sexta-feira, outubro 19, 2007

Pódios que valem a pena!


«Portugal é o segundo pais de uma lista de 28 (25 estados-membros da UE, Canadá, Noruega e Suíça) com melhores politicas de integração de migrantes, especialmente no acesso ao mercado de trabalho, reagrupamento de famílias e políticas contra a discriminação, segundo o estudo Index de Politicas de Integração de Migrantes 2006.» (in Lusa, 15/10/2007)

Quantas vezes não nos lamentamos ou envergonhamos das posições obtidas noutros rankings? Ora por estarmos no pódio dos últimos ora porque as razões que nos fazem estar na dianteira não constituem motivo de orgulho. Aí está um 2º lugar, numa matéria tão sensível quanto importante, de que me orgulho!

Os psicóticos e psico-amigos o que tem a dizer?


Elsa Picão

terça-feira, outubro 16, 2007

Obrigado Portugal! 3% Défice

O vídeo que devíamos ter feito mas que não fizemos por ser populista...

segunda-feira, outubro 15, 2007

Previsões...

Agora que o Congresso terminou e os PSD volta à sua normalidade (espero eu) é interessante debater que futuro poderá ter o nosso partido!

Ouvi agora mesmo que se confirma, Santana Lopes será líder da bancada parlamentar, Ribau Esteves, como todos sabem, Secretário-geral e, como escolheram os militantes do PSD, Menezes é o líder do partido, etc, etc!

Pergunto-vos! Têm algumas previsões?

domingo, outubro 14, 2007

Dupla Personalidade?


Na próxima terça-feira, cumprem 29 anos da entronização de João Paulo II.
Eu, que quando miúdo tinha um poster seu no meu quarto (ao lado do de diversos jogadores do Benfica), tenho dele uma visão difícil de definir.
Assumiu dois papéis: o de político e o de chefe espiritual de 2,1 biliões de pessoas.

Como político merecia o prémio Nobel da paz:
- ajudou a derrubar ou suavizar ditaduras
- possibilitou o diálogo ecuménico
- levantou-se sempre em favor dos mais fracos

Como chefe do catolicismo, fez a Igreja recuar séculos:
- manteve a condição de católicos de 2ª para as mulheres
- apontou a faca aos divorciados
- elevou os dogmas, com custos para o Mundo (ataque à homossexualidade, ao uso de preservativo, ao aborto, imposição do celibato a padres).

No meio de tudo isto, teve tempo para:
- ser um Papa extraordinariamente amado pela juventude
- pedir desculpa aos judeus e ortodoxos e reabilitar Galileu e Copérnico
- agarrar-se à vida, mostrando uma notável força de espírito.

Foi seguramente o melhor Papa para o Mundo mas dos piores para os Católicos. E os psicóticos, o que acham deste Papa?

quinta-feira, outubro 11, 2007

Justa Imoralidade

No seguimento do post da Inês, no qual já me revi, encontrei este texto no blog de uma amiga. Este artigo remonta a 1999 e é da autoria de João César das Neves, o qual, apesar de ter sido escrito há alguns anos atrás, conserva a actualidade. O que se tem passado no PSD, é um espelho do que se passa na sociedade em geral, e que, do meu ponto de vista, está magnificamente retratado neste artigo. Faço minhas as suas palavras.

"Na actual confusão moral da civilização ocidental existe uma surpreendente ordem subjacente. Se usarmos a estrutura ética clássica vê-se que o nosso tempo despreza todas as virtudes que ordenam a pessoa a si própria e exalta as que regulam a relação com os outros.

Quer isto dizer que se vive actualmente num vazio moral? Não. Existem, pelo contrário, aspectos em que a ética atingiu hoje níveis de elevação nunca antes imaginados. Nós vivemos no tempo que definiu os direitos humanos, que mais lutou contra o racismo e a discriminação e mais reduziu a pobreza e a tirania. Nunca, em qualquer época ou civilização, houve tanto esforço e empenhamento público e privado para criar justiça social, igualdade de direitos, harmonia e cooperação internacional. Com leis e organizações, esforços comunitários e pessoais, o nosso tempo conseguiu avançar muito na criação de uma sociedade justa e igualitária.

