentos não tão gratificantes na vida de quem faz política.

domingo, maio 04, 2008

Há Esperança!


Joe Berardo diz:

Não vejo ninguém capaz de derrotar José Sócrates.

É a Hora! Portugal está pronto. Tenho a certeza.

sábado, maio 03, 2008

Eu acredito!

A edição deste sábado do Expresso traz uma entrevista com a candidata que eu espero que venha a ser a próxima Presidente do PSD. Deixo aqui alguns excertos. Eu acredito que é possível ganhar 2009.

O que é que a distingue dos outros candidatos?
Eu não gostaria de fazer comparações com as outras candidaturas. Sou candidata com um objectivo muito concreto, que é credibilizar o PSD. O partido deixou de ser ouvido e deixou de ter crédito, e sem isso não é possível apresentarmo-nos a eleições dizendo que as vamos ganhar. Se não aparece um candidato que a opinião pública olhe como alguém com credibilidade para ser primeiro-ministro, o PSD não recupera. As diferenças entre os candidatos estão basicamente aqui: qual o que melhor potencia a possibilidade de a opinião pública o olhar como futuro PM.

E qual é?
Os militantes dirão.

Sendo que um deles, Santana Lopes, já foi PM.
Os portugueses dirão se mudaram a sua opinião desde as últimas eleições.

Falta-lhe energia para este combate?
Não sinto nenhuma diferença entre a força que sinto hoje e a que sentia há dez anos. Cheira-me que ainda vou ver alguns mais cansados do que eu.

Já confessou ter dúvidas sobre se é possível ganhar eleições sem promessas simpáticas. Vai abdicar dos seus princípios?
Seria a primeira vez na minha vida que abdicaria de princípios ou deixaria de dizer o que penso. Tenho uma longa vida política, centenas de horas de negociação com sindicatos, afrontamentos tremendos em vários sectores, pessoas que não gostam nada de mim, mas não vai encontrar uma única pessoa que diga que alguma vez a enganei. Essa é uma diferença entre mim e o eng. Sócrates. Ninguém olha para mim a pensar que eu minto e muitas pessoas olham para o eng. Sócrates com a certeza de que ele lhes mente.

Santana Lopes também veio demarcar-se da sua política económica, acusando-a de ter paralisado a economia, sem resultados.
A ideia de que a recessão que se sentiu na altura em termos de crescimento económico tinha a ver com a política orçamental, já quase não tem economistas que a defendam. Além disso, quem acha que uma política é susceptível de dar resultados ao fim de um ano e meio não está dentro do que são os efeitos da política económica. Eu quando saí do Ministério deixei Portugal sem processos em Bruxelas e todos os diplomas da reforma da administração pública estavam discutidos com os sindicatos e aprovados na AR. Fiz a reforma do património e estabeleci as bases para a evolução da receita fiscal, a grande bandeira de hoje. Sinto que o que fizemos era necessário.

Já tem na cabeça um nome para a câmara de Lisboa?
Não, esses são os segundos passos. Vale de pouco arranjar grandes nomes se não tivermos recuperado a imagem do partido.

Admitiria voltar a sentar-se à mesa do conselho de ministros com Paulo Portas?
Eu sentei-me à mesa do conselho de ministros com o dr. Paulo Portas e nunca senti vontade de me levantar.

Tem a trabalhar consigo alguma agência de comunicação?
Não tenho, nem terei.

Quanto pensa gastar na campanha?
O mínimo possível. Não vou ter cartazes, não vou ter almoços, não vou ter jantares.

Passos Coelho tem cartazes muito apelativos.
Quando se tem dinheiro é assim...

Podemos terminar a entrevista com meia dúzia de perguntas-relâmpago?
Não, não pode. Recuso terminantemente. Numa entrevista séria não se pode acabar com perguntas de algibeira. Isto não é um concurso para ganhar prémios no fim."

quinta-feira, maio 01, 2008

É a vez do futuro!!!

Pedro Passos Coelho é candidato a Presidente do Partido Social Democrata.
Assisti à apresentação da sua candidatura. Foi uma apresentação sóbria, com uma mensagem convicta. Assenta em valores que me fizeram acreditar na mensagem de esperança, renovação e de futuro.
Não menosprezando o grande passado do nosso mui amado partido, centrou-se no que aí vem. As suas declarações estão amplamente divulgadas, e já foram debatidas por todos os pundits do costume. Os dados estão lançados!
Eu apoio o PPC. E apoio porque gostei de ouvir o seguinte:

"Sou um reformista e sou um liberal, não sou de direita nem sou de esquerda, acredito nas pessoas e na sua iniciativa e acredito que são as empresas que criam riqueza, que criam emprego e que criam valor, não é o Estado que cria riqueza e que cria valor"

Explicando...

