Há em Portugal mais de 40 mil famílias com necessidade imediata de habitação.Quem deve suprir esta falha? Tem de ser o Estado a intervir, mas será a forma como intervém que fará a diferença. Deverá simplesmente dar casas a quem precisa?
O Plano Estratégico da Habitação defende um Estado mais regulador e fiscalizador, defendendo que se deve criar uma bolsa de fogos para resolver as carências, mas com enfoque na dinamização do mercado de arrendamento. Isto é: não se dá, aluga-se.
É um bom sinal: rendas a custo controlado, fora da lógica "bairro social", com a Câmara e as parcerias público-privadas como principais agentes.
Deixemos de acumular os mais desfavorecidos em caixotes: ajudemos quem precisa, sem vergonhas nem pudores, sem ghettos. A vida já é difícil o suficiente sem a discriminação do Estado.