É verdade que continuam a existir corrupção, abusos, ditaduras, pobreza, roubos e morticínios. Mas esses factos, que sempre se verificaram, são hoje geralmente repudiados com um vigor e uma unanimidade nunca igualadas. Apesar de a opinião pública parecer tolerar crimes graves, como o aborto, temos de dizer que, em geral, avançou-se muito no campo da justiça. Aliás, do alto dessas realizações, o nosso tempo erigiu-se mesmo em juiz da História, e repudiou o seu passado porque nele existiu escravatura, colonialismo, discriminação das mulheres, miséria e desigualdade.

O nosso tempo confunde liberdade com falta de critério.

A nossa sociedade, muito exigente na ética relacional, desconhece simplesmente os critérios do comportamento pessoal. As teorias ecológicas e naturistas dos nossos dias até exaltam os instintos corporais. As consequências deste desequilíbrio são os múltiplos comportamentos insólitos, aberrantes ou simplesmente ridículos que vemos. E a profunda miséria moral que eles manifestam. O prazer substituiu a felicidade.

A extravagância, o exagero, o exibicionismo são hoje admirados e incentivados. Não há limites na ambição, no orgulho, na curiosidade. O suicídio e a eutanásia são aceites. A droga domina e o pudor é um conceito desconhecido. Perante o normal fascínio dos jovens pelo sexo, dizem-lhes que tudo é permitido, se evitarem a sida e a gravidez. Embebedar-se é brincadeira e comer com excesso é um feito. A família tem por finalidade apenas o prazer egoísta e, por isso, é instável e multiforme. Em certos casos, voltou-se mesmo ao paganismo mais boçal dos cultos báquicos.

O resultado está à vista. Vivemos na primeira civilização que busca ansiosamente a justiça mas se esqueceu da honra. E que, apesar de nadar em prazeres, não consegue ser feliz."

NDR: (peço licença ao autor do artigo, João César das Neves, pelo facto de me ter "apropriado" do título do seu artigo para epigrafar este post)

quarta-feira, outubro 10, 2007

Mais uma Psico-Moção


ACHA QUE SABE TUDO?

Uma vaga noção de tudo e um conhecimento de nada…
Charles Dickens


I – Nota prévia
Esta proposta é da autoria do Psicolaranja, um blog* de debate e reflexão nascido em Setembro de 2006, fruto do companheirismo da Universidade de Verão do PSD, JSD e Instituto Sá Carneiro.

II – Ponto da situação
Ao contrário de toda a estrutura da JSD, nem todo o PSD dá importância à formação de quadros. Os diversos níveis da Jota – da CPN aos núcleos – entregam-se à aventura da aprendizagem, treino e aperfeiçoamento. No Partido, só a direcção nacional e raras excepções lhe reconhecem utilidade.
É natural que os jovens quadros sejam mais entusiastas da formação, mas esta faz igual falta entre os dirigentes do PSD. Ninguém sabe tudo e na escada do Conhecimento há sempre mais degraus a subir, mais desafios numa escalada incessante em direcção à Sabedoria.

III – Objectivos
Esta proposta serve para:
1 – Incentivar a contínua formação de quadros no PSD
2 – Promover a reflexão interna
3 – Aperfeiçoar a acção política ao serviço de Portugal

IV – Algumas propostas
A – Cada Comissão Política (Nacional, Regional, Distrital e de Secção) deve designar, de entre os membros eleitos, o seu Director de Formação, que trabalhará em ligação com os representantes da JSD, ASD, TSD e do Gabinete de Estudos.

B – Cada Comissão Política deve organizar pelo menos uma acção de formação por ano, de acordo com as necessidades formativas.

