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terça-feira, julho 22, 2008

De Ilusão em Ilusão até à Desilusão



Reflecte-se em tudo: no IVA, no ISP, no imposto sobre veículos, no imposto sobre tabaco... mas tal não é surpreendente. É mesmo natural que durante a crise a receita do Estado se ressinta.

O problema reside na famigerada consolidação orçamental, que está de tal forma assente na receita fiscal que se encontra sériamente ameaçada. E foi esta uma das ilusões do nosso Governo!

O Governo era - há dois anos - reformista, dinâmico e capaz de controlar o défice. Afinal, as reformas foram remendos, a dinâmica não passava de agitação, o controlo de défice não passou do estupro dos rendimentos dos portugueses.
Temos andado de Ilusão em Ilusão até à Desilusão!

terça-feira, julho 08, 2008

O Bom Governo



Muitos apregoaram a enorme capacidade reformista deste Governo. Nunca me convenci. O último relatório da SEDES faz uma análise crua ao trabalho deste Executivo...

Um Bom Governo não pára as reformas porque se aproximam as eleições, pois tal é o comportamento de um Governo Fraco; um Bom Governo não ignora a realidade, pois tal é o comportamento de um Governo Débil; um Bom Governo é discreto na acção e eficaz nos resultados, não é espalhafatoso na acção e medíocre nos resultados.

Não, não temos um Bom Governo!

quinta-feira, junho 05, 2008

A ditosa consciência


Hoje, mais uma vez, uma central sindical voltou a juntar mais de 200 mil pessoas contra as políticas do Governo. A CGTP, que ainda está em negociações com o PS sobre o Código de Trabalho, saiu hoje à rua!

Serão os sindicatos os grandes vencedores da maioria absoluta PS? O PS faz reformas que pouco mais são do que revisões do actual sistema, mas contabilizamos adesões às "manif's" como há muito não se via. Estará a acontecer um verdadeiro movimento de massas ou serão estas adesões mero enriquecimento sem causa?

E deve o Governo mudar de opinião abismado e receoso da "rua"? Quando ignoramos sinais da rua somos preserverantes ou prepotentes?
Tudo depende da consciência de cada um. Neste ponto, prefiro a pálida reforma do Governo à via defendida pelo sindicato. Não devemos ser autistas, e a política sem as pessoas não vale a pena, mas também cabe a quem governa ter a presença de espírito de conduzir o País, mesmo quando seria mais cómodo ir com a corrente.