
Soube-se na semana passada o resultado das investigações do caso Apito Final (a versão softcore do Apito Dourado, diga-se que quem escolhe estes nomes devem ser os mesmos que traduzem os nomes dos filmes).
Independentemente das maiores ou menores qualidades da decisão tomada, finalmente há culpados, finalmente há rostos para os crimes, finalmente os brandos costumes passam a penas reais.
E eis senão quando vêm os paladinos da verdade dizer que afinal do que se trata é de bodes expiatórios, que isto é só fachada, que é região x contra y.
Pasme-se, chegou-se ao ponto de afirmar que comportamentos eticamente reprováveis, que configuram em qualquer caso da vida normal situações de para-criminalidade e que no futebol pela natureza de que se reveste o desporto são ainda mais graves, "têm de ser entendidos no contexto da natureza humana" (José Guilherme Aguiar). Pudera, até a pedofilia ou o homicídio têm de ser enquadrados nessa perspectiva, como aliás todos os actos do "bicho Homem".
Portanto, não interessa se há mais culpados, interessa é desculpar os que o já são.
Afinal que porra de país queremos???
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terça-feira, maio 13, 2008
Apito esquizofrénico
Uma psicose de João Marques às 11:14 p.m. 20 psicomentários
Marcadores: nem Fátima o salva e a culpa lá vai morrendo solteira, Triste fado o do futebol
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