C – A Universidade de Verão, já em 5ª edição, adquiriu prestígio devido a uma organização dedicada, oradores de categoria e alunos empenhados. O sucesso deve-se também ao esforço organizativo de vários Secretários-Gerais do PSD (José Luís Arnaut, Miguel Relvas e Miguel Macedo), dos Presidentes da JSD Jorge Nuno Sá, Daniel Fangueiro e Pedro Rodrigues, e do Director desde a primeira hora, Carlos Coelho.
Este projecto incute nos jovens participantes os valores do companheirismo, do trabalho de grupo, do estudo e da reflexão. Confere aos participantes as armas da argumentação, espírito de equipa, pontualidade e rigor. Tudo temperado com os elevados princípios em que se fundam a nossa democracia e Partido.
A UV é o nosso mais rico património no que toca à formação; a sua realização anual deve ser assumida como prioridade das prioridades.

D – Na sequência da UV, criar pós-graduações (tal como a recentemente criada Universidade do Poder Local) em áreas específicas como associativismo, media-training, finanças locais, ambiente, cultura, liderança e gestão de equipas, planeamento do território, direcção de campanhas, etc

E – Na égide das Comissões Políticas Nacional, Regionais e Distritais devem ser constituídos grupos multi-temáticos de formação, disponíveis para correr o território, a convite das estruturas locais.

F – Publicação – no site do PSD – da lista com os conteúdos/módulos e as iniciativas agendadas, permitindo não só às estruturas saber que módulos podem “requisitar”, como aos militantes acompanharem os eventos.

G – Disponibilização online de vídeos das acções de formação mais relevantes realizadas pela CPN. À semelhança do que acontece com os debates sobre a Revisão do Programa do Partido seria extremamente importante permitir a visualização destas acções por todos os militantes.
Transmissão em vídeo online, não só de acções nacionais mas também de acções distritais e/ou de secção em que haja condições para o fazer.

H – Publicação (no site do PSD) de um manual de formação política de “nível zero”, ou boas-vindas.

I – Elaboração do kit militante: um CD com o programa do partido, os estatutos, pequena abordagem histórica, galeria de imagens, bibliografia alusiva ao PSD, textos de antigos líderes, etc.

V – Conclusão
Todos os Congressos aprovamos dezenas de Propostas que “morrem” no dia seguinte. Diz a História que aprová-las é pouco: mais importante é torná-las realidade. Isso todos podemos fazê-lo junto das nossas estruturas locais. Basta Vontade!

* http://psicolaranja.blogspot.com/. Autores da proposta: Adriana Neves, Bruno Ribeiro, Inês Aguiar Branco, Inês Rocheta Cassiano, Lisete Rodrigues, José Baptista, José Pedro Salgado, Luís Sardinha, Magda Borges, Margarida Balseiro Lopes, Marta Rocha, Nélson Faria, Paulo Colaço, Rita Nave Pedro, Sandra Pimentel, Tânia Martins.

terça-feira, outubro 09, 2007

A Hora do Camaleão



Resolvi durante os últimos meses fazer uma retirada estratégica, primeiro para preparar os exames nacionais, minha primeira prioridade, mas depois porque o rumo que as coisas levavam, o que fui vendo, lendo e ouvindo, sobretudo a militantes do PSD me deixou profundamente triste e descrente na politica.

Essa foi aliás a razão porque decidi não consumar a minha inscrição como militante da JSD e manter-me independente.
Apoiei convictamente a recandidatura do Dr. Marques Mendes a líder do PSD e nem por isso ninguém me ouviu dizer ou escrever o que quer que fosse contra o Dr. Luís Filipe Menezes.

Sei, porque é fatal como o destino, que daqui até ao próximo fim de semana, à medida que se for aproximando a data do congresso, é chegada a hora do camaleão. Muitos dos principais críticos do actual líder vão passar a idolatra-lo com total e completo despudor…

Não é essa a minha forma de estar na vida o que não significa que não deseje que tudo corra o melhor possível ao PSD, para bem de Portugal que precisa de um PSD forte e credível.

Se acredito? Não, mas como sou democrata dou, naturalmente, o beneficio da duvida a quem ganhou.