”Sou um liberal; sou um homem que acredita na democracia liberal. Sou um reformista porque sou contra o imobilismo. Sou solidário; acredito que a sociedade não pode ser uma selva com a lei do mais forte"

Sobre o Estado...

”(...)tem um papel regulador essencial e insubstituível na produção de bens públicos: aquilo que nenhum privado oferece e que no entanto é necessário para toda a gente, é para isso que existe o Estado".

Sobre a Autoridade...

Defendo que o exercício do poder democrático deve ser claro e determinado na defesa do no bem comum. Rejeito, sem hesitar, todo e qualquer autoritarismo»

E para mim, a cereja em cima do bolo...

” Quero uma liberdade responsável, onde cada um possa viver com a consequência das suas decisões. Esta candidatura vai falar de liberdade, com liberdade.

PPC acredita também na meritocracia, acredita que um Governo se compõe com os melhores, com os que detêm as ideias, com os que se preocupam.

Tudo isto, para mim, é parte da Visão que antecede a Estratégia que deverá delinear um programa de um novo PSD; Um Partido virado para o reformismo, para o liberalismo humanista com consciência social, tudo muito bem e realisticamente doseado.

Como poderia eu, não estar em linha com este pensamento?
Segue o meu voto de confiança e que não seja defraudado. Os Líderes existem, porque os militantes existem :P E que esta campanha tenha isto sempre presente!

Para as outras candidaturas desejo as maiores felicidades, e que continuem a dignificar o grande partido que nos une!

E como já (bem) disse anteriormente;

Para mim, é tempo de dar lugar aos novos. Novas ideias, novos pontos de vista, novas formas de pensar e viver o PSD.
Por mais que me custe deixar de votar em A ou B. Sempre os terei no lugar especial que merecem. Mas agora, com licença; É a vez do futuro.
Tenho dito!

sexta-feira, abril 25, 2008

Um Primeiro Ministro para Portugal


A luta que se avizinha é pela alma do PSD, pela definição do que queremos para o futuro do nosso Partido e de Portugal.

Quero um PSD capaz e credível, sério e estável, um PSD coerente, um PSD respeitável, respeitador e responsável. Não podemos depender de lampejos de improviso ou de momentos melhores ou piores. Temos que ter uma linha de rumo, um discurso, mensagem e soluções para o nosso País.

Há um candidato que nos garante, no momento exacto da sua eleição, tudo isto: Manuela Ferreira Leite.

O cerco já se aperta sobre a sua candidatura e a apresentação oficial só terá lugar na segunda-feira. Já agita o campo adversário e ainda nem começou. As caixas de ressonância do governo socialista atacam a sua experiência governativa, esquecendo-se que são os seus detractores quem lhe faz o maior elogio: os sucessores de MFL subscreveram as suas linhas governativas.
Uma mulher para tempos difíceis, sem medo de responsabilidades quando se tem de tomar a decisão certa, com uma aura superior a qualquer candidato a PM. Uma mulher que nos garante aquilo de que precisamos: Políticas de substância e não política do fogo fátuo.

O PSD tem andado à deriva e precisamos de alguém que desde o primeiro momento esteja preparado para governar Portugal. Não temos tempo para aventureirismos nem para quem anda à procura de mensagem.

Não precisamos de um líder de oposição, precisamos de um Primeiro Ministro para Portugal.
[Nota: Sublinho que este post só vincula o seu autor e não é uma tomada de posição deste blog, que abrange sensibilidades representadas nas três candidaturas.]

quinta-feira, abril 17, 2008

E agora?




Luis Filipe Menezes demite-se e alega estar fora da corrida. Mas estará mesmo fora da corrida? Ou convoca eleições porque lhe é mais fácil candidatar-se hoje do que daqui a 6 meses?

Irá Santana interpretar a vitória de Berlusconi em Itália como um sinal de que também está na sua hora? Ou virá Ribau Esteves assumir as rédeas?

E do outro lado, quem está? Rui Rio, Morais Sarmento, António Borges, Pedro Passos Coelho, Aguiar Branco... se todos se candidatarem perderão. Agrade-lhes a ideia ou não, partilham o mesmo espaço no que toca às bases. Haverá um consenso entre todos eles?

E Marques Mendes, que dirá disto tudo? E Manuela Ferreira Leite? E Marcelo Rebelo de Sousa? E António Capucho?

E agora?