Quando se dirigiram para a porta do banco com os reféns como escudo humano, pelas 22h55, os assaltantes assinaram a sentença de morte. Era uma questão de tempo até à intervenção do Grupo de Operações Especiais (GOE) da PSP. O drama ainda se prolongou por uns longos 38 minutos. A gerente da agência bancária e o funcionário tremeram com as armas dos assaltantes apontadas à cabeça. Três tiros puseram fim ao pesadelo.Ontem a cidade de Lisboa foi palco de um filme de Hollywood: um assalto a um banco falhado, uma situação de reféns, negociação e intervenção final por parte dos nossos GOE.
A operação foi um sucesso: salvaram-se os reféns. Não se pode deixar de lamentar que um dos sequestradores tenha sido morto na intervenção, e o que o outro esteja gravemente ferido. Teria sido preferível que não fosse necessário o uso da força.
As nossas forças policiais estão de parabéns. Tiveram um desempenho extraordinário, num país em que o padrão-crime parece estar a mudar, num país em que a violência das ruas parece estar a aumentar.