Não vou andar por aí, fazendo obstrução sistemática como alguns num passado recente, mas estarei atenta e voltarei um dia quando e se entender que vota a valer a pena.

Viva a UV, os amigos que lá fiz e o magnifico reitor com quem tanto aprendi.

Até sempre.

segunda-feira, outubro 08, 2007

O Direito vai torto


Nem só dos novos prazos de prisão preventiva se faz a polémica à volta da grande reforma penal.

Em causa está o novo artigo 30º do Código Penal, que no n.º 3, agora introduzido, dispõe o seguinte:

“3. O disposto no número anterior não abrange os crimes praticados contra bens eminentemente pessoais, salvo tratando-se da mesma vítima.”

Este artigo trata a figura do crime continuado, que segundo a mesma norma, consiste na “realização plúrima do mesmo crime ou de vários tipos de crime que fundamentalmente protejam o mesmo bem jurídico, executada por forma essencialmente homogénea e no quadro da solicitação de uma mesma situação exterior que diminua consideravelmente a culpa do agente.”

O crime contra bens jurídicos pessoais é, por exemplo, um crime sexual. Neste caso, a prática de um crime de violação reiteradamente e repetidamente contra a mesma pessoa, é julgado como um só crime, ao contrário do que se aplicava anteriormente, em que cada violação correspondia a um crime.

Cabe-nos perguntar quem introduziu este n.º 3 ao artigo 30º e porquê.

As implicações que esta norma trará a processos mediáticos como o da Casa Pia fazem levantar suspeitas muito tenebrosas à volta da reforma penal em geral, e desta norma em particular.

Claro que tudo deve ser analisado casuísticamente, mas se atentarmos a uma regra fundamental na aplicação das penas que é a da norma penal mais favorável, signifcando que existe uma imposição constitucional clara no que respeita à retroactividade ou não na aplicação das normas penais, no mínimo, cabe à sociedade civil uma reflexão profunda.
Mais, sobre o silêncio do Governo e dos demais responsáveis políticos sobre o assunto.

A importância de ter sido Ernesto


"Acima de tudo procurem sentir no mais profundo de vocês qualquer injustiça cometida contra qualquer pessoa em qualquer parte do mundo."


"Nascido em 14 de junho de 1928 na cidade de Rosário, Ernesto Guevara de La Serna foi o primeiro dos cincos filhos do casal Ernesto Lynch e Celia de la Serna y Llosa.

Em 1947, Ernesto entra na Faculdade de Medicina da Universidade de Buenos Aires, motivado em primeiro lugar por sua própria doença (asma), desenvolvendo logo um especial interesse pela lepra.

Em 1952, realiza uma longa jornada pela América do Sul com o melhor amigo, Alberto Granado, percorrendo 10.000 km em uma moto Norton 500, apelidada de 'La Poderosa'. Observam, se interessam por tudo, analisam a realidade com olho crítico e pensamento profundo. Os oito meses dessa viagem marcam a ruptura de Guevara com os laços nacionalistas e dela se origina um diário. Aliás, escrever diários torna-se um hábito para o argentino, cultivado até a sua morte.

No Peru, trabalhou com leprosos e resolveu se tornar um especialista no tratamento da doença. Che saiu dessa viagem chocado com a pobreza e a injustiça social que encontrou ao longo do caminho e se identificou com a luta dos camponeses por uma vida melhor.

Já envolvido com a política, em 1953 viajou para a Bolívia e depois seguiu para Guatemala com seu novo amigo Ricardo Rojo. Foi lá que Guevara conheceu sua futura esposa, a peruana Hilda Gadea Acosta e Ñico Lopez, que, futuramente, o apresentaria a Raúl Castro no México.

Na Guatemala, Arbenz Guzmán, o presidente esquerdista moderado, comandava uma ousada reforma agrária. Porém, os EUA, descontentes com tal ato que tiraria terras improdutivas de suas empresas concedendo-as aos famintos camponeses, planejou um golpe bem sucedido colocando no governo uma ditadura militar manipulada pelos yankees. Che ficou inconformado com a facilidade norte-americana de dominar o país e com a apatia dos guatemaltecos. A partir desse momento, se convenceu da necessidade de tomar a iniciativa contra o cruel imperialismo.

Com o clima tenso na Guatemala e perseguido pela ditadura, Che foi para o México. Alguns relatos dizem que corria risco de vida no território guatemalteco, mas essa ida ao México já estava planejada. Lá lecionava em uma universidade e trabalhava no Hospital Geral da Cidade do México, onde reencontrou Ñico Lopez, que o levou para conhecer Raúl Castro. Raúl, que se encontrava refugiado no México após a fracassada revolução em Cuba em 1953, se tornou rapidamente amigo de Che. Depois, Raúl apresentou Che a seu irmão mais velho Fidel que, do mesmo modo, tornou-se amigo instantaneamente. Tiveram a famosa conversa de uma noite inteira onde debateram sobre política mundial e, ao final, estava acertada a participação de Che no grupo revolucionário que tentaria tomar o poder em Cuba.

A partir desse momento começaram a treinar táticas de guerrilha e operações de fuga e ataque. Em 25 de novembro de 1956 os revolucionários desembarcam em Cuba e se refugiam na Sierra Maestra, de onde comandam o exército rebelde na bem-sucedida guerrilha que derrubou o governo de Fulgêncio Batista. Depois da vitória, em 1959, Che torna-se cidadão cubano e vira o segundo homem mais poderoso de Cuba. Marxista-leninista convicto, é apontado por especialistas como o responsável pela adesão de Fidel ao bloco soviético e pelo confronto do novo governo com os Estados Unidos. Guevara queria levar o comunismo a toda a América Latina e acreditava apaixonadamente na necessidade do apoio cubano aos movimentos guerrilheiros da região e também da África. Da revolução em Cuba até sua morte, amargou três mal-sucedidas expedições guerrilheiras. A primeira na Argentina, em 1964, quando seu grupo foi descoberto e a maioria morta ou capturada. A segunda, um ano depois de fugir da Argentina, no antigo Congo Belga, mais tarde Zaire e atualmente República Democrática do Congo. E por fim na Bolívia, onde acabaria executado.
Sem a barba e a boina tradicionais, disfarçado de economista uruguaio, Che Guevara entrou na Bolívia em novembro de 1966. A ele se juntaram 50 guerrilheiros cubanos, bolivianos, argentinos e peruanos, numa base num deserto do Sudeste do país. Seu plano era treinar guerrilheiros de vários países para começar uma revolução continental.

Guevara foi capturado em 8 de outubro de 1967. Passou a noite numa escola de La Higuera, a 50 quilômetros de Vallegrande, e, no dia seguinte, por ordem do presidente da Bolívia, general René Barrientos, foi executado com nove tiros numa escola na aldeia de La Higuera, no centro-sul da Bolívia, no dia seguinte à sua captura pelos rangers do Exército boliviano, treinados pelos Estados Unidos.
Sua morte, no dia 9 de outubro de 1967, aos 39 anos, interrompeu o sonho de estender a Revolução Cubana à América Latina, mas não impediu que os seus ideais continuassem a gozar de popularidade entre as esquerdas."

Foi portanto há 40 anos.

"Os poderosos podem matar uma, duas até três rosas, mas nunca deterão a primavera."

sábado, outubro 06, 2007

Quem mexeu no meu queijo?

O discurso do Presidente da República, Cavaco Silva, a propósito das comemorações do 5 de Outubro, fica marcado pelo alerta lançado em torno do tema da Educação.
Cavaco Silva, para além dos muitos recados ao Ministério da Educação e à sua forma de actuação, defendeu um “novo olhar” sobre a escola, concretizado numa diferente gestão escolar.
Segundo este novo modelo, o director dos estabelecimentos de ensino seria escolhido por uma assembleia composta por pais e representantes do meio cultural, empresarial e económico envolvente.
Desde Sócrates, aos sindicatos passando pelo CDS todos elogiaram o discurso do nosso PR. Estranho apenas que esta mesma proposta, defendida em Maio por Marques Mendes na Assembleia da República, tenha sido chumbada à data, num grotesco coro de críticas ao projecto do PSD.

Há, de facto, gente que anda a comer demasiado queijo...

quinta-feira, outubro 04, 2007

Uma boa piada é uma coisa muito séria!

Faz hoje 18 anos que morreu o Dr. Graham Arthur Chapman , membro dos famosos Monty Python.

Farto que estou de pessoas a fazerem tempestades em copos de água, tendo sido sempre um defensor do humor como pricipal ferramenta para a vida, aproveito esta oportunidade para relembrar este grande homem, transpondo para este espaço a homenagem feita pelos seus colegas no seu funeral.

quarta-feira, outubro 03, 2007

Células Estaminais


Até ao dia 30 deste mês de Outubro, terá lugar na A. R. o debate sobre Investigação em Células Estaminais (stem cells). Porque gostava de saber a posição dos psicóticos sobre o tema, deixo algumas indicações, que julgo poderem contribuir para um maior esclarecimento.


Células Estaminais - noção- "(...) células extraordinárias cujo destino ainda não foi "decidido". Podem transformar-se em vários tipos de células diferentes, através de um processo denominado "diferenciação". Nas fases iniciais do desenvolvimento humano, as células estaminais do embrião "diferenciam-se" em todos os tipos de células existentes no organismo - cérebro, ossos, coração, músculos, pele, etc." in bionet online


Existem alguns tipos de células estaminais, a saber: totipotentes, pluripotentes e multipotentes. Estes tipos variam em função do potencial das próprias células, as primeiras por estarem numa fase muito inicial podem transformar-se em qualquer tipo de tecido, enquanto que as últimas, num estado mais avançado de desenvolvimento apenas podem transformar-se em alguns.


De facto, as células estaminais são vistas pela comunidade científica como a possível resposta para curar muitas enfermidades.


Mas a Investigação deste tipo de células coloca alguns problemas de carácter Ético. Isto porque, se é possível encontrar células estaminais em individuos adultos, a verdade é que as células estaminais com máximo de potencial são encontradas em óvulos fecundados artificialmente (chamados embriões) e em fetos resultado de aborto (espontâneo, mas sobretudo provocado).


A necessidade legislativa deve definir assim se é permitido o estudo científico de fetos e embriões. E, no caso dos embriões, é ainda importante que se limite o número máximo de óvulos fecundados para cada casal, que recorre à inseminação in vitro. Isto para evitar que se fecundem óvulos exclusivamente para fins científicos.


Qual é a dignidade de um embrião? E de um feto?

Será justo "fabricar" embriões para investigação?

terça-feira, outubro 02, 2007

O Rei Salomão

"Os dias que antecederam as eleições no PSD fizeram-me lembrar uma história do Antigo Testamento: a sentença do Rei Salomão.
Duas mulheres apresentaram-se perante o Rei dizendo-se ambas mães de um bebé e reclamando a sua posse.Salomão ouviu uma, ouviu outra – e, como não tivesse certezas sobre qual delas falava verdade, pediu uma espada e sentenciou:
– Corta-se o bebé ao meio e cada uma fica com a sua metade.
Uma das mulheres aceitou, satisfeita com a sentença do Rei. Mas a outra ajoelhou-se aos pés dele e suplicou:
– Não façais isso! Prefiro que entregueis a criança àquela mulher.
Nessa altura, o Rei Salomão ficou a saber qual delas era a verdadeira mãe do bebé e entregou-lhe o filho.

Que tem isto a ver com o PSD?", in Sol.

A casa arruma-se e limpa-se dentro das quatro paredes e não à vista de todos. A campanha eleitoral para a liderança do partido foi um lavar de roupa suja. O partido não saiu prestigiado, reforçado ou engrandecido. Espero que o PSD venha a ter a capacidade de se regenerar e de conseguir assumir a sua posição como O maior partido da posição e de futuro Governo.

Cada um com a sua metade...